sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Amei e sofri... Mas valeu a pena!

Por falar em dizer ‘não’ (clique aqui e leia o post anterior), no início deste ano precisei dizer um dos nãos mais difíceis que já disse na vida...

Quem acompanha o Blog, sabe que nos últimos anos atuei como coordenadora do projeto “Ame, mas não sofra”, da Secretaria de Justiça do DF, cujo objetivo é levar apoio, informação e orientação às famílias de dependentes químicos, e também às famílias que querem atuar como fator de proteção antes das drogas entrarem em suas casas.

Foi uma jornada e tanto!

Tudo começou quando o Blog e livro Amando um Dependente Químico já haviam alcançado muitos leitores, mas eu ainda me escondia por trás do pseudônimo Polyanna. Quase ninguém sabia desse meu “trabalho”. Eu não queria me expor nem expor minha família por medo do preconceito e até mesmo por ser como sou, uma pessoa muito reservada.

Mas, um dia, dei um livro de presente ao Secretário de Justiça da época. Ele era filho de alcoolista, e eu percebia a sua paixão por essa causa (a luta contra as drogas). Então, embora ele fosse um político (o que me fazia ter os pés atrás), a forma como ele falava desse assunto, despertou em mim a vontade de que ele lesse o livro e conhecesse os dramas e possibilidades de superação das famílias que convivem com isso.

Enviei o livro para o seu escritório, como presente de aniversário, e na dedicatória agradeci por seu empenho na luta contra as drogas. Assinei como Polyanna.

Para a minha surpresa, dois dias depois, ele me enviou uma mensagem privada, para o perfil da “Polyanna”, dizendo que não conseguia parar de ler o livro, e agradecendo pelo presente.

Naquele momento, percebi que estava pronta para quebrar o meu anonimato, em prol de uma causa maior.

Então respondi a mensagem dizendo que eu, Polyanna, era uma servidora da Secretaria de Justiça que trabalhava na área administrativa, e me identifiquei. No mesmo momento sua secretária me ligou e me chamou à sua sala. Com emoção estampada nos olhos e na fala, ele (o Secretário) falava sobre o livro Amando um Dependente Químico, e sobre como ele ainda não havia se dado conta do que é a codependência e dos males que ela gera.

“Vamos fazer algo por essas famílias? Você pode elaborar um projeto?”

E assim nasceu o “Ame, mas não sofra”. Na verdade, ainda demorou para ele ser implantado, pois o Subsecretário de Políticas sobre Drogas da época, enquanto eu apresentava o projeto, sequer me olhava. Ficava lendo outros processos sobre a mesa, e dizendo “unhum”, enquanto eu falava empolgada. Ao fim, ele disse: “Já fazemos esse trabalho”, e mandou arquivar o projeto sem implantá-lo.

Caramba, fiquei arrasada, e com mais raiva ainda desse meio político. Gastei meu tempo, fiz enquete no blog para receber sugestões das famílias, passei noites em claro para entregar o projeto rapidamente, pois sabia da carência dessa área, e também sabia que não havia NADA de política pública voltada exclusivamente para essas famílias.

Dias depois, estava em minhas atividades normais e fui chamada para uma reunião no gabinete do então Secretário. Era sobre o tema “drogas”. Não entendi por que me chamaram. Eu era da Gestão de Pessoas, mas o Secretário queria mesmo me ver nessa área, ele havia se sensibilizado muito com o livro. Nessa reunião, uma das pautas era o número de adesivos (de prevenção ao uso de drogas) colados em veículos. Juro que tive vontade de sair correndo! Puts, em que isso muda a nossa vida?!?

Definitivamente eu não queria fazer dessa causa um trabalho político.

Ok. Voltei à minha vida normal. Escrevendo no blog. Palestrando às famílias em Comunidades Terapêuticas. E trabalhando na área administrativa da Secretaria. O tempo passou.

Alguns meses depois foi publicado o remanejamento daquele Subsecretário de Políticas sobre Drogas para outra área da Secretaria. E quem seria o novo Subsecretário? Um Psiquiatra que eu conhecia, alguém que sabia da relevância de cuidar dessas famílias. Fiquei tão feliz! Quando ele estava tomando posse, o encontrei pelos corredores, e ele me disse: “Vamos cuidar das famílias?! Quero ver o seu projeto ainda nesta semana!”

