segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Temos cuidado das nossas crianças?



Bom dia, queridas(os) leitoras(es)!

Nesta ultima semana, fiquei chocada com duas notícias envolvendo crianças, e decidi escrever sobre esse assunto de extrema importância: nossos filhos!

Se tem alguém que é realmente inocente nessa história toda que envolve adicção, codependência, drogas, ausências, etc, são nossas crianças.

Tudo o que os pequenos enxergam são: a mamãe e o papai, ou seja a família que eles amam e que eles querem por perto.

Nossos pequenos sentem quando as coisas não vão bem, mas nem sempre conseguem compreender.

E nós, como temos cuidado das nossas crianças?

Vez ou outra a mamãe chora, o papai briga, o papai some, a mamãe fica nervosa... É isso que elas têm presenciado? Você tem olhado para o seu filho? Tem conversado com ele?

Imaginem o desafio que é crescer em uma família com um dependente químico, e alguns codependentes ao redor dele. Pesquisas indicam que filhos de dependentes químicos apresentam risco aumentado de desenvolverem transtornos psiquiátricos e problemas físico-emocionais, como a baixa autoestima, por exemplo.

Entendo que vivemos com as emoções à flor da pele, por causa da adicção de um familiar, mas queridas(os), vamos olhar para as nossas crianças, ser pacientes com elas, brincar, e principalmente dialogar.

Não fale mal dos pais a elas, isso lhes causará muita insegurança. Fale a verdade, conversando em uma linguagem que elas entendam. Evite discussões na frente das crianças. Não desconte suas dores e frustrações nos pequenos. Ame-os. Cuide. Proteja!

Quando meu esposo passou por uma internação, meu filho tinha dois anos, e ao vê-lo todas as noites dormindo com o controle do portão nas mãos, esperando o papai, decidi conversar com ele: “Filho, o papai não virá hoje. Aliás, ele vai demorar um pouco. O papai está dodói por causa da cacaca (ele chamava cigarro de nicotina de cacaca), por isso ele foi para o hospital. O papai te ama e também está com saudades, e quando ele estiver bem, ele voltará para casa...”

Meu esposo sempre foi carinhoso com os filhos, e participativo (dá banho, dá comidinha, faz dormir, etc). E raramente deu palmadinhas. Meu pai também sempre foi muito manso. Mas, sei que a violência é muito presente nos lares, e principalmente nos lares onde há adicção.

Mães, não permitam violência aos seus filhos, nada justifica isso! Ninguém precisa de nós mais do que os nossos pequenos. E não permitam violência a si mesmas, isso também destrói nossas crianças por dentro.

Depende muito de nós, mães, fazer com que o fato de ter um pai adicto colabore para nossos filhos desenvolverem competências para lidarem com situações ruins e solucionarem seus problemas, ou faça com que eles cresçam de forma desestruturada.

Queridas(os), por mais que os pais sejam carinhosos, não deixem seus filhos sozinhos, sob cuidados de alguém que esteja no ativo uso de drogas. As drogas agem diretamente no cérebro. Por vezes, elas causam alucinações. Não confiem, pelo bem das nossas crianças.

Sei que muitos adictos são pessoas boas! Mas, vejam só:

Eu não sabia que era alérgica a Plazil. Um dia, estava com muitos vômitos, e precisei tomar soro em um hospital, e colocaram Plazil em meu soro. Eu fiquei fora de mim. Tive uma crise, com vontade de arrancar o soro, e de bater em quem estivesse por perto. Era algo muito incontrolável. Só depois fiquei sabendo que muitas pessoas têm esse tipo de reação com essa medicação.

Com drogas não podemos brincar. Elas agem no cérebro. Se seu familiar está usando drogas, ou chegou em casa sob efeito do uso, não discuta, deixe o efeito passar. Se tiver crianças em casa, durma com elas, nesse momento. E se possível, tranque a porta do quarto. Já fiz isso várias vezes. Não por medo do meu esposo, que é um ser hiper dócil, mas por medo da reação das drogas. Muito cuidado também diante dos sintomas de abstinência.

