quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Vida Nova!!!



Boa tarde, queridas(os)!!!

Estamos a poucas horas do término deste ano de 2014!

Para mim, se por um lado este ano trouxe momentos difíceis que pensei não conseguir superar, por outro lado, ele me trouxe força, aprendizado e muitas boas realizações.

Sem dúvida, o fato de ter tido a oportunidade de trabalhar com familiares de dependentes químicos, por meio do Projeto Ame, mas não sofra!, recheou este ano de novas experiências, crescimento, surgimento de ideias e ampliação de horizontes.

Foi a concretização de um sonho, e agradeço a Deus por ter vivido isso!

Para o meu esposo foi um ano de grande conquista profissional, mas também foi um ano de muitas recaídas...

Entretanto, fechamos o ano com um tratamento que pensávamos não ter condições de fazer e que nos renovou sim as esperanças!

Espero que, a partir de 2015, ao me sentar nesse computador, eu venha falar dos meus aprendizados do passado, das minhas vivências, da minha superação da codependência, mas não mais do sofrimento do meu marido na luta contra as drogas, pois acredito sim que isso tenha ficado no passado...

Para vocês eu desejo um 2015 de muito amor, paz, serenidade, saúde, força, esperança e felicidade!!!

E hoje começarei a postar o diário que fiz durante o tratamento do meu esposo.

Vou postar apenas o primeiro dia porque o cheirinho da carne assando que o marido gaúcho está fazendo está me chamando... Risos.



DIÁRIO DE UM TRATAMENTO COM IBOGAÍNA



Primeiro Dia:

Hoje é dia 15 de dezembro de 2014. São exatamente 16h20min. Estou aqui, em um aconchegante quarto da pousada que fica ao lado da Clínica onde ele está realizando a primeira sessão do tratamento com ibogaína.

Decidimos optar por esse tratamento após uma recaída forte que ele teve, e que abalou até mesmo as estruturas do nosso casamento de oito anos.

Eu havia desistido dele, não por falta de amor, mas por cansaço... E me parecia que ele também havia desistido de si mesmo, e de nós.

Foi então que muitas pessoas leitoras do blog me perguntaram por que não tentávamos a ibogaína.

Ele conseguiu se reerguer, e com a ajuda do NA diariamente e do acompanhamento com Psiquiatra e Psicólogo, conseguiu se manter limpo nos últimos 29 dias.

Mas foram dias muito difíceis: irritação, instabilidade, agitação... Pai amado, por vezes pensei que eu fosse surtar, explodir!!

Mas, Deus foi me dando serenidade e sabedoria...

Decidimos tentar esse tratamento, pois ao ouvir os relatos de quem já o fez, mais parece um “milagre” ou aquela “luz no fim do túnel” que tanto buscamos.

O tratamento com ibogaína não é barato, mas é difícil mensurar quanto vale a vida de alguém a quem amamos, não é mesmo?

Por meio de um empréstimo bancário somado a uma indenização recebida, veio a oportunidade de fazer esse tratamento em São Paulo.

Uma semana antes de viajarmos para dar início ao tratamento, me senti triste.

Triste pelo valor a ser gasto, pelo medo de algo dar errado, por ter que ficar longe dos meus filhos (pela primeira vez), e por ver o comportamento dele.

Mesmo indo ao grupo, ele foi ficando, a cada dia, mais fechado e distante. Era o medo do novo, mas eu não conseguia entender.

Uma noite antes de viajarmos, meu caçula apresentou febre de mais de 38 graus, e tive vontade de desistir.

Eu não queria deixar o meu pequeno... Eu estava com medo do vôo (sim, eu tenho medo de avião!!!), mas na verdade, eu também estava com medo do novo!

Com a ajuda de amigos queridos, deu tudo certo, e conseguimos embarcar.




Apesar do atraso de mais de 30 minutos, o voo foi tranquilo, e chegamos em segurança.

Um funcionário da Clínica, muito atencioso, nos buscou no aeroporto e nos levou até à Pousada.

O dono da Pousada até parece um terapeuta disfarçado, muito simpático e sempre com palavras de motivação. E o tempero da sua esposa é uma delícia! Hoje comemos galinhada, e estava muito boa!!

Meu esposo passou por uma Psicóloga e por um Médico na Clínica, por cerca de uma hora, e saiu de lá visivelmente emocionado.

“São vinte anos. Chega! É hora de colocar um ponto final nesse ciclo!” Ele disse com os olhos marejados.

Percebi que ele sentia vontade de falar, desabafar, e eu o ouvi.

Após o almoço, descansamos um pouco, e ele foi para a sua primeira sessão com a ibogaína.

E eu estou aqui, pedindo a Deus que abençoe esse tratamento, para que viremos definitivamente essas páginas de dor das nossas vidas.

♥♥♥♥♥



Ele está limpo há 44 dias.

E sem fumar cigarro (nicotina) há 17 dias.

O mais incrível é que não há sinais de abstinência.

Perguntei a ele: “amor, resuma o que você está sentindo após esse tratamento”.

E a resposta foi: “paz de espírito”!

Depois postarei mais sobre o tratamento, porque foi uma loucura!!