Foi um aprendizado para a minha vida: Eu vi que Deus tem o tempo certo Dele! Eu nem esperava mais ver esse sonho realizado, era um projeto arquivado, “enterrado”! Mas, naquele momento, diante daquelas palavras, meu sonho de ver um trabalho governamental voltado para essas famílias reviveu! No mesmo dia, pedi o desarquivamento do projeto... Era outubro de 2013. Em quarenta dias, com a ajuda do novo Subsecretário (e Psiquiatra especialista em dependência química), ajustamos o projeto e o lançamos.

Quem quiser entender melhor, veja os vídeos abaixo, onde explico sobre as ações do “Ame, mas não sofra”.


A gravação foi feita de celular, mas dá pra entender direitinho as ações do projeto.


Entrevista ao Brasil Urgente.

Nesse dia do lançamento, me recordo que chorei de casa até chegar no trabalho. Eu estava tão feliz! Saber que tudo o que eu havia vivido (de ruim), agora estava gerando um fruto tão lindo, que ajudaria a tantas famílias. Eu só sabia chorar e agradecer a Deus.

Quando cheguei no trabalho, antes da cerimônia, pedi que uma colega me maquiasse, mas era impossível, eu não parava de chorar... Me lembrava da minha avó, do meu avô, da minha mãe, pessoas que tiveram suas vidas marcadas pela codependência, pela dor, sem informação, sem amparo, sem orientação. E agora, eu poderia ajudar outras famílias a terem um desfecho diferente da minha!

Pensava em mim. No quanto eu havia conhecido o fundo do poço, e que com muito esforço, buscando ajuda nos grupos, nas terapias, nos livros, e até mesmo em vários cursos, agora me sentia viva e queria contagiar a outros com essa vontade de vida, mesmo com as dificuldades de ter familiares dependentes químicos.

E agora não seria somente por uma tela de computador. Seria ao vivo. Podendo sorrir, olhar nos olhos, abraçar essas famílias, e com o apoio do governo!

E assim foi!

O que eu ganharia em troca materialmente falando? Nada!

Mas a recompensa era muito maior: os sorrisos das famílias, os seus “obrigados”, os aprendizados...

Eu continuava trabalhando no mesmo local (Gestão de Pessoas), no mesmo cargo, com o mesmo salário, e agora com a responsabilidade de coordenar esse projeto de outra Subsecretaria. E assim foi por sete meses (outubro/2013 a abril/2014).

Em maio/2014 os servidores efetivos entraram em greve, e minha equipe da Gestão de Pessoas ficou bem desfalcada. Então precisei, pela segunda vez (a primeira foi antes dele nascer, lembra?), dizer “adeus” ao “Ame, mas não sofra”. O projeto já tinha seis meses de vida, centenas de famílias atendidas, e eu estava simplesmente exausta. Como havia pessoas na Subsecretaria para trabalhar exclusivamente com isso, passei o bastão.

Eu ficava de longe, querendo saber de tudo. Parecia aquela mãe que o filho cresceu, mas ela quer continuar cuidando, sabe? Mas, eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, precisaria me desligar.

Para a minha surpresa, após alguns problemas que começaram a surgir no desempenho do projeto, fui nomeada como Coordenadora, oficialmente.

Como assim?! Era um Cargo de Natureza Especial. Um cargo que só quem ocupa são os indicados políticos. Mas, eu havia sido nomeada.

Além de fazer, exclusivamente, o que eu amava, agora ainda teria o meu salário dobrado para isso... Difícil acreditar!! Eu era toda gratidão a Deus!

Mas eu não sabia ao certo onde estava entrando...

Foram anos incríveis, de muito aprendizado! Entretanto, precisei lidar com algo muito complicado: a inveja.

Alguns, uma minoria (graças a Deus) não aceitava uma pessoa como eu (servidora pública efetiva, sem vínculo político, e ainda parente de dependente químico) ocupar um cargo como aquele.

Entretanto, a maioria se deixou contagiar pelo amor à causa, e pela vontade de levar informação, carinho e cuidado a essas famílias!

Havia uma Psicóloga para orientação a essas famílias, na Unidade de Apoio, e realizávamos cursos, bimestralmente, onde Psiquiatras, Psicólogos, Promotores de Justiça, Terapeutas, dentre outros, ministravam palestras e interagiam com as famílias e profissionais presentes, além dos grupos de apoio (NAR-ANON, AL-ANON, Amor Exigente, Pastoral da Sobriedade e NA) que levavam informações ao público. Eram 20 horas mágicas! Sensação incrível de ver aquelas famílias terem novamente esperança!

