sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O milagre da transformação!


Amigas(os), bom dia!

Passando aqui rapidinho só pra dar um “oi” e dizer que está tudo bem!

Semana corrida em razão da realização do curso, mas muito feliz por estar vivendo experiências tão marcantes.

CLIQUE AQUI,  e veja os relatos dessas famílias.

Cada relato de um familiar é tão gratificante que nem dá pra expressar em palavras o que sinto.

É isso, gente. Sou apenas mais uma familiar de dependente químico. Apenas mais uma codependente em recuperação. Mas, quando nos dispomos a fazer o bem, Deus usa isso de forma que vai muito além do que pensamos.

Muita gente nem imagina que o embrião desse Projeto nasceu de um coração sofrido de uma filha e esposa de adictos...

Ei, nunca pense que você não é capaz! Ou que o fato de ter um familiar dependente químico irá te impedir de alcançar os seus sonhos... Pode até ser mais difícil, mas é possível! Sempre!

Quero encerrar com uma mensagem que o Nar-Anon deixou aos participantes do curso:


“O Milagre da Transformação

Transformamos o medo que paralisa na confiança em nós mesmos.
Transformamos a culpa que nos pune no compromisso com a mudança.
Transformamos a vergonha que nos aprisiona na aceitação e libertação da nossa história.
Transformamos as mentiras de nossas máscaras na alegria e leveza das nossas verdades.
Transformamos nossas concessões exageradas na coragem de honrar nossos limites.
Transformamos o desespero na fé e esperança no processo da vida.
Transformamos nossa codependência no desligamento com amor...”


Um dia aprendi que essa transformação era possível. Tenho vivenciado essa transformação no meu dia a dia.

Não é fácil. Mas, torna a vida bem mais leve... E mais feliz!

E poder levar essa mensagem adiante, para outros que sofrem como um dia sofri, não tem preço.

Ontem foi a minha vez de palestrar. Levei teorias e práticas sobre a codependência. Contei a minha história, que na verdade, é tão parecida com a história de tanta gente.



E, ao final, no meio das perguntas que os ouvintes enviaram por escrito, havia uma mensagem, com essas palavras:

"Polyanna, também sou um adicto, estou limpo e sereno por 4 anos e 3 meses, e só hoje percebi que minha família sofreu mais do que eu, no meu tempo de ativa. Muito obrigado! Você reforçou a minha recuperação". M.

Dizer o que, né?!

Muito obrigada, meu Deus!

Ah, e o maridão tá calmo, sereno e limpo, só por hoje!

Beijos no coração!


domingo, 26 de janeiro de 2014

Será que dá pra ser feliz assim?



Bom diaaa!

Tudo bem com vocês?

Queria falar com vocês sobre a possibilidade de sermos felizes, vivendo em meio a essa confusão da adicção de alguém amado.

É muito comum as pessoas me dizerem: “nossa, você não parece ser familiar de dependente químico!”

Daí fico pensando como é o estereótipo do familiar de dependente químico: certamente alguém triste, com olheiras, abatido, à base de calmantes, cabelos desgrenhados, olhos inchados...

Por que precisamos ser assim?!!

Me lembro que uma vez, ao dar uma entrevista para um Jornal impresso daqui de Brasília, a fotógrafa tirou várias fotos minhas, e eu amei várias, entretanto, a que estampou a matéria foi uma das piores, acredito que pelo fato de eu estar com cara de “familiar de dependente químico”. Olha aí.


A gente não pode sorrir???


Mas, afinal, será que realmente dá pra ser feliz, carregando uma cruz tão pesada?

Não, não dá. Não damos conta de carregar essa cruz de ver quem amamos se destruindo. Pó e pedra pra nós tem significado totalmente diferente. A mensagem de um celular desligado nos faz ficar trêmulos e desesperados. O amanhã nos assusta.

E agora?

Não conseguiremos viver, e muito menos ser felizes, se tentarmos carregar nas costas a adicção de quem amamos.

Só consegui a paz de espírito, quando tirei de sobre mim a culpa ou mesmo a responsabilidade da doença e da cura do meu esposo.

Não existem culpados pela sua doença. E a responsabilidade por sua recuperação é somente dele. Só posso pedir que Deus o ilumine a cada dia, e amá-lo.

Então tirei o meu foco da vida do meu esposo. E, pouco a pouco, fui preenchendo esse espaço com coisas minhas. Isso fez toda a diferença.

Claro que é um processo demorado. A cada dia uma pequena mudança. E hoje, quando olho para mim, vejo uma grande transformação. Mas, ainda falta muito...

Ok, Poly, mas, e se ele estivesse usando drogas?

Quando o meu marido estava na ativa, eu sentia dor sim. Às vezes, chorava. Afinal, é alguém que amo. Mas, o que aprendi a evitar foi o desespero e o descontrole. Aprendi a dormir, mesmo sem ele chegar. A me alimentar, mesmo em dias ruins. E a viver a minha vida, mesmo quando a dele estava parada.

