segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A corrida com bastão!



Bom dia!

Vocês já viram uma corrida com revezamento de bastão?

Em uma corrida de revezamento, quatro atletas de uma equipe se revezam correndo em um circuito. Nela, os corredores devem passar um bastão ao próximo corredor dentro de um espaço determinado. Nas olimpíadas, por exemplo, as trocas de bastão são feitas dentro de um limite de 20 metros.

É preciso correr muito, prestar atenção para não sair da sua raia, e tomar cuidado para não deixar o bastão cair, pois para recuperá-lo perde-se tempo.

Certamente, é preciso muito treino e união para chegar à vitória.

Em nossas vidas com um dependente químico, estamos em um treino de corrida com bastão. Posso dizer que esses quatro revezadores são os familiares mais próximos e o dependente. E a coisa só dá certo se cada um fizer o seu próprio papel.

Imaginem esses quatro atletas treinando. Já imaginaram se o primeiro atleta ficar sob sombra e água fresca, apenas dando orientações aos demais de como correr? Ou então, ensinando ao outro como passar o bastão, se ele mesmo não está apto a fazer isso? Certamente, o resultado não seria nada bom.

Cada atleta precisa se concentrar em seu treino. Correr. Ter boa alimentação. Malhar. Treinar com o bastão. Se sentir pronto. E depois então vem o treino em equipe.

Não dá pra ser um bom atleta, olhando apenas para o que o parceiro faz de errado. Você só melhora olhando para si mesmo, e corrigindo os seus próprios erros.

E assim, cada um fazendo a sua parte, e com espírito de união, pode se chegar à tão sonhada vitória.

A parte que cabe ao dependente químico é a busca pela sua recuperação. É superar o desejo pela droga, é mudar seu comportamento, é lutar contra a sua doença.

A parte que cabe ao familiar é olhar para si mesmo. É tirar o foco do dependente químico, e colocá-lo em sua própria vida. É ter o equilíbrio entre o amor e os limites. É buscar a sua própria recuperação, afinal, também adoecemos.

Não adianta um lado ficar apenas apontando as falhas do outro lado. “Que comece por mim” o treino. “Que comece por mim” a mudança. Cada um só pode desempenhar o seu próprio papel. Cada um só pode correr o seu trecho da corrida, e depois passar o bastão.

Se o seu parceiro de corrida não tem feito a parte dele, fale com Deus, e peça a Ele forças e direção para que você saiba exatamente qual é o seu trecho nessa corrida, qual é o seu papel, e qual é a sua equipe.

Meu esposo tem feito a parte dele na corrida, só por hoje, 4 meses e 24 dias limpo.

E eu tenho tentado focar, cada vez mais, no MEU treino.

E então, vamos correr?!! Em outras palavras: "viva e deixe viver"!

Um ótimo lugar para se treinar é nos grupos de apoio. #ficaadica!

Desejo a vocês uma ótima semana!



Bom, gente, ontem o Blog Amando um Dependente Químico completou 2 anos e 3 meses de existência! Puxa, o tempo passa, né?

E aquele Blog que era algo tão desproposital, cresceu muito: Foram mais de 600 emails recebidos. Estamos com 200.222 acessos. Já recebemos 2.278 comentários. E em nossa página no facebook já temos 1.506 curtidas!

Desse Blog, nasceram dois livros: Amando um Dependente Químico – Dias de Dor, e Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação, que já foram lidos por mais ou menos 350 pessoas! Os livros e o Blog já foram temas de alguns TCCs em faculdades, e de algumas entrevistas.

Agora aguardo resposta de uma Editora Comercial para que o livro possa chegar mais longe, além de estar trabalhando no terceiro livro, que será uma história real de um dependente químico. (Sem maiores detalhes... Supresa!)

Alguns pensam que o “Amando um Dependente Químico” é uma equipe, mas não. Sou apenas eu desenvolvendo um trabalho voluntário com muito amor, e com a força que vem de Deus.

