quinta-feira, 4 de julho de 2013

Reconstruindo!



Bom dia, queridos(as)! Tudo bem com vocês?

Por aqui tudo bem, graças ao meu bom Deus!

Hoje é o centésimo dia que meu marido está limpo!

Pode parecer que o fato do nosso dependente químico estar limpo é a solução de todos os nossos problemas, mas não se enganem. Quando eles estão limpos, apenas ficamos livres para levar uma vida (quase) normal, com problemas (quase) normais.

Digo quase, porque as sequelas ficam. Meu esposo traz mágoas até hoje de coisas que eu disse e fiz, em momentos de desespero. E eu, trago a insegurança, e também mágoas de coisas do passado. Essas feridas não estão abertas em nós, mas as marcas ficaram, e só o tempo pra apagar.

Temos uma vida normal de casal. E, certamente, só conseguimos nos manter juntos, em nosso casamento, e com tanta cumplicidade até hoje, pelo grande amor que há nos nossos corações um pelo outro. Caso contrário, nosso casamento não teria aguentado. Não mesmo.

Apesar do seu tempo limpo, ainda não me sinto segura para deixar as crianças sozinhas com ele, nem as chaves do apartamento. Isso é difícil pra ambos, mas são conseqüências. Como um amigo certa vez disse, a confiança é conquistada dia a dia, e leva tempo para ser construída, entretanto, em poucos minutos, é possível derrubar tudo o que havia sido construído. E volta-se à estaca zero.

Que fazer agora? Continuar reconstruindo...

Tento ser carinhosa e compreensiva, e ele também faz a sua parte. Vez ou outra, em meio aos meus afazeres no trabalho, recebo um SMS dizendo “Eu te amo”. Vez ou outra, um cafuné. Um diálogo. Um carinho. O cafezinho com leite sobre a bancada todas as manhãs. Um bilhetinho. Enfim, assim vamos colocando tijolinho sobre tijolinho do que se desfez...

Mas, mudando de assunto, vocês viram o Profissão Repórter desta semana?

É, como dizem, um filme de terror é legal, até que você saiba que ele é baseado em fatos reais... Aquele programa pode até ter sido interessante, mas pra quem viveu aquilo tudo, dói demais assistir. Infelizmente, as reportagens ainda falam muito sobre o “desespero” das famílias, mas não sobre a possibilidade de se viver uma vida melhor, diferente daquela apresentada, mesmo com um adicto em casa.

Clique aqui, e veja a reportagem na íntegra.

Mas, estou aqui pra dizer isso a vocês. É possível viver! É possível levar uma vida feliz! E a chave de tudo isso você encontrará em um grupo de apoio, onde aprenderá a viver a sua própria vida, e a sarar a sua própria doença.

Não estou aqui para dizer que levo uma vida perfeita. Não, não. Mas, quem leva? Entretanto, troquei aquela vida infeliz com raros momentos felizes, por uma vida feliz com alguns e breves momentos infelizes. Isso faz toda a diferença!

Estava lendo o meu livro CEFE, na página de hoje, e diz: “a verdadeira serenidade acontece quando percebo que tenho que cuidar de mim mesma. Só posso mudar a mim. Só posso controlar minhas ações e reações com a ajuda de Deus.”

Essa simples frase é o segredo de toda a minha mudança de vida: serenidade, cuidar de mim mesma, mudar a mim, controlar minhas ações, controlar minhas reações, aceitação... Tudo isso com a ajuda de Deus!

E, pra finalizar, uma frase do Um Dia de Cada Vez do Al-Anon: “Com a ajuda de Deus aceitarei com coragem, dignidade e bom humor aquilo que não posso mudar.”

Tenha Faça uma feliz quinta-feira!


Quem quiser saber um pouquinho mais sobre a nossa história, poderá adquirir os livros Amando um Dependente Químico, CLIQUE AQUI.

11 comentários:

  1. Parabens pelos 100 dias do seu esposo Poly!!
    Eu assisti o profissao reposter essa semana, mostrou bem a realidade.... Eu tbm nao confio plenamente em meu esposo rs, nao deixo as chabes da casa com ele tbm, mas vejo isso como proteçao as nossas coisas materiais, apesar dele estar perto de completar 1 ano limpo e trabalhando na clinica, muitas coisas eu mesmo tomo conta rs... beijos querida!

