sábado, 23 de novembro de 2013

4º Dia do Curso de Multiplicadores: Refletindo...



Olá! Tudo bem?

Graças a Deus, por aqui tudo bem!

Ontem cheguei tão cansada em casa, após o curso, que peguei no sono às 19 horas. Ainda bem que o maridão dá conta do recado, e quando despertei, as crianças já estavam de banho tomado, e dormindo... Agora, de bateria recarregada, acordei cedinho para vir aqui partilhar os últimos dois dias do curso com vocês.

Na quinta-feira, a aula do I Curso de Multiplicadores de Ações de Apoio às Famílias foi demais!

O grupo que fez a primeira palestra foi o Nar-Anon. Estava presente uma equipe de seis membros do grupo. Ao vê-los ali, após tanto tempo, foi emocionante. Alguns não sabiam que eu estava envolvida na criação desse projeto, e juntos comemoramos, conversamos, sorrimos, nos abraçamos!

 Grupos no DF. Você pode abrir um na sua cidade!

Para quem não sabe, foi por meio de uma sala de Nar-anon que dei início a uma nova forma de viver e de encarar a adicção do meu esposo e a mim mesma.

Em Brasília, existem três grupos Nar-Anon: Asa Sul, Asa Norte e Taguatinga. E o telefone de contato é (61) 8463-3332.

 www.naranon.org.br

Vamos às palestras do dia? Seguirei o mesmo modelo das postagens anteriores, fazendo algumas citações do que foi dito.

“Se acendo uma vela em uma sala fechada, o que mantem a chama acesa é o oxigênio. Se acendo essa mesma vela em uma sala sem oxigênio, ela se apagará. Por vezes, o comportamento codependente da família serve como oxigênio para a adicção do seu familiar.”

“Eu só posso mudar a mim mesmo, ao outro só posso amar, mas quando eu mudo, o outro muda sob o meu olhar...”

“O Nar-anon é uma irmandade mundial de familiares e amigos de adictos que oferece ajuda mútua, compartilhando experiências, força e esperança. É um programa espiritual compatível com todas as crenças e religiões. Estamos lá pelo que nos une, e não pelo que nos separa.”

“Precisamos admitir a nossa impotência perante o adicto. Isso não é desistir, isso é acreditar que um Poder Superior a nós tudo pode e tudo vê.”

“As ferramentas do Nar-anon são: reuniões de grupos, oração da serenidade, doze passos, doze tradições e doze lemas, partilhas e literatura. O programa é simples, mas nem tudo o que é simples, é fácil.”

“Benefício: transforma a codependência em desligamento com amor...”

Após a palestra, duas mães deram os seus relatos de superação por meio do grupo, e me levaram às lágrimas. Uma delas, inclusive, já cuidou muito do meu filho de 4 anos, quando ele ainda era um bebê, para que eu pudesse aproveitar melhor as reuniões. Muita gratidão!

E, por fim, foi feito um grande circulo, com todos os participantes, para a realização da Oração da Serenidade. Lindo!



No segundo momento, tivemos a palestra Refletindo sobre a Dependência Química, com o Dr. Evandro Faganello, Psiquiatra Especialista em Dependência Química.


Dr. Evandro Faganello

Ele começou fazendo uma reflexão sobre a questão da liberação da maconha. E citou a frase do Papa Francisco: “Não é a liberação das drogas que irá reduzir a dependência química.”

“Se ocorrer a liberação da maconha, estaremos muito próximos do armagedom... Liberar é a contramão da evolução humana.”

“Hoje a melhor forma de tratar a questão da dependência química é fazendo prevenção. Levando informação a crianças e jovens de 08 a 16 anos.”

Ele falou, ainda, sobre a falta de estrutura no país para um tratamento decente aos pacientes adictos. “Não queremos um tratamento naquele modelo antigo, onde os pacientes eram isolados, dopados, apenas para alívio da sociedade. Mas um tratamento que traga dignidade aos pacientes... Infelizmente isso ainda vai demorar a acontecer por aqui.”

“Dependência química é uma doença crônica, não tem cura, mas tem tratamento. E infelizmente o sistema de saúde não está preparado para atender doenças crônicas.”

“Quando, como e onde fazer prevenção? Dentro de casa! Os valores, as orientações e saber com quem os filhos andam, fazem toda a diferença!”

“A porta de entrada para as drogas mais pesadas, ao contrário do que se pensa, não é a maconha, mas sim o álcool e o tabaco, as drogas permitidas por vezes dentro de casa.”

“O desenvolvimento da dependência química é lento e gradual. Mas quanto mais potente for a droga, mais rápido se desenvolverá a dependência. Os profissionais dividem o uso de drogas em: uso social, uso nocivo e dependência. Mas na verdade, apena um gole de cerveja e apenas um cigarro já é nocivo para o organismo.”

“Papel da família de dependentes químicos: identificação, monitoramento, suporte, motivação, paciência, investimento, colaboração na decisão de parar o uso, e vínculo com a equipe que está tratando o dependente.”

“Dependência química é doença familiar, a família adoece junto.”

“Quais são os fracassos enfrentados hoje contra a dependência química?
Negligência
Incompetência de tratamento
Ausência de locais específicos de tratamento
Dificuldade de acesso
Dificuldades impostas pelo quadro da dependência química
Exaustão e conflitos familiares
Cronicidade.”

“O tratamento da dependência química não depende tanto da equipe, mas principalmente da própria pessoa, e de Deus...”

“Multiplicadores, se não for pra fazer a diferença, nem saiam de casa...”





E então, queridos leitores, vamos fazer a diferença hoje? 

Que comece por mim a mudança... Que comece por mim a divulgação das informações que tenho sobre codependência e dependência química... Que comece por mim a mão estendida...

No próximo post, falarei sobre o ultimo dia do curso, cujo tema foi: Vencendo a Codependência.

Beijos! 

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