Na verdade, apenas tento passar adiante a ajuda que um dia chegou até mim, e mudou a minha vida.

Mas, o fato é que nem sempre sobra tempo para tocar esse trabalho como eu gostaria. Afinal, além disso, sou mãe de três filhos, trabalho 8 horas por dia, atualmente estou fazendo o Curso de Prevenção de Drogas da UFSC e de Orçamento Público da ILB, além de estar me dedicando muito para a realização de dois concursos públicos, cujas provas serão em outubro.

Tudo isso faz parte do “meu treino”. Então, me desculpem se as postagens forem mais esporádicas, e se os emails demorarem a ser respondidos. Ok?

Trago vocês, familiares de dependentes químicos, e dependentes químicos, em meu coração e em minhas orações sempre.

Lembrem-se, cada um fazendo o seu próprio papel, o resultado inevitavelmente será a vitória!

Fiquem com Deus!

E obrigada pela presença sempre por aqui!


Eu! rsrs



domingo, 11 de agosto de 2013

Aos papais!



Desde quando nos conhecemos, ele dizia que o seu sonho era ser pai.

Em dezembro de 2008, o seu sonho se tornou em realidade pela primeira vez.

Antes disso, durante a gravidez, ele já se fazia “paizão”. Uma vez tive desejo de comer coxinha, mas morávamos em um país onde não havia coxinha, e ele mesmo comprou os ingredientes, e as preparou. Eram as coxinhas mais feias e mais deliciosas que eu já havia comido!

Lembro da sua emoção a cada movimento do bebê.

Em uma vépera de natal, o pequeno chegou, e o papai estava lá, para recebê-lo. Antes mesmo de tomar o seu primeiro banho, o pequeno, embrulhado como um rocambolezinho de gente, estava nos braços do papai.

Quando nosso filho tinha um aninho, estava ardendo em febre, e meu esposo estava de plantão. Corri com o pequeno para o hospital onde ele trabalha. Uma enfermeira tentava puncionar a veia do nosso filho, e não conseguia, eu já estava nervosa, e o super papai chegou, pegou a seringa, e de primeira, conseguiu colher o sangue do pequeno. 

Nas vacinas, nos testes do pezinho, nas consultas, sempre que possível, ele se fez presente.

Três anos depois, o papai novamente estava lá para receber mais uma bênção de Deus. Filmou, fotografou, babou, e seguiu o nosso pequeno pelo hospital, para garantir que tudo estava bem.

O papai dá banho (que ele chama de banho poc poc), corta as unhas, troca fraldas, dá papinha, brinca de bola, assiste desenhos... Ele beija, abraça, aperta... E também dá broncas.

Sei que ele, algumas vezes, nos deixou de lado em razão da sua doença. Mas, hoje não quero falar do que ele não fez como pai, mas do que ele tem feito, porque sei o quanto tudo isso é importante para os meus filhos.

Sei que nós, mulheres, pelo nosso instinto materno, estamos sempre tentando ensinar os pais a serem pais, mas hoje é dia de valorizarmos e reconhecermos o papel dos papais na vida dos nossos fofuxos.

Sempre que toca o interfone, o pequeno diz: “papá, papá”, como se estivesse sempre esperando que o papai chegue logo do trabalho.

E o nosso filho do meio, ao ouvi-lo chegar, se esconde pela casa, para depois gritar: “surpresaaaa”.

Eles são apaixonados pelo pai. E isso me deixa muito feliz (e às vezes até enciumada)... rsrs.

No trabalho, seus colegas já me disseram que ele só conta histórias desses filhos, o dia todo!

