quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Relação saudável!



"Hoje de madrugada, quando acordei, por um instante pensei que tivesse sido só um pesadelo, que não havia sido real... Dói muito quando a recaída acontece. Perco o chão. Some tudo... Difícil.”

Foram algumas das poucas palavras do meu esposo, hoje pela manhã.

E assim se encerrou um período de sete meses e dois dias sem recaídas. E espero que tenha se iniciado um período maior...

Quanto a mim, senti raiva por ele não ter me buscado no trabalho, conforme combinado, me deixando na mão. Senti raiva por ele não atender minhas chamadas. E senti tristeza por ver quem amo recair, após todos esses dias.

Graças a Deus, hoje não sinto mais o desespero de antes. Talvez por estar livre da culpa, ou da busca dos “por quês” para as recaídas.

Ele tinha tudo para não usar ontem, mas usou, porque a vontade de usar foi mais forte que a vontade de ficar limpo. E isso não está em nada relacionado a mim. Não fui a culpada, não tive como controla-lo, e infelizmente não posso curá-lo.

Estou aqui no trabalho. Estou bem, apesar de um pouco de tristeza.

Tive pesadelos a noite.

E isso indica que ainda não me desliguei totalmente emocionalmente do meu esposo. Mas, peço licença para me dar os parabéns pelos meus progressos.

Estou de pé!

No fim de semana, darei uma palestra a familiares em uma comunidade terapêutica, e na semana que vem, no dia 05/11, será o lançamento do Projeto Ame, mas não sofra!, na Secretaria de Justiça do DF, um projeto ao qual tenho me dedicado demais, e que na verdade é o início da realização de um sonho pessoal. Sobretudo, tenho meus filhos que precisam da minha atenção e equilíbrio emocional. E é nisso que tenho pensado.

E agora, o que fazer?

Não preciso decidir nada agora. Já conversamos, falei o que penso, na verdade, falei até demais, ainda preciso aprender que minhas palavras, em algumas situações, são dispensáveis.

Ele usou pouco, não trocou nenhum bem, chegou cedo em casa, mas foi o suficiente para abalar as suas estruturas. E agora é começar de novo!

Sei que ainda posso dar amor, aceitação, compreensão, perdão, apoio, força, cumplicidade... E tenho tudo isso dentro de mim. Entretanto, não sei se ele está apto a receber tudo isso, e nem mesmo se ele está disposto a lutar por tudo isso...

De uma coisa estou certa, não quero e não aceito mais uma relação doente.

Estou em uma relação saudável comigo mesma, e mereço uma relação saudável com quem se dispôs a dividir a vida comigo. Portanto, não aceito nada menos dele do que a mesma proporção de amor, aceitação, compreensão, perdão, apoio, força e cumplicidade... E isso ele só poderá me dar, se estiver em recuperação.

Então vamos lá, um dia de cada vez!

“Mulheres inteligentes são capazes de olhar bem nos olhos de seus parceiros e proclamar em alto e bom som: Eu sou bonita, inteligente, encantadora e você faz um grande negócio de viver comigo... Jamais permitam diminuir-se, inferiorizar-se ou desprezar-se...” (Augusto Cury, em Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis).

Portanto, é melhor ele correr atrás do prejuízo!


17 comentários:

  1. é isso ai nega..força o desligamento total vem com o tempo e vc fez sim bastante progressos...Deus queira que não aconteça..mais se acontecer nem raiva vc sentirá mais...o desligamento normalmente se inicia na raiva...ai é só equalizar ;) PARABÉNS..tmj e que esses (incluo meu marido) cabeça dura ..acordem pra vida :).

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  2. Aaiii Poly....faz dias q não passo por aqui, e hoje decidi passar...e me deparei com essa tristeza....é muito dificil......eu estou separada do meu amado faz 3 semanas, só q o amo demais.....mas num momento de total descontrole dele em uso, eu não aguentei e vim pra casa da minha mãe, tenho um filho de 1 ano....e pensei q ali seria o fim de 3 anos e meio de relacionamento..mas mesmo aqui na casa da minha mãe, meu pensamento está nele, ele é meu esposo, a pessoa q eu escolhi pra dividir a vida.....mas oq fazer......todos ficam falando na minha cabeça pra não voltar, que não tem mais jeito......confesso q perdi um pouco a fé diante de tudo isso,sou evangélica e busco muito força em Deus, mas tem horas q penso q não tem mais jeito mesmo.....incrédula....só que ele diz q o meu lugar é ao lado dele, q não quer viver sem mim e sem o nosso pequeno.....eu não sei oq fazer, tem horas q quero voltar pq o amo, mas ao mesmo tempo penso em tudo oq ja aconteceu até aqui.........Meu Deus como agir diante disso? sei que se eu voltar, minha mãe, meu irmão, minha família ficará com raiva, mas e a minha vida Poly? e os meus sentimentos, e a MINHA família ? tenho procurado respostas pra poder decidir, mas até agora não encontrei.....por favor, me dê ao menos uma orientação...sei q a minha vida não vai depender do q vc me falar, mas pelo menos assim vou poder pensar e decidir com mais clareza, se vc puder me ajudar eu agradeço muito.....e muita força pra vc.....Deus está com vc.....bjsss fica com Deus

