terça-feira, 11 de março de 2014

Em homenagem à jovem Fran!



Bom dia a todas(os)!

Tudo bem com vocês?

Em julho de 2011, conheci o blog escrito pela Isabela, irmã da Francine, uma dependente química. Esse blog me emocionou e envolveu demais. (Clique aqui, para conhecer o Blog Saudades da Fran).

Na ocasião, entrei em contato com a Isabela, para que ela me autorizasse a fazer uma postagem aqui, sobre a Francine, que foi o post O Exemplo de Francine Deschamps.

A Isabela também passou a acompanhar o Blog Amando um Dependente Químico, e desde então passamos a nos falar por e-mails.

Quando conhecemos a dor um do outro, só pelo fato de tê-lo por perto, parece que nos sentimos mais fortes...

A Isabela perdeu a jovem irmã aos 26 anos, em 2009, em razão de uma overdose.

Se a Fran estivesse viva, hoje faria 31 anos de idade.

E o meu terceiro livro, escrito em parceria com a Isabela, contará a história da Francine. A ideia é mostrar aos jovens que drogas matam sim, destroem sim, acabam com tudo sim...

Quando a Francine estava internada, em seus escritos ela disse que ao sair dali, gostaria de passar adiante o que estava aprendendo, para ajudar a outros. 

Veja, abaixo, o vídeo sobre a Fran Deschamps.




"Sou Francine Deschamps. Nasci em 11 de março de 1983. Era de tardezinha, quando cheguei ao mundo. Num dia em que meu pai faria uma prova de concurso público, minha mãe sentiu as dores. Ela pediu para o meu pai fazer a prova e voltar correndo, para irmos à Blumenau, em Santa Catarina, onde eu nasceria. Saímos de Florianópolis, minha mãe (comigo no ventre), meu pai, e meus irmãos. Meu avô buscou meus irmãos na BR 101, e seguiram para Itajaí. E nós três seguimos para Blumenau. Dei um pouco de trabalho para nascer, pois não estava na posição correta, mas ainda assim foi possível um parto normal. Nasci pequenininha, mas linda.
            
Quem escolheu o meu nome foi a Isabela, minha irmã, oito anos mais velha que eu. Ela se achava um pouco minha mãe também, e cuidava de mim enquanto nossa mãe trabalhava. Lembro-me que destruí todas as bonecas da minha irmã, tadinha. E sempre, desde pequena, fui apaixonada pelos animais.
            
Certa vez, quando eu tinha 3 anos, meus pais estavam passando o fim de semana fora, e ficamos com a moça que trabalhava na nossa casa. Caí da bicicleta, e machuquei minha testa, perto do olho. Naquele tempo, não tinha celular, então minha irmã conseguiu que uma vizinha me levasse ao hospital, e eu dizia: “não quero ir ao mécodo, não quero ir ao mécodo”. Mas, achei o máximo andar de ônibus! Parei de chorar. “De ômios é legal ir ao mécodo”. Levei três pontos. E quando nossos pais voltaram já estava tudo bem, e eu feliz da vida com os meus três pontinhos na testa.
            
Fui uma menina travessa como qualquer outra. Uma adolescente confusa, como qualquer outra. Cresci. Tornei-me adulta. Apaixonada pela minha profissão: médica veterinária.
            
Mas, infelizmente, me deixei levar pela ilusão das drogas. E o que você vai ler agora, são os meus relatos diários, na tentativa de vencer a dependência química." (livro O Diário de Francine Deschamps)




É isso, queridas(os). Uma triste história, mas que pode ajudar outros jovens a não terem a mesma história...

***

E por falar em triste, tenho algo assim para contar a vocês, infelizmente.

Meu esposo recaiu ontem.

Ele estava de folga. Pela manhã, me ajudou a arrumar as crianças e suas mochilas. Tudo aparentemente normal. Saí para o trabalho. E quando voltei, ele estava deitado, debaixo das cobertas. Estranhei.

- O que houve, amor?

- Estou com febre! – ele disse de olhos fechados, com o rosto quase todo encoberto.

Peguei um termômetro, e marcava 39,2 de temperatura.

Olhei para ele. E vi em seus olhos, que mais uma vez a droga estava ali.

Dói pra caramba. Mas, graças a Deus, hoje sinto apenas essa dor, por ver alguém que amo tanto, fazendo uma escolha tão idiota. Entretanto, não há mais o peso da culpa, da sensação de ser responsável por tirá-lo disso, e nem mesmo do que pode acontecer amanhã...