Na sexta, fui com as crianças comprar um presentinho para o papai. Compramos um kit de pesca, coisa que ele ama fazer! Daí combinamos que seria uma surpresa, e que não poderíamos contar antes do dia dos pais, no domingo. Quando chegamos em casa, meu esposo ligou, e meu filho de 4 anos atendeu: “Oi, papai, não temos nenhum presente escondido para o senhor, ta?” Bom, era pra ser surpresa, né? Risos! A ansiedade do meu filho estava tão grande, que o presente foi entregue na sexta mesmo! Junto com um cartãozinho desenhado por ele, e com uns rabiscos feitos pelo caçula no verso. O papai amou!

Quero desejar ao meu esposo um feliz dia dos pais! E dar-lhe os parabéns por esse papel tão lindo!

Aos papais que estão internados, parabéns! É um novo começo, uma nova chance de fazer diferente, inclusive como pai.

E aos papais que estão na ativa, que Deus possa iluminar os seus corações e mentes, e que ao olhar dentro dos olhos desses pequenos seres tão inocentes, vocês possam sentir o quanto vale a pena se tratar, se cuidar, e buscar ser um pai melhor, só por hoje!

Ao meu pai, eu libero o perdão por sua ausência constante em minha vida. Sei que se você pudesse, teria feito diferente, pai. Saudades sempre!

E a Deus, que é o Pai dos pais, eu só tenho a dizer obrigada pelo cuidado e amor constantes! Pois, mesmo quando o papai aqui de casa não estava bem, o Paizão (Deus) sempre esteve cuidando de nós... ♥





sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Perdoar NÃO é esquecer!



Bom dia!

Muitos de nós ouvimos a vida inteira que perdoar é esquecer...

Não, perdoar não é esquecer. Como diz o Pr. Cláudio Duarte, isso é amnésia. Risos.

Então, afinal, o que é perdoar? Perdoar é se lembrar, mas sem sentir dor. É sarar a mágoa e o sofrimento em razão de um ato cometido por outros, ou por nós.

Falando de mim: eu não conseguia perdoar ao meu esposo, por ele ter trocado a aliança do nosso casamento por drogas, em uma recaída, após passar 1 ano e 2 meses limpo. O tempo passava, e isso não sarava. Como era doloroso lembrar-me disso. Inconscientemente eu sentia como se ele tivesse me trocado pela droga.

Hoje sei que, para quem está em um processo de fissura, querendo usar drogas, é muito fácil passar por cima de si mesmo, machucar a si mesmo, como se fosse um trem desgovernado. Então, magoar a quem está do lado é fichinha, né? Sei que é doença, e tal, mas o fato é que era doloroso pra mim.

Consegui perdoá-lo por isso. Hoje me lembro, mas não dói. Certamente nunca vou me esquecer, mas não sofro mais por isso. E como essa sensação me alivia! Entretanto, não esqueci. E, claro, que não compraríamos uma aliança com pedras preciosas para repor, né? No máximo, uma de biju... Risos. Ao menos pelos próximos anos... Vai depender dele mostrar o seu crescimento em relação à recuperação da sua doença.


Ouço relatos dolorosos de familiares. Como uma mãe pode esquecer que o próprio filho a furtou? Como uma esposa pode esquecer a ausência do marido no momento do parto? Como perdoar alguém que troca o dinheiro do gás ou do leite das crianças por drogas? Certamente não dá pra esquecer. Mas, dá sim para perdoar.

O perdão não favorece ao outro, mas a nós mesmos.

Imagine o quanto é doloroso também para o adicto saber que não tem controle sobre si mesmo. Perceber-se cometendo barbaridades na busca pela droga. Ser refém dos seus próprios desejos. Sim, eles também sofrem. Mas, cabe a eles perdoarem a si mesmos, e buscarem recuperação como tantos têm feito.

Por outro lado, cabe a nós buscarmos perdoá-los. Mas, como disse anteriormente, perdoar não é esquecer.

Se nos esquecermos, viveremos em um mundo irreal, na fantasia.