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  2. o mais importante que aprendi é que tudo passa...e eu posso e devo deixar meus sentimentos fluirem..tudo bem se eu estiver triste, tudo bem se eu estiver sorrindo...quando nos aceitamos seres humanos normais...entendemos que podemos e vamos errar e acertar...quantas vezes forem necessárias até aprendermos determinada lição...e depois de aprendido, se passa para a próxima ea próxima e a próxima...o negócio no nosso caso os codependentes...não é evitar a qualquer custo cair...mais quando cair saber se proteger pra levantar o mais rápido possivel e recomeçar :)..bons momentos

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  3. Me desculpe, mas não sei como você consegue ficar bem ou estar feliz vivendo com um homem que não lhe inspira confiança. Não poder deixar as crianças com ele ou as chaves da casa porque não pode confiar nao é normal. Sei que isso é uma fato e vc tem que conviver com isso se quer permanecer com ele, mas ficar agindo como se isso fosse natural é estranho. Ninguem leva uma vida perfeita, todos sabemos disso, mas não dá pra comparar problemas comuns do dia a dia ou até outras situações graves que podem acontecer com qualquer um com conviver com uma pessoa na qual nao se pode confiar ou nao se pode contar nem pra ficar com os proprios filhos. Lendo o que voce escreve tenho a impressao de que voce faz isso pra se autoenganar, pra conseguir aguentar tudo isso se iludindo, tentando se convencer de que a sua vida é normal e que pode ser feliz mesmo assim. Acho que viver com a desconfiança, o medo constante do que pode acontecer e nesse estado de vigilância muito triste. Esse homem tem muita sorte de ter alguem que aguenta conviver com isso.

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    1. Olá, "anônimo". O fato de você não entender minhas escolhas apenas é a comprovação de que "cada um é cada um". Você nasceu em um lar diferente do meu, cresceu em uma família diferente da minha, desenvolveu valores diferentes, logo é natural que tenha uma percepção diferente da minha sobre a vida. Respeito sua opinião, sinceramente. Apenas não esqueça de que a felicidade não vem de coisas exteriores, mas de dentro. Não levo uma vida "normal", não sou "normal", e meu marido também não é "normal", mas ainda assim me dou sim o direito de ser feliz. Em uma coisa concordo contigo, ele realmente é um homem de sorte... Rs. Abraços.

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    2. Quando conheci a Poly, a história dela, tbm pensei: "que vida dura, como ela suporta essa cruz?"
      Fui lendo o blog, me emocionei com a história, não conseguia deixar de ler, li inteiro em dois dias. Toda hora vaga no trabalho parava pra ler um pouco.
      E tudo o que vc diz aí também pensava quando lia relatos de dor. Mas consegui enxergar além, consegui ver que o que ela tem é amor. Aquele amor bíblico que nos ensina a Palavra de Deus. Aquele amor que tudo crê, espera e suporta.
      Pensava: ahhh esse homem não merece ela. Mas depois entendi: Por que ele não merece? Por que o fato dele ter a doença faz dele um homem pior? E se não existissem mulheres como a Poly? E se todas as mulheres fossem como eu?
      Amanhã pode ser meu filho nas drogas e eu desejaria pra ele uma mulher que o amasse assim. Ele merecendo ou não, quem sou eu pra julgar?
      Esse blog, essa história, faz de mim uma mulher melhor, faz de mim uma esposa melhor, porque apesar de não ter marido nem filhos adictos sou muitas vezes co-dependente, mesquinha e egoísta.
      Meu amor é limitado, reclamo por poucas coisas, e vi o quanto TODAS nós temos que melhorar.
      Como ela consegue? Eu sei! Ela escolhe a boa parte, aquela que nunca lhe será tirada! Ela decidiu amar! Ela mostra com a vida que a família é mais importante, e que o amor pode ser de verdade.

