terça-feira, 18 de março de 2014

Mais consciente, mais humano e mais cristão!



Boa tarde, queridas(os)!

Tudo bem com vocês?

Estou em uma semana bem corrida, às vésperas da terceira turma do curso às famílias, que dessa vez terá mais de 200 participantes. Estou bem feliz e ansiosa nesse trabalho, torcendo para que leve ajuda a muitos que precisam e anseiam por recebê-la.

Amanhã meu caçulinha completará dois aninhos! Partimos o seu bolinho no domingo, na casa da minha irmã, com alguns amigos que não via há muitos anos. Foi uma tarde muito agradável.

Quanto ao meu esposo, ele segue limpo, travando suas lutas diárias. Após uma recaída, leva tempo até que tudo volte ao seu lugar (emocional, psicológico, família, trabalho, sonhos).

E eu estou aqui, orando e torcendo para que ele consiga vencer, sair desse ciclo, e dar passos adiante em sua vida. E sigo vivendo a MINHA vida.

Gente, hoje temos uma história linda de recuperação! O J.A. foi um dos primeiros a seguir o blog Amando um Dependente Químico, e é o autor do Blog Limpo Apenas Hoje, CLIQUE AQUI, para conhecer o blog dele.

Obrigada pela participação e pela força sempre, J.A.! TMJ!

Leitoras(es), quero deixar claro que a minha intenção ao trazer essas histórias não é a de alimentar falsas esperanças em ninguém. Certo? Afinal, o nosso familiar só vai ter uma história dessas para contar, quando (e se) ele realmente quiser isso. Então, ao ver essas histórias podemos ter esperanças sim, sabendo que o outro tem capacidade para mudar, e que ele não é nenhum coitadinho. Fé sempre! Mas, isso não quer dizer que devemos anular nossas vidas, e viver sofrendo ao lado de um adicto, esperando pela sua mudança... Não é nada disso. Ok?

E após encerrar essa série, o blog volta ao normal: Foco em NÓS, familiares!

Acho que minha intenção está clara para a maioria, né?




Recuperação é possível, basta querer de verdade!
(J.A., Professor, 38 anos, limpo há mais de 05 anos)

Fui uma criança e um jovem de classe média. Aparentemente tive tudo o que precisava no campo material, mas percebi, no início da minha juventude, um problema terrível na minha casa: a falta de diálogo.

Na minha cabeça de 14 anos, criara-se um muro intransponível entre eu e meus pais. Era o filho mais velho. Meu irmão tinha apenas 9 anos. Enfim, não tinha com quem conversar.

Estudava em um colégio de orientação religiosa. Na época, tinha poucos amigos e a autoestima baixa. Financeiramente estávamos vivendo momentos difíceis.

Nessa época, andava de skate e, por meio de alguns da turma, fui apresentado às bebidas, ao cigarro e ao loló. Logo falei para minha mãe que estava fumando. Ela, na ocasião, me disse que tinha mais o que fazer ao invés de me vigiar e, como fumante, sabia que o cigarro era ruim e não me aconselhava. Só.

Aos poucos fui aprendendo a malandragem das ruas. Algumas brigas de turma, época dos cavalos de pau, bebedeiras que varavam pelo menos dois dias e assim foi indo. Aos poucos perdia o controle e nem me dava conta. Tolamente, achava que isto era autoafirmação. Aos quinze anos, deixei-me reprovar no 1º ano do Ensino Médio. Fui expulso da escola ao final do período letivo.

Embora tivesse grande facilidade em aprender as coisas, não me esforçava para tanto. A maconha chegou quando tinha uns 16 anos. Associava a maconha a uma atitude meio hippie de ser. Lemas desgastados e tolos do tipo "sexo, drogas e rock roll" marcaram minha cabeça. Meus ídolos eram todos adictos e que tinham morrido quase sempre de uma overdose, como Jim Morrison e Janis Joplin.

Tolamente me deixei levar por ilusões, banalidades.

Perdi algumas namoradas por causa das drogas. Sempre tentava conciliar o que esperava ser uma "vida normal" com drogas. Que nada. As mulheres que perdi, hoje percebo, acabaram me vendo, por conta das drogas e bebedeiras, como um perdedor, um sem futuro. Quem quer namorar um sem futuro? Mas eu não conseguia ver isto, que para mim hoje é tão óbvio.