E, fora de casa, não desgrudem dos seus filhos. Fiquem de olho quando forem aos supermercados ou parques. Cuidem mesmo. Sejam neuróticas mesmo nesse cuidado. Melhor ser neurótica do que sofrer uma dor tão grande! E além da dor, infelizmente, se algo acontece às crianças de famílias normais, haverá investigação, mas se algo acontece em nossas famílias, o primeiro suspeito é o adicto... Infelizmente.

Os casos das crianças de Porto Alegre e do menino Joaquim só vêm nos mostrar que precisamos cuidar mais das nossas crianças...






Que Deus receba esses três anjinhos que se foram... L

Triste demais!

7 comentários:

  1. Mana bom dia, como sempre seus lindos textos, mais estou indignada com a história dessas crianças, fica com Deus, te adoro, bjs

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  2. Fiquei mto triste com essas notícias.
    Chorei e me coloquei no lugar das mães dessas crianças. Infelizmente os efeitos das drogas chegam em quem não tem nada a ver com isso, atingem seres inocentes e que poderiam estar aqui crescendo felizes.
    Que Deus os tenha.
    Um grande bjo.

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  3. Poly minha querida! Hoje farei minha palestra no AE e falarei sobre mitos e verdades na dependência quimica e devido aos ultimos acontecimentos eu estava procurando um meio incluir na palestra essa ilusao q nós familiares temos em achar que a dependencia quimica do nosso ente jamais chegará aos extremos. Porém eu nao estava encontrando uma maneira de dizer isso sem pintar o dependente como um monstro ou ainda me posicionar de maneira acusativa. Queria simplismente fazer o alerta. Ahhhh, meu Deus maravilhoso mais uma vez se manifestou e me mandou seu post. Exatamente o que eu precisava! Querida Deus te abençoe e que vc continue sempre passando a mensagem com amor e exigência! Beijosss

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  4. Infelizmente, neste mesmo instante em que escrevo este pequeno comentário, muitas outras crianças inocentes estão pagando o preço pela adicção de pais e/ou responsáveis.
    Triste mesmo, mas é a realidade!
    Belíssima postagem, minha querida Poly!
    Sabe? Ao ler trecho dela, "“Filho, o papai não virá hoje. Aliás, ele vai demorar um pouco. O papai está dodói por causa da cacaca (ele chamava cigarro de nicotina de cacaca), por isso ele foi para o hospital. O papai te ama e também está com saudades, e quando ele estiver bem, ele voltará para casa...”, simplesmente me lembrei de fases de minha adicção ativa. Passei pelo mesmo processo. Escutei mãe de filhos meu dizendo o mesmo à eles(as). Aliás, naquele dia em que saímos do Ciclo dos Passos, como te falei, fui visitar uma comunidade terapêutica (inclusive, até convidei você). Chegando lá, deparei com uma cena como esta que narrastes. Fiquei tão impactado, que sai para o canto do muro, altamente emocionado. Revivi meus momentos de internação.
    Um forte abraço à você e à meu querido companheiro.
    Bons momentos.
    TAMUJUNTU.

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  5. Eu PRECISO do seu email.
    PRECISO compartilhar umas experiencias com vc!
    Tem como me passar o email ou me mandar algum email?????
    robertabarreira88@gmail.com

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  6. Ei Poly...

    Além desses cuidadis que você falou, pensemos em outras formas de cuidar também.

    Pesquisas comprovam que a maioria de nossas crianças e adolescentes experimentou o álcool pela priveira vez em casa, incentivada pelos pais!
    Quando soube disso, recapitulei minha vida e lembrei que comigo foi assim!
    Fato lamentável...

    E pesquisas também comprovam que o álcool é a porta de entrada para outras drogas.

    Vamos cuidar, não sabemos o dia de amanhã...

    Bjs...

    Ah, também já tive essa reação com plazil. Horrível...

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  7. Polly gostaria de saber pq vcs desistiram do tratamento com Ibogaina? Nao funciona? Descobriu algo de errado? Estou pesquisando sobre isso e gostaria muito de levar meu marido para tentar esse tratamento. Mas nao tocou mais no assunto e vi que seu marido recaiu...entao gostaria de saber se ele fez o tratamento e nao deu certo. Se quiser pode me responder por email nanda_vsa@hotmail.com.

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