E se ele está internado?

Aprendi a conviver com a saudade, e a cultivar a esperança de dias melhores, sem criar expectativas. Aproveitei esse tempo para cuidar de mim e para aprender a lidar com as nossas doenças.

E se ele está limpo?

Aprendi a agradecer por cada dia vivido em paz. A compreender seus momentos de fissura e descontrole por falta da droga. E a respeitar o meu próprio jeito de ser.

Digo respeitar o meu próprio jeito de ser, porque muitas vezes ainda erro, mas hoje não me culpo mais por ser humana. E sei que isso não o fará recair. A única coisa que pode fazê-lo recair é o desejo de usar, e eu não tenho como interferir nisso.

A Poly de antes nunca encontrava hora de ser feliz. Se ele estava limpo, ficava louca tentando formas de impedi-lo de recair, e no medo. Se ele estava na ativa, eu deixava a minha vida de lado, para cuidar dele. E se estava internado, parecia que a saudade era maior que a minha vontade de viver...

Realmente, nessa vida, eu me encaixava perfeitamente no estereótipo criado para nós, familiares.

Ei, leitor(a), não acredite nesse estereótipo. Você pode ser feliz! Nós podemos!

Se está pesado demais, entregue para Deus. Não carregue uma culpa que não é sua. Não se ache responsável por mudar o outro. Somente ele e Deus podem. E cuide de você...

Sem terapias, e principalmente sem os grupos de apoio, eu não teria conseguido. Porque realmente não é fácil.

A última recaída do meu esposo foi em março do ano passado, passando por um lapso em novembro. Entretanto, até hoje, tem dias que se eu entrar na doença dele, eu piro.

Esta semana foi uma semana difícil. Meu marido anda com os nervos à flor da pele. Na terça e na quarta tive pesadelos horríveis dele recaindo. Nunca mais tinha sonhado com isso...

Daí, ontem, ele esqueceu uma água quente na beirada do fogão, e o nosso bebê entornou sobre si. Eu estava na sala com nosso filho do meio e ouvi os gritos. Nosso bebê gritava, e meu marido gritava mais ainda, louco de um lado para o outro, e eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Foi horrível. Ele não tem nenhuma estrutura emocional. Então eu tenho que ter. E eu só posso ter, se buscar ajuda.

Graças a Deus, não foi nada mais grave. Medicamos a barriguinha do pequeno, e deu apenas três bolhinhas que estão sendo cuidadas.

Nesta semana, tive uma crise alérgica forte. Trabalhei muito, afinal, amanhã inicia o segundo curso às famílias, promovido pela SEJUS. Estava com cólicas. E exatamente nesses dias, meu marido estava super mal no comportamento.

E ai, Poly? Dá pra ser feliz?

Claro que dá! É o organismo dele que está pedindo pela droga. É ele quem tem que ser forte para não recair. Eu estou fazendo a minha parte, como esposa. Está tudo bem. Por que vou entrar na depressão com ele? De jeito nenhum! Além disso, sei que logo ele voltará ao normal, portanto, não vale a pena ganhar algumas rugas desnecessárias...

Hoje vou curtir os filhotes. Me preparar psicologicamente e emocionalmente para o II Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias (mais de cem inscritos!!!), e para a minha palestra que será na quinta.

Estou trabalhando no livro que será publicado daqui a dois meses. Ansiosíssima para contar a vocês, mas ainda não posso... Mas, sei que vai ajudar muitos jovens a não entrarem nesse mundo das drogas.

E uma novidade em primeira mão! Assinei um contrato, nesta semana, com a America Star Books!!! Ela vai traduzir e comercializar o livro Amando um Dependente Químico nos Estados Unidos e Canadá!!!


God bless this work!


Lembram-se do que falei sobre plantar e colher? Estou plantando coisas boas, e sei que vou colher coisas boas! Acredito nisso. É só ter um pouco de paciência para esperar a colheita...

Ontem, no face da minha amiga Walkíria, vi a seguinte frase:

Dois homens olharam através das grades de suas celas. Um viu a lama do chão, e o outro viu as estrelas do céu.” (Dora)

É isso. Do lugar onde estou, sendo esposa de um dependente químico, eu posso escolher olhar para a lama do chão, ou para as estrelas do céu... Escolho a segunda opção!

E você, o que escolhe?


Eu, com cara de Poly (cara de pastel), brincando com um dos filhotes.