Aos 17 para 18 anos, veio o primeiro contato com a cocaína. Sinceramente, não senti lá essas coisas e continuei mesmo na maconha e bebidas.

Vez ou outra me via obrigado a parar com esta vida não por mim, mas por situações e/ou pessoas. Quase sempre namoradas. Lembro-me que quando comecei a namorar com minha esposa, ela colocou que namoro com drogas não dava.

Parei, por um tempo, não por mim, mas apenas para manter o namoro. Claro que a mentira de ter parado vinha à tona vez ou outra, e eu, que já era um adicto e não sabia, fazia juras e juras que no íntimo sabia que não conseguiria cumprir.

Não conseguia me manter limpo de forma consistente e duradoura. Isso me desesperava. Ao retirar as drogas, ficava um vazio enorme que eu substituía por trabalho ou estudo.

Várias coisas da minha vida foram ficando de lado. Já tinha saído de casa e precisava me virar. Recebi muita ajuda de minha esposa (na época namorada) e sua família. Trabalhava pela manhã, tarde, noite e fins de semana. Estava iniciando em minha profissão e precisava estar consolidado. Mas, em meio a tudo isto, vez ou outra, a droga. Lembro que nesta época, eu e um conhecido, fizemos uma farra de cocaína por vários dias e, em uma noite só, quase tive uma overdose. Foi por pouco. Nesta hora pedi a Deus que não morresse, pois mudaria de vida. Mentiras e ilusões.

Perdi o interesse pelo meu curso superior e o deixei de lado por mais de dois anos. Perdi-o, retomei-o, perdi-o novamente. Tinha uma grande facilidade em ganhar dinheiro e mais ainda para mandá-lo para o espaço. Minha vida não tinha controle, não tinha consistência.

No início de meu casamento, substitui as drogas por muito trabalho, mas ela vez ou outra aparecia. Por esta época, deixei a maconha de lado pela visibilidade que dava quando eu a usava. Iniciou-se a época dos comprimidos.

Minha esposa encontrou, casualmente, algumas cartelas de comprimidos vazias. A princípio, consegui despistar, mas a mentira não perdurou muito. Mais uma vez mentiras e ilusões criadas. Apenas ilusões.

Não estava percebendo a real dimensão de meu problema. Substituía a droga pelo trabalho, pela família ou qualquer outra coisa. Não assumia que tinha problemas e limitações, que não poderia usar drogas, e não achava que precisava de ajuda. Minha autossuficiência e meu orgulho estavam me matando, pois me impediam de assumir para mim que era um dependente e que precisava me tratar.

Quando passei para a cocaína, achava que conseguiria ter controle. Ora, se eu podia "disfarçar", por que não poderia controlar? No começo desta fase, era muita empolgação, mas o pior estava sendo construído e eu não percebia que cavava meu poço. Aos poucos veio a fase negra, como a depressão, a vontade de me matar, as crises de choro (vária vezes chorava só, não querendo usar, mas acabava usando). 

Recordo-me de uma vez que o impulso para me matar foi tão forte (estava só / minha esposa e filhos estavam viajando) que tomei vários comprimidos de Dramin para apagar e não fazer nenhuma besteira. Estava transtornado, ouvindo vozes, olhando pelas frestas da porta achando que alguém estava me procurando, tendo algumas alucinações. Por esta época, meu consumo era exorbitante e financeiramente estava um caos. Embora não saísse com nada de casa para vender ou empenhar no traficante, meu salário todo e mais os extras e empréstimos eram aspirados diariamente. Passava de três dias sem dormir, me isolando, me idiotizando (não conseguia falar coisa com coisa).

Sinceramente, ao recordar um pouco deste período, não consigo encontrar nada de proveitoso. Estava completamente destruído. Olhava-me no espelho e não sabia quem era. Me drogava contra minha própria vontade. Hoje entendo quando dizem que a droga tira a capacidade de discernimento e o poder de decisão do usuário. Não conseguia ver ou não queria ver onde tinha me afundado e o que estava acontecendo comigo. Drogas, mentiras, ilusões e um grande vazio. Eis o que minha vida tinha se tornado. Era apenas um morto vivo perambulando.

