terça-feira, 11 de agosto de 2015

A hora de se soltar...


Boa tarde a todas(os)!

Tudo bem com vocês?

É... Se passaram dois meses!

Por vezes nem acredito!

Difícil descrever como foram esses dois meses.

Aconteceu tanta coisa. Um turbilhão de sentimentos. Não foi (e não é) nada fácil, do dia pra noite, ocupar o espaço de dois, sendo uma só.

Cuidar de filhos pequenos, da casa, do trabalho, da manutenção do carro, das contas, enfim, de tudo...

Ele me ajudava muito e eu seria injusta se afirmasse o contrário.

Confesso que por vezes pensei que não daria conta, mas agora sinto que as coisas finalmente estão começando a entrar nos eixos.

Resumindo, sobrevivi!

No trabalho, estou respondendo por duas Coordenações: pela minha – de apoio às famílias, e pela que está vaga – de prevenção ao uso de drogas. Ou seja, trabalho literalmente dobrado, mas faço com paixão e prazer!

Em casa, é uma tarefa árdua diária e quase sempre batalha perdida na tentativa de manter as roupas em dia, a casa limpa e organizada, com duas crianças pequenas... É impossível!! Mas eu continuo tentando... Gosto muito das coisas limpas... Mas, isso acaba me esgotando às vezes.

Nos finais de semana, passeio com os filhotes.

Tivemos que mudar muitas coisas na nossa rotina para fazer as contas caberem no novo orçamento.

Ainda estamos nos adaptando...

Se estou feliz? Estou em paz!

Não vou mentir, não gosto da solidão, não gosto de estar sozinha...

E não é nada fácil estar feliz vendo aquilo que você sonhou tanto, desejou tanto, lutou tanto, ruir...

Mas sei que tomei a decisão acertada, e na hora acertada também.

Pelos meus filhos, por ele, e por mim, acabou.

Então se acabou, vamos abrir a porta para que uma nova vida recomece, e é o que estou tentando fazer...

Sim, a saudade bate... As lembranças... Mas sei que é preciso seguir! E acredito que tenha muita vida lá fora...


“Onde a droga entra, nada de bom nasce...
Ela destrói sonhos, juventudes, famílias, vidas... Tudo!
 
Quando o fim de um relacionamento se dá por uma traição ou porque o amor morreu, há algo palpável para alimentar a mágoa ou a raiva...
 
Mas quando o fim se dá porque um dos lados está sendo vencido pela doença da adicção, não dá pra ter raiva nem mágoa...
 
Só o que fica é a frustração e a saudade do que poderia ter sido, mas não foi...
 
Fica o desejo de ter aquela pessoa perto, mas a droga longe...
 
E fica sobretudo a certeza de não querer voltar... E nesse caso o não querer é maior que o querer...
 

Mas dói... E como dói!”
(Poly P.)


Na semana passada, tivemos um grande susto. Ele (meu ex) foi internado às pressas em um hospital por uma sepse, também conhecida como infecção generalizada.

Seus linfócitos baixaram para o índice 9, ou seja, seu organismo estava sem imunidade. Seus batimentos cardíacos se elevaram demais. E a temperatura chegou a 42 graus.

Só fiquei sabendo da internação dois dias depois.

Não tem nenhuma relação com uso de drogas. Ele está limpo e frequentando as reuniões de Narcóticos Anônimos, pelo que sei.

Mas, o fato é que ele quase “foi”. Mais uma vez, Deus está dando a ele uma chance nova... está dando a ele, novamente, o maior presente que há: a vida!

Os exames não acusaram nenhuma doença grave. Pelo que parece foi mesmo uma bactéria na corrente sanguínea.

O quadro agora está estável. Os analgésicos já foram suspendidos e o tratamento continua com antibióticos no soro.

