sábado, 23 de novembro de 2013

Ultimo dia do Curso de Multiplicadores: Vencendo!



Este post trará um resuminho do ultimo dia do I Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias.

Graças a Deus, o curso foi um sucesso! O público, em geral, se sentiu satisfeito com as informações recebidas.

Ontem foi o ultimo dia.

No primeiro momento, ouvimos a palestra do Sr. Nilson Almeida, sobre a Pastoral da Sobriedade e sobre a sua experiência de superação: um adicto que chegou ao fundo do poço, e que hoje está limpo há 12 anos.


Nilson Almeida


Ele narrou sua trajetória de uso de drogas e de degradação moral, e o seu despertar espiritual para a mudança, bem como o papel da fé em Deus, e da esposa em sua vida.

Como eu estava cuidando de algumas questões da organização do curso, não consegui anotar muitas informações sobre a Pastoral. Mas, trata-se de um grupo aberto a toda a sociedade. Quem quiser maiores informações, acesse http://www.sobriedade.org.br/ .

Na sequência, fiquei com a grande responsabilidade de falar sobre a possibilidade de vencermos a codependência.




Inicialmente, perguntei quantos dos presentes nunca ouviram falar sobre codependência, antes do curso. Umas 15 pessoas levantaram a mão. Ao perguntar quem sabia, exatamente, o que era a codependência, umas 10 pessoas se pronunciaram. E a grande maioria já havia escutado falar sobre o assunto, mas de forma superficial.

“História da codependência: Na década de 30, a codependência era atribuída às esposas de alcoolistas. Na década de 70, o conceito foi ampliado aos familiares de dependentes químicos. E hoje, inclui os familiares de pessoas que possuem problemas de personalidade, podendo atingir também profissionais e amigos próximos dessas pessoas.”

“Conceito de codependênciaDistúrbio mental juntamente com ansiedade, angústia e compulsividade obsessiva em relação a tudo o que envolve a vida do dependente químico.”

“O dependente químico passa 24 horas pensando na droga, e o codependente passa 24 horas pensando no dependente...”

“Segundo pesquisa do UNIAD em parceria com o UNIFESP e INPAD, o número de pessoas afetadas pelo uso de álcool e drogas de alguém, é de 9,94. Tem muitos codependentes por aí.”

“Sintomas físicos comuns nos codependentes: stress, hipertensão arterial, distúrbio do ritmo intestinal, distúrbios alimentares e do sono, perda da libido, impotência, dores de cabeça e nas costas, gastrite e diabetes. E, ainda assim, tendem a negligenciar o cuidado da própria saúde.”

“Sintomas emocionais comuns nos codependentes: auto anulação, sentimentos controlados pelo externo, “fome” anormal de amor, necessidade extrema de controlar e salvar, dependência patológica de cuidar, busca de aprovação e medo de ficar sozinho.”

“Sintomas psiquiátricos e psicológicos comuns nos codependentes: angustia, ansiedade, pena, culpa, baixa autoestima, insegurança, depressão, fobias, síndrome do pânico, compulsão (trabalho, jogo, compras, comida, e outros), podendo chegar ao suicídio.”

“Características de famílias codependentes: comunicação confusa e indireta, isolamento social, inversão de papéis dos membros, o dependente está no centro.”

Fases da Codependência: Leia o post Em qual fase você está?, e entenda.

“Atitudes prejudiciais da família, em relação ao dependente: minimizar, controlar, proteger (excesso), assumir responsabilidades e compactuar.”

Na sequência narrei experiências vividas por mim, ao lado dos meus familiares adictos, e o que me fez mudar, e como tenho lutado por essa mudança, a cada dia. Esses relatos vocês têm acompanhado pelo blog e pelos livros.

“As famílias precisam saber que:
3 Cs - Não causei, não controlo e não curo.
3ª tradição de NA: “Um adicto que não queira parar de usar não vai parar de usar. Pode ser analisado, aconselhado, pode se rezar por ele, pode ser ameaçado, surrado ou trancado, mas não irá parar até que queira parar.” Ou seja, não depende de nós, depende do querer DO ADICTO.
Codependência não é amor.
Amor próprio não é egoísmo.
Desligamento com amor é benéfico para ambos.”

“E os frutos da mudança para aquelas famílias que optam por um novo estilo de vida, chegam. E os maiores frutos são: paz e harmonia, dentro e fora; capacidade de enxergar e educar os filhos de forma saudável, aprendizado de um amor saudável, força para assumir as próprias responsabilidades, e a sensação de voltar a ser inteiro novamente e não mais uma sombra do familiar adicto.”

Por fim, falei sobre as ações do Projeto Ame, mas não sofra!, o primeiro projeto governamental voltado para os familiares de dependentes químicos. Clique aqui, e entenda o projeto.




E para fechar com chave de ouro, tivemos o prazer de ouvir a belíssima voz de Rita Mell, com quem juntamente, em um só coro, cantamos, e cantamos alto:

Viver e não ter a vergonha de ser feliz. 
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. 
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será.
Mas, isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita!!!

É isso, gente.

Foram formados uma média de 80 multiplicadores nesse curso. E o próximo já está confirmado para o final de janeiro (27 a 31). Se cada um levar essa informação adiante em suas casas, em seus trabalhos, e aos seus amigos, acredito que haverá um tempo em que o familiar que sofrerá nas garras da codependência, estará nessa situação por outros fatores, e não por falta de conhecimento ou por falta de oportunidade de mudança.


Alguns dos novos Multiplicadores!


Então a nossa missão como Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias é levar informação de qualidade e acolhimento. Vamos?

Grande beijo!
Bom sabadão!

Um comentário:

  1. Maria e Tete, mil perdões. Quando fui moderar os comentários pelo celular, acabei excluindo sem querer... Mas, li e agradeço pelo carinho e participação, se quiserem postar novamente fiquem a vontade, e vou parar de moderar pelo celular, porque ele nem sempre faz o que quero que ele faça... rsrs... Bjão!

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