Durante vários meses quando estava internado, ficava me perguntando por que fiz isto comigo. O que estava procurando que valesse este preço? Entendi que muitos problemas relacionados à não aceitação de algumas realidades minhas, geraram uma revolta que se voltou contra mim de uma forma autodestrutiva e de fuga. A princípio, quando dos meus 14 a 16 anos, pensava que a droga tinha sido  uma necessidade de autoafirmação, de ser aceito em um grupo. Nada disso: foi uma fuga desesperada de questões familiares e, por conseguinte, de quem eu era e do que tudo isto representava. Foi uma tentativa de destruir o que me afligia, nem que para isto tivesse que me destruir.

Tive que me perdoar por tantas coisas que fiz, para começar a buscar uma espécie de equilíbrio e de serenidade. Ainda há, claro, várias questões internas para serem resolvidas, mas consegui perceber que o caminho a ser tomado não é a autodestruição, mas o equilíbrio, a sensatez e a serenidade.  Só por hoje, me entrego a um Poder Superior e peço que ele cuide de mim. Por que não? Já que entreguei minha vida a um sentimento e um poder destruidor, por que não agora substituir isso por um poder restaurador, pela serenidade, equilíbrio e amor próprio? Só por hoje quero me olhar no espelho e saber quem sou e, principalmente, me aceitar, não ter vergonha de mim e do que estou fazendo.

Hoje estou limpo graças a um tratamento que fiz em uma comunidade terapêutica, com sede em Teresina, PI. Não conseguiria estar limpo se não fosse essa CT. Entrei lá dia 21/11/2008 e conclui meu tratamento em 20/12/2009. Sozinho não acredito em mudanças. Somos muito fracos perante nossos defeitos de caráter.

A dependência química é uma doença incurável, progressiva e fatal que tinha e não sabia. Passei muitos anos de minha vida usando drogas sem perceber a dimensão do problema.

Estava em um estado de insanidade e desequilíbrio quando fui para o tratamento. Não fui para a internação porque quis, mas porque fui pressionado. Tinha sido descoberto por minha esposa. A vergonha e a sensação de pânico tomaram conta de mim. O tratamento era a única opção que tinha naquele momento.

Não foi fácil. Lá me deparei com meu pior inimigo: eu mesmo. Alguns meses haviam transcorrido e eu ainda não tinha iniciado de fato meu tratamento, estava lá apenas de corpo presente. Descobri que qualquer tratamento para dependência química começa no admitir a minha impotência perante o álcool, as drogas e os meus defeitos de caráter. Tive que perceber que não apenas estava na lama, mas havia jogado no lixo tudo o que eu mais amava, a começar por mim mesmo.

Doeu muito sair do fundo do poço. Era como se a cada pequena conquista eu arrancasse algo podre que tinha se fixado em mim na época em que era usuário de drogas. Entendi que tinha que me perdoar primeiro por tudo de ruim que fiz para poder não apenas fazer as reparações morais que deveria, como também viver em paz com minha consciência.

Aos poucos, Deus foi me restituindo tudo que a droga havia me tirado. Se hoje estou vivo e “limpo”, é graças a Ele. Terminar o tratamento foi difícil. Após ele, uma outra etapa se descortinou diante de mim: recomeçar.

Hoje, estou limpo há pouco mais de cinco anos.

Não peço nada a Deus porque Ele já me deu tudo que poderia desejar: minha dignidade, amor próprio, fé, esperança, família e trabalho. O que mais tenho a pedir? Nada. Apenas agradeço por tudo o que Ele fez por mim. Pela manhã, faço uma oração de agradecimento e peço forças para ficar limpo durante o dia. Ao dormir, faço uma rápida retrospectiva de minhas ações e agradeço a Ele pelo dia e suas dificuldades e, especialmente, por ainda estar limpo.

Manter-se limpo não é fácil. Para isso acontecer, há um conjunto de fatores combinados: Deus, os 12 passos de NA, boa vontade, mente aberta e fé.

A sobriedade traz muitos benefícios e um deles é sentir-se vivo. Como é bom sentir a vida em todas as suas dificuldades. Não deixar, em estado de anestesia, a vida passar, mas vivê-la em seus mais belos e simples instantes. Ser agente de minha existência e não um mero expectador passivo.