Criei um e-mail para informações sobre a ibogaína, pois assim como eu, sei que muita gente se interessa no assunto. O e-mail é ibogaina.adq@gmail.com .

Agora vou curtir minha família...

Feliz ano novo a todos nós!!!
Fiquem com Deus!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Esperança... É Natal!



Bom dia, queridas(os)!

Tudo bem com vocês?

Tenho recebido muitos e-mails perguntando sobre o tratamento realizado pelo meu esposo.

Fiz um diário nos dias do tratamento, e em breve postarei, e darei todos os detalhes de informações que necessitarem.

Entretanto, prefiro aguardar mais alguns dias, até que ele se recupere totalmente.

O que posso dizer agora é que estamos sim com muita esperança!!

Em breve voltarei com notícias!

Desejo a todos vocês e familiares um FELIZ NATAL!!!

Que Jesus abençoe a todos!


Beijos.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

À espera de um milagre...



Quatorze dias que ele está limpo, ou seja, ele está no auge da síndrome de abstinência aguda.

Que loucura!!

Ele acorda reclamando dos sapatos, da casa, dos ônibus... Desce as escadas reclamando do tempo, do atraso... Volta pra casa reclamando do cansaço, do trabalho, do clima... De tudo!!

Apático, impaciente, isolado...

Está apresentando sintomas de síndrome do pânico e a mania de limpeza piorou.

Antes eu entrava na “pilha” dele e tentava mostrar que ele não tinha razão, o que acabava em discussão. Aliás, discussão é tudo o que um adicto precisa para tirar o foco de si mesmo, e encontrar um “motivo” para recair.

Mas não caio mais nessa. Agora opto por ficar calada, mesmo às vezes parecendo que vou explodir!!

Faço a oração da serenidade um milhão de vezes, e digo a mim mesma: não converse com a doença dele!!

Ele está indo ao grupo todos os dias. Iniciou um tratamento no CAPS, mas só passará por um Psiquiatra no dia 08! Pelo plano de saúde, só teria vaga em janeiro! Ou seja, vai ter que aguentar a fissura na garra mesmo, sem medicações!!

Dia 15/12, se Deus quiser, ele iniciará um novo tratamento, e tomara que seja milagroso mesmo, porque senão quem vai pirar sou eu!!

Bom, desabafo feito, vamos abrir o livro CEFE no dia de hoje, 1º de dezembro, o primeiro dia desse mês que gosto tanto...

E esse livro me fala hoje sobre GRATIDÃO.

“Aprendi que, mesmo nos momentos mais sombrios, sempre existe algo para sermos gratos, bastando para isso que prestemos atenção ao que nos cerca. Meus piores dias podem se tornar dias melhores. Poderei criar uma vida mais feliz, se pensar positivamente e não deixar que coisas negativas me dominem como antigamente...”

Caramba, eu precisava mesmo me lembrar disso... Será que tenho motivos para agradecer?!

Sim, tenho muitos!

A saúde dos meus filhos!
O trabalho que nos provém o sustento!
A chuvinha que cai!
Os amigos que me cercam!
A minha VIDA!

Nesse fim de semana, será a formatura do meu filho de cinco anos! No ano que vem, minha filhota de 15 será uma das representantes do Brasil de Ginástica Acrobática na Finlândia, na World Gymnaestrada 2015! E meu caçulinha acabou de aprender a fazer pipi e popô no vaso, e deixou as fraldas!

Sim, por vezes, ainda sou afetada pela insanidade do outro, mas já fiz isso no passado e sei o quanto não vale a pena.

Permiti que ele voltasse para casa para fazermos mais UMA tentativa.

Estou ansiosa, esperançosa, com medo...

Ontem ele me enviou uma mensagem que dizia: “Não esqueça que te amo. Meus momentos de guerra comigo mesmo estão com os dias contados... Estou acreditando com muita fé nesse verdadeiro milagre. Acredite em mim... Te amo.”

Quem acompanha o blog já deve ter percebido o meu cansaço, né?!

Estou exausta!!!

Filhos pequenos, sem família perto, marido instável... Momento de incertezas no trabalho, contas a pagar, roupas pra passar, casa pra arrumar... Leva filho pra escola, busca filho da escola, leva filha pra ginástica, trânsito, telefone, mochilas, escada...

Tem dia que quase surto por um pouco de suco derramado no chão pelos pequenos...

Orem por mim... Orem por nós!

Sei que nenhum tratamento faz milagre. Mas, também sei que o Deus no qual acredito faz do impossível algo simples...

Que Deus faça brotar dentro dele uma sementinha chamada DECISÃO!

E que Ele não permita que dentro de mim morra uma sementinha chamada FÉ!

Preciso de um milagre aqui em casa, porque realmente não aguento mais.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A Família Precisa de Cuidados!

Boa tarde, queridas(os)!

Segue, abaixo, partes da palestra "A família precisa de cuidados", que ministrei no VI Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias.


Grande beijo!

Poly.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A "Santa" Ibogaína?



Bom dia, queridas(os)!

Tudo bem?

Diante da recaída do meu esposo, dezenas de leitores do blog me sugeriram o tratamento com ibogaína.