No final de 2014, o “Ame, mas não sofra” passou por um teste de fogo! As eleições. Como no Distrito Federal houve troca do Governador e do Deputado que cuidava da Secretaria, pensei que seria o fim do projeto.

Mas não foi!

A nova gestão abraçou o projeto e quis dar continuidade! E para a minha surpresa, eu continuei no cargo.

Desafios? Todos!

Zero de verba para as ações, então muitas vezes tirei do bolso.

Não tínhamos mais Psicóloga, nem sala exclusiva para o atendimento às famílias, e nossa equipe era composta por apenas três pessoas (contando comigo).

Não tínhamos mais aquele apoio e incentivo, então era tudo na raça mesmo.

Foi um ano de muito, muito trabalho e esforço.

Muitas vezes eu não tinha hora para chegar, passava finais de semana cuidando de assuntos do trabalho, perdia o sono com preocupações relativas ao projeto, enfim, agora era uma codependente de milhares de famílias, e não apenas da minha. Rsrs.

Como podem observar, em 2015, postei pouco no blog, não conseguia mais responder aos e-mails, e precisei parar o livro O Diário de Francine Deschamps (clique aqui, e conheça a história), que estou escrevendo juntamente com a irmã da Francine, a Isabela.

Na verdade, nem almoçava mais direito, não tomava água... Não fazia nem xixi!!!

Minha família também foi “sacrificada”, pois meu tempo era curto, e quando tinha tempo, estava exausta.

Entretanto, quando me deparava com as famílias, com os benefícios que esse projeto lhes gerava, perdia a vontade de parar, e minhas forças se renovavam.

Bom, eu sempre soube que foi Deus quem me colocou naquele cargo, e que somente Ele me tiraria de lá, e na hora Dele.

Algumas vezes, durante os dois anos, me chamavam “no canto”, dizendo que eu precisava participar de reuniões políticas, ou participar de festas também políticas (com ingressos vendidos a preços salgados), ou então eu poderia ser exonerada do cargo em comissão.

Nunca cedi a isso. Claro que eu precisava do salário, claro que eu amava o que fazia, mas jamais agiria contra meus princípios somente para me manter em um cargo.

E nesse mês de janeiro, na reestruturação da Secretaria, algo aconteceu.

A coordenação que cuidava das famílias, embora tenha realizado sozinha, pelo menos 80% de todas as ações de sua subsecretaria, foi reduzida a uma gerência. E outras coordenações que nada realizaram, se mantiveram.

Por quê? Realmente não sei.

Fui nomeada, então, para essa nova gerência, mas percebi que era a minha hora de dizer ‘não’.

Pensei muito antes. Seria orgulho ferido meu? Não, não era. Era apenas a hora de colocar em prática tudo o que aprendi nesses anos todos. Ou seja, não permitir abusos. Não me autoanular. Não pensar somente no resultado positivo para os outros, esquecendo do preço que eu pagava por isso.

E assim, eu disse ‘não’ ao novo cargo.

Não foi fácil. Não está sendo fácil. Pedi exoneração no dia 06 de janeiro. Chorei muito. Passei dez dias sem sair de casa. Não conseguia acreditar que o sonho havia chegado ao fim para mim...

Em dezembro, tivemos o ultimo seminário do “Ame, mas não sofra” e foi tão lindo! Não tínhamos recurso nenhum, foi tudo na base da parceria e do desembolso. E de todos os seis cursos, e dois seminários, esse foi o mais lindo. Não sei explicar. Talvez fosse a minha despedida, mesmo sem saber.

Tantos profissionais ali, voluntariamente, atendendo aquelas famílias. Os grupos de apoio com seus stands, também levando informação. Tantos depoimentos lindos, inclusive da D. Carminha Manfredini, mãe do Renato Russo (Legião Urbana).

Ali foram formados 155 novos multiplicadores sociais, e nesses dois anos, mais de 2.000 famílias foram alcançadas pelo “Ame”.


Membros dos grupos de apoio levando a mensagem!


Carminha Manfredini, mãe do Renato Russo, mais uma de nós... Guerreira! 


Colaboradores do "Ame".


