quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Levando o curso até você!


Boa tarde, queridas(os)!

Estou devendo pra vocês as fotos do II Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias.

O curso foi realizado de 27 a 31/01/2014 (semana passada). E nele foram formados 78 multiplicadores sociais.

O público era composto por familiares de dependentes químicos, e também por profissionais que atuam nessa área, ou que tem o desejo de ajudar adictos e familiares.

Foi lindo, gente!

Ouvi muitas pessoas agradecendo pela oportunidade de entender um pouco mais do que elas estão vivendo.

E me sinto realizada ao levar uma mensagem de recuperação àqueles que passam pelo mesmo que nós, muitas vezes sem nunca ter ouvido falar em codependência.

Em três meses, o projeto Ame, mas não sofra!, da SEJUS-DF, atendeu mais de 300 pessoas, e formou 162 multiplicadores.

O próximo curso iniciará em 24/03/2014, e já tem uma grande lista de nomes inscritos aguardando...

A intenção desse projeto é levar INFORMAÇÃO de qualidade e ACOLHIMENTO às famílias.

Vamos às fotos?



O curso foi realizado na sala Alberto Nepomuceno, do Teatro Nacional, em Brasília-DF.



Em 27/01, abertura com o Sr. Secretário de Justiça Adjunto, Jefferson Ribeiro, e com o Subsecretário de Políticas sobre Drogas, Dr. Leonardo Moreira.



Fui convidada, de surpresa, para falar na abertura, como idealizadora do projeto. E o que falei foi: "esse projeto não nasceu da mente, nasceu do coração..." Falei, ainda, sobre a necessidade de enxergarmos os familiares que sofrem adoecidos, atrás de cada dependente químico. Estava bem nervosa e emocionada!



A primeira palestra do curso foi dada por Antonia Nery, pós-graduada em Psicologia Transpessoal, e palestrante voluntária em um trabalho a famíliares de dependentes químicos em uma unidade religiosa. Ela falou sobre a família como fator de prevenção. Mostrou o que leva a família a ser um fator de risco para a entrada das drogas, e o que a torna um fator de proteção. Precisamos cuidar da nossa casa, e estar atentos às nossas crianças e adolescentes. Muitas vezes, o dependente químico mostra sinais desde a infância que merecem uma atenção especial.

"Conquiste o seu filho, antes que o traficante o faça." 
(Felipe Aquino)



Em 28/01, a primeira palestra foi dada pelos servidores Leandro e Renata, sobre os serviços prestados pelo CAPS AD, inclusive serviços específicos às famílias.



A segunda palestra do dia foi dada pela Psicóloga Especialista em Dependência Química, Patrícia Aires. Essa mulher é fantástica! Ela falou sobre a Ilusão da Droga. O interessante é que ela mostrou a ilusão que faz com que os jovens experimentem a droga, mas também falou sobre a ilusão em que os familiares vivem, se enganando, e fugindo da realidade.



No dia 29, o curso foi aberto pelo Nar-Anon. Nem precisa dizer que esse grupo mora no meu coração, né? Tenho uma gratidão eterna, afinal, foi em uma sala do Nar-anon que aprendi sobre a minha doença, e sobre a possibilidade de termos uma vida melhor, mais leve, e mais feliz, mesmo convivendo com um familiar dependente químico. Além do coordenador, uma senhora que também é companheira do grupo, deu o seu relato, e foi emocionante.



Em seguida, o Psiquiatra Especialista em Dependência Química, Evandro Faganello, falou sobre como identificar sinais de uso de drogas. Falou sobre os sintomas, e sobre as diferenças entre usuário, usuário nocivo e dependente químico. Show!



Na quinta, dia 30, o jovem Felipe deu o seu depoimento. Ele é um dependente químico em recuperação. E veio nos contar que o seu desejo de mudança só surgiu, após seus pais deixarem de ser facilitadores do seu uso de drogas. Lindo relato! Hoje ele é um jovem cheio de fé. "Muitos ex-amigos meus vão na igreja hoje só pra ver se eu realmente estou lá, pois quem me conheceu no passado, não acredita."



Depois, foi a minha vez. O tema da minha palestra foi: Codependência - A doença da família. Em quase três horas, falei sobre a história e sintomas da codependência. E narrei experiências minhas, como codependente, e como alguém que decidiu agir diferente.

O Felipe havia dito que era "doidão". Daí, eu disse: "Felipe, eu também era doidona... E sem usar nenhuma droga!"

O público riu e algumas vezes se emocionou. Senti em muitos familiares a identificação, afinal, as histórias são sempre tão parecidas. Não é mesmo?



O ultimo dia do curso foi aberto por Roberto Cavalcante, representante do Grupo Amor-Exigente. Ele falou sobre os doze princípios do AE, e tirou muitas dúvidas dos familiares. Falou também sobre amor, e sobre limites.



E pra fechar com chave de ouro, o Dr. Leonardo Moreira, Psiquiatra Especialista em Dependência Química, e Subsecretário de Políticas sobre Drogas do DF, falou sobre a Dependência Química e a Família. Ele trouxe a parte técnica sobre o assunto. Explicou o que acontece com o cérebro do dependente de drogas, e o porquê de alguns dos seus comportamentos. E também como a família pode ajudar, a começar, livrando-se de uma culpa que não lhe cabe.


Participantes. 

No ultimo dia, uma senhora falou: "puxa, meu coração está tão apertado por ser o ultimo dia. Eu não queria que acabasse..."

Graças a Deus, pelos depoimentos, acho que cumprimos o nosso objetivo de levar informação consistente e acolhimento a essas famílias. Espero, de coração, que elas sigam buscando ajuda, praticando o que foi sugerido no curso, e multiplicando a outros que precisam.



Ao final, ouvimos a belíssima voz de Rita Mel, cantando: "É preciso saber viver..."



Essa é a equipe do Ame, mas não Sofra!


Todos os profissionais que atuaram como palestrantes, o fizeram de coração, de forma voluntária. Muito lindo ver esse projeto acontecendo!

Conforme avaliação feita pelos participantes do curso, 92% consideraram o curso como excelente ou bom.

#Feliz demais!

Se quiser saber mais, veja esses vídeos:

Reportagem do Bom Dia DF, TV Globo, hoje. CLIQUE AQUI.

Reportagem da TV Supren, em 29/01/14. CLIQUE AQUI.

É isso... Espero que tenham gostado da postagem. Foi a forma que encontrei de levar um pouquinho do curso até vocês. Fico na torcida para que iniciativas como essa se expandam por todo o nosso Brasil!

Beijos.
Polyanna

2 comentários:

  1. Poxa Polly gostaria muito de fazer o curso, pena que só tem presencial e em Brasília. Vocês não teriam interesse de fazer um curso online? Faríamos inscrição como os outros, e teríamos acesso com login e senha, somente para inscritos. Só teriam o trabalho de gravar imagens boas do próximo curso presencial que tiver, e passar para os inscritos online. Tenho certeza que dessa forma abrangeriam uma gama muito maior de famílias, que necessitam de apoio e informação. Pensa nisso com carinho ta...bjus e parabéns pela iniciativa.

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  2. PARABÉNS...QUE SUA MENSAGEM POSSA CHEGAR A CADA DIA MAIS LONGE...BJUUU

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