Não crio grandes expectativas e desejos para com o futuro. Vivo de forma mais simples. Aprendi a encontrar a beleza no sorriso de meu filho e a felicidade em um abraço. O que mais preciso? Sinceramente, nada. Já tenho o suficiente e, ter a consciência disto faz com que eu não vá buscar, ilusoriamente, a felicidade em meio a coisas artificiais. Entendi, depois de muito sofrimento e tempo desperdiçado, que a minha felicidade está aqui dentro, comigo, e não externamente; que ela não reside no que se tem e com quem se está, mas que é, dentre outras coisas, um estado de equilíbrio e comunhão íntima com Deus. Não há felicidade fora Dele, só ilusão.

Nunca vi ninguém ter conquistas estando nas drogas. Como diz um amigo meu, companheiro de recuperação, na droga, trocamos tudo que temos de melhor por nada.

Minha vida hoje está boa. Claro que como todo ser humano tenho problemas, passo vez ou outra por uma situação complicada, mas só o fato de poder sentir a vida sem estar anestesiado já é grande coisa. Familiarmente minha vida está melhor; profissionalmente estou em crescimento – graças a Deus que tive a oportunidade de retomar minha profissão como Professor, e espiritualmente estou mais próximo de Deus. Hoje percebo como minha vida era fútil e vazia sem a presença de Deus. A cada dia, uma nova lição, um novo amadurecimento, uma nova conquista.

Muitas vezes, achamos que o sofrimento que estamos vivenciando é insuportável e eterno, que não há esperança, e que jamais as coisas irão mudar em nossas vidas. Temos que ter paciência e perseverança para entendermos que nada é duradouro e que há aprendizagem em todas as nossas vivências. Paciência, fé, aceitação e esperança são princípios básicos para mantermos nossa sobriedade.


“Após um sofrimento, moral ou físico, cada um de nós sai mais consciente, mais humano e mais cristão”. (José de Sousa Nobre)


J.A. na caminhada pela vida, com seu filho.

"Percebi que a estrada seria longa e difícil, mas tudo estaria em minhas mãos, ou pelo menos a decisão inicial de mudar o rumo que minha vida tinha tomado. Não foi fácil e instantâneo, mas não foi impossível..." (J.A.)

***

Parabéns, J.A.!

Meninas(os), tenho recebido vários e-mails perguntando sobre ibogaína, em breve falarei sobre isso novamente no blog. E também trarei outros assuntos muito questionados como: traição; e namoro com dependentes químicos.

Beijos!

7 comentários:

  1. Isso ai...tenhamos esperanças sem nos iludir e na medida do possível aprender a tomar decisões não se baseando pelo outro, somente por nós mesmas, é muito importante ter esses dois lados, a mensagem de que recuperação existe e a mensagem de um adicto que assume que não quer mesmo parar e fica manipulando a companheira pra se manter no uso, vi o Du um pouco nesses dois relatos, qual desses dois será o futuro dele? Ele irá escolher..eu sigo buscando a minha paz, o meu crescimento a minha felicidade...bjuss

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  2. Não esquecendo Poly querida que uma das caracteristicas dos adictos é a MANIPULAÇÃO.E se ele não quiser parar ah como fica fácil pra eles usar isso no dia a dia, qdo seus familiares são tão ou mais doentes que eles, acreditando que o errado é só o adicto não procurando ajuda. Um ciclo sem fim, tudo fica do jeito que o adicto precisa pra continuar usando sua droga "em paz", pois os "loucos" são os pais ou esposas.

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  3. Obrigado Kel e Pollyana pelos comentários no post anterior. Vou dar um exemplo prático. Vejo pelas fotos que voce Polly, me desculpe o que vou falar, é só pra voce se colocar no nosso lugar, está acima do peso. Não que não esteja bonita, quem gosta de osso é cachorro, mas enfim...desculpe-me a comparação.
    Porque não emagrece? Vais ficar melhor nas roupas, sua saúde vai melhoar, sua disposição...uma série de coisas.
    Ai primeiro vem a negação, vc deve ter pensado "que idiota, eu nao estou gorda, eu estou bem assim, eu me amo assim, quando eu estiver realmente gorda, eu entro na academia, faço uma dieta e emagreço rápido"

    Só que o tempo passa e isso não acontece, vc engorda cada vez mais. Ai vc começa a se desesperar a querer emagrecer, mas é tão bom comer, que sensação boa! Que prazer, que delicia!