Vou vivendo um dia de cada vez. Entregando o que não cabe a mim, nas mãos de Deus.

Claro que o clima "fúnebre" fica. É o tal do "tsunami" passando...

Cada um dormiu em um quarto. Poucas palavras trocadas.

Mas essa dor vai passar. Sempre passa...

Hoje ele já foi para o trabalho. E é um novo dia.

E vamos s’imbora, que tenho três filhotes lindos para cuidar! 

E ainda sigo acreditando que meu marido pode ser maior que isso, se ele quiser.

Gente, acabei de ouvir a entrevista que dei à rádio Senado. Ficou muito bacana! Depois disponibilizarei o link do áudio pra vocês.

Meu livro CEFE de hoje diz: “Se sua fé for do tamanho de um grão de mostarda, nada será impossível para você.”

Então, “andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar”!

Beijos!
Um bom dia!

7 comentários:

  1. bom dia...o homi tb resolveu ontem.."tira um barato"...bom mais deixando.."ozotro" pra lá...parabéns pelo trabalho e muito sucesso nessa caminhada...bjus

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  2. Bom dia, Polyanna. Onde posso adquirir o livro? Saúde e muita paz! Abraço.

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  3. O amor, o meu tb, e ele estava tão bem...Credo....Mais enfim, vamos ser feliz né. É nossa escolha né. Fiquei triste Poly, seu marido estava tão forte. Mais Deus está no controle de tudo né? Vamos confiar. Fiquei chocada com a história da Fran. Vou conhecer o blog.
    Quero o livro. Assim que lançar me avisa...Bjus

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  4. Bom Dia
    Li o blog Saudades da Fran há algum tempo. Ela era intensa. Achei importante a abordagem sobre o "tratamento" que ela recebeu, pois acredito que assim como ela muitos pacientes sofrem com a falta de preparo para tratar a dependência e o dependente químico.
    Que este livro com os relatos dela venha "clarear" ainda mais.
    Que alcance muitas vidas. As que precisam de ajuda e as que podem ajudar.

    Oração e paz na alma.
    Que Deus te fortaleça em todas as coisas.

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  5. Oi Poly querida! Não passei mais por aqui mas sempre lembro de sua família linda.
    Hoje quando tive um tempo e vim visitar o blog encontrei essa notícia, mais uma pequena pedra no nosso caminho, mas que quando tropeçamos, Deus nos pega pela mão, levantamos e seguimos com fé. Ele é nosso alvo!

    Muito amor, benignidade e longanimidade pra você. O amor é o elo perfeito e tudo suporta, amor que vem dos céus.

    Grande beijo!

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  6. eu amo o blog da Fran....a história dela....quando você fez aquele post falando da Fran, eu fui até o blog dela e li em um dia....emocionante demais....fiquei revoltada com a forma que ela morreu....não canso em falar que foi negligência....aquela clínica que ela ficou não é aconselhável mesmo...tem uma grande culpa....enfim....dolorido demais saber que ela poderia estar aqui, nos ensinando muita coisa.... Polly....saudades de você....eu parei de acompanhar tem algumas semanas...me desculpe.....mas está me fazendo muita falta....vou retomar minha rotina de te ler todo dia....você me ensinou muito.....foi com você que aprendi que o que meu marido tem é uma doença e não "sem-vergonhice"....amo você.....segura sua mão na minha, pois estou muito solitária.....me sentindo tão pra baixo....meu marido está internado, e sinto que agora é pra valer....e isso me assusta.....a saudade está me consumindo....me matando....te amo, florzinha!!! <3 Ledinha

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  7. Ola Poly,
    Estou meio que desanimada hj. Tambem amo um dependente, no inicio me aproximei para ajuda-lo na recuperação, acabamos nos envolvendo, e namorando, ele passou um tempo limpo, participando de um grupo de auto ajuda, rezando,etc..
    Parecia que eu tava vivendo um conto de fadas, Ele é lindo, inteligente , Educado, gentil, e muito bom amante.. mas como nada na vida pode ser tão perfeito, ele teve uma recaída num final de semana e em seguida no proximo e neste ultimo novamente. tres finais de semana seguidos.
    To assustada, pois não esperava um dia vê-lo assim, sabia da possibilidade, mas torcia pra q nunca acontecesse. ontem ele estava nesta situação e pensei em desistir dele, tive medo, bateu um desanimo. tudo junto.. mas o amo demais para deixa-lo neste momento e creio que ainda posso fazer algo para ajuda-lo.
    é dificil, é assustador, mas quero remar com ele neste barco.
    amem

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