terça-feira, 25 de junho de 2013

26 de junho: Dia internacional contra as drogas!



A ONU designou o dia 26 de junho como o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas.

Algumas escolas tem incluído esse assunto nas programações da semana.

Mas, sabemos que, diante da gravidade do assunto, apenas um dia ou uma semana é muito pouco.

Precisamos de um trabalho árduo, todos os dias, envolvendo governo, igrejas, polícia, comunidades terapêuticas, clínicas, grupos de apoio, famílias, ONGs, profissionais de saúde, e outros, se quisermos tentar reverter o crescente índice das drogas.

Nós, familiares de dependentes químicos, depois dos próprios dependentes, somos quem mais conhece os malefícios trazidos pelas drogas.

As drogas, tão atraentes pelo prazer que proporcionam, são ilusão, e cobram um preço muito alto, tirando do usuário o poder de decisão e de controle sobre a própria vida.

Assistimos nos nossos lares a luta diária de quem amamos na tentativa de vencer o vício, de se manter longe das drogas, e de recuperar a dignidade, a alegria... a vida.

A dependência química é uma doença crônica e progressiva, que maltrata o corpo, a mente e a alma. E é uma doença que atinge também aos familiares, que acabam se tornando codependentes, perdendo o controle da própria vida, na tentativa de salvar a pessoa amada das drogas.

Onde a droga está presente, não há nada de bom que cresça. Ela só traz dor e destruição.




Como vencer esse mal?

É preciso repressão ao tráfico, ainda que haja gente importante interessada no lucro que o narcotráfico gera. É preciso muita informação sobre o assunto às nossas crianças e adolescentes, e também aos pais. É preciso muito diálogo em casa. É preciso que os jovens tenham ocupações saudáveis. É preciso princípios e valores.

Para os dependentes químicos, é preciso tratamento. Ainda que os índices de recuperação sejam baixos, e os de recaída sejam elevados, estamos falando de seres humanos adoecidos. Existe recuperação, existe esperança, então precisa de cuidados!

Aos poucos vamos atraindo os olhares, mas a codependência ainda é um assunto pouco divulgado, bem como as formas de tratamento existentes para as famílias.

Se não cuidarem dos familiares de dependentes químicos, os índices de recuperação dos dependentes dificilmente crescerão. A família adoece. A família não sabe como se portar ao ver o seu ente se destruindo nas drogas. A família está perdida. A família sente vergonha. A família se sente sozinha e desamparada.

Graças a Deus, existem os grupos de apoio aos familiares. Mas, é preciso um olhar mais atento das organizações governamentais para as famílias, e tenho esperança que um dia verei isso acontecer.

Elaborei um pequeno projeto sobre o assunto, no semestre passado, mas infelizmente ele não foi aceito. Há a previsão de inclusão de algumas ideias do meu projeto em outro já existente, contra as drogas, no âmbito do Distrito Federal. Tomara que realmente aconteça.

Hoje, convido a você, que sofre em razão do vício pelas drogas, e a você que sabe o quanto as drogas trazem dor às famílias, erga a sua bandeira. Faça a sua parte. Converse com seu filho, sobrinho, vizinho, sobre o assunto. Indique um grupo de apoio. Indique um CAPS. Dialogue. Participe das reuniões governamentais e não-governamentais para debates sobre esse assunto.

Cada um fazendo um pouco, se torna muito. Não deixemos de acreditar!

Perdi meu pai para as drogas. Acompanho a luta do meu esposo contra as drogas. E trago no coração uma grande esperança, de deixar para os meus filhos um mundo livre dessa maldição. Utopia? Talvez. Mas, incansavelmente, tenho feito a minha parte nessa luta.

Faça a sua também.

Amanhã, milhares de pessoas (inclusive eu) estarão unidas contra a PEC 37...

Que amanhã, nós familiares, também estejamos unidos nessa causa: a luta contra as drogas.




“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.” (Edmund Burke)

“Eu seguro a minha mão na sua, e uno meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho".


Abraços.
Polyanna. 

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