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    1. Oi Daiane machado estou passando pela mesma situação em cima do muro e depois de ler uma postagem aqui da polly "afastar não é abandonar ´´ resolvi me afastar do meu namorado não estou terminando nem abandonando ele mas só me afastando deixando a poeira abaixar um pouco e observando ele de longe ver qual será a reação dele (correr atrás lutando para vencer este mau) ou fazer nada , eu tenho esperança que a minha atitude cause uma mudança nele, que faça como que ele se mecha e leve a sério seu tratamento quem sabe o medo da perda (já que ele diz que me ama tanto e não vive sem mim e blabla bala) o faça se mexer a não querer mais isso para sua vida. beijoss

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    2. pois é...todos me dizem isso, pq eu sempre falava q ia embora e nunca tinha coragem, agora q eu fui mesmo ele viu q eu não estou brincando....todos dizem q agora eu me afastando ele vai acordar....mas não sei....ele me disse q aprendeu a lição, q não quer viver sem mim e nosso filho....mas sinceramente, é dificil de acreditar...tenho pedido forças a Deus pra poder vencer essa batalha tão dificil......só Deus mesmo pra cuidar de nós

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    3. Daiane, você QUER estar com ele? Você o ama, apesar de tudo? Ou você sente NECESSIDADE de estar com ele? Querida, quando adoecemos, passamos a sentir o que os nossos amados sentem em relação à droga: fissura e abstinência. Só que no nosso caso, nossas "drogas" são nossos amados, ou outras pessoas. Acredito muito no amor. Mas, por outro lado, a codependência é totalmente prejudicial, a nós e ao outro. Quem sou eu para te dar uma opinião? Mas, se estão assim, separados, você não precisa voltar com tudo. Observe-o. Ao invés de voltar, para ver se ele muda. Veja se ele muda, para voltar... Isso pode servir inclusive como um estímulo a ele. Mas, se você está se sentindo sozinha, vazia (o que é normal), procure um grupo da apoio às famílias, cuide-se! Se tiver que voltar, que seja por amor, e não por necessidade (codependência). Beijão!

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    4. muito obrigado Poly, preciso repensar e ver o q realmente quer que eu volte pra ele...se é o imenso amor que sinto por ele, ou a necessidade de estar com ele......eu o amo demais, e disso não restam dúvidas, já passamos por muitas coisas juntos não relacionadas as drogas, e superamos graças ao amor que temos um pelo outro..e sei que se for pra voltar, será por esse amor.....muito obrigado mesmo....bjsss

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    5. só não volte pensando que vai ficar tudo bem, uma hora ou outra vai acontecer de novo e por mais que vc tenha esperança vai acontecer... tomara que não, mas infelizmente essa é a dura realidade de quem vive com um dq... a pergunta é: vc vai estar preparada caso aconteça de novo? não tome atitudes precipitadas... que Deus te guie.

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  3. Nossa Polly,fiquei muito triste com o q esta acontecendo. è a primeira vez que me comunico com vc,mas acompanho seus esforços a um tempo.Meu marido encerra o terceiro ciclo amanha.É dia de ir busca lo no Lar!!! Sempre tenho tanto medo....Que Deus nos proteja...Força Guerreira!!!!

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  4. Lamento Poly... Estava tão feliz com o progresso dele. Deus abençoe que ele não recaia mais.
    É isso q eu qro pro meu marido: q ele nunca mais tenha recaídas. Mas, tenho q ter o pé no chão e compreender q isso pode acontecer.
    Perdi até as contas dos dias, mas acho q faz 3 meses q ele não usa mais.
    Deus está conosco e, independente do q acontecer, Ele vai ser o único que nunca vai nos abandonar.
    Um bjo e mta força pra vc!

