quarta-feira, 26 de março de 2014

Multiplicando!



Bom diaaa!

Tudo bem com vocês?

Por aqui, graças a Deus, tudo bem.

Após aquele “incidente” do dia 10, aos poucos, tudo foi voltando para o seu devido lugar aqui em casa.

Nesta semana, a Secretaria na qual trabalho está realizando o III Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias, do Projeto Ame, mas não sofra!, um projeto voltado aos familiares de dependentes químicos.

Embora eu atue como “coordenadora”, “idealizadora”, “colaboradora” ou sei lá o que, na verdade, sou apenas mais uma familiar de dependentes químicos, e me sinto feliz e emocionada ao poder levar informação de qualidade, com profissionais qualificados, e também levar acolhimento, carinho e atenção àqueles que estão sofrendo com a adicção de alguém querido.

Entretanto, mesmo sendo uma atuação em meu trabalho, preciso sempre estar atenta à minha tendência codependente de ser. Nesses dias, por vezes, não me alimento direito, perco o sono, não descanso, pensando em como poderei ajudar àquela gente... Ai, Poly, quando é que você vai aprender que tem coisas que só Deus pode fazer?!! Um dia eu aprendo... Rs.

Queridas(os), muitas(os) de vocês me enviam mensagens perguntando se esse curso irá para outros estados, ou se será disponibilizado à distância. A princípio, ele é apenas presencial, em Brasília. Essa edição está sendo realizada na sala de imprensa (auditório) do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Entretanto, posso sim verificar a possibilidade de disponibilizar o material a quem esteja interessado (link), e amanhã, que será a minha palestra, tentarei filmar, e postar o vídeo pra vocês. O que acham?

Resumindo um pouquinho dos dois primeiros dias, ontem o curso começou com a solenidade de abertura. Estavam presentes o Secretário de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF, Alírio Neto, o Secretário de Estado de Saúde do DF (Adjunto), Elias Fernando Miziara e o Subsecretário de Políticas sobre Drogas, Leonardo Moreira.


Da direita p/ esquerda: Subsecretário Leonardo Moreira, Secretário de Justiça Alírio Neto, Secretário de Saúde Elias Miziara, Alexandre, intérprete de libras, e Érica Teles, a cerimonialista. 


Na hora da execução do Hino Nacional, eu que já estava super emocionada ao ver aquele auditório com mais ou menos 140 participantes, fiquei realmente arrepiada ao ver pela primeira vez a execução do Hino em Libras (linguagem de surdos). Gente, que coisa mais linda! Nunca vi alguém traduzir em libras com tanta emoção. Demais!

Na sequência, as autoridades falaram um pouco sobre o que se tem feito, a título de políticas públicas, na luta contra as drogas.

A primeira palestra foi de “Prevenção ao Uso de Drogas”. O Secretário Alírio Neto mostrou aos presentes a palestra que ele e sua equipe têm ministrado nas escolas e empresas, em um trabalho preventivo. Sua palestra traz informação, imagens chocantes e música. Achei realmente bacana a didática adotada por ele, e acredito (e torço!!!) que esse trabalho que já foi levado a quase 400.000 pessoas aqui no DF, ajude a impedir que as drogas alcancem muitos desses lares.


Secretário de Justiça, Deputado Distrital, Presidente do Comitê de Enfrentamento ao Crack, e Ator, Alírio Neto.


Depois, tivemos um coffee break (delícia!), afinal, essas famílias merecem o nosso melhor!

A segunda palestra foi com a Especialista em Psicologia Transpessoal Antonia Nery, que veio mostrar como a família pode ser um fator de proteção, a fim de impedir o uso indevido de drogas de seus adolescentes e jovens.


Antonia Nery, Especialista em Psicologia Transpessoal e palestrante.


Ontem, no segundo dia, a primeira palestra foi ministrada pela equipe do Al-Anon (Grupos Familiares de Apoio aos Familiares de Alcóolicos). Que coisa linda! Eram três esposas de alcóolicos, sendo que duas são viúvas, e ainda hoje, continuam no grupo, demonstrando sua gratidão pela mudança de vida alcançada, e ajudando a outros.




E a segunda palestra foi dada pelo Dr. Evandro Faganello, Psiquiatra Especialista em Dependência Química. Gente, a palestra dele é fantástica. E uma das coisas que achei muito interessante foi quando ele disse: “Preciso usar a fé no exercício da minha profissão. Apenas 3% consegue se manter limpo por mais de 12 meses, então a cada atendimento, eu uso a minha fé. Acredito! Já vi verdadeiros milagres acontecerem...”




Aproveito as palavras do Dr. Evandro para citar a frase de Guglielmo Marconi, físico italiano, e inventor da telegrafia sem fio: “Declaro com ufania que sou um homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como cristão, mas também como cientista.”

Como já falei algumas vezes aqui no blog, não me apego a essas estatísticas demonstrando os índices de recuperação de adictos. É uma doença crônica? É. É difícil? É. É doloroso? É. Os índices são baixos? São. Ok. Já sei disso. Não posso fechar os olhos para isso, para não cair na negação ou na alienação. Mas, agora que sei de tudo isso, faço a minha parte, cuido de mim para que eu não adoeça também, busco informações, e sobretudo, aciono a minha fé!

Bom, voltando ao curso, ontem o público participou bastante com muitas perguntas, e recebi um montão de abraços! Ah, e ainda tive o prazer de rever um companheiro do Nar-Anon, pai de uma jovem adicta, que está fazendo o curso.


Eu (de pé), Cléo, Elcy e Ivanir, parte da equipe do Projeto. ♥♥♥


Hoje tem mais! E amanhã, terei a missão de mostrar aos presentes o que é a codependência e como ela nos “enlouquece”... 

Depois voltarei com mais novidades... E se tudo der certo, postarei o vídeo da palestra pra vocês, afinal, o objetivo é multiplicar!

Grande beijo a todos!

Se cuidem!

E muita serenidade, só por hoje...

2 comentários:

  1. Oi Poly. Encontrei seu blog numa busca desesperada por ajuda, e fui clicando no que encontrei numa busca pelo Google. Passei a tarde lendo seus posts e me identifiquei totalmente com a codependência e a necessidade de ajuda para mim. Meu namorado é um adicto e está a poucos dias de terminar um processo necessário para se internar. Mas ontem ele saiu a tarde e ainda não temos notícias. É desesperador saber que está tão perto de iniciar um tratamento adequado e joga tudo pro alto de uma hora pra outra. Ele estava tão bem.
    E pra piorar, hoje retornei das férias e fui demitida do meu emprego, depois de varias faltas e atrasos, devido a tanta preocupação e noites sem dormir.
    Vou seguir suas dicas e procurar um grupo de apoio. Você faz um trabalho incrível e abençoado. Que Deus te abençoe! Força pra nós!

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  2. Olá querida Jéssica. ja estive na fase do desespero igual a vc. Depois de ler o livro da poli, aprendi muito. Nao se desespere, se prepare psicologicamente. leia o maior numero de informaçoes possiveis. Isso vai te ajudar. TMJ

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