A ibogaína está na mídia, e as reportagens sensacionalistas garantem que ela é a “cura” para a dependência química.

Como muitos familiares me pediram para falar sobre esse assunto, aqui estou eu.

A primeira vez que ouvi falar sobre a ibogaína foi em junho de 2011, e como a maioria, fiquei muito eufórica. Juntamente com a Giulli, do Blog Valeu a Pena, comecei a fazer pesquisas e mais pesquisas. (Clique aqui, e veja a postagem que fiz na época).

Me lembro que o título da revista Galileu dizia “A droga que cura o vício” e havia uma matéria empolgante também na Superinteressante.

De imediato, encontrei uma clínica em Curitiba que fazia o tratamento. Conversei com a Dra. Cleuza Canan, dona da Clínica e Psiquiatra, e também com o gastroenterologista Bruno Ramussen Chaves, idealizador do tratamento no Brasil.

Dias depois, recebi um DVD em casa, que trazia uma palestra dada por esses profissionais, explicando os efeitos da iboga no organismo, e depoimentos de pessoas que fizeram o tratamento e conseguiram a abstinência das drogas.

Eu parecia estar sonhando! Como uma boa codependente, não conseguia pensar em outra coisa!

E por que meu esposo não fez o tratamento? Porque poucos dias antes, ele recaiu, e eram necessários 60 dias limpo para a aplicação da ibogaína. Além disso, o investimento seria muito alto.

Após aquela recaída, nunca mais falamos a respeito desse tratamento, porque duvidei da motivação dele em relação a se “livrar” do vício.

O tempo passou, e agora o assunto está em alta.

Agora, com os pés nos chão, voltei a fazer pesquisas.

Conversei novamente com profissionais da Clínica da Dra. Cleuza Canan e com profissionais do IBTA – Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas, e infelizmente não consegui falar com o Dr. Bruno, que hoje não trabalha mais com a Dra. Cleuza.

Hoje o tratamento está custando de R$6.900,00 a R$8.500,00.

E o que a ibogaína faz?

Falando de um modo bem simples, ela parece dar um “ctrl+alt+del” no cérebro do indivíduo, apagando a memória da droga, e "reiniciando o sistema".

É muito louco porque somente a lembrança do prazer proporcionado pela droga é deletado. O restante permanece intacto.

Durante a aplicação, o indivíduo terá vômitos, tontura e ficará em um “transe”, que durará cerca de cinco horas.

Conversei com o Dr. Leonardo Moreira e com o Dr. Evandro Faganello que são Psiquiatras Especialistas em Dependência Química, aqui de Brasília, e ambos acreditam que a ibogaína seja algo promissor no tratamento da dependência química, mas alertam que existem poucos estudos sobre esse tratamento. Ou seja, não podemos afirmar o que acontece com o indivíduo após muitos anos dessa aplicação. Além disso, eles alertam para o fato de que, no passado, muitos morreram em razão da aplicação da ibogaína.

Segundo as clínicas brasileiras, não houve nenhum caso de morte no Brasil. É necessário cuidado para que não se misture a ibogaína a outras drogas, e para que a dose administrada não seja excessiva, o que poderia causar uma parada respiratória.

Mas, e aí, Poly? A ibogaína cura mesmo a dependência química?

Não, ela não cura. Ela gera uma enorme redução dos sintomas da síndrome de abstinência, alguns afirmam que ela retira 100% desses sintomas, mas isso não é a cura.

Muitos dependentes químicos conseguiram ficar anos abstinentes, o que acaba reduzindo, e muito, os sintomas da fissura, entretanto, em um determinado período da vida, recaíram.

Isso acontece porque a adicção é uma doença comportamental, e não meramente física.

Sim, acredito que a ibogaína pode ajudar, e muito! Mas ela só vai ajudar aquele que realmente QUER parar com o uso de drogas.

Antes e após a aplicação da ibogaína é necessário e fundamental que o adicto faça terapias, vá aos grupos de NA, procure uma igreja, se apegue à família, e cultive hábitos saudáveis, para buscar um resultado duradouro no tratamento.

Quanto à pesquisa da UNIFESP, observem bem: a pesquisa utilizou apenas 75 pacientes, que além da substância, se mantiveram em psicoterapia, e 72% conseguiram se manter abstinentes após um ano.

Claro que, se comparado a uma internação convencional, é muito animador, afinal, apenas 3% a 5% conseguem se manter limpos por mais de um ano! Mas, por favor, famílias, não confundam isso com “a cura”!

Além disso, não há garantias que o efeito da ibogaína dure “para sempre”. Não é mesmo?

A exemplo disso, o rapaz que me ligava em 2011, de Curitiba, para incentivar meu esposo a se tratar, hoje está recaído, mesmo após a ibogaína.

Então, onde está a cura? Onde está o milagre?

Está no QUERER e na DECISÃO do dependente químico.

Ah, e por favor, quem for aderir a esse tratamento, pesquise direitinho, pois tem muito charlatão a fim de ganhar dinheiro às custas do desespero alheio. Nada de chás, ou de comprar pela internet, viu?! O procedimento deve ser feito por especialistas!