    Alguns e poucos, conseguem se conscientizar e para de comer, fazer atividade física e emagrecem, outros morrem obesos.

    E se alguem ficar do seu lado pentelhando dia e noite, "vc tem que emagrecer Polly, emagreça Polly, olha sua saúde, veja eu paro de comer com vc, eu corro com vc, vai para os vigilantes do peso,..." vc até pode ir por um tempo, mas cara, não é o que vc quer e vc nunca vai parar de comer, se VOCE não se ligar!

    Agora pega o prazer da comida e multiplica por algo incomparavelmente prazeroso, melhor do que sexo, a coisa mais maravilhosa que vc ja provou.

    Veja o grau de dificuldade. Aliado ao fato de que VOCE não quer parar no fundo. E se em 1, 5, 10 anos de adicção vc não encontrou um fator motivador, pra querer parar... se tudo o que aconteceu nesse tempo não foi o suficiente...oq será?

    Cara, voces que nao tem prolemas, ficam procurando? Polly vejo que se tirar a droga da sua vida, tiramos na verdade...a sua vida...

    Acho o Blog excelente, me perdoe....mas vejo que vc se recupera e de repente recai tbm, assim como nós, mas é obvio que a droga tbm afetou sua vida...tanto que voce nem é voce mais, mas essa Pollyana que inventou para suportar mais levemente uma vida tão pesada.

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    1. Bom dia, amigo!
      Pegou pesado, hein? Mulheres não gostam de serem chamadas de gordas, mas, vamos ao que interessa...
      Enquanto você tentar justificar o seu uso de drogas, será muito difícil parar. Você tem razão em quase tudo o que disse, mas ainda que seja difícil tomar essa decisão, você pode, se quiser.
      Se der uma olhadinha no blog, com carinho, verá que já falei sobre tudo isso. Sobre a dificuldade que é para um adicto parar. E sobre a ineficácia do familiar fazer de tudo na tentativa de mudar o outro.
      Quanto a mim, não sei a que foto você se refere, visto que raramente posto fotos minhas, mas se for da entrevista da globo, ou daquela época, eu estava com um bebê recém-nascido. Eliminei 14 kg, com minha força de vontade e decisão, e estou ainda mais linda... hahaha. Dá uma olhadinha nas fotos do ultimo curso pra conferir!
      Obrigada por suas palavras, pois elas me incentivaram ainda mais a me manter no meu propósito.
      E, por fim, amigo, faço o que amo. Adoro esse blog, e adoro ajudar familiares de dependentes químicos. Encaro isso como um trabalho que me realiza! Mas, tirando isso da minha vida, ainda sobra muito: sou concurseira, Gestora de Pessoas, estou tentando ingressar em um Mestrado de Administração Pública, sou música (não profissional), sou muito religiosa, e sobretudo, sou mãe, acho que a maternidade sim, consome grande parte do meu tempo, e do que sou... Mas, é natural você pensar isso, porque o blog e o projeto são coisas que estão em destaque, e são vistos pelas pessoas. Mas, sou muito mais do que isso.
      Ah, e uma das coisas que me impulsionou a emagrecer, foram relatos de outras ex-gordinhas... Aproveite os relatos postados no blog, eles podem sim te ajudar a ter um "despertar".
      Fico na torcida!
      Abraços!

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  4. Acho muito importante poder contribuir com essa mensagem. Há esperança de recuperação. Não sou melhor, nem pior do que qualquer adicto, apenas tenho me cuidado, vivendo um dia de cada vez e entregando minha vida ao meu Poder Superior. Só por hoje tem funcionado.

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  5. Gosto muito de ler relatos de superação.
    Não alimento expectativas sobre o "meu adicto" (já que a recuperação depende dele), mas acredito na recuperação do ser humano independente da situação.
    Cada um tem um caminho de cura e libertação.
    Li a palavra disciplina e realmente penso que é necessária para a transformação.

    Paz na alma.

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  6. Oi Poly. Estou aguardando as postagens sobre ibogaína... Te admiro pela sua força. Parabéns pelo blog...

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