"A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. 
Chega sem chegar, insinua mais que propõe... 
Felicidade é animal arisco. Tem que ser adimirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. 
Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la.
Felicidade é chuva que cai na madrugada, quando dormimos.
O que vemos é a terra agradecida, pronta para fecundar o que nela está sepultado, aguardando a hora da ressurreição.
Felicidade é coisa que não tem nome.
É silêncio que perpassa os dias tornando-os mais belos e falantes.
Felicidade é carinho de mãe em situação de desespero. 
É olhar de amigo em horas de abandono. É fala calmante em instantes de desconsolo.
Felicidade é palavra pouca que diz muito.
É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros.
Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira... 
Eu vivo assim... 
Sem doma, sem dona, sem porteiras, porque a felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira.
O que quero é o olhar de Jesus refletido no olhar de quem amo.
Isso sim é felicidade sem medidas.
Felicidades pequenas... 
O olhar da criança que me acompanha do colo da mãe, e que depois, à distância, sorri segura, porque sabe que eu não a levarei de seu lugar preferido.
A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito.
Não forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.
E então sorrio, como quem sabe, que quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças... 
E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.
O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes..."

(Pe. Fabio de Melo)

♥♥♥♥♥

Obrigada a todos os que votaram na enquete.

Fiquei muito feliz ao ver que 11% dos leitores estão comigo desde o início do blog, 13% acompanham o blog entre 01 e 02 anos, e 62% há menos de 01 ano. Esses números vêm mostrar que o Blog continua crescendo e atingindo novos leitores... Queridas(os), estamos juntos!!!

E pra finalizar, peço que participem da rifa do livro Amando um Dependente Químico. É por uma causa de bem e honesta! E você levará um Ebook ao adquirir a rifa. CLIQUE AQUI, e saiba mais.

Grande beijo!
Orem por nós.



São pequenas mudanças, um dia de cada vez, que no final das contas, nos transformam completamente... Portanto, vá com calma. Mas, vá! 
(Poly P.) 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Nem anjos, nem demônios... Seres humanos! (caso Rodrigo Frenhi)




Bom dia, queridas(os)!

No dia 19 deste mês, ao abrir o face, me deparei com a foto do Rodrigo, acima.

Sua mãe, Roseni Frenhi está à sua procura.

E o relato que ela deixou, foi o seguinte:

“Esse é meu filho Rodrigo, garoto bonito, inteligente, educado... Hoje é o seu aniversário, ele completa 33 anos, mas infelizmente não há motivo para comemorar, pois o Crack o levou de mim. Há mais de 10 anos luto para resgatá-lo da escuridão do mundo das drogas, mas meu esforço foi em vão. A droga é mais forte do que qualquer coisa, qualquer sentimento, qualquer dor, fome, sono, sede, nada supera o desejo frenético de usar a droga e é nesse mundo de trevas que ele está vivendo.

Há alguns meses ele foi visto perambulando pelas ruas do centro de São Paulo, nas proximidades do Mercado Municipal próximo à 25, sujo e com fome. Hoje ele se transformou em mais uma vítima do Crack, que o levou a perder tudo, inclusive a sua verdadeira identidade, passando a morar nas ruas e pedindo esmola, onde na maioria das vezes, o dinheiro é apenas para comprar o maldito Crack...

Peço a você pai, mãe, irmã, irmão, amigo, familiar, e até mesmo você que nem sabe quem é o Rodrigo, mas que tem dentro de si a vontade de ajudar que, por favor, compartilhem essa foto pois ainda tenho 1% de esperança de que alguém o encontre e o ajude a sair dessa vida de sofrimento e amargura, embora nada se pode fazer se ele não quiser ser tratado.

Esse número de telefone (11) 45876971 terá contato direto com quem poderá ajudá-lo. O nome dele é Rodrigo Frenhi Sanches. Por favor, só ligue se realmente tiver informações sobre o paradeiro dele.

Muito Obrigada.

Não tem como não se comover. Não é mesmo?

Falei com ela, e ela me autorizou a fazer esta postagem no Blog. E como sei que existem muitos leitores de São Paulo por aqui, quem sabe poderemos ajudar? Espero que sim!

A mãe do Rodrigo mora em Londres, mas está aqui no Brasil até o mês que vem, e deseja rever o filho, e mais que isso, vê-lo se tratando.

Ele já chegou a ficar limpo até por dois anos, e já passou por várias internações.

Sua mãe diz que não desistiu do filho, mas que está cansada. Sabemos bem o que é isso...

O pai de Rodrigo não está com sua mãe, e segundo ela, é um pai ausente e que não se importa com a situação do filho.

“O Rodrigo viveu e trabalhou em Londres, recebeu convite para ser modelo na Itália, mas acabou optando por morar nas ruas de São Paulo.”

E nessa história toda, algo que me chamou a atenção, foi o relato de um homem que conheceu o Rodrigo. Vejam só.

“Olá, Roseni. Não nos conhecemos, mas tive o prazer de conhecer seu filho, infelizmente não em uma condição muito boa para ele, mas mesmo estando em uma condição não muito boa, posso afirmar que ele tem um coração gigante.

