sábado, 24 de maio de 2014

Não é fácil vê-lo sofrer, mas é necessário.



“O familiar que quiser ver o paciente longe das drogas, terá que se preparar para vê-lo sofrer”. (Jorge Jaber)

Eu já havia postado esta frase aqui no blog. Foram as palavras de um especialista, em entrevista a um programa de TV, em maio do ano passado (CLIQUE AQUI,  e assista).

Ver quem amamos, sofrendo, não é nada fácil. Não é mesmo?

Mas, se queremos, de fato, ajudar o nosso familiar, precisamos parar de protegê-lo das consequências do seu uso de drogas.

Mentir para os outros, minimizar as atrocidades cometidas, passar a mão na cabeça, enganar a si mesmo, se expor a riscos, abandonar a vida social, deixar-se de lado, se deixar manipular, são algumas das atitudes comuns nas famílias de dependentes químicos.

Mas, ao contrário do que se pensa, isso não é amor. Pelo menos, não um amor saudável. Isso é codependência, ou seja, um amor tóxico, que enlouquece a família, e atrapalha no processo de recuperação do adicto.

Nesta semana, eu tive uma “prova prática” sobre o assunto.

Como vocês sabem, na quarta-feira, dia 21, meu esposo recaiu. Desta vez não foi apenas um lapso, mas recaída mesmo. Ou seja, voltou aos antigos hábitos compulsivos de uso. Ele passou 17 horas na rua.

Naquela manhã, ele havia voltado de um plantão (home care), e me entregou apenas a metade do valor recebido. Geralmente, ele traz o valor inteiro. E então começou a inventar desculpas (mentiras) sobre o destino do restante do valor. Eu sabia que não era verdade. Mas, já aprendi que não consigo controla-lo. Então não questionei, nem discuti. Sua agitação era nítida. Eu tinha certeza que ele usaria.

Deixamos as crianças na creche. Fui para o trabalho. E ele seguiu o caminho que escolheu para aquele dia.

No caminho para o trabalho, ainda enviei uma mensagem por SMS a ele, dizendo:

“Amor, tente descansar. Faça orações. Deus pode cuidar de nós, e Ele tem coisas boas reservadas para nossas vidas. Acredite. Eu te amo.”

Confesso que, ao enviar essa mensagem, ainda foi uma tentativa de controle da minha parte, tentando fazê-lo pensar. Mas, quando eles estão decididos a usar, parecem um trem desgovernado, e é muito difícil (praticamente impossível) fazê-los desistir desse pensamento obsessivo.

Naquele dia, fui para o curso de Multiplicadores às famílias. E foi o dia da minha palestra. Imaginam como foi difícil? Fiquei muito feliz por conseguir. Cumpri o meu papel. Trabalhei. Levei a mensagem. Falei sobre a codependência e sobre uma forma melhor de viver. E certamente ninguém imaginava o que eu passava naquele dia.

Ainda não consigo me desligar completamente. Nem sei se um dia conseguirei. Minhas palestras sempre são recheadas de brincadeiras e risos, mas naquele dia foi uma palestra mais séria.

Mas, ainda assim, me parabenizei por conseguir... São muitos progressos. Há quatro anos atrás, eu nem teria saído de casa, certamente.

Liguei à tarde, e ele não atendeu. Ainda assim, cumpri o meu horário normal. E, ao voltar para casa, ele não estava, como vocês sabem.

Ele chegou por volta de duas horas da manhã, naquele estado deplorável. Triste demais vê-lo daquele jeito novamente. Não falei nada.

Ele tomou o seu banho. E depois veio, naquele momento de depressão pós-uso, que vocês conhecem. Chorou. Disse que não aguenta mais, etc. Enfim, hoje sei que isso é verdadeiro. Quando eles dizem isso, realmente é o que sentem. Afinal, quem é que se sente feliz e inteiro sendo dominado por um monte de pó ou por uma pedra?!! Eles sofrem sim. Entretanto, os estágios motivacionais do adicto oscilam demais. Por isso, é importante agir rápido quando eles pedem ajuda. Amanhã, ele já poderá pensar que não precisa mais.