A Luciana está relatando, em seu Blog, a experiência do marido dela, que fez a aplicação da ibogaína recentemente, clique aqui, e acesse. 

Espero ter ajudado!




Quero contar para vocês como andam as coisas por aqui... Tenho boas notícias!

Meu marido está limpo há 08 (oito) dias!

Após encarar a perda da família, e se ver sozinho em uma pensão, ele ficou quatro dias afundado no uso... Confesso que tive medo de perdê-lo de vez... Mas, ele fez uma escolha, a melhor escolha: na segunda-feira, dia 17, ingressou novamente no N.A., e mesmo sozinho, se manteve limpo em todos esses dias!

Viu só, famílias, como não depende de nós?!!

Ele está indo às salas todos os dias, e voltou ao tratamento, graças a Deus!! Fez tudo isso sozinho.

Ele passou o fim de semana conosco, e foi muito bom! As crianças ficaram radiantes de alegria! Papai pra lá, papai pra cá...

Ele está muito magro ainda, mas é bom vê-lo novamente buscando a recuperação, só por hoje!

E sim, conversei com ele sobre o tratamento com ibogaína. Falei sem muita ênfase porque não quero distraí-lo do seu propósito e da sua luta diária. Mas, se tudo der certo, em dezembro ele fará esse “tratamento inovador”. Acredito que com a vontade que ele tem, se os sintomas do uso se amenizarem, vai dar certo, um dia de cada vez!

Sem grandes expectativas, mas com muita esperança.

Não, eu não desisti da minha família... E se há uma pequena luz no fim do túnel, é pra lá que vamos!

Se ele escolhe a droga, não há espaço para mim, mas se ele escolhe a recuperação, certamente minha mão estará sempre estendida...

Ele continua na pensão. Eu continuo aqui. Mas agora estamos mais juntos do que nunca...

Para finalizar, vou deixar, abaixo, um pedacinho do VI Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias para vocês, realizado de 18 a 20/11, aqui em Brasília.



Foram formados mais 232 novos multiplicadores! 



 Dra. Amanda Wanderley, Subsecretária de Políticas sobre Drogas do DF, na abertura.



Polyanna P.: "A família precisa de cuidados!" 



Público presente no auditório da Câmara Legislativa do DF.



Dr. Theodoro: "Tráfico e uso de drogas: aspectos legais."



Antonia Nery: "A família como fator de proteção!"



Visita aos stands: N.A., NAR-ANON, AL-ANON e AMOR EXIGENTE presentes.



Música ao vivo. 



Dr. Evandro Faganello: "O tratamento da dependência química e da família."



Dr. José Fernando:  "Um panorama da codependência."



Depoimento de Cesar Ricardo, ex-usuário, e de sua mãe, D. Ana Lucia, fundadora do Amor Exigente em Brasília.



Dr. Leonardo Moreira: "O cérebro e a droga."



Sorteio de brinde aos multiplicadores.



Parte da Equipe Ame, mas não sofra!

Fiquem com Deus!
Beijos.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os Primeiros Dez Dias!



Bom dia!

Tudo bem com vocês?

Por aqui, está tudo bem, na medida do possível...

Como disse na última postagem, meu (ex)esposo saiu de casa no domingo, dia 09, levando todas as suas coisas. Alugou um lugar para si, e foi...

Ele estava tão arrogante, tão cheio de si, tão confiante, que por alguns instantes me esqueci que ele tem uma doença, e até acreditei que ele realmente estaria melhor sem nós.

Os primeiros três dias foram os piores... Ter que conversar com as crianças, ver meus filhos pequenos chamando pelo papai, me adaptar com a ausência dele, mas enfim, com o passar das horas, me apegando a Deus, e usando como fuga o trabalho e os meus filhos, tudo foi se ajeitando.

Como uma boa codependente, andei dando umas olhadinhas no extrato bancário dele, pela internet, para me assegurar de que estava tudo bem.

Pelo que vi, ele se manteve firme até na quinta-feira, dia 13, quando se afundou de vez no uso.

O primeiro telefonema desde a separação, aconteceu na sexta (14), pela manhã. Ele ligou em meu trabalho, dizendo que estava bem. Mas, como a Sherlock Holmes já havia visto seu extrato, sabia que ele havia passado a noite na ativa. Foram poucas palavras trocadas. Ele disse que estava bem, eu também e pronto.

Mas, de sexta a domingo, ele realmente mergulhou na droga. Foi angustiante acompanhar seus passos pelos extratos. (Por que fazemos isso conosco, né?!)

Entretanto sei que não posso ajuda-lo se ele mesmo não quiser se ajudar. E a cada dia vou me cuidando para não me sentir responsável pelas escolhas do outro...

Não nos vimos nesses dias, e nos falamos apenas três vezes em rápidas ligações que ele me fez.

Todo o dinheiro que ele levou já foi gasto, e o celular também foi trocado.

Ontem, antes das sete da manhã, ele ligou aqui em casa, e disse que queria ajuda. Eu disse que poderia ajuda-lo a se internar... À noite, ele ligou novamente dizendo que havia procurado ajuda médica, e havia sido encaminhado ao CAPS, e que estava voltando para o NA (grupo Narcóticos Anônimos).