Há alguns anos eu tive uma loja na Santa Efigênia no centro de SP, e sempre passava pela Praça da República.

Foi lá que conheci seu filho. Um rapaz boa pinta, ele não andava mal arrumado, estava sempre limpo, mas, estava com os moradores de rua. Aquilo me chamou a atenção e fui conversar com ele. Ele me falou que tinha família, e que era viciado em crack, inclusive ele não fazia a menor questão de esconder o cachimbo que carregava no pescoço. Mas não foi isso que me chamou a atenção... O que me chamou a atenção foi ele se dispor a ajudar aqueles moradores de rua.

Porque com ele ali, os policiais não judiavam dos viciados e realmente eu via que ele tinha o respeito de todos ali, inclusive dos pedestres, alguns diriam que talvez fosse pela aparência, pois ele é um rapaz ''presença'', mas eu digo mais... ele é simpático, sabe conversar e acima de tudo é bondoso.

Fiz questão de jantar com ele mas, ele não comeu tudo, pois pensou no pessoal que estava com ele na rua e queria dividir seu alimento. Depois de levar algo para seus amigos jantarem, ficamos ali na praça a noite toda conversando. Dispus-me a ajudar, mas ele agradeceu e negou, disse que gostaria de tomar algo forte e me perguntou se eu tinha um ''trocado''. Peguei 5 reais e o entreguei, acreditando que não o veria mais. Para a minha surpresa, ele voltou com a bebida dele e uma cerveja pra mim. Fiquei feliz, pois naquele momento ele ganhou meu respeito e confiança também. A partir daí, sempre quando podia eu passava lá para conversar.

Infelizmente, me desfiz da minha loja e saí do centro. Cheguei a encontrá-lo uma vez, mas ele estava alterado e não pude ''trocar ideia''.

Essa foi a ultima vez que o vi...

Hoje moro no Japão, mas nunca vou esquecer seu filho, pois ele me ensinou a ser um ser humano melhor, me ensinou que sempre haverá alguém a quem eu possa ajudar, independente da minha situação financeira, emocional ou espiritual, pois a caridade é o caminho para um mundo melhor.

Gostaria que soubesse que mesmo nessa vida que ele leva, ele ainda é uma pessoa fantástica.




O Rodrigo só vem mostrar que dependentes químicos são seres humanos... Nem anjos, nem demônios, apenas seres humanos como todos nós.

Atenção, o Rodrigo foi visto recentemente na Praça Julio de Mesquita, perto da Duque de Caxias!

Qualquer notícia, liguem no número divulgado acima.

Grande beijo a todos!
Fiquem com Deus.

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Bom dia, amigas(os)!

Sempre que tiver alguma notícia oficial sobre o Rodrigo, postarei aqui. Ok?

Sua mãe, deixou a seguinte mensagem, ontem à noite:

“24/01 – às 20:40hrs – Ele foi encontrado. Infelizmente não em muito boas circunstâncias, mas está vivo. Ainda não sei quando poderei vê-lo. Por enquanto é só o que posso dizer a vocês. Obrigada a todos pelo carinho. Valeu as orações, povo maravilhoso. Um grande beijo a todos. Deus abençoe.”

Graças a Deus! Agora é continuar orando para que ele tenha um despertar, e deseje mudar de vida, pois sabemos que ele pode!

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Segundo a mensagem deixada pela mãe do Rodrigo, em 25/01/13 (hoje), ele está preso no CPD Belém II (8º Distrito do Brás), há quase um mês, por ter furtado um celular Claro, para trocar por drogas. “A vítima teve o bem de volta, e graças a Deus não houve uso de violência ou arma para a abordagem da vítima.”

Ela diz que gostaria que o filho voltasse para os seus braços, mas reconhece que, para isso, antes ele precisa de tratamento.

Triste...

É isso aí, dependência química é uma doença reconhecida pela OMS, mas os doentes são presos junto com bandidos... Onde não há muita esperança de recuperação... Mas, sigamos orando, e torcendo para que o Rodrigo tenha um despertar, e para que a sua família tenha as suas forças renovadas. 

Que Deus ilumine os inúmeros "Rodrigos" que estão por aí. :(

♥ 

Tentarei postar hoje a noite, vontade de falar de nós...

Ah, e não se esqueçam da rifa do livro Amando um Dependente Químico, please... Clique aqui, e saiba como participar.


Beijão, gente! 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O irmão do filho pródigo: Eu!


Boa tarde!

Vou aproveitar o horário do almoço, para conversar com vocês.

Essa noite, eu estava pensando na história do Filho Pródigo. Acho que todos nós, independente da religião, já ouvimos a história do filho ingrato que sai de casa para curtir a vida, e depois volta arrependido. Não é mesmo?

