domingo, 15 de setembro de 2013

A sexta-feira, 13!


Bom diaaa!

Vou aproveitar que acordei antes das crianças para contar a vocês o que aconteceu na ultima sexta, porque foi muito engraçado.

O maridão estava de folga do trabalho, e passou na hora do meu almoço, para darmos uma “escapadinha”.

Almoçamos juntos. Namoramos. Passamos momentos bem agradáveis.

Às 14 horas, estávamos de volta. Ele me disse que ficaria por ali, em um comércio perto do meu trabalho, me aguardando sair, para irmos juntos para casa.

Ok. Voltei para o trabalho feliz da vida. Foi uma tarde bem corrida, cheia de afazeres.

No horário da minha saída, desliguei o computador, tranquei as gavetas, peguei minhas tralhas (livros, biscoitos, cereais, vasilhas, etc), me despedi dos colegas, e saí.

Olhei para um lado. Olhei para o outro. Cadê?

Nem sinal.

Esperei por dez minutos. Liguei, mas deu na caixa de mensagens. E nada.

Ao olhar novamente no relógio, já eram 17:15 horas, ele sempre chega antes do horário e me espera na porta. E o celular está sempre ligado. Ou seja, pensei que fosse uma recaída.

Sabe, amigos, abrindo um parêntese na história, ultimamente tenho levado uma vida verdadeiramente normal. Não tenho pensado em recaídas. Não tenho me lembrado de drogas, a não ser para fazer o meu trabalho. Mas, no dia a dia, estou tranquila. Acredito que isso tem se dado pelo fato de estar com a cabeça bem ocupada com coisas minhas: estudando para concurso, fazendo dois cursos, trabalhando, projetando o terceiro livro que será lançado em março, esperando o resultado da Editora, desenvolvendo um projeto no trabalho (ansiosa, reunião na segunda-feira!), preparando palestra para o dia 05, cuidando dos meus filhotes, minha casa... Ah, e uma coisa bacana também é a reeducação alimentar que estou fazendo: a cada três horas preparo algo saudável, com carinho, pra mim. Ou seja, enfim, estou vivendo a MINHA VIDA, e não sobra tempo. Então, quando penso em meu marido é com saudade e carinho, só.

Mas, na sexta, diante da situação, pensei mesmo que fosse uma recaída.

Em um primeiro momento, veio aquela sensação estranha, turbilhão de emoções, tentando confundir meus pensamentos.

Respirei. E me lembrei da oração da serenidade. Naquele momento, eu não poderia mudar nada em relação ao meu esposo. Então o que eu poderia mudar?

Voltei para o trabalho. Guardei minhas bugigangas no armário, para facilitar de pegar o ônibus, aliás, seriam dois ônibus.

Fiquei no ponto, aguardando. Claro que bateu uma tristeza. Eu o amo. E sei que as recaídas impedem a realização dos seus sonhos. Ele fará uma prova de concurso no mês que vem, está super animado. Ele está forte, bonito, saudável. Está se desempenhando bem no trabalho. Enfim, não queria que ele perdesse tudo isso novamente.

Mas, por outro lado, dessa vez, aquele desespero que parecia me dizer que a vida tinha acabado, eu não senti.

Peguei o ônibus. Sentei-me. E fiquei ali, conversando comigo mesma.

- Puxa, tivemos momentos tão agradáveis hoje, por que ele fez isso? – A Poly codependente dizia.

- Poly, não cabe a você saber disso. Ele fez a escolha dele, e só. – A Poly razão respondia.

- Acho que vou chorar. – A Poly codependente pensou.

- Nada de choro. Pegue o celular e avise à babá que você se atrasará. E chegue bem em casa, seus filhos te esperam. – A Poly razão disse.

“Deus, dá-me serenidade para aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso, e sabedoria para distinguir o que devo aceitar e o que devo mudar. Senhor, e proteja ao meu esposo onde ele estiver...” Orei.

Segui em paz, apesar de triste, olhando o caminho pela janela.

Celular tocou.

- Amor. – Era ele.

- Ei, vamos pra casa? – Eu disse.

Ouvi muitos risos do outro lado, seguidos de um: - Amor, mil perdões! Onde você está?

Percebi que a voz dele estava normal, sem alterações.

Desci na rodoviária, onde ele me buscou.

Gente, foi o seguinte: meu amadíssimo esposo, após me deixar no trabalho, tomou dois copos de caldo de cana (que ele ama!). Após um plantão de 12 horas, mais a nossa saidinha, mais a glicose do caldo de cana, não deu outra, ele dormiu, apagou! O carro havia ficado do outro lado do estacionamento, e eu não vi. E o celular dele tinha acabado a bateria.


Acho que era um teste pra mim... Risos.

Quando ele acordou, já eram 17:40 hs! Num sobressalto, ele foi até o banheiro do comércio, conectou o celular no carregador, e me ligou.

Quando ele chegou na rodoviária, com aquele cabelo em pé, e rosto marcado, de tanto dormir, eu não sabia se brigava, ou se beijava...

Pegamos um engarrafamento enorme até chegar em casa. Rimos muito.

“Ô, minha macaquinha, me desculpe...” (é, ele me chama de macaquinha, mas essa é outra história, depois eu conto... risos).

Deu tudo certo, graças a Deus. Voltamos para casa. Cuidamos dos nossos filhos. E dormimos em paz.

Nossa felicidade é resultado 50% das minhas atitudes, e 50% das atitudes dele... E 100% do cuidado de Deus sobre nós.

E assim chegou ao fim essa assustadora sexta-feira, 13! haha

Nossa vida não é perfeita. Ele tem defeitos. Eu tenho defeitos. Temos desafios diários, como qualquer casal. Mas, com compreensão e amor, temos construído a nossa felicidade. E em dezembro, se Deus permitir, completaremos 7 anos de casados!

