domingo, 17 de novembro de 2013

Em qual fase você está?


Bom dia, queridas(os)! Tudo bem?

Estava aqui elaborando os slides de apresentação para a palestra, e me deu vontade de partilhar com vocês sobre as fases da codependência.

Em que fase você está? Leia com atenção, e faça uma auto análise.

1. NEGAÇÃO


Nesta fase, primeiramente negamos o problema, ou seja, achamos que o uso de drogas do nosso filho é “coisa de criança” e logo vai passar. Pensamos que o problema está nos amigos do nosso marido, e não nele mesmo. Minimizamos os problemas, na tentativa de digeri-los melhor. Achamos que a recaída dele foi a ultima, mesmo sem ele dar sinais de recuperação. Nos enganamos. Fechamos os olhos para a realidade.

2. DEPRESSÃO: Quando começamos a nos dar conta de que o problema é realmente grave, nos entristecemos ao extremo. Perdemos a vontade de realizar nossos próprios afazeres. Não nos alimentamos direito. Choramos. E sentimos uma forte dor constante no peito.

3. NEGOCIAÇÃO: Tentamos negociar com o nosso familiar adicto. “Se você usar só uma vez nesta semana, vou te dar uma viagem”; “se você não usar, vou comprar aquele computador que você quer”. Essa fase demonstra que ainda não compreendemos que não podemos controlar com nossas ações, nem com chantagens o uso de drogas do outro.

4. RAIVA:



Como as negociações não funcionam, sentimos muita raiva, por vezes até mesmo ódio. Ora do adicto, ora de nós mesmos. Somos agressivos com as palavras, insultamos, humilhamos, e em alguns casos chegamos a agredir também fisicamente.

5. FACILITAÇÃO: Em um outro extremo, passamos a ser facilitadores do uso de drogas do nosso familiar. Damos dinheiro. Repomos os objetos trocados por drogas. Pagamos contas de traficantes. Já vi familiares que até compram a droga para o adicto, por considerarem a “boca” um lugar muito perigoso para o seu ente querido. Aceitamos o uso de drogas, por vezes até mesmo dentro de casa.

Todas essas fases acima são características da nossa doença: a codependência. Até parece que fazemos isso por amor, mas não é. A codependência é um amor doente, prejudicial tanto a quem ama, como a quem recebe esse amor. Se você se identificou com essas fases, procure ajuda urgente!

6. EXAUSTÃO: Quando nos mantemos nas fases acima, acabamos chegando à fase da exaustão. Onde o cansaço e a desesperança são tão grandes que desistimos de nós mesmos e do nosso familiar. Nos entregamos à dor. Não acreditamos mais em nada. Desistimos da vida.

7. ACEITAÇÃO:



Por fim, temos a fase da aceitação. No que consiste essa fase? Aceitamos que o nosso familiar tem uma doença, e que não somos culpados disso. Então oferecemos a ele ajuda, direcionando-o a um tratamento, afinal, quem está doente precisa se tratar, e não temos em nossas mãos a cura para o nosso amado adicto. Apesar da dor, entendemos o que é a doença da dependência química, ao mesmo tempo em que entendemos que a recuperação do outro depende exclusivamente do seu querer. Deixamos de ser facilitadores, escravos, vítimas ou heróis do nosso familiar. Voltamos a ter vida própria. A paz e a alegria voltam para o nosso coração. Somos assertivos. Deixamos claros os nossos limites e não os ultrapassamos. Vivemos focados em nossa própria vida. Carregamos o nosso familiar adicto no coração e não mais nos ombros.

Somos humanos, e temos sentimentos, limitações e reações. Por isso, não se culpe se não estiver ainda na fase que gostaria. Apenas busque ajuda, sozinho é muito difícil!

9 comentários:

  1. MULHER...Ola!!! Sera que alguem pode me responder por favor?O meu ex marido é um adicto, estamos separados por causa de sua agressividade, nos conhecemos a 5 anos e moramos juntos por 10 meses,logo que começamos a sair ele me contou que era usuario, mas como não moravamos juntos,conseguia lidar com a situação,mas pelo que o conheci sempre foi uma pessoa explosiva,as vezes respondia as pessoas com grosseria, uma pessoa meio egoista, orgulhosa,tbm tinha o lado amável comigo,carinhoso,atencioso,dizia que me amava...ele tem 35 anos é pai de um casal de filhos do primeiro casamento...Eu sou uma pessoa que sei que tenho meus defeitos,mas sempre fui muito amorosa com ele, com as pessoas com meus filhos que são tbm do meu primeiro casamento e que nunca tive problemas, meus filhos são motivo de orgulho, um tem 21 e o outro 17...Mas fico muito confusa com meu ex ele é oito ou oitenta, ja me agrediu varias vezes,me machucou,pegou faca falando que ia me matar me ofendeu,me arrastou pelo quintal,quebrou as coisas dentro de casa,cuspiu no meu rosto,qualquer coisa que o contrarie é motivo para estourar,moravamos só nós dois e hoje estamos separados pq não quero ser mais agredida, ainda o amo e queria muito poder ajudar, mas percebi tbm que estava ficando doente e percebi minha codependencia,resolvi sair, pois vi que não estava ajudando e estava muito perigoso,falei que se ele precisasse de ajuda era só pedir mas pelo jeito ele não quer...sei que usa cocaina e maconha, não sei usa outras coisas...me ajudem com uma resposta, não consigo entender se esse comportamento agressivo é pelo uso ou se ja vem da personalidade dele...estou confusa sobre isso...obrigada Mulher