Como ele estava ainda alterado, e era madrugada, sugeri que fosse descansar e que conversássemos no dia seguinte.

No dia seguinte (meu niver), ele estava de plantão, e não acordou no horário. Então, eu o acordei, e o fiz ir para o trabalho. Ele estava mal. Pés muito machucados, e certamente com muitas dores no corpo, além dos calafrios. Mas, ainda assim, ele foi.

Gente, não é fácil agir assim. Dói. Mas, hoje sei que não há outro caminho. Ele precisa arcar com as consequências dos seus atos, e não eu. Só assim, ele pode “acordar”!

Ele falou um monte de coisas. Tentou jogar a culpa em mim. Tentou me dizer que estava indo trabalhar doente e tal. E eu fiquei firme. Quando ele deu as costas, desabei a chorar. Afinal, quem disse que é fácil?!!

Segui para o trabalho. Novamente, estava no curso. Chegaram várias mensagens de sua colega de trabalho (que não sabe da sua adicção), me dizendo que ele estava na emergência do hospital, passando mal.

Pelos sintomas descritos, percebi que eram em decorrência do uso, então não fui. Enviei uma mensagem dizendo que não poderia ir, mas que me avisassem caso ele piorasse.

Puts, como doeu. Me senti um monstro. Mas nessa hora, eu me lembrei de tudo o que havia aprendido. “Deixá-lo arcar com as consequências”...

Segui no curso. Cumpri minhas atividades. Venci a codependência. Uma hora de cada vez... A vontade de deixar tudo, e ir vê-lo, era enorme. Mas não fui. E não liguei.

Por volta de 13 horas, ele me ligou, dizendo que havia recebido alta, e que precisava ir para casa. Ele queria que eu fosse buscá-lo. Mais uma vez, foi prova de fogo! Não fui. Permaneci no trabalho, durante todo o expediente.

Sim, por vezes, eu pensava: “E se ele for usar de novo?” “Poly, Poly, você não pode interferir nisso...” Eu me lembrava.

No decorrer do dia, cantaram os parabéns no meu trabalho, recebi muitos abraços, e muitas mensagens de aniversário, inclusive aqui pelo blog e e-mail (obrigada a todos!!!).

E ao retornar, ele estava em casa.

Sim, ele está magoado. “Você nem se importou comigo em uma emergência de hospital”, “Puxa, estou doente”, foram algumas das suas palavras para me comover, e me jogar culpa. Mas, não me deixei levar. Não é o meu marido falando. Ainda é a sua doença, infelizmente.

“Se você estivesse doente no hospital, eu deixaria tudo para estar com você. Mas, você estava lá porque escolheu, e eu não vou ser conivente com isso.” Foi minha resposta.

Daí, em alguns momentos, ele estava bem e motivado para recomeçar. Em outros, batia a depressão. Em outros, irritado. Isso é normal. Sintomas da abstinência.

Ontem, finalmente, ele agiu em seu favor. Foi ao grupo à noite, e marcou uma consulta com o Psiquiatra.

Ele ainda está se deixando levar pelas mentiras da adicção. Mas, acredito que ele vai conseguir sair disso. E estou pedindo a Deus para que isso aconteça logo. E estou cumprindo o meu papel, para que isso aconteça o mais breve possível, ainda que ele não entenda minhas ações.

Tenho uma amiga que entende muito sobre o assunto. E ela me disse: “seja forte, amiga. Isso que você está fazendo agora, realmente é amor...”

Eu o amo. E não estou medindo esforços para ajuda-lo. Ele é meu marido, meu amigo, meu companheiro, pai dos meus filhos. Mas, deixar me levar pelas manipulações da sua doença, ou pelos impulsos da minha doença, não ajudaria em nada.

Espero que logo ele volte a si, e entenda.

Dói muito.