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  5. Oi Polly, eu sinto muito, tenho passado por isso também, não consigo parar de pensar, mas busco forças para não desistir do que escolhi, tá dificil, mas como não depende só de nós, deixo nas mãos dele o que achar melhor, mas prometi que não sofrerei mais....Força amiga. Estamos juntas na mesma vontade que recaídas não existam mais....Um beijo

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  6. Deus te fez uma mulher forte!!!Lute,pois essa luta não será em vão!!!

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  7. Nossa Polly como você cresceu diante de tanta dificuldade e sofrimento. Parabéns por essa conquista.
    Que Deus te dê muita força, minha querida!!! só quem já passou por isso sabe o quanto dói essas recaídas dos nossos amados.Mas não desista dessa luta, em Deus temos que esperar um milagre,
    Meu namorado faz 2 meses que está internado, está muito feliz e trabalhando muito na clínica.Estou com muitas esperanças que tudo vai dá certo.
    Então minha querida, não perca a esperança viu!!!
    TMJ um grande abraço.
    Que Deus abençoe sua família.

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  8. Aconteceu o mesmo comigo,Polly,apos 1 ano e 2 meses meu marido recaiu.Usou pouco,mas ja foi o suficiente pr meu mundo desmoronar.Pela primeira vez,ofereci ajuda:o levei pr uma clinica e agora no proximo mês esta voltando.Sempre fui mt dura na minha opinião,não dou moleza pr ele,mas confesso que um frio dentro de mim começa a surgir.Ja disse a ele que em nossa casa não admito uso,pense bem em voltar.Eu preciso de frequentar um grupo de apoio,pq sou doente emocional.Eu preciso aprender conviver com este drama.Mas te confesso:não posso ouvir a buzina de uma moto,ou um som de celular tocando,que ja começo a passar mal.Lembranças do que enfrentei em sua ativa.Vamos orar uma pela outra,pr que Deus nos de força,paciência,sabedoria,e amor.Um abraço

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  9. Olá Poly,
    infelizmente, não tenho sua serenidade para lidar com essa situação... não sei como lidar, pra falar a verdade. Ontem, meu esposo recaiu novamente, eu perdi a cabeça, até o agredi fisicamente, mas ele me agrediu ainda mais com palavras... enfim, desculpa o desabafo, to sem chão, sozinha, sem ter com quem falar. Estou trabalhando, e essa disposição se deve unicamente aos meus dois filhos, que amo demais... Um abraço, e que Deus nos ajude para que não percamos a fé...

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  10. Oii Poly, venho acompanhado seu blog desde o início do ano mais nunca comentei nada, mais sempre orei por você e torci (e ainda torço muito) para que o melhor aconteça em sua vida independente do que seja. Reatei um relacionamento com uma pessoa que usa drogas mais que diz que parou. Estamos morando juntos agora, eu estou lutando para não entrar nessa de co-dependência embora, a gente em alguns momentos se deixe pensar ser responsável pela atitude do nosso parceiro e até mesmo achar que podemos controlá-lo. Sei o quão está voltada para as suas questões nesse momento e eu como mais uma que procura falar contigo afim de que você que demonstra ter experiencia e que tem aprendido a lidar com isso possa ao menos nos ouvir, pois você deve saber o quanto é difícil encontrar pessoas amigas para falar a respeito disso. Como posso falar diretamente com você? Bjos querida. Força em Deus, que TODAS as coisas pode!

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  11. Oi Polly
    Sou marido da Aline...um adicto em recuperação...caminhando só por hoje...sei q as coisas são complicadas, q a aceitação, em si já é dificil, mas minha esposa tem sido um anjo em mimha vida, ñ estou m tratando por ela ou por nossos filhos...mas por mim, é egoismo, mas todos ganharão com isso...pois quando na ativa todos perdiam...principalmente eu pois sempre m achei infeliz, culpava as pessoas em minha volta pelos meus erros(justificava para ter desculpas)
    hj com o tratamento ainda em andamento sei q tudo q pensava e fazia era errado...tenho medo...mas tenho fé...e só pór hj são 3 meses e 25 dias sobrio...depois d 23 anos d adicção ativa... todos a minha volta sentem a diferença
    So peso agradecer a Deus e a vcs pelo apoio dado uns aos outros.
    força pra mim, força pra vcs

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  12. Mto tister leer esses depooimentos aqui, esstou passsandoo pello msm poooblema e ao sei o q fazer. A cada da soffrre com ass mudancas rrepeentinas dele. Ssaaber q tanta ggente passa. Peelo meesmo prooblemaa e es recaidas. E frustaante.

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