No dia dos pais, ele enviou a seguinte mensagem em tom de desabafo:

“O meu maior tesouro é ser pai dos meninos! Lembro da alegria que senti ao vê-los recém-nascidos no seu colo. Cada detalhe, cada cor ainda consigo enxergar. O maior sentimento de um homem, eu estava sentindo naquele momento... a responsabilidade de ser pai! Posso ter feito tudo errado nesse tempo, sei que não fui responsável como prometi a mim mesmo, sei também que deixei de aproveitar momentos ao lado de vocês... Não posso mudar o que fiz, e pior ainda o que deixei de fazer, mas estou orando a Deus, e é Dele a última palavra. O desejo do meu coração é que meus dois filhos lindos tenham muito orgulho do pai deles... Posso dizer que mesmo nesse hospital, hoje para mim é um FELIZ DIA DOS PAIS! Obrigado por você ser essa mulher incrível, linda e especial que é e sempre foi. A mãe dos meus filhos só poderia ser você! Que Deus te abençoe em tudo o que for fazer...”

Os amigos mais próximos me perguntam se tem volta. Se me arrependo da separação. Se sinto saudades... etc.

Em nenhum momento eu disse que não o amava mais. Não sei mais o tipo de amor que sinto por ele, se o amo como marido, como filho, como ser humano... Não sei. Mas, sei que é algo forte... Não sinto raiva ou mágoa dele. E desejo, de coração, o seu melhor. Mas não consigo mais acreditar que o seu melhor seja ao meu lado, ou que o meu melhor seja ao lado dele, infelizmente. Algo se quebrou...

Não o condeno por ser um dependente químico. Não o condeno por seus erros e dificuldades. Eu também tenho um milhão de falhas e dificuldades, que talvez não sejam tão expostas quanto as dele. Mas não sou melhor que ele, não mesmo.

Entretanto, aprendi a valorizar muito a liberdade. Liberdade, palavra de tanto significado.




Até o artigo 5º da nossa Constituição Federal fala sobre ela. Quem não deseja ser livre?

Muitas vezes, nós familiares, pensamos que os adictos são escravos das drogas, e que nós somos livres, e nem nos damos conta do quanto vivemos também como escravos, e muitas vezes em condições até piores do que as deles.

Escravos do medo, da ansiedade, da necessidade de controle, do desejo de dominar, da culpa, da autopiedade, da dor... E, sobretudo, escravos do outro, do outro, do outro...

E chegou a minha hora de me soltar.

“Para cada um de nós, há uma hora para se soltar. Você saberá quando essa hora chegar. Quando tiver feito tudo o que pode, será hora de desligar. Examine seus sentimentos. Enfrente o medo de perder o controle. Assuma o controle de si mesmo e de suas responsabilidades. Deixe os outros livres para que sejam quem são. E fazendo isso, você também se libertará... “ (Melody Beattie)

Queridas(os) leitoras(es), amanhã às 11 horas estarei me internando (no mesmo hospital em que ele está internado, dá pra acreditar? Risos) para fazer uma colecistectomia laparoscópica. Ave Maria, que nome feio!! 

Traduzindo, é uma cirurgia para a retirada da vesícula, pois a minha está adoecida e cheia de pedrinhas (que infelizmente não são diamantes)... Orem por mim! 

Nesse tempo de afastamento do trabalho, estarei concluindo o livro “O Diário de Francine Deschamps”, clique aqui e veja o clipe. 

Meu Deus, trinta dias sem ir ao trabalho, e sessenta dias sem ir à zumba, vou ter que inventar alguma coisa pra ocupar essa cabecinha agitada!! Risos. 

Espero voltar logo... 

Beijos!!
Fiquem com Deus!!

19 comentários:

  1. Poly querida tenho certeza de que Jesus estará com vc a todo momento dessa cirurgia e te ajudará na recuperação, qto ao resto das coisas confie nele pois tudo está no controle dele em romanos ele diz "que todas as coisas cooperao para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados segundo o seu propósito"creia a um propósito em tudo em nossas vidas, bjs no seu coração, Joseane.

