segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Me despindo da "Mulher-Maravilha"!



Boa noiteee!!

Que sensação incrível voltar nesse cantinho...

Como estão vocês?

Eu precisava vir até aqui para dizer uma coisa pra você... isso mesmo, pra você!

Ei, você não é responsável por salvar o mundo! Nem por salvar o outro! Livre-se desse peso, e faça suas escolhas sem a influência da culpa...

Entrei em um relacionamento em 16/07/2006... Formamos uma família em 10/12/2006... Muitas(os) de vocês sabem muito dessa história, uma história de amor, de dor, de crescimento, de fortalecimento... de resiliência!

Durante 12 anos, tivemos bons e maus momentos, e não é sobre isso que quero falar... Quero falar do peso de carregar o outro sobre si...

Durante todo esse tempo, muitas vezes minhas escolhas foram tomadas com base nos dilemas: “se eu o deixar, ele ficará bem?”, “se nos separarmos, ele vai recair?”, “sem mim, ele vai se afundar?”... É interessante que a culpa e a responsabilidade sobre o outro, gritavam mais alto até do que o amor, não só do amor romântico, mas principalmente do amor que eu deveria ter sentido por mim mesma (amor próprio)...

Postei poucas coisas nesse ultimo ano, porque precisava (talvez ainda precise) de um tempo. Um tempo para refletir. Um tempo de luto, sim. Um tempo para aprender com tudo o que vinha acontecendo de forma frenética por tantos anos. Um tempo para digerir os aprendizados. Para sentir minhas dores. Afinal, o primeiro aprendizado que tive nesse ano é que qualquer um de vocês (os outros) podem perfeitamente viver sem mim, mas eu não... Eu sim necessito de um cuidado que somente eu mesma poderia me dedicar...

Bom, como sabem, nos separamos em 20 de agosto de 2018. Nosso divórcio se concluiu em julho deste ano (2019). E sei que vocês se perguntam por dentro: e ele? Como ele está?

Ele está bem! Está casado com uma moça bacana! Está feliz!

De todo o meu coração, não tenho nenhuma mágoa. Pelo contrário, meu amor por ele se transformou em outro tipo de amor. Sigo acreditando na sua recuperação e na sua capacidade de ser feliz... Além da história que tivemos, ele é e sempre será o pai dos meus filhos, e eu jamais vou lhe desejar mal...

Mas o ponto que me deixou muito introspectiva e reflexiva foi esse: por que eu me acho tão necessária, a ponto de me anular? Por que me considero tão fundamental, a ponto de não me cuidar, tantas vezes, em prol de outros?

Ah, minhas lindas, acreditem, o outro pode sim viver sem a nossa autoanulação e sacrifícios...

“Poly, você está dizendo para nos separarmos de nossos maridos adictos?”

Claro que não!

Estou dizendo que os relacionamentos devem ser saudáveis, tendo como base a troca, o amor, o respeito, o cuidado mútuo... Você merece isso! Todos nós merecemos!

Mas, se a base de um relacionamento é a culpa, o medo, ou a autoanulação de uma das partes (ou das duas), busque ajuda... Somente com muita ajuda psicológica e autoconhecimento, conseguimos nos fortalecer para mudarmos o que precisa ser mudado.

Também não estou dizendo que, ao deixar o adicto, ele ficará bem... Afinal, cada um é cada um... Eu sempre disse isso aqui, não é mesmo? Respeito muito a individualidade das pessoas.

Meu intuito aqui hoje é, por meio da minha história de “mulher-maravilha”, vivida por 12 anos, dizer que, apesar de todo o meu esforço e dedicação extremos, nesse tempo todo eu não salvei ninguém, e muitas vezes perdi a mim mesma...

Olha que interessante a frase de hoje do livro CEFE (Compartilhando Experiência, Força e Esperança), do NAR-ANON:

“Hoje, independente das coisas que as outras pessoas estejam fazendo ou não, seguirei em frente com a minha vida. Sei que é correto atravessar a ponte para uma vida melhor, mesmo que para isso tenha que deixar pessoas para trás. Não me sentirei envergonhada ou culpada. Sei que onde estou agora é um lugar melhor, e é onde devo realmente estar.” (Melody Beattie).

É isso...

Bom, na ultima postagem, informei o término desse blog e a retirada do livro da plataforma. Ainda não o fiz, primeiro porque muita muita gente enviou e-mail e comentários pedindo a permanência. E segundo, porque estou estudando como fazer isso da melhor forma possível para todos nós. Agradeço aos muitos (muitos mesmo!) e-mails e comentários de pessoas que deixaram suas mensagens de gratidão, suas histórias e pedidos para o Blog continuar... Estou analisando, com carinho... 

Amores, hoje tive uma surpresa maravilhosa ao entrar no blog: passamos de 1.000.000 de visualizações!!! Estamos, neste momento, com 1.003.693!!! Meu coração fica muito feliz com isso, porque vejo que nunca estive sozinha... Assim como vocês não estão!!

Antes de tirar o livro do site, e em comemoração por termos passado de 1.000.000 de visitas ao Blog, e sobretudo pelo novo ciclo que está nascendo, na próxima postagem virei para presentear vocês com 5 livros Amando um Dependente Químico, gratuitamente!

Agora vou encerrar por aqui para não estender demais esse post... Quando eu começo, não quero mais parar... Risos.

Fiquem com Deus!