Posso perdoar o ladrão que roubou minha casa, mas isso não quer dizer que deixarei a porta aberta novamente. Posso perdoar meu esposo por uma traição, o que não indica que eu tenha que me manter ao lado de alguém infiel. Posso perdoar o adicto por suas loucuras, mas isso não mostra que eu deva facilitar o seu vício, e muito menos ser conivente com isso.

Tem uma mãe no grupo que há um ano adquiriu o seu carro zerinho, e estava muito feliz com a conquista. Seu filho, adicto, pegou o veículo emprestado, e voltou com o carro depenado, em razão das drogas. Foi um trauma horrível para essa mãe. Acho até que ela já o perdoou, mas até hoje ela não empresta o carro para o filho, embora ele esteja limpo e em recuperação. Entendem?

Perdoar é lembrar-se sem sofrer, sem doer, sem chorar...

Acho importante a gente lembrar. Mas, também é importante saber perdoar. E, inclusive, saber perdoar a si mesmo!

Mas, como perdoar, se dói tanto? Nem sempre é fácil. Algumas coisas vividas por mim, não somente com meu esposo, ainda não consegui perdoar. Então o que faço é levar isso em oração a Deus, afinal, o que não posso fazer, Ele pode.

Além disso, freqüentar grupos de apoio nos faz enxergar como outras pessoas que vivem o que vivemos têm praticado o amor e o perdão, e assim vamos aprendendo uns com os outros.

Não pense que simplesmente enterrar uma mágoa é perdoar. Nem acredite que o tempo sara tudo. Na verdade, se não curarmos nossas mágoas e ressentimentos, com o tempo, eles tendem a crescer, fazendo mal somente a nós mesmos.

“Se ficar agarrada aos meus ressentimentos, eles me manterão prisioneira. Podemos comparar isso a uma armadilha para macacos. O macaco vê um doce dentro de um buraco estreito, então, enfia a mão e agarra o doce. Se não soltá-lo, não consegue tirar a mão. Ele está preso, como eu estou quando não há o verdadeiro perdão.” (CEFE, pág. 271)

“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” (Colossenses 3:13). Na verdade, a Bíblia fala em perdão, do início ao fim.

E é isso, queridas(os), se por um lado, a mágoa e o ressentimento nos aprisionam; por outro, o perdão é a chave que nos liberta.

"Só quem entende a beleza do perdão pode julgar seus semelhantes." (Sócrates)


Liberte-se! Sinta-se leve! Perdoe! ♥


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dependente químico é gente como a gente!



               "É natural esse comportamento que os familiares têm. Sou um dependente químico, e sempre escutei que o dependente não tem família, mas sim reféns. PQP, que forte! Mas é a mais pura verdade. Eu, no uso, estou anestesiado dos meus sentimentos, e minha família é quem assiste tudo de perto. Que covardia a minha querer pular da ponte, e amarrar as pessoas que mais gosto junto comigo. O controle que a família procura ter sobre a vida do dependente é um sintoma da codependência. Se eu estivesse dirigindo um carro, e algum leitor desse blog estivesse ao lado, e eu desmaiasse, qual seria a sua reação? Pegariam no volante, e tentariam assumir a direção. A vida do dependente químico é um carro desgovernado, um motorista que não sabe dirigir e que necessita urgente de uma autoescola da vida, para aprender a viver em recuperação, aprender a aceitar as situações, e não usá-las como desculpas para o uso de drogas.
                Vou relatar uma história: trabalho há alguns anos como coordenador terapêutico de uma clinica. Estava de folga em casa, acordei cedo como de costume, e chamei minha esposa. Falei: "amor, levanta que iremos até Curitiba, pois quero que conheça ao meu pai, que há dez anos não vejo". E ela me disse: “amor, sua mãe pediu para eu não te contar..." Quando ela disse isso, minha respiração mudou, e a temperatura do meu corpo subiu, me deu arrepios, e eu já sabia: “não dá mais tempo, infelizmente, não posso fazer mais nada!” E ela continuou: “...seu pai se matou em razão do vício. Ele se sentia muito abandonado, os filhos sumiram, não o procuraram mais... Ele se matou há 4 anos, e sua mãe não queria que você soubesse, por medo de que você recaísse.”
                Agora eu pergunto, o que doeu mais escutar? Que me esconderam a morte dele, ou que ele morreu? Nem ao enterro fui, para vê-lo pela ultima vez. Mas, como diz na oração da serenidade: “aceitar as coisas que não posso modificar...”