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  2. Oi Poly, imagino seu sofrimento. .. realmente a droga destrói tudo que vê pela frente, seria muito mais fácil a separação se houvesse uma traição por exemplo, sentiríamos raiva e não pena..... e o pior é que a decisão pela separação na maioria das vezes não parte do nosso dependente e sim de nós codependente. ... daí a recuperação é mais lenta e difícil. ... por vezes nos perguntamos se realmente tomamos a decisão certa.... se não dava para aguentar mais um pouquinho. ... essa dor corrói. ... mas passa . Já passei por isso uma vez e agora preciso passar novamente. De uma coisa eu tenho certeza é melhor viver a dor da separação. ... do que passar o resto da vida sem saber como seria minha vida sem meu dependente. Bjs

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  3. Ele recebeu alta hoje. Já está na casa dele, graças a Deus!

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  4. Poly,
    Desejo que sua cirurgia seja um sucesso!
    Estou feliz porque ele está recuperado e de alta, também!
    Deus abençoe você e a todos que ama!

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  5. Polly,
    Não precisa publicar o comentário, se achar que não deve.
    Só prestando um esclarecimento, infelizmente o quadro de SEPSE está relacionada ao abuso de álcool e drogas.
    Por favor, leia a reportagem do Dr. Dráuzio Varella:
    http://drauziovarella.com.br/letras/s/sepsesepticemia/

    Beijos

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    1. Muito boa a entrevista. Só esclarecendo que usuários de álcool e outras drogas são grupo de risco, entretanto não indica que a sepse se desenvolva após o uso. Entende? Perdi um tio em razão desse quadro. É grave. E se pararmos para pensar, usuários de drogas (inclusive álcool) são grupo de risco para qualquer doença, pois agridem e debilitam o próprio corpo, infelizmente. Obrigada!!

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  6. Que tudo de certo na sua cirurgia, muita saúde e paz pra ti, que as transformações comecem a acontecer na vida de vocês e que seja sempre pra melhor.....realmente hoje também entendo que a minha liberdade não vale preço de "amor" algum....que os sentimentos contraditórios dentro de ti transcendam e que a partir de agora renasça uma nova alma....boa sorte :)...

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  7. Poly,q orgulho d vc! Q mulher forte e guerreira...Vc acredita q um dependente químico consegue se manter limpo,sem ajuda profissional e d medicamentos? A força d vontade é primordial, mas na hora q ele decide largar as drogas, somente isso ajuda? Bjs e mt luz na sua vida e de sua família.

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  8. Poly Boa Sorte na cirurgia...acredito que será bem vivido esses dias...será o momento que Vc terá mais tempo para refletir e escrever seu livro...Deus continua trabalhando qdo nos temos que dar uma "pausa" em nossos afazeres...Eclesiastes cap. 3 Fala sobre o "tempo" ...Tudo tem seu tempo... e o tempo agora é de Vc ficar "quietinha"...Deus continua no controle de Sua Vida...Vc vai tirar uma gde lição deste tempo que Vc está vivendo longe de seus afazeres...Um Dia entenderá que eles foram necessários...Tenha Um Bom Dia :)

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  9. "E não é nada fácil estar feliz vendo aquilo que você sonhou tanto, desejou tanto, lutou tanto, ruir..."

    Nada fácil mesmo!
    Marejei os olhos quando li.

    Lindona, acho que não preciso te dizer que estamos juntas nos sentimentos e nas torcidas, não é?!

    Eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu...