Mas, estou feliz por ter conseguido.

Só por hoje!

30 comentários:

  1. Da lhe Poly....é triste sim mais é a única chance....sabe depois de qd eu comecei agir assim....qd meu filho tinha um ano acho depois de me desesperar pra ir busca lo no bar implorando q ele viesse embora ele me xingou tanto aquele dia...fiquei muito mau...ai ele aparecia assim depressivo e tals...aquele dia foi o limite...qd ele não ia trabalhar colocava pra lavar o banheiro...nega espero de vdd q seu marido deixe o orgulho de lado e fique firme no meu caso infelizmente foi diferente.....então começaram as brigas não pq ele usava mais pq ele via q as manipulações não funcionavam...então eu era coagida digamos....e assim foi até q sai de casa....alias ainda é assim...só que com uma frequencia bem menor....que esse realmente seja seu marido e não uma mascará que ele use pra manipular devido a doença vc ira descobrir se mantenha firme....por mais que doa É ÚNICA CHANCE

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    1. Obrigada por sua partilha, querida!
      Beijos.

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    2. Bom dia,
      Desde de quinta procuro forças para continuar. Meu esposo é depende químico. E faziam 7 dias dias de uso direto. No decorrer desses dias chegamos a nós agredir fisicamente. Confesso perdi a cabeça.
      No dia anterior discutimos e eu disse que não aguentava mais a situação, que pra mim não dava. Mais no meu coração estava esperando ele parar, voltar em si e melhorar para conversarmos. Na quinta ele ligou para polícia avisando que tinha alguém armado em csa e que eu junto com alguém queria mata - lo. Fiquei totalmente sem chão. Por a eu mata - lo? Chegaram na minha casa duas viaturas e si depararam com ele naquela situação. Foi quando ele disse que faria um boletim de ocorrência contra mim. O policial viu algumas marcas em mim, relatei a briga que tivemos e disse que não iria registrar bo nenhum contra ele. Si ele quisera tudo bem. Depois disso fiquei no meu canto sem olhar pra ele. Mais ou menos três hs depois ele é a mãe dele saíram dizendo que iam para uma clínica. Não acreditei que ele ficará. Achei que era mais uma das suas histórias q ia internar. Quase 7 hs a mãe dele chegou sem ele. Meu marido ficou. Não conversamos, não nos despedimos, não nos resolvemos. Não posso ter contato com ele durante 3 meses. Bem agora estou aqui angustiada sem saber dele, de nos. Hj estou com 12 semanas de gestação e com o meu emocional totalmente abalado. Numa cidade que ainda não conheço ninguém, não conheço a cidade e tendo de resolver os problemas do cotidiano. E sem apoio de nenhum familiar, que já me considera ex esposa.

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  2. Polyanna, é a primeira vez que comento aqui, sou mãe de um adicto e vejo o quanto estava errada pensando estar certa. Obrigada por partilhar conosco os seus aprendizados, parabéns pela forma amorosa como vê o seu esposo e os demais dependentes e parabéns por nos mostrar o que é a codependência. Não desistirei do meu filho, que Deus abençoe a você e a sua família. Beth.

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    1. Não existe certo ou errado, querida... Vamos fazendo tentativas, e descobrindo o que dá melhores resultados. Obrigada! Força pra você e pro filhão. Grande beijo!

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  3. Oi Polly, parabéns pela sua atitude q Deus continue a te dar forças, acompanho o seu blog há uns 2 anos, amo meu marido ele estava limpo há quase 2 anos, recaiu, não sei o que fazer pois preciso trabalhar e c/ vou deixa-lo em casa, vai vender todos os objetos, pois dá ultima vez foi assim, nesse tempo limpo repomos algumas coisas e não quero perder tudo de novo, por favor me ajude, não sei o que fazer, peço a Deus que me leve

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    1. Ele não quer se tratar? E não está trabalhando?

