segunda-feira, 7 de julho de 2014

É... Eu mudei.

Torcendo pelo Brasil!


Boa tarde!

Tudo bem com vocês?

Comigo tudo bem.

Família. Trabalho. Passeios eventualmente.

Acordar. Cuidar de filhos. Pagar contas. Sonhar. Planejar. Realizar... Torcer pelo Brasil!

Enfim, estou vivendo dias “normais”.

Meu esposo segue limpo, e aproveito bem esses momentos de paz, e claro, torço para que durem bastante, de preferência, para sempre. Né?!

Por outro lado, meus pezinhos estão bem no chão, consciente de como é instável essa doença.

Mas, olhando para mim, vejo que desde o primeiro dia em que escrevi aqui nesse Blog, até hoje, cresci bastante, e continuo crescendo, continuo aprendendo, a cada dia.

Eu achava que a minha vida e o mundo giravam em torno do fato de ter um familiar dependente químico e da dor que isso gerava. Hoje encaro tudo isso com outros olhos.

Sim, a dependência química é uma doença muito dolorosa que afeta não só o adicto, mas todas as pessoas que o amam.

Entretanto, quando passamos a viver em função do medo de que nosso familiar recaia, ou da dor por ele estar em uso constante da droga, parece que nos perdemos em meio a um ciclo doentio e doloroso que vai nos afastando cada vez mais da “vida normal” e de nós mesmos.

Prefiro ter fé e ocupar minha mente com coisas boas e proveitosas.

Hoje não acho que estou sempre certa, e meu esposo e/ou os outros, errados; não acho a vida injusta; não acho que ele nem ninguém seja culpado da minha infelicidade ou responsável pela minha felicidade; e não acho que o fato de conviver com um adicto seja justificativa para fechar os olhos para os meus próprios defeitos, grandes ou pequenos.

Aprendi a dizer não. Aprendi a respeitar o meu querer. Aprendi a me olhar mais e a me ouvir. E a amar sem subornos ou manipulações.

Talvez minha vida não tenha mudado. Continuo sendo uma filha e esposa de adictos. Meu marido ainda não logrou muitos anos limpo.

Entretanto, ainda que a minha vida não tenha mudado, eu mudei de atitude em relação a ela.

E isso muda tudo.

Deixei de ser uma vítima, cabisbaixa, deprimida, manipulada pela adicção do outro, sem vida própria, cheia de autopiedade, e tomei uma atitude mais pró-ativa diante de tudo.

Sinto-me mais autoconfiante. Aprendi a me amar e a me preocupar comigo mesma, sem achar que isso é egoísmo. Não sinto pena de mim mesma.

Hoje encaro os meus problemas de pé, e não mais rastejando.

Claro que ainda dói. Posso chorar às vezes. Posso me sentir entristecida em algumas manhãs. Mas essa dor sempre é passageira.

Posso afirmar que os sorrisos são bem mais frequentes por aqui...

Estou gostando desse jeito de vida.

Sinto-me mais leve, mais bonita e mais feliz.



7 comentários:

  1. É isso aí, Poly! Tenho me sentindo assim tb ultimamente. Depois da última recaída de meu marido percebi que quem mais estava precisando de ajuda naquele momento era eu. E os dias tem se seguido mais leve, mais calmos até mesmo pra ele. Você é mais uma ferramenta que precisamos para lidar com essa doença. Um grande abraço.

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  2. Apenas um comentário: Tá bonita mesmo!!
    Paz na alma!!

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  3. Que seu dias sigam de luz... Tentei se calmo essa semana. Passamos um fim de semana como a tempos não passávamos muito feliz!, mas hoje quando sai do trabalho ela estava na mãe dela, encontrei-a lá, mas pouco antes do jogo iriamos ir embora, mas ela resolveu ficar mais um pouco, como minha filha estava com ela não me preocupei, "mentira me preocupei sim", elá só apareceu as 22:30 e logo vi "nos olhos dela" a maldita cocaína, a menina estava sem comer e com tosse, passou um pouco de frio, me irei, e sem querem em um momento eu disse "você está bêbada e drogada", na frente da nossa filha, foi a gota d'água ela ficou muito nervosa e negou, empurrou a mesa de granito para o chão, e disse que ia embora e eu disse que quem iria embora era eu, então minha filha disse que não queria que eu fosse então ela disse para a menina ir comigo e até proferiu chiangamentos a ela. Depois saiu... Chorei muito com minha filha... Estou cansado de tudo, me afundei em dívidas, amo muito minha família e amo ela também, me sinto culpado se eu tivesse passado a mão na cabeça dela quando chegou nada disso teria acontecido, mas sei que isso também não deve ser feito, me sinto muito perdido e numa profunda depressão...

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  4. Meu esposo nesse momento está usando crack no nosso quarto, estou desesperada sabe, nós estamos economizando, pois eu perdi o emprego e n me restou muita coisa. .. tenho muito medo do que pode vir pela frente, peço a Deus que me ajude.

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  5. Muito legal o blog!! Parabéns pela iniciativa!!!

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  6. sumidaaaaa!!!!
    saudades lindona!
    Cris

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