Interessante que é muito fácil fazer uma lista com os defeitos do filho pródigo. Ele era esbanjador, fútil, irresponsável, inconsequente, egoísta, libertino e por aí vai.

E quem lê a história vê que o filho mais velho era responsável e se manteve ao lado do pai. Parecia alguém muito bom. Entretanto, quando o pródigo voltou, esse seu irmão se indignou e não quis entrar para estar com sua família.

Me identifico com esse filho mais velho.

Durante muito tempo, eu olhava para o meu esposo adicto e via muitos defeitos.

Por outro lado, quando eu olhava para mim, me achava superior (por não ser dependente de drogas).

E enquanto eu me mantive a focar nos defeitos dele, e na tentativa de fazê-lo alguém melhor, eu não crescia.

Assim como esse filho mais velho, eu ficava no orgulho, na superioridade, e isso não somente machucava a quem estava ao meu lado, mas também me enchia de solidão.

Me sentia cansada, pois tinha a obrigação de ser a perfeita. A capaz de fazer tudo, de decidir tudo e de não errar nunca.

Muitas vezes, humilhei uma das pessoas que mais amo nessa vida: meu esposo.

Hoje, olhando para trás, sinto vergonha. E também sinto alegria pela oportunidade de mudança.

O meu objetivo era curar o meu marido da sua adicção. E para isso eu manipulava, era desonesta, fazia chantagens e ameaças.

Tantas promessas sem cumprir. Tantas lágrimas para subornar. Tanto orgulho em sentir dor. Tanta autopiedade. E minha soberba continuava ali intacta.

Afinal, eu era a sofredora. E ele era o vilão.

Vivíamos o caos.

Eu o amava, mas sabia que não ia aguentar isso por muito tempo.

Eu estava perdendo o meu esposo. E já havia perdido a mim mesma.

Precisei descer. Precisei reconhecer a minha impotência perante a sua adicção. Reconhecer que não posso curá-lo ou muda-lo. E mais, precisei enxergar que também tenho os meus muitos defeitos para serem trabalhados.

Percebi que eu também precisava de ajuda. Ajuda para mudar a mim mesma. Ajuda para tentar parar de controlar o outro.

Eu era como aquele irmão mais velho do filho pródigo, cheia de amargura, mas que mantinha o meu verdadeiro “eu” escondido, para cultivar a imagem da “Poderosa” (e essa poderosa não tem nada a ver com a Anitta não, viu?!! Rs)

Desci, e aos poucos vou recuperando a Polyanna.

Hoje reconheço quando estou errada. Não preciso ter a razão sempre. E posso aprender muito com o meu esposo, mesmo ele sendo um adicto.

Sobretudo, consegui deixar a adicção dele um pouco de lado, para assumir o papel central da minha vida.

Humildade... Nós, familiares de dependentes químicos, precisamos disso. Eu preciso disso!

Não sou em nada melhor que o meu esposo, e não sou diferente de você, que lê esse blog.

E é tão bom isso! Dá um alívio! Afinal, não preciso resolver tudo, saber as respostas, indicar os caminhos... Não, não. Minha responsabilidade é apenas a de fazer a Poly feliz. Só.

Não me sinto mais “dona” do meu marido, mas apenas... a sua esposa.




Mudando de assunto, como sempre recebo perguntas de pessoas que se preocupam: Poly, como está o seu marido?

Aproveito para dizer que ele está bem. Segue limpo, se cuidando. Ansioso pela nomeação no concurso público. Trabalhando bastante. E um fofo. Claro que tem dias que tá insuportável, mas quem não tem, né?

Olha só isso. Ando muito esquecida ultimamente. Acho que é muita coisa pra essa cabecinha loira pensar. Daí, quase todos os dias eu estava esquecendo minha marmitinha em casa, e acabava me alimentando mal durante o dia.

Esses dias, ao acordar, meu marido já havia saído para o trabalho, e havia bilhetinhos pela casa inteira:

No espelho do banheiro: “Amor, não esqueça a sua comida. Te amo.”
Perto dos meus óculos: “Amor, leve sua marmitinha. Te amo.”
Na porta da geladeira: “Isso mesmo, guarde logo sua comida. Te amo.”
Na porta do apartamento: “Ultima chance, pegue sua marmita. Te amo.”
E na porta do carro: “Se você esqueceu, vai ter que subir os três andares e buscar sua marmitinha... NEOQAV” (que quer dizer nunca esqueça o quanto amo você).

Achei tão bonitinho o seu cuidado.

Enfim, queridos, vida normal, só por hoje!

***

Quem quiser ouvir a segunda entrevista que dei à Rádio Nacional, CLIQUE AQUI.

E pra finalizar, muito obrigada a todos os que estão participando da Rifa do livro Amando um Dependente Químico, 2ª Edição.

Muito obrigada pela solidariedade e companheirismo!

Quem quiser saber mais sobre a rifa, CLIQUE AQUI.

