sábado, 25 de maio de 2013

Muitos ainda não sabem!





Só nós sabemos
O que é a dor de uma chamada não atendida
De um atraso de dez minutos
De um entardecer sem notícias...
Sabemos o que é sentir o coração palpitar
As mãos transpirarem
As pernas bambearem
A mente parar
 E o medo chegar...
Só nós sabemos o que é esse desejo
De guardar o outro em uma redoma
De cuidar, de sarar, de salvar...
Só nós sabemos o que é sentir-nos impotentes
Perdidos
Sem direção
E, no dia seguinte, fortes e cheios de esperança novamente.
Só nós sabemos!
(Polyanna P.)

O que muitos de nós não sabemos é que viver a vida do outro, esquecendo de si próprio, é uma doença chamada codependência. E que, enquanto não buscarmos ajuda para nós mesmos, será difícil ajudar a quem amamos.

Infelizmente, muitos de nós ainda não sabem disso...

Por isso, quando acontece uma oportunidade como a de ontem a tarde, me sinto feliz em poder levar essa mensagem. 

Um dia vivi mergulhada em uma vida muito triste e sem sentido, onde, para mim, os passos do meu amado adicto eram mais importantes do que o ar que eu respirava. Eu estava doente, e não sabia.

Aprendi uma vida diferente, muito melhor, e é isso que tento passar adiante.

Ontem, na tarde de autógrafos, foi muito gostoso. Recebi pessoas que passam pelo mesmo que nós. Vi meus livros saindo nas mãos das pessoas, e era como se a minha história não pertencesse mais apenas a mim mesma.

Como já falei anteriormente, sou tímida, me sinto pouco à vontade com exposição, sou discreta, e simples. Confesso que prefiro as salas de grupo de apoio, e o blog. Afinal, estamos falando de um assunto cercado de muito preconceito ainda. Mas, se essa exposição vai levar essa mensagem mais longe, estou aberta. É o preço a ser pago, não é mesmo?

Sou muito grata pelo apoio que recebi da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, onde tem pessoas acreditando e torcendo pelo meu trabalho!

Ontem recebi uma notícia muito boa! Ainda não posso falar, mas é coisa boa!

Agradeço a todos os que compareceram ontem, com sua porção de carinho! Agradeço pelas mais de 170.000 visualizações do Blog! E agradeço aos mais de 700 participantes em nossa página do facebook!

E agradeço a Deus por meu esposo estar limpo há 60 dias! E por mais essa conquista de ter meu segundo livro publicado! Embora meu esposo não tenha sido exposto, ele estava lá ao meu lado, me ajudando e apoiando. E a orquídea que ele me deu, estava sobre a mesa com os livros, representando o nosso amor.

Estamos juntos nessa!

Força, fé e esperança, só por hoje!

Minha história não é mais apenas minha...

Um abraço de Eduardo Monteiro, Responsável pelo Projeto Prata da Casa da SEJUS, e um dos que tem acreditado em meu trabalho!

Falando sobre a codependência...

Com o Secretário de Justiça, Alírio Neto. Quando o vejo falar do meu livro com tanta emoção, não tenho como não me emocionar. Alguém que acredita em meu trabalho e que sabe o que é amar um d.q.!

Autografando... Antônia Nery, pessoa muito especial, e também engajada nessa causa!


Uma flor... Nosso amor!

5 comentários:

  1. Que lindo Poly. Realmente só nós entendemos o que é ter essas sensações. Até hoje, em muitos momentos, eu vivo pensando apenas no DQ, e me deixo de lado. Vivo me policiando, para que eu não chegue ao extremo. Confesso que é difícil pensar em mim, no meu bem estar, e não nele. Em momentos estou muito bem e feliz. Em outros, totalmente depressiva. Minha mudança de humor e pensamentos mudam constantemente. As coisas não estão boas, nem perto de como eu gostaria. Mas sei que devo entregar nas mãos de Deus, e que Ele me mostre o melhor caminho para eu seguir. Afinal, só posso modificar à mim mesma.

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  2. Olá, seu blog é maravilhoso, estou a 2 horas lendo e lendo. Busquei por mais informações sobre a minha situação e a do meu DQ, e por isso estou aqui.
    Vi que seu amado está limpo a um bom tempo. E que ele até quis passar pelo tratamento da ibogaína.
    Sugiro que você o oriente a fazer terapia com hipnose, a chamada hipnoterapia. É espantoso, a nível "milagre" o resultado final. Com a resignificação de traumas e o implante de gatilhos, a recuperação de quem passa por esta terapia é muto elevada, muito mesmo, quase 80% não voltam a usar. E isso apenas depois de 5 sessões. Essa terapia só pode ser usada em momentos de abstinência, ou seja, este é o momento do seu marido ir atrás disso. O meu levou um sabão do hipnoterapeuta (-vá para uma clínica 30 dias e depois iniciamos aqui, dopado deste jeito não vamos progredir) e não quer mais ir. Diz que "não acredita". Porém a hipnose funciona sim, independente de se acreditar nela ou não. Você vai encontrar um terapeuta perto de você no site http://www.institutohipnologia.com.br/

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  3. Parabéns,Poly,pelo novo livro!!!! Já,já vou comprar o meu!!!
    Bjs para ti e um forte abraço por mais essa realização na tua vida!!
    (ah,e q bom q estão todos bem!)

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  4. oi Poly, eu sou codependente, e atualmente coordeno reuniões do Grupo Nar-anon na minha cidade, vivi muitos anos sem saber que havia adoecido... estou em busca de recuperação, ainda não está tudo encaixado, vivo ainda a sombra do meu familiar (marido), não encontrei nada para eu fazer por mim, tenho estado muito deprimidaaaaaa.... mas só por hoje, amanhã quero ter forças para encontrar uma nova maneira de viver..... abraços, Thais

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