Se é verdade ou não, se vai dar certo ou não, somente o tempo dirá... Fico na torcida por ele!!!

É muito triste saber que ele voltou para aquele mesmo ponto onde esteve há alguns anos atrás. Mas, como o especialista Jorge Jaber disse certa vez: “O familiar que deseja ver seu ente livre das drogas, deve estar preparado para vê-lo sofrer, pois o caminho (da “cura”) é pelo sofrimento...”

Enquanto nos mantemos ali como escudos, arcando com todas as consequências do uso de drogas deles, é muito difícil eles sentirem a necessidade de parar.

Não estou dizendo que todos devem se afastar de seus adictos, não. Estou dizendo que a família deve deixar de ser facilitadora do uso de drogas do outro, e deve se cuidar para não cair nas manipulações do adicto que está na ativa.

Quanto a mim, querem saber o que fiz nesses primeiros 10 dias de “solteirice”? Risos.

Primeiro, vivi o meu luto. Isso é importante! Chorei, me lastimei, fiquei um tempo comigo mesma...

Segundo, me apeguei mais ainda a Deus, ouvindo músicas com mensagens cristãs e orando sempre que a dor aumentava... Queria ter ido à igreja, mas não deu...

Terceiro, foquei nos meus filhos ainda mais. Brincando com eles, conversando, vendo desenho, comendo pipoca juntos... Eles me ajudam demais!!

Acreditam que meu filho de 5 anos, dia desses, ao me ver sentada no sofá, me deu uma almofada e disse:

- Mamãe, coloca aí nas suas costas e fica bem quietinha.
- Filho, não precisa, já vou me levantar. – Respondi.
- Nada disso, mamãe, você vai descansar, porque agora eu sou o homem da casa, e vou cuidar de você...

Lindo demais, né?!!

Minha filha também tem sido muito presente nesse momento. Eles me dizem “eu te amo” tantas e tantas vezes... E ver todo esse cuidado e preocupação comigo, fez com que eu me levantasse rapidinho!

Em quarto, me aproximei de pessoas queridas. Passei o fim de semana na casa da minha irmã, recebi a visita de uma amiga na sexta, me aproximei ainda mais dos meus amigos de trabalho...

E por fim, mergulhei no trabalho! Não parei um minuto, ocupei minha cabeça, e isso também tem me ajudado.

Hoje, às 14 horas, começaremos a sexta edição do Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias. Esperamos mais de 400 inscritos! E hoje será a minha palestra. Confesso que por vezes pensei em mudar para outro palestrante, mas não farei isso. Por tanto tempo tenho falado da importância de seguirmos com nossas vidas adiante, mesmo quando nossos familiares adictos estão parados, e é isso que estou fazendo, seguindo adiante.

A dor está aqui dentro, claro que está. Não é uma dor de uma separação comum... É a dor do receio de que as coisas não terminem bem para ele, é a dor da impotência, a dor da frustração e dos sonhos perdidos...

Entretanto, essa dor não precisa ser e não será o centro da minha vida, e nem controlará minhas ações e sentimentos.

“A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional...”

Assim como ele é responsável por suas escolhas, eu sou responsável pelas minhas.

E eu escolho não me entregar a essa dor. Escolho cuidar bem de mim. Escolho viver. Escolho seguir de pé. Escolho me amar e me fazer bem...

Salãozinho daqui a pouco para mudar os cabelos! Isso também me fará bem! Risos.

E ontem, quando saía do trabalho, olhem o que Deus me deu de presente! Nunca havia visto um arco-íris tão forte, tão colorido e tão lindo! Foi incrível! Me deu uma sensação tão gostosa... Uma certeza de que Alguém está cuidando de mim, sempre!




Clique aqui, e ouça a entrevista dada à Rádio Nacional, nesta semana.


Grande beijo!
Fiquem com Deus!

domingo, 9 de novembro de 2014

É isso: acabou!



09 de novembro de 2014, domingo.

Boa noite!

Hoje se encerra um ciclo de 7 anos, 10 meses e 30 dias... (excluindo o tempo de namoro).

Um ciclo de muita dor, mas também de muito amor... De muita luta, mas também de muito companheirismo...

Em 10 de dezembro de 2006, eu havia desembarcado naquele aeroporto, em Washington-DC, tão cheia de sonhos e expectativas. Acreditava que o nosso amor e casamento seriam “para sempre”. Enquanto ele conduzia o carro, nos mantínhamos de mãos dadas, trocávamos olhares, nos beijávamos em cada semáforo fechado, e prometíamos cuidar um do outro todos os dias das nossas vidas...

Hoje, também era ele quem conduzia o carro... Mas não havia olhares trocados, nem toques... Apenas muitos pensamentos confusos na mente, um nó horrível na garganta, e uma dor forte no peito. E assim percorremos as ruas de Brasília, com seus pertences no porta-malas, em silêncio... Ensaiei um monte de frases para dizer na hora do “adeus”, mas não consegui dizer nem uma palavra.

“Acho que peguei tudo, né?” Ele disse.