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    3. Poly, eu não acho que todo mundo tem que ser igual, viver da mesma forma e sei perfeitamente que de perto ninguém é normal. Não me referi a coisas exteriores ou materiais. Estava me referindo justamente aos sentimentos, a confiança, que num relacionamento, quando se tem, acaba por trazer segurança, tranquilidade, proteção. Isso é fundamental em uma família e me parece que você proporciona isso para o seu marido, mas você e os seus filhos recebem isso de volta? É disso que eu estou falando. Enfim, torço pra que vc seja feliz e seu marido se recupere.

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    4. Fabiana, amor próprio também é muito importante! Essa história de que o amor tudo crê, espera e suporta tem que servir pros dois lados, não?

      Não ficar vivendo em função de marmanjo ou marmanja não é egoismo. Viver assim nao faz bem pra ninguem, as pessoas não são eternas e cada um deve se responsavel pela propria vida e aceitar as consequencias sejam boas ou ruins.

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  4. Olá Poly tbm? Li o texto de hoje e fico me perguntando e quando não existe mais amor, é possível superar um adicto em casa? Vivo com meu esposo a 16 anos mais a 5 descobri q ele é um adicto no começo eu dizia q era pura safadeza da parte dele essa história de vício. Hoje entendo q é uma doença mas devido tantas idas e voltas no nosso relacionamento , eu perdi todo aquele encanto q eu tinha por ele , eu não o amo mais.
    Nós temos dois filhos juntos eu sei q ele precisa de ajuda , arrumei uma clínica pra ele se internar, mais ele se recusa.
    Diz pra mim Poly , oque eu faço? Eu me tornei uma pessoa amarga diante de tanto sofrimento ..várias vezes na semana ele não dorme em casa, isso tem me magoado muito , por o nosso amor ter se esfriado eu acho melhor ele procura a cura dele sozinho, pra não nos magoarmos mais, oque vc acha. Vc poderia me dá uma resposta a respeito doque eu descrevi acima. Bjs Poly

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    1. Querida, em qualquer casamento, seja com adicto ou não, sem amor, é muito difícil manter a relação.
      Por outro lado, ainda que eu ame ao meu esposo, se ele não quisesse se tratar, se mantendo no uso de drogas, e sobretudo, não me respeitando, eu não ficaria ao seu lado, pois não consigo tolerar isso.
      Procure um grupo de apoio, querida. Tanto tempo ao lado de um adicto pode ter te machucado muito, e adoecido também. Cuide de você e dos seus filhos.
      Beijos!

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  5. publica esse q o outro tinha uns erros nad aa ver..kkk..bju

    Ola Anônimo que postou primeiro...vc não está de todo errado nem de todo certo..na minha opinião...não afirmando que a Polly se autoengana, mais sim, é verdade que antes de nos admitirmos felizes vivendo certa situação que aos olhos da razão nos mostra não ser a ideal, devemos sim parar pra pensar....se estamos realmente sendo felizes, ou se estamos nos autoenganando pra defender qualquer tipo de esteriótipo(o amor verdadeiro que tudo suporta, até que a morte nos separe, unidos para sempre)...sim devemos nos questionar e ser sinceras conosco e perguntar o que realmente me faz feliz? será que não estou passando por cima dos meus sentimentos pra defender um personagem? (não que seja seu caso Poly)...se essas perguntas forem honestamente respondidas por si e sim sua escolha for essa quem sou eu para dizer o contrario...eu amo meu exmarido, me separei e tenho consciÊncia hoje que certas coisas nunca poderão ser de uma forma considerada "normal" pelao sociedade, mais não significa que não poderão ser...se eu escolher voltar com ele tenho consciencia do que terei que enfrentar e de como terei que viver ao lado dele...e se uma coisa eu tenho pra mim bem clara é...ter uma vida totalmente independente da dele...isso claro se ele continuar buscando a recuperação em caso de ativa sou categoricamente contra...porém não da pra afirmar ser impossivel...afinal nossa verdade muda quando olhamos do angulo ou na pele da outra pessoa..bom fim de semana a todos todos

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  6. Eu não conseguiria viver com uma pessoa em que não pudesse sequer deixar a chave de casa. Também penso em autoengano. Não se sinta ofendida Poly, amo seu blog, torço pela a sua felicidade e pela recuperação de seu esposo. Mas é brabo viver assim. Essa é minha opinião.

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