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    1. Olá, querida! Bom dia! Em primeiro lugar, ao meu ver, você agiu corretamente ao se afastar, afinal, NADA justifica agressões. Na verdade, a droga potencializa alguns sentimentos e tendências comportamentais do adicto, ou seja, aquele que tem tendência à agressividade, se tornará agressivo; aquele que tem tendência à imoralidade, se tornará imoral; e por aí vai. Nem todos os dependentes químicos são agressivos. Mas, é um fato que a droga afeta diretamente o cérebro podendo vir a alterar o comportamento do usuário, se ele se mantiver na ativa. Querida, cuide de você. Independente de ser pelo uso de drogas ou pela personalidade dele, o fato é que VOCÊ não merece ser tratada assim, e ele só vai mudar, no dia em que ELE quiser mudar... Por isso, siga em paz! Grande beijo!

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  2. Nossa Poly, só de relembrar todas essas fases pelas quais eu passei, me dá uma certa tristeza. Mas minha alegria vem qdo eu vejo q estou na fase de aceitação.
    Eu não tenho culpa da doença dele e isso me conforta e me faz seguir em frente com a minha vida, consertando o que foi quebrado aos poucos.
    Bjos.

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  3. Sou mae de um adicto, passei por todas as fazes varias vezes hoje meu filho se encontra internado a 1 mes mas ambos com uma mentalidade diferente, frequento o naranom a 1 ano e me sinto amparada! Agora so falta ele fazer a sua parte que eu to fazendo a minha temos que ter esperança um dia tudo pode mudar

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  4. Estou cheia de espetancas em meu coracao pois hoje tenho uma nova concepcao sobre tudo e todos tambem minha mente mudou gracas a frequentar o naranom! Conhecimento e fe mudam a nossa vida

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  5. Era casada ,agora estou separada estou passando por uma fase muito difícil,quando estava noiva descobri que ele era dependente químico ele entrou em tratamento durante seis meses, ele disse que só ficaria no tratamento se eu ficasse ao seu lado,então ele terminou o tratamento e casamos enfim do nada a gente se separou nos estava numa fase boa no casamento,então separamos eu sem entender nada, nos marcamos o encontro para conversarmos pois ele estava muito nervoso muito frio comigo ele falou que estava usando teve recaída,antes da gente se separar a gente chegou ate se agredir. não sei o que faça para mim não existe mas vida parece ate que estou morta nao consigo aceitar como uma pessoa tão boa e tao inteligente teve essa recaída ,como um dia para outro deixou de me amar.

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    1. Amiga procure um grup de ajuda tipo naranom, mada, terapia de grupo leituras sobre o assunto e muita fe no pider superior frequentando algum grupo vc ganha forcas para lutar por ele e por voce, minha historia ym dia conto pq to sem computador e digitar no cel e horrivel, pricure algum tipo de tratamento p voce e consequentemente ele mudara acredite voce pode

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  6. Pois é. E quando o codependente se recusa terminantemente a entrar em recuperação? Faz dois anos que estou limpo por meio de um tratamento psiquiátrico (minha droga principal sempre foi o álcool), e está um bocado difícil reconstruir minha vida profissional, porque foram 25 anos de ativa, e tenho 38 de idade.

    E não há meio de a minha ex-mulher compreender que adoeceu comigo, e que também precisa de recuperação. Esse negócio de tratamento é só para a mim, que era o bêbado, o escandaloso, o doidão, o inadequado, etc, etc. Para ela, não: ela é alguém a quem devo dinheiro (embora não seja dura ao tratar disso para manter a sua posição de boazinha), e que se lembrará da sua condição de mulher traumatizada toda vez que isto for útil para ela -- hoje em dia não mato uma mosca e não me lembro de ter sido ríspido com alguém nos últimos dez ou doze meses, mas ela dirá que sou alguém "ameaçador" se precisarmos discutir qualquer assunto sério.

    Por outro lado tem os posicionamentos mais ambíguos ou ambivalentes, o que chega a ser simplesmente revoltante. Não quer nada comigo, mas me telefona quase todo dia e vem a minha casa regularmente, com o meu filho. E passa dois ou três dias, e partilhamos a mesa, essas coisas. Mas não quer que eu chegue a menos de dois metros, porque é uma mulher traumatizada! Os defeitos de caráter e as manipulações também podem ser um bocado graves da parte de gente codependente. Vemos isso com clareza conforme nós, dependentes, vamos dando andamento à recuperação.

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  7. Nem sei por qual fase passo. Se tive negacao foi breve. Depressao talvez.
    Ass: Ana

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