Recebi esse relato hoje, via comentário no blog. Ao ler essas palavras, senti a dor desse homem. A dor de ser considerado inferior. De ser considerado inapto a saber da morte do próprio pai... Tenho certeza que as intenções da mãe e da esposa dele eram as melhores, mas elas, inconscientemente, tiraram dele o direito de saber sobre a partida do próprio pai.

Na verdade, na tentativa de salvar aos nossos familiares, tomamos decisões que não nos dizem respeito. Assumimos papéis que não são nossos.

Frequentemente, vejo relatos de esposas que viraram mães, filhos que viraram pais, e por aí vai...

Queridas(os), nossos dependentes químicos não são incapazes. Eles têm uma doença sim, mas o recair ou não, é uma decisão deles, sempre deles. Muitas vezes, na tentativa de ajudar, fazemos barbaridades.

Eles precisam assumir os papéis que lhes cabem como maridos, como filhos, como pais, como gente. Mas, se nós assumirmos essas responsabilidades, como eles perceberão essa necessidade?

Marido, por exemplo, tem que ser responsável, tem que ser presente, tem que ajudar com os filhos. Os filhos precisam respeitar aos pais. Namorados precisam ser fiéis. E o uso de drogas deles não deve servir como aval para que eles deixem de cumprir com suas obrigações.

E, por outro lado, não podemos tirar deles os seus direitos como seres humanos, sob nenhuma justificativa que seja.

Esse é apenas o meu ponto de vista sobre o assunto.

Beijos.

Por que insistir em rastejar, se podemos voar?



Bom dia, queridas(os)!

Tudo bem com vocês?

Por aqui tudo em paz, graças ao meu Bom Deus!

Nossos dias têm sido tranqüilos, ou seja, normais. E isso é tão bom!

Só por hoje, meu esposo está limpo há 4 meses e 12 dias. Hoje, saiu bem cedinho para o trabalho, lindo lindo!

Tive uns contratempos nos últimos dias, pois consegui perder a carteira com todos os meus documentos e cartões, mas já está tudo sendo resolvido, e o maridão me ajudou muito na resolução de tudo.

Filhotes saudáveis.

Muito trabalho.

Sinceramente, hoje não tenho nada a pedir a Deus, só a agradecer.

Sabe, ter um dependente químico em casa é doloroso sim, nós esposas, mães, pais, irmãos, etc, sabemos o quanto dói. Mas, quando damos início à nossa própria recuperação, nos abrimos às oportunidades de receber aprendizados.

Já pararam pra olhar ao redor? Todas as pessoas têm os seus próprios desafios. Desafios que fazem com que cresçamos, com que nos acheguemos mais a Deus, com que compreendamos melhor ao próximo.

O meu desafio é viver a minha própria vida, sem tentar controlar a vida de quem amo. O meu desafio é ser feliz, ainda que nem tudo ao redor seja perfeito. O meu desafio é correr atrás dos meus próprios sonhos. O meu desafio é ser uma pessoa melhor a cada dia. É sentir compaixão e amor na medida certa...

Um dos desafios do meu esposo é vencer o desejo de usar drogas, a cada dia.

E preciso entender que esse desafio é dele, e não meu. Caso contrário, não cresço, e nem permito que ele cresça.

Só por hoje tem dado certo.

