quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dói viver encarcerada!




Bom dia!

Obrigada pelo abraço acolhedor em forma de palavras que recebi em resposta ao post Aos Meus Iguais!

Queridas, ontem vi uma frase da Ana Jácomo que diz: 

A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo..."

Me identifiquei demais!

Quanto tempo passei presa, sem conseguir me mover, esperando e implorando para que o meu esposo adicto me libertasse. Ele até tentava, mas não conseguia.

O peso das correntes da culpa era enorme. A tentativa de controlar o outro, e a perda do controle próprio me aprisionavam. O desespero me fazia pensar que eu estava condenada a viver pra sempre daquele jeito, naquela prisão.

E eu dizia ao meu esposo: “quem sabe se você tentar a chave de não usar mais drogas, ou talvez a chave de ser como eu quero que você seja, ou a chave da perfeição”, mas ele não tinha essas chaves, e as que ele tinha, não conseguiam abrir os cadeados que me trancavam.

Eu sofria demais. Estava presa na codependência. Atribuía aos outros a culpa pela minha falta de liberdade e felicidade.

Os dias passavam, e eu via o mundo lá fora, apenas por uma pequena janelinha. Tudo parecia tão distante de mim.

Até que, um dia, em um grupo de ajuda aos familiares de dependentes químicos, me mostraram: “Polyanna, tem uma chave pendurada em seu pescoço. Já tentou usá-la?”
Sim, ela se encaixava perfeitamente nos cadeados, mas ainda era preciso aprender a usá-la.

Essa chave me dizia: “não sou culpada pelo que acontece com meu esposo”, “não fui culpada pela morte do meu pai”, “não posso controlar a adicção de quem amo”, “é melhor viver um dia de cada vez”, “que comece por mim a mudança”, “aceitar o que não posso mudar”, “mudar o que posso”, "colocar o foco da minha vida em mim mesma", "me amar", "me aceitar", "não preciso salvar ninguém para merecer amor", e tantos outros "segredos"...

E quando dei por mim, eu estava livre!

Descobri que a chave da minha liberdade esteve o tempo inteiro comigo, e com mais ninguém.

Hoje, às vezes, ainda tropeço em alguns cadeados e correntes, mas agora sei que a chave está comigo, assim fica bem mais fácil...

Beijão, queridas!
Boa quarta! 




Quem desejar conhecer um pouco mais sobre a minha história, poderá adquirir os livros Amando um Dependente Químico - Dias de Dor, e Amando um Dependente Químico - Dias de Recuperação, clicando aqui.

6 comentários:

  1. Chave tetra essa da recuperação né? rs Dificil de encaixar, mas qdo encaixa abre até carro forte! Te amo Poly!

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  2. Liberdade Sim! Dependência Não!
    Continue desatando correntes com o seu testemunho de codependente. Isto nos faz perceber o quanto o apoio é fundamental na vida do dependente.

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  3. BOA TARDE!
    EU ESTAVA DESESPERADA, NAVEGANDO NA NET, TENTANDO ALIVIAR A DOR QUE ME CONSOME DE TER UM MARIDO ADICTO, ATÉ QUE ENCONTREI SEU BLOG, SUAS PALAVRAS ME CONSOLARAM, MAS AINDA PRECISO ME LIBERTAR DE MUITOS PRECONCEITOS, SENTIMENTO DE CULPA, ENFIM, TANTA COISA, SERÁ QUE PODE ME AJUDAR? TENHO 32 ANOS E MEU ESPOSO TBÉM, TEMOS DOIS FILHOS LINDOS, UM DE 10 E UMA MENINA DE 03 ANOS, PRECISO APRENDER A LIDAR COM A SITUAÇÃO, AMO MEU MARIDO, MAS, ISSO ESTA ABALANDO NOSSA FAMILIA, TENHO MEDO DE NÃO AGUENTAR. HELP
    ATENCIOSAMENTE,
    VANESSA.

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