“Unhum”. Respondi.

Ele deu um beijo na testa dos meninos, dizendo que os amava, e foi.

Ele recaiu na ultima quarta, discutimos na quinta, e hoje ele alugou um lugar para si, e partiu.

Já estávamos conversando sobre isso antes mesmo da recaída. Esse último ano ao seu lado foi muito difícil. Sem tratamento, a convivência se tornou quase insuportável.

Ele está resistente. Ainda não se deu conta das perdas que a droga está trazendo para a sua vida. E, infelizmente, não há mais nada que eu possa fazer.

A sensação que estou sentindo hoje é de fracasso, de perda, e de luto.

Conversei com meus três filhos, à tardezinha, sobre a separação.

Meu filho de cinco anos chorou, me fez muitas perguntas, às quais tentei responder com cautela, paciência e carinho, tentando amenizar seu sofrimento...

Minha filha mais velha (15), que sabe da doença do padrasto, me perguntou se ele vai buscar ajuda, e eu respondi que não sabia, e sugeri que oremos por ele... Nos abraçamos, e juntas choramos...

Nós o amamos.

E esperamos que ele consiga se encontrar...  

Hoje olhei várias vezes para o celular, pensando em ligar para saber se ele estava bem, em outras palavras, para saber se ele não voltou a usar drogas, mas não liguei, nem vou ligar.

Estou sentindo um gosto amargo por dentro. Medo. Tristeza. Frustração.

Mas sei que tudo isso vai passar.

Estou tranquila, pois sinto que dei tudo o que poderia dar, e tentei tudo o que poderia tentar, na verdade, acho que fui até muito além da minha capacidade humana em nome desse amor, e da vontade de que tudo terminasse bem.

Mas, meus filhos estão crescendo, e eu estou envelhecendo, e merecemos um pouco de paz.

Preciso estar bem para educa-los.

Cheguei a um ponto em que apenas o desligamento emocional não estava mais dando tantos resultados, então o plano agora é o rompimento emocional.

Que Deus cuide dele, onde quer que ele esteja.

E que Deus cuide dos meus filhos, e me dê força e sabedoria para cria-los da melhor maneira possível...


Estou triste sim, mas conto com a ajuda de dois grandes aliados. O primeiro e maior deles é Deus, Aquele em quem confio e que sei que está cuidando de mim em todos os momentos. E o segundo é o tempo... O tempo vai passar e as coisas vão se ajeitar, e ainda voltarei aqui para dizer a vocês: EU CONSEGUI dar a volta por cima!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Só por hoje eu não vou me machucar!



Bom dia!

Tudo bem com vocês?

Ontem foi um dia muito especial para mim... O projeto Ame, mas não sofra!, da SEJUS-DF, do qual sou Coordenadora, e fui uma das idealizadoras, completou um ano de ações.

Em um ano, formamos 602 Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias, por meio de cinco cursos, e prestamos acolhimento a mais de 870 famílias, por meio da Unidade de Atendimento...

Mais de 1.500 famílias puderam ser alcançadas nesse período.

O próximo curso acontecerá de 18 a 20/11, no auditório da Câmara Legislativa, e pretendemos fechar o ano com mais de 1.000 Multiplicadores Sociais formados. E que essa “corrente” de informação e acolhimento se alastre cada vez mais...

Ontem me lembrei de quando eu escrevia, todos os dias, de forma sagrada, no Blog. Quantas vezes pensei em parar, afinal, nem sabia por que estava aqui, registrando tudo. Por vezes me achava até meio “idiota” por ficar expondo minha vida assim...

Em dois anos, foram escritas as postagens que deram origem ao livro Amando um Dependente Químico. E tempos depois, esse livro cairia nas mãos do Secretário de Justiça do DF, e pouco tempo depois, por meio do Subsecretário de Políticas sobre Drogas, ele daria origem a esse projeto pioneiro, voltado para as famílias de dependentes químicos.

Só posso crer que tudo isso estava nos planos de Deus...

O dia ontem foi incrível! Ouvir autoridades falando sobre “codependência” e sobre a necessidade de cuidar das famílias que convivem com a adicção de alguém amado, foi lindo demais... Me deu aquele gostinho de “caramba, consegui levar a mensagem”.


 Secretária Adjunta de Justiça, Subsecretária de Políticas sobre Drogas e Presidente do CONEN-DF


Todo mundo sabe que a esmagadora maioria de nós, codependentes, tem baixa autoestima, e não valoriza muito as conquistas obtidas... E vivenciar tudo o que tenho vivenciado, tem colaborado ainda mais no processo de fazer com que “eu me apaixone, cada vez mais, por mim mesma”...

E não precisa ter um projeto para isso, nem um livro, nem um blog... Nem nada. Basta aprendermos a olhar para nós mesmos com carinho, entendendo nossas atitudes, valorizando nossas virtudes, aceitando nossas imperfeições, e nos querendo bem...

TODAS(os) nós merecemos que NOS amemos e NOS cuidemos bem!!