Nesta semana, ele estava me pedindo mais atenção. E eu fiquei muito feliz com isso! Sim, feliz. Pois, isso indica que estou conseguindo dividir o meu tempo comigo mesma, meus filhos, meu trabalho, e meu marido, e de forma natural. Claro que, como antes o tempo era todo dele, ele estranha um pouco. Mas, para mim, isso é um indicativo da minha recuperação. E segredinho para as mulheres: assim, meio de lado, eles ficam muito mais apaixonados! hehe

Estou escrevendo o terceiro livro! Uma história envolvente e emocionante demais! Dessa vez, não é a minha história, nem do meu esposo. Mas, é uma história real de uma pessoa dependente química, que vai mexer demais com vocês, tenho certeza, assim como tem mexido comigo... Aguardem!

Ah, e semana que vem começarei meu curso sobre Dependência Química, pela UFSC. Pode deixar que tudo o que eu for aprendendo, vou repassando por aqui pra vocês.

Queridas(os), passei rapidinho por aqui, estou meio atrasada... Deixa eu ir tomar o meu banho, para o trabalho. Mas, quero encerrar, com palavras de um e-mail que recebi há muito tempo, e que inclusive, coloquei no meu segundo livro (Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação).

Se tudo está confuso e doloroso por aí, que tal começar por você a mudança?

“Hoje ainda é difícil eu dar o primeiro passo, eu decidir me mudar. Só o Poder Superior sabe o quanto foi difícil as decisões que eu tomei, que decidi que começasse por mim, mas valeu a pena, valeu para eu aprender também que eu não posso mudar o outro, e que se algo ou alguém me incomoda tanto, talvez:
Que comece por mim as mudanças necessárias para minha felicidade.
Que comece por mim a aceitação do que é, e de como é.
Que comece por mim a decisão de ser feliz.
Que comece por mim o trabalho de recuperação de mim mesmo.
Que comece por mim... deixar de lagartear por aí e virar borboleta!”
 (e-mail recebido de uma leitora do blog, “S”).

É, queridas(os), virar borboleta é um processo meio doloroso, mas quando penso nas cores dela, em suas asas, em sua liberdade, aceito essa transformação... E que comece por mim essa transformação, afinal, se eu ficar sempre esperando que comece pelo outro, corro o sério risco de morrer lagarta.

Beijão, queridas(os)!

Tenham Façam uma ótima quarta!

OBS: Daqui a pouco já vou publicar o terceiro livro, e você ainda não leu os dois primeiros?!! Aproveite a promoção desta semana, onde cada livro está saindo a preços a partir de R$ 11,06 (onze reais e seis centavos). Como já falei anteriormente, esses livros não vão resolver os seus problemas, mas certamente te mostrarão uma nova forma de olhar para eles...


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Você se conhece ou precisa de GPS?



Certa vez, meu marido, eu e as crianças viajamos de carro para Santa Catarina. Na época, a mais velha tinha 11 anos e o do meio tinha 02 anos, e o caçula ainda não havia sido encomendado... Rs.

Eram mais ou menos 2.000 km de viagem. As crianças viajaram atrás, fazendo brincadeiras, vendo DVD, e às vezes reclamando. E eu fui no banco do carona, ao lado do meu esposo que conduzia o carro.

Eu sou muito medrosa, por natureza. Então fiquei ali, desperta, atenta a tudo o que acontecia no trânsito. Chegava a ser engraçado, quando ele se aproximava do carro da frente, eu apertava os pés, como se coubesse a mim o papel de frear.

O resultado foi que cheguei na casa dos meus sogros exausta.

Após muitos dias de praia e diversão, chegou a hora da volta. Eu estava com tanto sono. As crianças logo dormiram. Mas, eu me mantinha ali, “de guarda”.

Daí, comecei a pensar: o fato de eu estar acordada, impedirá que algo de ruim aconteça, se tiver que acontecer? Não! De onde estou, posso frear? Não! Posso acelerar? Não! Posso conduzir o carro?  Não! Então o máximo que conseguirei é ficar cansada, estressada... um bagaço! E amanhã terei que estar inteira para cuidar das crianças e organizar as coisas da viagem.