    Beijos

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  10. Deus te proteja Poly!!
    Terás um Deus que te guiará, e te dará sabedoria. Grande Mulher! Assim como todas que de alguma forma, caminhamos na mesma jornada. SPH

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  11. Boa tarde a todos! Hj passo exatamente por esse mesma situação. Estou namorando há três anos um dependente químico e descobri essa condição há cerca de três meses. Nunca moramos juntos e talvez isso tenha ajudado a esconder o vício. Nesses tres meses fiz o possível e o impossivel para ajudá-lo... Busquei tratamento, comprei remédios, consegui um excelente novo emprego pra ele, enfim, tudo. Mas nada disso parece fazer sentido pra ele. Não me respeita, não tem consideração por mim e ao que parece não quer se livrar do vício na cocaina. Me doi muito vê-lo se desfazer de tudo que tem em nome das drogas, me dói ver uma pessoa tão jovem desperdiçar tantas boas oportunidades, mas sinto que cheguei no meu limite. Estou me anulando, nesses últimos três meses tenho vivido para ajudá-lo, para pagar contas, comprar coisas, ir a lugares resolver problemas etc. Alias, nosso relacionamento sempre foi assim. São três anos fazendo tudo por ele, tudo, também financeiramente. E além disso, hj em dia não saio, nao vejo meus amigos, nada... E como se não bastasse, sou torturado psicologicamente o tempo todo, como muitos aqui devem ser tb. O tempo todo ele me diz que vai se matar, que não vai mais trabalhar nesse emprego novo tão bom, que vai fazer isso ou aquilo, e no final das contas o único objetivo dele é conseguir tirar dinheiro de mim. Foi muito difícil chegar a essa conclusão... O amor me cegou por muito tempo... Amor e muita pena que sempre senti dele. Sempre achei que deveria ajudá-lo por ter condições financeiras bem superiores às dele. Em várias ocasiões ele me mandou viver a minha vida, sair de perto dele, mas sempre veio me procurar depois, ou seja, ele nunca quis isso de verdade. Hj me sinto pressionado, sufocado e ameaçado. Não sei se vou ter coragem de dar um basta nisso tudo e deixar acontecer o que tiver de acontecer. Minha familia não sabe do nosso relacionamento. Tenho medo de escândalos, tenho medo de ser procurado no meu trabalho, tenho muito medo, e é isso que me faz refém de toda essa situação. Preciso de muitas boas energias, sinto minha vida sendo destruída por um relacionamento sem futuro algum, por uma pessoa completamente egoísta, fora de si, dominado pelo vício, mas que por outro lado tinha tantos motivos para ser feliz e ter uma boa vida. Essa dualidade de sentimentos me tortura, me mata dia após dia. É muito difícil pra mim simplesmente virar as costas, mas já estou no meu limite. O que mais gostaria hj era ter paz... Apenas isso.

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  12. Vc e uma mulher de fibra e guerreira
    Que nos encoraja e termos força e a nos espelhando em vc

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  13. Oi Poly, gostaria muito que me mandase um email com seu numero de celular, sabe... conversar. Passo pelo mesma situação que a sua e gostaria de conversar com alguem que me intendesse. jessica_kanieski@hotmail.com

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  14. Polly, hoje vi o dia amanhecer. A dois meses estava separada do meu marido, pelas recaidas e sequer sabia onde ele estava (internado ou perambulando...) conheci um estrangeiro pela internet e haviam planos de nos conhecer pelos proximos dias. Uma pneumonia atrasou esses planos e nesse meio tempo uma ligaçao mudou tudo... era o meu amor, o meu adicto que pediu o terapeuta da comunidade onde ele se encontra pra ligar, saber de mim e das nossas meninas...
    Meu mundo caiu... ontem falamos no telefone apos uma longa conversa com a psicologa! Ele me procurou... A gente se ama, nao ha como negar... tenho 32 anos e ele é meu amor desde os meus 15 anos... muitas vezes estivemos longe pelas incontaveis recaidas e internaçoes...
    Mas eu ainda nao consigo desistir.. eu ainda preciso daqueles olhos verdes... eu ainda o amo como da primeira vez que o vi.... Eu nao consigo desistir...

