domingo, 11 de agosto de 2013

Aos papais!



Desde quando nos conhecemos, ele dizia que o seu sonho era ser pai.

Em dezembro de 2008, o seu sonho se tornou em realidade pela primeira vez.

Antes disso, durante a gravidez, ele já se fazia “paizão”. Uma vez tive desejo de comer coxinha, mas morávamos em um país onde não havia coxinha, e ele mesmo comprou os ingredientes, e as preparou. Eram as coxinhas mais feias e mais deliciosas que eu já havia comido!

Lembro da sua emoção a cada movimento do bebê.

Em uma vépera de natal, o pequeno chegou, e o papai estava lá, para recebê-lo. Antes mesmo de tomar o seu primeiro banho, o pequeno, embrulhado como um rocambolezinho de gente, estava nos braços do papai.

Quando nosso filho tinha um aninho, estava ardendo em febre, e meu esposo estava de plantão. Corri com o pequeno para o hospital onde ele trabalha. Uma enfermeira tentava puncionar a veia do nosso filho, e não conseguia, eu já estava nervosa, e o super papai chegou, pegou a seringa, e de primeira, conseguiu colher o sangue do pequeno. 

Nas vacinas, nos testes do pezinho, nas consultas, sempre que possível, ele se fez presente.

Três anos depois, o papai novamente estava lá para receber mais uma bênção de Deus. Filmou, fotografou, babou, e seguiu o nosso pequeno pelo hospital, para garantir que tudo estava bem.

O papai dá banho (que ele chama de banho poc poc), corta as unhas, troca fraldas, dá papinha, brinca de bola, assiste desenhos... Ele beija, abraça, aperta... E também dá broncas.

Sei que ele, algumas vezes, nos deixou de lado em razão da sua doença. Mas, hoje não quero falar do que ele não fez como pai, mas do que ele tem feito, porque sei o quanto tudo isso é importante para os meus filhos.

Sei que nós, mulheres, pelo nosso instinto materno, estamos sempre tentando ensinar os pais a serem pais, mas hoje é dia de valorizarmos e reconhecermos o papel dos papais na vida dos nossos fofuxos.

Sempre que toca o interfone, o pequeno diz: “papá, papá”, como se estivesse sempre esperando que o papai chegue logo do trabalho.

E o nosso filho do meio, ao ouvi-lo chegar, se esconde pela casa, para depois gritar: “surpresaaaa”.

Eles são apaixonados pelo pai. E isso me deixa muito feliz (e às vezes até enciumada)... rsrs.

No trabalho, seus colegas já me disseram que ele só conta histórias desses filhos, o dia todo!

Na sexta, fui com as crianças comprar um presentinho para o papai. Compramos um kit de pesca, coisa que ele ama fazer! Daí combinamos que seria uma surpresa, e que não poderíamos contar antes do dia dos pais, no domingo. Quando chegamos em casa, meu esposo ligou, e meu filho de 4 anos atendeu: “Oi, papai, não temos nenhum presente escondido para o senhor, ta?” Bom, era pra ser surpresa, né? Risos! A ansiedade do meu filho estava tão grande, que o presente foi entregue na sexta mesmo! Junto com um cartãozinho desenhado por ele, e com uns rabiscos feitos pelo caçula no verso. O papai amou!

Quero desejar ao meu esposo um feliz dia dos pais! E dar-lhe os parabéns por esse papel tão lindo!

Aos papais que estão internados, parabéns! É um novo começo, uma nova chance de fazer diferente, inclusive como pai.

E aos papais que estão na ativa, que Deus possa iluminar os seus corações e mentes, e que ao olhar dentro dos olhos desses pequenos seres tão inocentes, vocês possam sentir o quanto vale a pena se tratar, se cuidar, e buscar ser um pai melhor, só por hoje!

Ao meu pai, eu libero o perdão por sua ausência constante em minha vida. Sei que se você pudesse, teria feito diferente, pai. Saudades sempre!

E a Deus, que é o Pai dos pais, eu só tenho a dizer obrigada pelo cuidado e amor constantes! Pois, mesmo quando o papai aqui de casa não estava bem, o Paizão (Deus) sempre esteve cuidando de nós... ♥





3 comentários:

  1. Aiii querida, vc é um poço sem fundo de amor!!! Já mudou meu dia com seu post de hj. Muitos beijos....

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  2. Olá Poly,

    Te conheci agora a tarde, e me senti muito feliz em ouvir relatos e experiências de problemas iguais ao que enfrento. Sou casada há 13 anos com um adicto, convivendo há 16 anos. É muito tempo... li relatos de pessoas que disseram que "a vida pára" em uma relação dessas, e sinto como se a minha tivesse "acabado" aos 15 anos... eu o amo, temos 2 filhos lindos, mas não me vejo uma pessoa feliz... estou sempre a espera de um novo sobressalto, e isso me impede de planejar muitas coisas com ele, pois não sei como o encontrarei amanhã. Encontrar esse blog, de certa forma, me trouxe um pouco de conforto... são tantos relatos, e palavras de conforto... situações idênticas a que eu vivi, como uma postagem sua de 2011, esperando o retorno dele de madrugada, grávida e com uma criança pequena. Nossa, voltei ao passado ao ler seu relato... foram tantas noites assim... enfim, continuarei te acompanhando, torcendo por ti, e inevitavelmente sentindo suas dores a cada postagem, pois elas também são as minhas.

    Um abraço, e que Deus te sustente a cada dia!

    Shirley

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