“Senhor, livra-nos de todo o mal, e me ajude a confiar em Ti. E me ajude a dormir...”

Acho que nem falei o “amém” dessa oração, e já havia pegado no sono. Dormi que babei... hahaha

Chegamos bem! E eu descansadíssima!

O que quero dizer com isso?

Em relação à adicção do meu esposo, tento aplicar esse mesmo princípio.

Se ele quiser recair, vou poder impedir? Não! Alguma coisa que eu faça ou diga, vai fazê-lo parar? Não!

E para quem está com o familiar na ativa: Se ele não voltou para casa, há algo que você possa fazer? Não! Adianta ficar sem dormir? Não! Ajuda em alguma coisa ficar sem comer? Não! O máximo que vamos conseguir é adoecer, e sentir coisas negativas, como o ódio, por exemplo, quando ele voltar.

Durma, se alimente, cuide-se. Pois, assim, quando ele te pedir ajuda, você conseguirá raciocinar e tomar decisões assertivas, levando-o a caminhos que poderão ajudá-lo a se recuperar. Mas, descabelada, com olheiras, fraca, insana, será difícil convencer alguém de que a vida sem drogas é maravilhosa!

Só por hoje, meu esposo está limpo há 4 meses e 10 dias! Mas, isso é graças a Deus e a ele mesmo.

Quem está na direção da vida do meu esposo é ele. Quem escolhe o caminho, a hora de frear, ou de acelerar, é ele. Não adianta eu tentar ficar “de guarda”, já fiz isso, e sei que não dá certo.

O adicto só para de usar quando ele quer! E ele só recai, quando o querer usar é maior do que o querer parar. E isso não diz respeito a mim.

Mas, diz respeito a mim a direção da minha própria vida. Para onde quero ir. Que caminho tomar. O que fazer. No que acreditar.

Muitas vezes estamos tão acostumados a ficar direcionando a vida do outro, que quando pegamos o volante da nossa própria vida, ficamos perdidos, sem saber para onde ir. Muitas vezes precisamos de um GPS, pois somos um caminho totalmente desconhecido a nós...

Vamos nos conhecer, nos amar, e viver a nossa própria vida, pois ela passa muito depressa. Quanto ao outro, podemos somente orar por ele, desejar o melhor a ele, e ajudar na medida do possível.

Boa semana, amores!

Serenidade, felicidade e confiança em Deus!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Afinal, o que é amar?



Amar é saber dizer não,
É impor limites bem definidos para si mesmo,
É compreender a doença do outro, mas não ser conivente com ela.
Amar não é controlar ou achar-se “dono” do outro,
Mas, é permitir que o outro faça as suas escolhas,
E dar-se o direito de também fazer suas próprias escolhas.
O amor não prende, liberta
O amor não machuca, cura
O amor não dói, alivia a dor.
Amar é dar ao outro o que você dá a si mesmo, na mesma proporção
A mesma medida de carinho, de admiração, de atenção, de aceitação...
Se sua balança do amor, pesa mais para o lado do outro, você pode estar adoecida de amor...
E se a sua balança pesa mais para si mesma, você pode estar agindo de forma egoísta...
Na minha opinião, todo mundo anda em busca de amor, seja da forma que for
Porque o amor colore a vida!
Mas, amor também exige responsabilidade e restrições
Abrimos mão de umas coisas, e ganhamos outras.
Cada um cede um pouquinho, e os dois ganham muito no final.
Amor é leve.
O amor não age com desrespeito.
Não fere o outro.
O amor traz consigo a confiança e o companheirismo
E a vontade de lutar juntos, de vencer juntos.
Existem muitas relações baseadas na obsessão, codependência, dependência e outros tipos de sentimentos, entretanto relações saudáveis são construídas e mantidas com amor.


Tenham um ótimo dia!

Beijos.
Poly.