      Querida, não faça isso com você. Por que pedir para que Deus te leve? Ainda há tanta vida para viver... Busque um grupo de apoio, você não está sozinha, somos muitas travando a mesma batalha... Fica calma, essa dor que sente agora vai passar. Força!

      Beijos.
      Poly

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    2. Oi Polly ele é uma ótima pessoa, passou por uma internação e desde q saiu frequenta as salas quase diariamente, ontem saiu pra fazer um bico( pois o trabalho está afastado mas sem receber), depois q saiu da internação ele conseguiu esse bico com os companheiros de sala e não voltou até agora, o companheiro disse que ele precisava sair mais
      cedo e o celular só cx postal

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  4. Em algum momento ele se lembrou que era seu aniversário e te desejou os parabéns poly?? Me desculpe mas fiquei indignada com isso...na esperança de que tenha acontecido,mas que vc só não tenha colocado no texto...

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    1. Rs... Sim, querida, ele se lembrou. Após o banho, com a derrota estampada na face, e ainda com os pensamentos confusos, ele me abraçou e desejou "feliz aniversário". E eu respondi "obrigada". Certamente isso intensifica a culpa que ele está sentindo... Mas, sei bem que essas datas não representam nada para eles, quando estão na fissura. Obrigada por se preocupar! Mas, além dele, ganhei vários outros abraços, e até presentinhos... Beijos!

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    2. Oi Poly, você disse que essas datas não representam nada para eles quando estão na fissura. Eu acho até que quando vão se aproximando essas datas ou outras coisas importantes na vida da companheira (mudança de emprego, por exemplo) eles tendem a recair mais. Será que eles ficam mais nervosos, apreensivos, e acabam procurando a droga? Não sei, mas é muita coincidência. Geralmente dias antes do meu aniversário meu companheiro apronta alguma... Por que será, ne? Bom, tomara que isso mude, pra você e pra mim, e para todas nós...

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  5. Companheira, mulher, mãe, profissional, querida... e tudo mais que você sabe ser! Você sabe o que fazer, abrace nossa irmandade, sinta-se acolhida e fortalecida sempre focando no amor, pois não existe outro caminho! Mega beijos

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    1. Querida amiga, como necessito de uma sala, mas Deus sabe de tudo... Revi os companheiros nesta semana, que sentimento indescritível... La aprendi sobre o amor, e espero nunca me desviar da minha essência. Obrigada querida!

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  6. “O familiar que quiser ver o paciente longe das drogas, terá que se preparar para vê-lo sofrer”
    Nunca entendi tanto essa frase como hoje... dói muito em nós mas é necessário, e precisamos acreditar no melhor que sempre vem... o sofrimento não é eterno não é mesmo? então, é secar as lágrimas, focar, viver e deixar viver... não tenho palavras para descrever a dor de hoje... entendo a sua dor querida, estou sentindo também na minha pele... só Deus sabe como eu queria mudar tudo, para não vê-lo sofrer como sofre hoje... mas não está nas minhas mãos... não tenho esse poder... aliás eu não tenho nem o direito de interferir... são consequências de suas próprias escolhas... a mim só resta descansar no colo do Pai.... e esperar...
    Tamo junto querida! Só por hoje!
    Cris (DCC)

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    1. Força, querida! Essa dor vai passar, ela sempre passa... Cuide-se bem! Grande beijo.