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  15. Boa noite Polyana, espero que tudo esteja se encaixando em sua nova vida. Acabei de conhecer seu blog, estou passando por este mesmo problema, sou extremamente apaixonada pelo marido que infelizmente também é dependente. Em três anos de relacionamento contabilizo muita dor, uma internação de 6 meses, uma situação financeira beirando o caos e uma depressão que desenvolvi nos últimos meses. Graças a Deus não temos filhos, imagino o quanto tudo isso seria mais doloroso se tivéssemos outros envolvidos. E apesar de ama-lo muito tenho medo da minha vida só ser isso, de viver com essa amargura de ver uma pessoa incrível, um excelente profissional, meu amor, meu parceiro se suicidando um pouquinho a cada dia. Essa situação me absorve de uma forma tão intensa que acabo adoecendo, ficando paralisada pela depressão. Não sei mais o que fazer, não acredito mais nas promessas de melhora dele, quero comprar uma casa, ter filhos, mas me sinto sozinha, carregando todos esses sonhos que eram nossos somente nas minhas costas. Todos me dizem para divorciar, talvez dentro de mim eu sei que isso seria o mais certo e sensato a fazer, mas o amo tanto. Por favor Poly, me de uma opinião sincera, já que diferente de todos que me rodeiam você sabe exatamente o que estou passando. Obrigada.

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  16. Boa noite Polyana, espero que tudo esteja se encaixando em sua nova vida. Acabei de conhecer seu blog, estou passando por este mesmo problema, sou extremamente apaixonada pelo marido que infelizmente também é dependente. Em três anos de relacionamento contabilizo muita dor, uma internação de 6 meses, uma situação financeira beirando o caos e uma depressão que desenvolvi nos últimos meses. Graças a Deus não temos filhos, imagino o quanto tudo isso seria mais doloroso se tivéssemos outros envolvidos. E apesar de ama-lo muito tenho medo da minha vida só ser isso, de viver com essa amargura de ver uma pessoa incrível, um excelente profissional, meu amor, meu parceiro se suicidando um pouquinho a cada dia. Essa situação me absorve de uma forma tão intensa que acabo adoecendo, ficando paralisada pela depressão. Não sei mais o que fazer, não acredito mais nas promessas de melhora dele, quero comprar uma casa, ter filhos, mas me sinto sozinha, carregando todos esses sonhos que eram nossos somente nas minhas costas. Todos me dizem para divorciar, talvez dentro de mim eu sei que isso seria o mais certo e sensato a fazer, mas o amo tanto. Por favor Poly, me de uma opinião sincera, já que diferente de todos que me rodeiam você sabe exatamente o que estou passando. Obrigada.

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    1. Oi Fernanda, eu também passo por isso há 13 anos... me vejo em você alguns anos atrás ( início de casamento). Viver com um adicto é muito difícil. Demorei 10 anos para me decidir sobre ter um filho ( também achava que não seria justo uma criança não no meio disso tudo). Mas com o tempo você irá perceber que a vida continua e que vc deve continuar tocando seus projetos futuros, independente dele. Se vc não está prepar para uma separação, penso que vc não deve se separar; essa decisão virá com o tempo....o mais importante nesse momento é vc cuidar de si mesma e não deixar seus sonhos "morrerem" viva cada oportunidade que vc tiver intensamente. Aproveite os melhores momentos que seu adicto puder te proporcionar ( nem tudo são espinhos). No momento certo tudo estará devidamente no seu lugar ( seja com ou sem ele). Bjs

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  17. Descobri o seu blog hoje, justamente no dia que meu marido de 8 anos foi embora de casa. Usuário de drogas desde que estávamos juntos, chegou em um ponto em que eu não aguentei mais também. O seu post parece que foi escrito por mim, compartilho do mesmo pensamento que você. Eu tentei, lutei, enfrentei, achei que fosse conseguir vencer isso. Mas infelizmente, chega um ponto em que não podemos fazer nada a mais, as vezes nos deixamos tanto de lado, que chegamos ao ponto de esquecer quem realmente somos.

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