Falando sobre a codependência e sua superação.


Mesmo que eu tente, não conseguiria relatar o quanto cresci com essas experiências.

Conheci muitos oportunistas, mas também conheci muita gente engajada de verdade nessa causa!

Mas, chegou a hora de seguir, virar a página... Vida que segue, né?!




Fernando Pessoa disse que: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos...”
Às vezes é preciso dizer até logo, ou mesmo um adeus (ainda que isso nos cause dor), pois a vida é feita de ciclos. E 2016 já começou me trazendo grandes mudanças, um novo ciclo, eu diria. 
Foram mais de dois anos dedicados ao “Ame, mas não sofra”, um programa de apoio às famílias de dependentes químicos... E foi muito mais que um trabalho... 
Essa causa é uma paixão, e faz parte de quem sou e do que realmente acredito! 
Acredito que essas famílias precisam de cuidado, de atenção, de acolhimento, de orientação e que elas podem sim levar uma vida mais leve, com mais qualidade, mesmo em meio à dor que o uso abusivo de drogas de alguém amado traz aos seus lares.
Agradeço, de coração, a todos os que acreditaram e abraçaram essa causa, seja fazendo parte da equipe, ou atuando como parceiro, voluntário ou incentivador. A todos!
E agradeço, sobretudo, a Deus, por ter me dado a oportunidade de ser um instrumento que colaborou para que mais de 2.000 famílias recebessem a informação e o carinho devidos... Agradeço por cada abraço que recebi, cada olhar marejado que vi, cada sorriso que vi despertar, cada história que conheci, e cada “muito obrigado” que ouvi... Cresci como profissional, e cresci muito mais como ser humano!!
E claro que não paro por aqui! A missão continua fora da área governamental... 
Afinal, hoje estou saindo do “Ame”, mas o “Ame” nunca sairá de mim...
(postagem no facebook, em 05/01)

E depois de muito chororô e depressão, estou de pé novamente. De volta ao blog! De volta ao livro! De volta às origens!

Espero que nossos governantes um dia enxerguem, com os olhos do coração, a importância de cuidar de verdade dessas famílias...

Se não cuidar das famílias, não há política de prevenção eficaz, nem de tratamento ou reinserção, mas somente dinheiro público mal investido. #ficaadica

Tive a felicidade de ter o meu nome indicado e aprovado, de forma unânime, pelo Conselho de Políticas sobre Drogas, para receber o Diploma de Mérito pela Valorização da Vida, de 2015, no Distrito Federal, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça. A cerimônia acontecerá nesse ano.

Diante de tudo isso que relatei, apesar do vazio que ficou, saio de cabeça erguida, consciência tranquila e coração em paz... Sentindo-me uma “Wendell Lira”, que mesmo em um cenário desfavorecido, conseguiu fazer um golaço!

#missãocumprida

17 comentários:

  1. Que saudade de você...
    Queria tanto te dar um abraço e dizer "vai dar tudo certo", mas a distância não permite, né?

    Poly, nós confiamos em Deus e sabemos o quanto ele cuida da gente, por isso tenho certeza de que os caminhos se abrirão...
    Porque os caminhos sempre se abrem...
    Sei que você sabe disso também!
    Felicidades, amiga!
    Beijos, paz e bem!

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  2. Polyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy

    Vai visitar meu novo cantinho:
    http://diariodasestacoes.blogspot.com.br/

    Beijos

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  3. Parabéns! Você é MARAVILHOSA!

    Ass. Kelly

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  4. Sentirei saudades desse projeto, é realmente algo lindo ajudar as famílias que sofrem com a coodependência. Acho muito legal sua integridade isso é realmente raro, tenho certeza que Deus tem o melhor pra você! Um abraço e obrigada!pelos os aprendizados foram de grande valia❤❤❤

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  5. As suas palavras sempre me trazem conforto. Vc continua contribuindo muito. Não desista, sua missão é pura. Amém.

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  6. Sentirei saudades desse projeto, pois foi de fundamental importância para a minha formação enquanto profissional. Tive a oportunidade de participar dos seminários e foi muito especial conhecer um pouco da realidade dessas famílias que lidam com a coodependência. Tenho certeza que Deus tem algo ainda mas especial pra você! E parabéns pela a sua decisão só mostra que você é uma pessoa integra e de caráter admiro pessoas assim!! Parabéns Querida! Um super abraço e muito obrigada mais uma vez.