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  7. Oi Poly. Parabéns pela sua força. Se eu tivesse conhecido seu blog antes, de repente teria feito muitas coisas diferentes.
    Por exemplo, mais de uma vez, ele me acordou lá pelas 6 e pouco da manhã, dizendo que estava preso na boca, sob mira de arma, precisando de dinheiro. Lá ia eu, amanhecendo o dia, pagando horrores de taxi (porque moramos um poukinho longe um do outro), levando dinheiro pra "salvar a vida dele". Ele ainda voltava pra casa só a noite. Como poderia eu dizer que não tinha, se ele sabia que eu tinha? Como saber se era mentira ou verdade?
    Quando finalmente ele fez isso, pela terceira vez, e eu disse que não tinha. Eu tinha, mas disse que não. Bom, o que posso dizer, ele teve que dar um jeito. Passei o dia inteiro orando, e imaginando o pior. Imagina se matassem mesmo ele porque eu não dei o dinheiro? Não sei que jeito deu, mas no fim do dia estava em casa.
    Se eu tivesse tido coragem de fazer isso antes, teria poupado muito dinheiro.
    Mas eu não queria acreditar que ele me manipulava tanto assim. Eu não aceitava que eu também estava doente. E ainda não sei se tenho essa força de dizer NÃO. De não ir atrás quando ele chama. De não resolver os problemas por ele. Ainda tenho muito a aprender. Espero estar mais forte quando ele sair da internação. Graças a Deus ele está limpo e bem, a 18 dias.
    Que você possa continuar sempre firme assim, Poly, pelo seu próprio bem, e da sua família. Deus te abençoe. Beijos
    (http://recuperacaoepossivel.blogspot.com.br/)

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    1. Querida, muitas vezes dói menos acreditar que ele está em risco a acreditar que ele está nos usando... Mas agindo assim, alimentamos a doença deles e a nossa... Parabéns por seu crescimento. Força, só por hoje! Aproveite o tempo em que ele está lá, para cuidar melhor de você. Bjo!!

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  8. Bom dia Poly,amo vc sem nem mesmo conhece-la,meu filho está lutando pra se recuperar,como vc disse ,não é fácil ve-lo sofrer,mas aprendi q é a única forma de ajudá-lo...entendo o q vc está passando ,já q passo por algo semelhante,força minha linda,confie q Deus estará sempre ao seu lado,continue se cuidando,isso é amor,beijos e um forte abraço.Só por hj estaremos bem!

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    1. Querida Dagmar, também a amo, mesmo sem conhece-la. Que Deus nos encha de força, serenidade e alegria, nesta semana que começa. Forte abraço, querida! Obrigada.

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  9. Vc e suas palavras säo muito iluminadas..ter seus depoimentos säo sempre de grande ajuda pra mim.

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    1. Obrigada! Vamos adiante, um dia de cada vez! Beijo.

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  10. Sinto muito pelo que você está passando. Imagino que o seu marido seja muito competente no trabalho quando está bem, mas como ele se comporta lá quando ele está nessa situação? Ele consegue trabalhar direito, sem cometer erros com medicamentos, doses, etc?

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    1. Bom dia! Boa pergunta! Sinceramente, nesses 8 anos, nunca o vi ir trabalhar sob efeito da droga. Mas já aconteceu dele não conseguir ir trabalhar. Beijo.

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  11. Olá Polly, me chamo Heleno Vieira e também sou adicto assim como seu esposo. Conheço bem o que ele passa, e pelo que eu vejo no círculo de recuperação que eu pertenço posso dizer que vocês estão no caminho certo. Admiro muito o seu amor por sua família e o seu empenho para ajudar seu esposo, eu tenho uma namorada que se parece muito com você, inclusive foi através dela que eu passei a acompanhar seu blog. Estamos à dois anos juntos, e ela desde que me conheceu passou a buscar todo tipo de conhecimento e tratamentos que pudesse me ajudar. Ainda estou com dificuldades para ficar limpo assim como seu esposo, mas hoje eu sei que é possível e que só depende do meu amadurecimento e de assumir esta responsabilidade. Hoje estou com menos de trinta dias limpo, fui internado no ano passado e nesse ano tive várias recaídas, mas da última recaída pra cá resolvi fazer tudo o que é sugerido em NA e também tudo o mais que possa me ajudar, como psicoterapia, meditação,espiritualidade e até me inspirei no seu blog e estou postando minha recuperação também, em forma de blog. Ainda estou começando e preferi começar contando um pouco da minha história até chegar nos dias atuais
    quando ele se tornará um diário de recuperação.Gostaria até de pedir a você alguma ajuda para a divulgação do meu blog e a sua opinião sobre o modelo de postagem que estou criando, algo que possa me ajudar a ajudar melhor as pessoas que quiserem acompanhar meu trabalho, entende? Desde já muito obrigado, pois seu empenho e dedicação foram de muita importância para minha namorada e para mim também, torço para que seu esposo encontre uma nova maneira de viver e que vocês possam ser muito felizes.
    meu blog é: AMENTEMENTE2014.blogspot.com.br Obrigado! Felicidades!