Beijos no coração!



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Muito Obrigada! ♥



Apenas quero AGRADECER!

Pessoas que nunca me viram, que nunca receberam o meu abraço, mas que, de alguma forma, nesse tempo de “convivência” on line, sentiram um laço a nos unir.

E esse laço não é apenas a adicção de alguém, não mesmo. Sei que vai muito além disso.

Obrigada pela solidariedade de vocês, diante do post É a vez da Poly pedir ajuda!.

Obrigada se tornou uma palavra muito pequena... Vocês me levaram às lágrimas várias vezes nos últimos três dias.

Coisa linda demais o que está acontecendo.

Nem sei explicar.

Esse sentimento tem se estendido ao meu esposo, que espontaneamente disse que quer escrever algo para eu postar. Ele está grato e perplexo.

E eu também.

Queridos, muito obrigada por essa ajuda desinteressada. Por esse amor incondicional.

Até o presente momento, temos 13 pessoas participando da rifa, e todas adquiriram mais de uma rifa.

Vocês trouxeram a paz para a nossa casa nesse fim de semana.

E confirmaram a minha certeza de que existem pessoas boas nesse mundo!!!

Muito obrigada RCR, EG, TGNE, JP, FVS, CT, EP, CC, CS, MMF, JR, APC e WA.

Peço que a Carla, que fez um depósito no BB, entre em contato pelo email polyp.escritos@gmail.com, para o envio do ebook e dos seus números da rifa, pois não tenho o seu contato.

Queridos, muito muito obrigada, de coração!

Espero que os ebooks lhes sejam proveitosos... E desejo a todos boa sorte no sorteio!

O sorteio da rifa será em 09/02/2014. Se você quiser saber como participar, CLIQUE AQUI.

No sorteio informarei o valor total arrecadado.

Beijos a todos!


Fiquem com Deus!
Poly.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

É a vez da Poly pedir ajuda!



Boa noite!

Tudo bem com vocês?

Por aqui tudo bem. Aliás, quase tudo...

Hoje quero me abrir com vocês sobre um assunto delicado: finanças.

Saldo do dia: R$ 19,36 na conta, e ainda restam 14 dias para o mês acabar!

Quem leu o livro Amando um Dependente Químico, ou mesmo quem acompanha o Blog sabe que, profissionalmente falando, meu marido e eu somos guerreiros. Não tem “tempo ruim”. Trabalhamos muito. Aceitamos desafios. Ousamos.

Entretanto, ao fazer isso, sei que estamos “plantando” para futuramente “colher”.
E hoje, estamos colhendo o que plantamos ontem.

Meu marido passou por algumas internações, por períodos de desemprego, e outros desatinos em razão da adicção ativa.

Eu, também de forma insana, pela cegueira da codependência, achei que seria capaz de resolver tudo sempre sozinha. E assim, a cada dificuldade, recorria ao Banco para me ajudar.

Mas, bancos nunca ajudam. Eles sempre cobram juros exorbitantes nas transações.

A cada objeto trocado em casa por drogas, a cada mensalidade da clínica, a cada ida ao Psiquiatra, no enxoval do bebê, consultas das crianças que precisavam ser pagas, enfim, em inúmeras situações recorri aos empréstimos bancários.

No ano passado, conversei com meu esposo, e disse que nunca mais procuraria o banco para solucionar nossos problemas. Estou tentando manter isso. Mas, não está nada fácil.

A dependência química ativa + a cumplicidade da codependência deixa sequelas por muito tempo, inclusive nas contas.

Sou servidora pública, tenho um cargo, e deveria ter um bom salário, mas o banco retira o equivalente a 56% do meu salário, mensalmente... Às vezes chega a ser desesperador. Mas, um dia de cada vez, fazendo o que é certo, sei que vamos sair dessa.

Tenho uma dívida que equivale a 22 vezes o meu salário inteiro.

E agora?!!




Trabalho, trabalho, trabalho... Economia, economia, economia.

Minha filha mais velha iniciará na escola pública, neste ano. Tenho levado marmitinhas para o trabalho. O nosso amigo-oculto de fim de ano foi substituído por um amigo-abraço. E tudo tem sido bem restrito aqui em casa.

Por outro lado, tenho dado o melhor de mim em tudo. Faço o meu trabalho como Gerente de Gestão de Pessoas dando o meu melhor. Idealizei e colaboro no Projeto Ame, mas não sofra!, dando o meu melhor. Trabalho nesse Blog dando o meu melhor. Publiquei um livro lindo e que tem ajudado a tanta gente dando o meu melhor.

Tudo isso faço por prazer, por amor à causa. E talvez por isso, tem dado tão certo.

Entretanto, até agora, não há retorno financeiro em nada disso, exceto no cargo de gerente.