“Eu seguro a minha mão na sua, e uno o meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer o que sozinha eu não consigo...”

“Pare de controlar os outros e cuide de você mesmo...” (Melody Beattie)

domingo, 21 de abril de 2019

Você tem medo da mudança?

Boa tarde!!
Feliz Páscoa!!
Vídeo novo no nosso canal no youtube... sobre mudança!
Já estamos com 1.078 inscritos no nosso cantinho (canal)... Muito obrigada! 
Assistam e deixem o feedback sobre o vídeo.
Beijos!!



segunda-feira, 8 de abril de 2019

O fim do Blog Amando um Dependente Químico.



Boa tarde, menin@s!!
Tudo bem com vocês?

Muito obrigada por todas as mensagens de carinho e também de preocupação buscando notícias para saber se estou bem...
Estou bem sim, graças a Deus!

E estou aqui, com o coração um pouco apertado, mas decidida a seguir minha vida adiante, sem o peso do passado... Tenho certeza que vocês vão entender o que tenho pra dizer...

Em 18 de maio de 2011, eu iniciava esse blog. Perdida. Buscando respostas. Cheia de dor... E nem de longe eu poderia imaginar o quanto esse cantinho seria um instrumento de mudança tão lindo, na vida de vocês, e principalmente na minha!

Oito anos se passaram. Atingimos quase um milhão de visitas. Trocamos muito! Crescemos muito!

Até hoje chegam pessoas novas por aqui, diariamente.

Foi por meio desse blog que nasceu um projeto governamental às famílias de dependentes químicos do DF, que atendeu mais de 3.000 famílias!

Foi daqui que nasceu o livro Amando um Dependente Químico, com mais de 2.500 leitores.

Ou seja, foram muitos os frutos... Valeu muito a pena as madrugadas que passei aqui!

São tantos relatos lindos que me dá uma sensação exatamente de “valeu a pena”...

Entretanto, hoje, eu não consigo mais ler as minhas postagens do passado...

Não consigo porque é reviver aquela dor. Não consigo porque fico triste ao lembrar o quanto eu esperava um final diferente. Não consigo porque eu mudei. Não consigo porque esse ciclo se encerrou.

Como sabem, meu casamento acabou em agosto do ano passado, e o processo do divórcio foi iniciado agora. E esse é um momento que tenho usado para muita reflexão e autoconhecimento.

Foi fantástico o tempo que passamos falando sobre codependência, seus sintomas, suas fases, sua recuperação. Mas o fato é que percebi que o “buraco é mais embaixo”. Enquanto a gente não aprende a se amar e se respeitar, vamos considerando como aceitáveis coisas absurdamente inaceitáveis, e nesse processo nos machucamos muito, nos perdemos...

No mês que vem, completarei 41 anos de idade, dos quais 28 anos foram convivendo com dependentes químicos. Certamente, se passei por isso, foi por um objetivo, um propósito, e quero continuar sempre ajudando pessoas que vivem hoje o que vivi...

Pessoas que amam dependentes químicos, mas principalmente pessoas que estão acostumadas a se anularem completamente, que não sabem mais quem são, nem o que querem para suas vidas... pessoas que buscam no outro o amor que não dão a si mesmas.

Diante disso, cheguei á seguinte conclusão: no próximo dia 18/05/2019, o blog Amando um Dependente Químico será apagado, e os livros Amando um Dependente Químico serão retirados do site... Acredito que essa missão específica chegou ao fim.

Mas vou continuar. Aos poucos, quero voltar a escrever para vocês (na verdade, é pra mim... rs), no entanto, em outro formato, com outro foco.

Ano que vem quero publicar o livro O Diário de Francine Deschamps (veja aqui).

Quero continuar falando de prevenção do uso de drogas, de amor, e sobretudo, do amor próprio...

Falar do quanto a vida pode ser linda, mesmo quando as coisas não saem do jeito que esperávamos...

Do quanto os “nãos” que levamos da vida nos fazem mais fortes, e como eles são úteis para nós, mesmo causando incômodos...

Falar que se despedaçar para que o outro fique inteiro, não é amor não, viu, gente?!

Enfim, vou continuar minha missão...

Então, olha só, para não perdermos o contato, faz o seguinte:

1.      Segue o instagram @cantinhodapolyp (CLIQUE AQUI) ;
2.      Segue o nosso canal no youtube (CLIQUE AQUI)
3.      Segue nossa página no Facebook (CLIQUE AQUI).

Em breve, poderemos “bater-papo” por meio de lives, vídeos e textos nesses canais...

Por fim, quero deixar claro que continuo acreditando que a recuperação de dependentes químicos é possível, e que histórias com finais diferentes da minha também. Fé e força sempre, ok?!

Cada um é cada um. E cada um tem a sua própria história...

Quem quiser adquirir o exemplar do livro Amando um Dependente Químico, deverá fazê-lo até 17/05/2019, CLIQUE AQUI, pois no dia 18 ele sairá de circulação em definitivo.

A história “Amando um Dependente Químico” acabou... mas a história de amor da vida da Polyanna está só começando, e eu convido você a seguir comigo nessa minha “nova versão”...

Não quero ninguém triste não, hein?!

"Eu seguro a minha mão na sua, e uno o meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer o que sozinha eu não conseguiria..." Juntas(os) sempre!!!

Fiquem com Deus!

Obrigada por tuuuudo!!!

Beijos.
Poly