Estou orgulhosa das vitórias dele. E estou feliz com as minhas vitórias.

Beijão, amigos!



Feliz domingo a todos!

17 comentários:

  1. Poly adoro seu jeito de escrever. Vc me deixa de bom astral, energia boa. Aprendo mto aqui. Bom domingo pra vc e sua familia. Bjo. Mari.

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    1. Mari, muito obrigada! Bom domingo! Bjão!

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  2. Precisava ouvir (ler) algo assim nesse Domingo!! Obrigado!! Sigo Orando por Ti e Tua Familia...
    Gilberto Rodrigues

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    1. Obrigada pelas orações e pelas palavras, Gilberto. Grande abraço!

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  3. poly vamos ser sinceras desespero não bateu por um simples fato a recaída não aconteceu..GRAÇAS A DEUS...simples assim....pq qd a recaída cai e eles deixam de ser príncipes...não tem como a serenidade reinar...nem que seja por um dia ou algumas horas a gente se perde de nós mesmas, mesmo tendo trilhões de afazeres nossos querida...já presenciei esse desespero aki, em outras histórias inclusive na minha...tudo di bom pra vcs....bjus

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    1. Querida Kel, sempre fui sincera aqui, não tenho nenhuma razão para não ser. Se o desespero batesse eu narraria, sem problema algum. O que posso dizer é que naqueles 45 minutos em que acreditei que ele havia recaído, consegui me manter no controle sobre mim mesma, e agir com tranquilidade, apesar da tristeza. O que posso dizer é que, se toda vez que ele recaísse, eu me desesperasse, e esquecesse de mim e da minha família, hoje eu não estaria colhendo frutos positivos. Agora, qual seria a minha reação se fosse uma recaída mesmo, não sei. Teria que sentir pra ver, e graças a Deus não foi o caso. Então se eu não sei, acho que você também não sabe, não é mesmo? Querida, nunca se esqueça, cada um só pode falar por si mesmo. Cada um com foco em sua própria vida. Só assim aprendemos e crescemos. Beijos. Fique com Deus!

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  4. Fiz uma postagem ontem com alguns sentimentos muito próximos...

    Feliz demais por estarem bem. Por aqui as coisas andam em paz também!
    Beijos, flores e primaveras pra você, querida!

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  5. Polly como sempre na defensiva...rs querida recaída sabemos o que significa..é como se recebecemos uma noticia de ele sofreu um acidente...sei la apenas tirando conclusões da minha vida do que eu leio no seu e em outros blogs...nisso tenho como base a minha opinião..que o familiar entra em situação desespero nem que esse desespero dure alguns instantes...porém vamos dar um exemplo..caso seu marido tivesse recaído, vendendo as coisas dentro de casa, passando dias na rua..será que em momento algum vc perderia a serenidade...pra isso servem os grupos e as ferramentas pra nos momentos de desespero nós voltarmos o foco pra gente e conseguirmos seguir sem abandonar nossas vidas nossos compromissos, filhos, etc, etc...o desespero de uma recaída vem com o medo das consequências que elas podem trazer a nós..vc sabe beeemmmm disso...bjus

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  6. Me idetifico muito com seu blog, pois meu marido está a mais de 80 dias limpo uma grande vitória para ele é uma imensa alegria para mim, porém, ainda sofro com a codependencia, angústia, medo, insegurança e receio de não ser assertiva em contribuir para recuperação dele é dificultar esse processo que não nada fácil para ele, mas também difícil para mim.É um grande presente vivenciar esses momentos de sobriedade do meu marido, quero dar o melhor de mum para que esses momentos se repitam sucessivamente, ainda que tenhamos pedras em meu caminho, mas com perseverança terei forças para retirá- lá. Adorei sua colocação para Kel, " cada só pode falar de si mesmo" Parabéns pela coragem em expor seus sentimentos e experiências com tamanha sensibilidade que possibilita a sentir sinceridade em seus post, que me despertou a minha necessidade de frequentar os grupos e é isso que me proponho a fazer hoje. Obrigada pela ajuda! grande beijo,

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  7. Fico feliz pela caminhada que você tem traçado com seu esposo. Suas postagens me trazem uma certa força. Tenho tentado fazer como vc, e seguir minha vida independente do meu adicto...mas parece q nem todos ficam felizes com a nossa felicidade ne...bjo

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    1. verdade, eu tbm tento da melhor maneira possível viver minha vida, pois tenho uma filha de 5 anos para cuidar, mas as pessoas pensam q nosso bem estar é para atingi-las, e não é bem assim, e não adianta nem querer explicar.

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    2. Agora discordar de alguma coisa, tem um ponto de vista diferente significa que as pessoas querem o seu mal? Abram a cabeça, por favor!

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    3. cada um deve ter esse discernimento né Anônimo...cada um sabe o q passa...

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  8. Polly querida sempre ótima com as postagens e as palavras, parabéns por ser assim. Sigo vc sempre.... sou sua fã =) rsrs

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  9. Nossa, entrei na sua história como se fosse eu. Que bom que td acabou bem e que manteve serenidade, preciso muito dessa serenidade. Abraços

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  10. kkkk..gente até parece que desejo o mau dela..kkk..foi só uma colocação...bjus polly

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  11. Polly sua vida é minha vida, hoje estou mais com os pés no chão, não sofro tanto como antes no desespero na agonia, vontade de abandonar tudo e sumir,hoje faz acho q 5 dias dele limpo, ficou 3meses, depois caiu denovo, só Deus.
    Muito obrigada por ser tão inspirada assim e que Deus t ilumine sempre amada... bjs

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