O blog tem alguns anúncios que rendem alguns centavos a cada clique. Minhas palestras são gratuitas. Os livros me rendem uma média de R$ 2,50 por exemplar. Daí gasto com a gasolina e com a babá em dias de palestras (sábados). Já enviei vários livros gratuitamente. E os e-books, já perdi a conta.

O “Amando um Dependente Químico” não é uma empresa. É algo feito com o coração, e todos os seus frutos também. Mas, eu gostaria muito que tudo isso me ajudasse a sair desse mar de dívidas que tanto me aflige.

Estou sempre sorrindo por onde passo. Posto coisas com alegria aqui no Blog e no Face. E quem me vê, não sabe a dificuldade que estamos vivendo.

Não sou de reclamar. E sigo acreditando em dias melhores.

Graças a Deus, meu marido está limpo e está bem!

Ele passou em um concurso público, mas não sabe quando será nomeado. Enquanto isso, recebe o seu salário, que é baixo, e tenta correr atrás de “home care” pra aliviar as coisas em casa.

E eu realmente não sei mais o que fazer.

Desde novembro, as coisas só têm piorado por aqui, financeiramente.

Entretanto, não vou cometer a insanidade de recorrer a bancos novamente. Sabemos que “alívio imediato, nos traz dor futura”.

E essa dor que estou colhendo hoje, é consequência do alívio imediato que busquei no passado.

Tenho feito a oração da serenidade, e perdido algumas noites de sono, pensando no que fazer. Afinal, são três filhos...

E nesta noite, eu estava chorando... E ao orar: “Deus, me dê serenidade pra aceitar o que não posso mudar, e coragem para mudar o que posso”, tive uma ideia.

Realmente precisei de coragem para vir até aqui, expor assim a nossa vida. Confesso que me dá vergonha. Quem convive comigo sabe o quanto sou uma pessoa reservada. Mas, acredito que essa atitude poderá trazer mudanças...

Vou fazer uma rifa... Isso mesmo, uma rifa. Mas, é uma rifa diferente, onde todos ganham!




Quem quiser concorrer a um livro Amando um Dependente Químico – Dias de Dor e Dias de Recuperação, 2ª Edição, 438 páginas, autografado com uma mensagem exclusiva, em sua casa, basta fazer um depósito bancário de, no mínimo R$ 2,00 (dois reais). A cada dois reais, você receberá um número para concorrer. 

E TODOS os que participarem da rifa, receberão um Ebook Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação – 1º Edição, via e-mail.

Isso mesmo, TODOS receberão o ebook!

E quem adquirir mais de 10 rifas, ou seja, depositar mais de R$ 20,00, receberá os dois Ebooks: Dias de Dor e Dias de Recuperação.

O que acham?
Assim vocês me ajudam e eu ajudo vocês...

Para participar, você deverá fazer um depósito mínimo de R$ 2,00 (dois reais), até o máximo que você desejar, em favor de:

BANCO DO BRASIL
AG. 3413-4
CONTA-CORRENTE 11.874-5
Titular: G. P. (você verá o nome com essas iniciais).

Ou

BANCO SANTANDER
AG. 4515
CONTA-CORRENTE 01005581-5
Titular: A.M.S (você verá o nome com essas iniciais).

Após fazer o depósito, você me enviará um e-mail para polyp.escritos@gmail.com, com o comprovante do depósito escaneado, ou com os dados do depósito digitados, e eu te enviarei uma resposta com os seus números de sorteio, e com o ebook.

O sorteio acontecerá no dia 09/02/2014. Onde gravarei um vídeo do sorteio, e divulgarei o valor total arrecadado.

Por favor, ninguém se sinta constrangido a participar. Ok? E aqueles que não podem colaborar com os R$ 2,00 e desejam ler o ebook, podem continuar me solicitando gratuitamente.

E àqueles que participarão, eu agradeço, do fundo do meu coração!

Como uma boa codependente, acho tão fácil ajudar... Mas, acho muito difícil pedir ajuda...

Obrigada por me ouvirem!




Tenho certeza que, em breve, estarei aqui postando que essa grande dificuldade em nossa vida passou, como tantas outras. E que juntos, conseguimos superar...

***

Mudando de assunto, deixo aqui o link para vocês acessarem uma entrevista que dei à Rádio Nacional de Brasília, no ultimo dia 15, sobre familiares de dependentes químicos.

CLIQUE AQUI, e ouça.

Beijo no coração!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A mochila pesada!


Boa noite, amigas(os)!

O jeito é madrugar pra conseguir escrever... Como nos velhos tempos! Rs.

Tenho conversado com muitos familiares de dependentes químicos, e queria expor alguns sentimentos meus a vocês.

É muito doloroso carregar sobre as nossas costas a responsabilidade da recuperação do outro.

É pesado demais. Mas, muitas vezes insistimos em achar que conseguiremos.

