sábado, 15 de março de 2014

Se render para vencer!



Boa noite, queridas(os)!

O relato de hoje da série Recuperação é possível, basta querer de verdade, é do R.S., de 31 anos.

Meu esposo e eu o conhecemos há mais ou menos quatro anos. Ele é alguém muito querido pela nossa família.

A mudança do R.S. é visível. Sua recuperação se iniciou por decisão própria, sem internação.

Alguns quilos mais gordo. Sorrisão no rosto. Um brilho diferente em seus olhos verdes. Fotos no facebook de suas viagens com a namorada. Tudo isso é reflexo e consequência de uma vida em recuperação.

Em meu segundo livro, Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação, pág. 136, consta uma partilha dele, dada há alguns anos atrás:

“Eu fumei o meu primeiro baseado aos 14 anos de idade e quando abri os olhos e dei por mim, eu já estava com 28 anos. Minha vida passou em um piscar de olhos. A droga me tirou isso. Na minha rua me chamavam de ‘sobe e desce’ porque eu vivia andando sem rumo, de um lado para outro, subindo e descendo. Hoje sei pra onde vou, estou em recuperação, só por hoje, há 2 anos e alguns dias...”

Vamos ver o que ele tem a dizer agora?


Recuperação é possível, basta querer de verdade!
(R.S., 31 anos, limpo há quase 5 anos)

Estou limpo há quase cinco anos, mas sabendo que o dia mais importante é o dia de hoje. Consegui ficar limpo graças a Deus e ao programa de 12 passos de Narcóticos Anônimos. Antes de entrar em NA, conheci o AA, e só por hoje estou há nove anos sem beber!

O que deu certo para mim foi frequentar as reuniões de AA e de NA, pois descobri que SOZINHO NÃO DARIA CONTA, além de uma vontade inflexível de ficar limpo e livre das drogas, meu desejo de parar era muito grande!

A verdade é que muitos querem ficar limpo, mas não fazem o que é sugerido. Parar de usar drogas é como iniciar em uma nova vida, esquecer tudo o que fazia antes, esquecer o que foi aprendido quando usava drogas, e procurar desenvolver um contato maior com Deus. E, sobretudo, ser disciplinado.

Para as famílias, tenho a dizer que, com certeza vale à pena acreditar. Minha família sempre acreditou na minha recuperação, eu fiquei três anos indo na reunião de NA todos os dias, e eles sempre me apoiaram. É preciso ter esperança, afinal, vale à pena ter um adicto em recuperação dentro de casa. Hoje em dia, brinco muito com minha família, e tenho um relacionamento saudável com minha namorada, com quem estou há três anos.

Meu período de ativa durou aproximadamente dezesseis anos, perdi várias oportunidades. Eu usava todas as drogas da época. Mas prefiro não falar de ativa, prefiro mesmo é falar sobre recuperação. É possível vencer as drogas e encontrar a paz.

Hoje, sou estudante de Serviço Social, trabalho, faço Inglês, e vivo muito bem. Posso dizer que hoje sou feliz, graças a Deus e ao programa de 12 passos.

Pra mim, a recuperação começou com a rendição!

O importante é viver um dia de cada vez. E quando um dia for tempo demais, viva de 5 em 5 minutos. Mas acredite. É possível. Basta querer e ter Deus no coração acima de tudo!


É isso aí, queridas(os). Dá um ânimo ouvir esses relatos, não é mesmo? Existem muitos que conseguiram e estão conseguindo uma vida de recuperação. Se eles conseguiram, meu esposo também pode... E eu sei que ele quer... Ele é um guerreiro! Só falta um pouco mais de rendição, talvez. E o reconhecimento de que sozinho é muito mais difícil...

Mas, falando um pouco da MINHA recuperação, afinal é somente dessa recuperação que posso cuidar, hoje o CEFE diz “aprendi a me conhecer melhor e a me tornar mais forte para tomar decisões. Agora que estou aprendendo como tomar decisões, me tornei capaz de decidir entregar minha vontade e minha vida a Deus, no qual sei que posso confiar.”

Bom fim de semana!
Beijão.

4 comentários:

  1. Olá Poli ja acompanho o blog já a alguns acredido desde que meu marido foi internado e me sentia tão perdida e solitaria com bebe no colo de 1 mes no fundo quando conheci seu blog fiquei meio aliviada por saber que eu não estava sozinha.E se passaram mais de quatro anos e depois de tanto tempo de dias de sol me encontro novamente perdida e desespera com meu marido em uma cama dormindo feito um santo e um carro destruidoo na garagem juro que a minha vontade é de dar uma surra nele achoque não dó por da minha filha mas estou com muita raiva e quando ele levantar daquela cama vou por um ponto final nesta história pois não acho que mereço passar por isso ninguem mereço e já não acredito em sua recuperação e hoje o que quero é ficar bem longe dele pois o que sinto hoje não é mais amor acho que por muito tempo sentia dó dele agora só sinto nojo e raiva com uma enorme vontade de ser feliz e sei que minha felicidade não é esta junto dele, sei que vai ser dificil pois dependo dele é ele que cuida da minha filha quando trando trabalho mais sei que sou forte e vou consegui viver londe e porque por mais dificuldade que possa aparesser nada é tão ruim quanto ter uma pessoa tão destruitiva quanto ele perto de mim.

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  2. Se a pessoa não quiser parar mesmo, NADA do que outros façam por essa pessoa vai adiantar, nem internação e etc . Todo adicto sabe o que precisa fazer pra largar a droga, ninguem aponta uma arma na cabeça dele pra ele usar, se ele usa, fica nesse recai, para e recai novamente é porque a droga ainda é o mais importante pra ele que qualquer outra coisa que vc faça ou pessoa, familia. Vejo tbem que várias codependentes adoram essa situação, são carentes e assim se sentem valorizadas, admiradas, as mártir e coitadinha ?!.As atenções são pra elas, será que isso que elas sentem por seus adictos é amor a eles ou a carência emocionais dela mesmas? Devemos sondar nossos corações e saber qual é o verdadeiro motivo de porque aceitamos viver nessa situação as vezes a anos. Rosa

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    1. é anônimo, vivemos nessa situação durante anos pelos dois motivos, amor e carência emocional, pelo menos eu sei dessas minhas limitações...infelizmente muitas vezes justifico algumas atitudes em nome do amor, quando na verdade é uma dificuldade a qual tenho em não saber viver sozinha...bom eu não faço isso pra ser nem a mártir nem a coitadinha, nem pra ser admirada ou ser valorizada...eu sou assim, por algum motivo minhas experiências de vida me tornaram assim, tenho lutado pra mudar, reconhecendo com humildade minhas fraquesas agora dizer que eu adoro essa situação já discordo, do mesmo jeito que discordo quando afirmar que eles gostam de usar...ninguém gosta de sofrer...se eles usam e nós vivemos dessa forma é pq temos dificuldades assim como qualquer outro ser humano...lutamos as vezes de forma errada, mais lutamos pra nos tornarmos pessoas melhores e mais humildes...um bom dia

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  3. Poli, eu tenho acompanhado muito seus textos, e me identifico com cada história aqui. Preciso de muita ajuda! Meu noivo é um adicto em recuperação, mas sinto que eu é quem estou precisando aprender... caso possamos estreitar os laços.. carous2ham@gmail.com
    desde já, obrigada!

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