Após as falas da Secretária-Adjunta de Justiça, da Subsecretária de Políticas sobre Drogas e do Presidente do Conselho de Políticas sobre Drogas, discursei sobre a importância de cuidarmos das famílias, afinal, elas possuem um papel importantíssimo na prevenção do uso de drogas, e também na recuperação daqueles que estão adoecidos pelas drogas, entretanto muitas não conhecem esse papel ou não sabem como exercê-lo.



Vejam esse vídeo, abaixo, sobre o Projeto!




E por meio disso tudo, tive a oportunidade de conhecer uma mulher incrível: a D. Carminha Manfredini, mãe do cantor e compositor Renato Russo, do Legião Urbana.




Sou muuuuito fã das músicas dele, sempre achei que ninguém consegue escrever como ele escrevia, traduzindo tão bem o que sentimos...

Mas, deixando a tietagem de lado (risos), ontem a conheci, e ela encerrou o evento com o seu depoimento como mãe de um dependente químico (o Renato Russo). Falou da dor, da solidão, e da importância de projetos como esse para orientar e acolher as famílias que vivenciam isso...



Foi lindo, lindo!

E no final, foi exibido um clipe com fotos das ações do Projeto “Ame” ao som da música Monte Castelo, do Legião.

Não bastasse isso, à tarde, no setor onde trabalho, minha chefe me convocou para uma reunião às 14:30h... Todos reunidos em um círculo, ela falando algumas coisas sobre o trabalho, e de repente, eis que surge um bolo dedicado ao Projeto... Era uma surpresa!! Cantamos parabéns, agradeci, ouvi palavras lindas, e comemos o bolo que estava uma delícia!!




Para trabalhar com um projeto como esse, é preciso ter muito amor... E vejo essa equipe, verdadeiramente, como uma família... E sou muito grata por todos serem tão envolvidos e engajados nessa causa.




Salvei todas as fotos no pendrive para mostrar ao meu esposo, em casa, afinal ele é muito muito muito fã do Renato Russo, aliás ele tem a voz muito parecida com a dele... Queria partilhar com ele cada minuto desse dia tão feliz e especial em minha vida...

Mas, infelizmente, ele não estava, em razão de uma nova recaída...

É... as recaídas são assim... não escolhem dia, nem hora...

Dói, né?!

Foram 70 dias limpo, e agora novamente zerou os cronômetros... Como sabem, ele está resistente em procurar ajuda...

Vou terminar essa postagem com trechos de uma música do Renato Russo, que gosto muito, e que quero me lembrar neste dia, e vivenciar SÓ POR HOJE.


“Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou e o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz
Hoje eu já sei que sou tudo o que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer...
... Aprendi a viver um dia de cada vez
Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer...


"Obrigada, meu Deus, por tudo... Pelas coisas boas, e também pelas ruins, pois todas elas me servem de aprendizado..."
Beijos.
Poly.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Vivendo!



Bom dia, queridas(os)!!

Que saudades desse nosso “cantinho”!!

Tudo bem com vocês?

Sempre recebo muitos e-mails e mensagens perguntando como minha família e eu estamos. Agradeço muito pelo carinho e preocupação, e aqui estou para dar notícias.


O AMOR



Meu esposo segue limpo há 57 dias! Isso é bom, não é mesmo?!! Além disso, desde o início deste mês está trabalhando em seu novo cargo, como servidor público, continuando na área da saúde, que é a sua paixão.

As coisas melhoraram bastante. Seu tempo fora de casa é muito menor, e o estresse no ambiente de trabalho também. Essa conquista melhorou, e muito, a sua autoestima!

Dentre as várias vantagens do novo emprego, está o plano de saúde para toda a família, algo que estava fazendo falta por aqui... E ele fica todo satisfeito por estar fornecendo coisas boas a nós.

Ou seja, ele tem vivido um momento muito bacana nessa área.

Entretanto, hoje não tenho mais a cabeça de alguns anos atrás... Em outros tempos, talvez eu estivesse imaginando (e me iludindo): “acho que ele nunca mais vai recair, porque agora tem um bom emprego...”

Hoje sei que a coisa não é bem assim...

Sim, ele está autoconfiante. Está feliz com a conquista. Está cheio de planos e metas. Mas, não está se tratando.

E quando eu digo “se tratando”, me refiro a buscar alguma ajuda, seja em um grupo de Narcóticos Anônimos, seja com Psiquiatras e Psicólogos, seja em uma igreja, ou outros.

Dependência química é uma DOENÇA física, psicológica e espiritual, e sei que um novo emprego não vai preencher as lacunas que existem dentro do meu familiar, assim como o casamento, ou os filhos não foram capazes de preencher...

Aos poucos, de leve, tento incentivá-lo a se tratar ANTES de uma nova recaída, mas nem sempre essa ideia é bem aceita.

E ao contrário do que vocês possam imaginar, ele não está vivendo dias de paz... Na maioria das vezes, está irritado, reclamando muito, por vezes distante. Na verdade, ele tem oscilado muito. Um dia, está super bem, e no outro “cuspindo marimbondos” a quem se aproxima.

Ele é um adicto. E os sintomas só se amenizam com TRATAMENTO. E o tratamento depende do QUERER dele.