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  12. Poly socorro!! Antes de começar a namorar meu namorada diz que usou cocaína por 1 ano. Fazem 4 anos e meio que eu namoro e nunca mais tocamos no assunto, ele fala disso sem problemas se eu perguntar. NUNCA fez nada suspeito que usa cocaína, não fica sumido, não sai e o dinheiro dele é certinho pra contas e ele me da pra eu guardar no banco pra reforma do nosso apé. Mas nao sei porque eu estou pensando tanto nisso e tenho dúvidas. É possível que ele não é um viciado e nunca mais usou mesmo como ele diz? Ele pode ser um adicto e voltar a usar? Me da uma luz estou sem chão!!!!!

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  13. Querida me ajude.a familia do meu.marido internou ele a 5,dias a força. Não aceito isso acredito em recuperação com vontade sem pressão. Me DOI imaginar ele sem as crianças alem de ver meus filhos muito tristes sofrendo TB. Estou pensando em tirar ele daquela fortaleza parece uma prisão. Isso é coodependencia ou razão ?

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  14. Vc é uma inspiração, não convivo mais como o meu amado dependente, mas vivo as sequelas da codependência até hoje, mesmo em um novo relacionamento, sadio e com uma pessoa que não é dependente quimica. Essa negócio de codependência é dureza, não é brincadeira não, temos que nos cuidar e ver alguém na sua situação e sendo tão forte, intensifica a nossa força! Desejo que Deus esteja contigo em cada segundo e quando vc não souber o que fazer, que Ele guie as suas ações. Um grande beijo no coração, sinta-se abraçada!

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  15. Querida, somente agora consegui ler esse seu post. Correria! Graças à Deus, esse dia já passou e vcs estão bem...aliás linda foto de vcs três juntos torcendo pelo Brasil >3 . Apenas quero deixar meu comentário para dizer que vc tem um dom muito especial concedido por Deus! Sua maneira de transmitir através dos textos todas as emoções boas e ruins que passamos no dia a dia , com certeza é um dom de Deus! Vc realmente faz a diferença! Pratica AMOR com EXIGÊNCIA!!! Obrigada lindona por nos inspirar sempre!!! Beijooooooo

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  16. Oi eu estou amando um dependente quimico e nao sei mais como ajuda-lo pois ele disse que vai desistir de tudo por nao conseguir se livrar vai se jogar na vida ou se matar estou desesperada com essa hipotese por favor me ajude

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  17. Estou em
    Desespero pois nunca imaginei passar por isso, meu marido eh dependente da cocaina e a pouco tempo tive a noçao disso .. Some durante um ou dois dias.. Antes acontecia isso de vez em
    Quando.. Agora cada vez mais frequente.. Saiu do trabalho.. Gasta todo seu seguro pagando divida de droga, nao aguento mais. Vivo escondendo meus cartoes..dinheiro.. Nao tenho paz.. Nao tenho mais vida social , se ele some eu me isolo de tudo e de todo mundo.. Ainda trabAlho, mas minha vida gira em torno dele e em como evitar q ele se drogue , mas isso eh impossivel!!!! Temos um bebe de10 meses e ele eh um pai maravilhoso.. Nunca imaginei passar por isso.. Hj mesmo ele nao voltou pra casa, disse q ia jogar bola, mas pela agitacao dele percebi o qe queria... Eh um misto de sentimento .. Me ajudem por favor, o que eu faco? Amo ele demais.. Ele diz q quer parar.. Me faz promessas mas acontece de novo e de novo e de novo..

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