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  7. Bom dia Polly!!!
    Estou visitando o seu blog e com muita emoção lendo os seus relatos, tive o prazer de participar do seminário ame mais não sofra e sair de la encantada, tanto para o meu crescimento profissional quanto para a renovar as forças para lhe dar com a dependência química na família. Escolhi ser assistente social por diversos fatores um deles era para poder contribuir ao menos um pouco com as famílias que sofrem com a dependentes químicos, E como vc disse é uma pena que nossos governantes dão trata esse assunto com a importância que deveria tratar, acho que não tem noção de como essa ação e projeto faz diferença na vida das pessoas. Quero aqui me colocar a disposição para participar com vc nessa luta como voluntária. um super abraço, tenha fé em Deus. Rosângela

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  8. Que trajetória abençoada por Deus não achas?
    Poly fostes a pessoa que conseguiste ultrapassar o mundo invisível aos olhos da dependência química (olhar com o amor a família dos nossos queridos dependentes).
    Somos vencedores em uma única só Batalha a vida..
    Espero que possamos acompanhar você mais de perto agora.
    Sucesso Querida..

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  9. Que orgulho da sua trajetória e da sua garra com as famílias! O mundo precisa tanto de pessoas que amem o próximo assim. Seja feliz Polly!

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  10. Que notícia triste. Participei três vezes do Ame mais não sofra e foi maravilhoso.Espero que você volte e que o projeto continue.As famílias precisam muito desses ações. Obrigado.

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  11. Tenho certeza que o Deus tem algo maior para você! E esse é o momento que ele usou para fazer essas mudanças. A porta que Deus abre ninguém fecha, e você dará lindos frutos em um projeto voluntário sem pressões governistas. Bjs

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  12. Olá Poly, e como estão as coisas com o seu especial? Mande notícias.

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  13. Poly! Semeando sementes em muitos corações, trazendo palavras de conforto e fé em momentos tão difíceis.
    Deus habita em ti. Feliz daquele que consegue aprender e compartilhar o aprendizado trilhado a árduos e longos passos. Feliz daquele que ouve/lê seus conselhos e os usa em sua vida.
    Creio que essa luta é nossa... não há interesse político, infelizmente, como muitas coisas nesse "Brasilzão" afora.
    Abençoadas as famílias que puderam aprender e contar com o apoio do projeto enquanto ele existiu. Tenho esperança que os governantes o ponham em pé de novo e criem projetos assim nas cidades de todo país! Estamos apenas no começo e você foi um dos pilares para essa estrutura!
    Saúde e fé!

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  14. Poly! Semeando sementes em muitos corações, trazendo palavras de conforto e fé em momentos tão difíceis.
    Deus habita em ti. Feliz daquele que consegue aprender e compartilhar o aprendizado trilhado a árduos e longos passos. Feliz daquele que ouve/lê seus conselhos e os usa em sua vida.
    Creio que essa luta é nossa... não há interesse político, infelizmente, como muitas coisas nesse "Brasilzão" afora.
    Abençoadas as famílias que puderam aprender e contar com o apoio do projeto enquanto ele existiu. Tenho esperança que os governantes o ponham em pé de novo e criem projetos assim nas cidades de todo país! Estamos apenas no começo e você foi um dos pilares para essa estrutura!
    Saúde e fé!

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  15. Sem palavras, Poly!
    Sinceramente, sem palavras para comentar sobre seu afastamento "oficial" do Projeto.

    Na real, na real, "oficial" mesmo é o seu comprometimento com a causa, pois a nomeação foi apenas uma etapa de sua realização como profissional e mais um reconhecimento pelo seu brilhante trabalho.

    Entretanto, te conheço e sei que jamais irás se afastar das famílias e da base do Projeto "AME".

    Que O Poder Superior continue lhe abençoando grandemente.

    Abração deste seu amigo que muito lhe admira. Transmita um forte abraço ao meu amigo e aos seus filhos.

    TAMUJUNTU.

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  16. Ou Poly! Gostaria de saber noticias do meu amigo, de ccs e das crianças!

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  17. por favor me ajude sou mãe de um adolescente de 16 anos dependente quimico, ja tentei de tudo e preciso interna-lo compulsoriamente, preciso de ajuda de uma clinica que aceite esse tipo de internação pode ser em todo o estado do Rio de janeiro

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