É muito importante que nós, familiares, compreendamos isso. Demorei tanto a entender. Mas, quando essa ficha cai, conseguimos nos livrar da culpa e de uma responsabilidade que não nos pertencem... E o fardo fica mais leve.

Hoje não me culpo mais pelos seus estados de humor, pois compreendo o que acontece dentro do seu cérebro... É um processo complicado.

E eu? Como estou diante disso tudo?

Estou feliz com os seus dias limpo e com a sua conquista profissional. Às vezes, me canso de suas reclamações e rispidez sem motivos, mas prefiro não retribuir, busco ignorar, e me ocupar com outras atividades e pessoas, principalmente com meus filhos.

Não me sinto triste com isso, mas às vezes, me sinto só e cansada.

Entretanto, nos dias em que ele está bem, basta um abraço, para eu me esquecer de tudo...

Estou lendo o livro “O desafio de amar”, do filme À Prova de Fogo, e estou fazendo as atividades propostas. Ainda estou no quarto dia, e confesso que não está sendo fácil realizar as tarefas.

Seria falta de amor?

Sinceramente, penso que não... Mas, talvez um desgaste do amor...

Acredito no amor incondicional, acredito na aceitação, mas talvez eu ainda seja muito imperfeita para isso, e então por vezes me vejo com a seguinte pergunta: “e eu, onde fico nisso tudo?”

Em dezembro faremos oito anos de casados, e espero sinceramente que haja disposição de ambos os lados para que cuidemos desse amor tão bonito, para que ele volte a crescer e florescer...


O TRABALHO



Mudando de assunto, em relação ao “nosso candidato” que implantou o projeto às famílias, infelizmente, ele não entrou, mesmo com os quase 79.000 votos recebidos...

Tenho vivido dias ansiosos, sem saber se o Projeto continuará ou não, e tenho redobrado os meus esforços para que, quando o novo governo assumir, possa assimilar a necessidade de amparar as famílias que convivem com a dependência química de alguém próximo.

Ontem não consegui segurar... Enquanto tirava cópia de uns documentos, chorei. Havia acabado de atender uma mãe cujo filho está sendo maltratado na internação (FAMILIARES, CUIDADO COM AS INTERNAÇÕES!!! MUITAS CLÍNICAS SE APROVEITAM DO DESESPERO DA FAMILIA!!!). Consegui sentir a agonia daquela mãe e a sua dor...

E logo na sequência, ajudamos na internação de um rapaz, que queria muito o tratamento, e que estava ali com toda a sua família, inclusive com o seu bebezinho de três meses... Me vi naquela esposa, que por trás do sorriso simpático, trazia um olhar cansado e triste, e o medo dos próximos dias...

Meu Deus, como é dolorosa a convivência com a adicção!!! Sozinhos não conseguimos!!!

Famílias, busquem ajuda!!! Busquem os grupos de apoio!!! Busquem terapias e igrejas!!! Busquem convívios sociais!!! Pelo amor de Deus, parem um pouco de pensar no seu familiar adicto, e SE cuidem!!!

Se a família não estiver bem e inteira, as chances do dependente químico se recuperar serão mínimas...


A FAMÍLIA



Quanto aos meus filhotes está tudo bem, graças a Deus!!! 

Minha menina de 15 anos, conquistou o segundo lugar no torneio nacional de ginástica acrobática! 

Meu filhote de 05 anos já está lendo tudo, e continua tagarela como sempre! 

E o caçulinha de 02, está naquela fase de cada dia falar uma palavrinha errada nova, uma graça!  

Ah, e o Guto, nosso gatinho lindo, está aqui, completando a família, e se achando o dono do pedaço! 

Todos eles juntos, me mantêm com a cabeça e o tempo bem ocupados!

E é isso o que estou vivendo, queridas(os)!


Minha menina no torneio.


Peripécias do meu filho do meio.


Cheirinho no meu caçulinha.


Com o meu parceirinho, Guto.


Será que ele é folgado?! O lema dele é "Viva e Deixe Viver"... Risos!


Tenho tentado extrair o que tem de melhor em cada dia, agradecendo a Deus por essas dádivas diárias, e aquilo que não está como eu gostaria, e também os meus medos e anseios, entrego a Deus em oração, e tento não pensar tanto nisso... E daí, me sinto uma pessoa mais feliz!


PARA REFLETIR




Não tenha medo dos acontecimentos ruins.
As piores experiências que tive na minha vida, com o tempo, se tornaram chaves que abriam as melhores portas.
As dores mais profundas que senti, com o tempo, se tornaram remédios para aliviar as dores de outros, e as minhas próprias.
Meus maiores medos, com o tempo, me revestiram de coragem e ousadia.
Meus maiores fracassos, com o tempo, serviram de base para os grandes sucessos.
Não tenha medo dos acontecimentos ruins, apenas saiba esperar o tempo de Deus, e alimente a sua fé e a certeza de que dias melhores virão.
E mantenha os olhos abertos para não permitir que as boas oportunidades passem despercebidas por você...

(Poly P.)


Tenham um ótimo dia!
Beijos no ♥!



Votemos com consciência no domingo, e que Deus abençoe a nossa nação!