Eu pensava: “Se eu esperar o meu marido com a comidinha feita, ele verá que pode ser feliz sem recaídas”. “Se eu estiver sempre de bom-humor, e nunca reclamar ou brigar, ele não vai recair”. “Se eu for a mulher mais apaixonada desse mundo, ele não vai ter razões para ficar mal.” “Se eu nunca lhe disser ‘não’, ele se sentirá realizado, e não vai procurar as drogas...”

Nem a mulher-maravilha conseguiria isso. Mas, a super-Poly pensava que isso seria possível.

Não sei quem estava mais insano, meu familiar adicto ou eu.

A cada recaída, eu me frustrava. E novamente pensava: “quem sabe se eu me esforçar um pouco mais...”

Eu estava em uma prisão. Não conseguia ser eu mesma. Me sentia refém da doença do meu esposo. E por mais que eu me esforçasse, a doença sempre vencia.

Nunca contei isso aqui, aliás, nem meu esposo sabe que foi uma encenação: uma vez, no início do nosso casamento, quando aconteceu a sua primeira recaída, eu estava tão louca, que quando ele estava sob efeito da droga, fingi que desmaiei na cozinha, para chamar a sua atenção, e fazê-lo se sentir culpado, e não usar mais. Não sei se me dá vontade de rir ou de chorar ao lembrar. Imagine eu, um mulherão de 1,73m de altura, estatelada no chão, pra chamar a atenção do outro. Afinal de contas quem mesmo que estava sob efeito de drogas?!!

Loucura total!

Me sentia derrotada. Frustrada. Culpada.

Era muita dor...

Mas, por que me sentia assim?

Eu trabalhava, cuidava dos meus filhos, da nossa casa... Mas a “mochila” da adicção dele eu não conseguia carregar. E nem era mesmo para eu carregar. Mas, ainda assim, eu insistia. E me machuquei demais nessa insistência tola.

Isso o ajudava em sua recuperação? Claro que não! A “mochila” do uso de drogas não estava sobre ele. Então porque ele veria a necessidade de jogá-la fora?

Até que um dia descobri que não havia nada que eu pudesse fazer a mais, que não havia sacrifício ou auto anulação minha que o faria parar de usar drogas.

Só duas coisas poderiam fazê-lo parar: Deus e a sua vontade (do meu marido).

Caramba, e agora?

Doeu muito saber que a dependência química é uma doença crônica, ou seja, uma doença para a vida toda, e que os riscos de recaídas sempre existirão.

Doeu encarar essa vida instável ao lado do homem que escolhi para dividir minha vida, e para formar uma família.

Doeu perceber que eu também estava doente, muito doente, e precisava de ajuda.

Doeu saber que não estava em minhas mãos, e que eu não tinha o controle sobre ele.

Mas, foi somente passando por essas dores que consegui realmente assumir o meu papel ao lado dele.

Hoje tenho vida própria. E isso faz com que eu o ame de forma mais limpa, sem tantas cobranças ou amarguras.

Por outro lado, ele sabe das suas responsabilidades e dos meus limites, e acredito que isso o estimule a se manter limpo.

Hoje me sinto mais leve porque posso ser exatamente eu, a Poly. Eu brigo quando estou de TPM, fico calada quando sinto vontade, respeito as minhas restrições, ou seja, sou um ser humano como qualquer outro.

A mochila da adicção do meu esposo está sobre ele. A cada dia limpo, ela fica mais leve para ele. E de forma nenhuma eu a carrego novamente sobre os meus ombros. Apenas me mantenho ao seu lado, oferecendo “água, suco, vitamina” para que ele continue a sua jornada.




Fácil? Claro que não é fácil!

Mas é um estilo de vida muito melhor do que o que eu levava antes. Acho que já teria enlouquecido se continuasse naquela insanidade de querer controlar a adicção do meu marido.

Hoje, às vezes ainda bate o medo, a ansiedade, a autopiedade... e outros que fazem parte dessa “galera” aí. Mas, aprendi a combater isso. Simplesmente sinto, respeito meus sentimentos, e os deixo passar, sem me afundar neles. E sempre passa.

Sinto-me feliz com a Poly de hoje, e com a vida que levamos!

E você, está feliz com a sua vida?

Que mochila está sobre as suas costas? A sua, ou a do seu familiar?

Você ainda acha que pode fazer algo para salvá-lo da dependência química? Que pode se sacrificar um pouco mais?

Queridas(os), cuidem-se. Busquem ajuda para si próprias(os). Quando mudamos a nós mesmos, tudo muda ao nosso redor...

“A felicidade pode (e deve) ser compartilhada com outros, mas nunca deve depender das ações dos outros para acontecer. Felicidade só vem de dentro de você!” (Poly)

Boa noite.
Fiquem com Deus!

Ah, por favor, participem da enquete que está no lado superior direito do Blog. Obrigada!