terça-feira, 21 de maio de 2013

Dias de Recuperação!

Bom dia, queridos! 

Deixo, abaixo, o Prefácio do meu segundo livro: Amando um Dependente Químico - Dias de Recuperação.

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Bjos!




Sou Polyanna, 35 anos, servidora pública no Distrito Federal, Especialista em comportamento organizacional e gestão de pessoas, mãe de três filhos e uma mulher totalmente apaixonada pelo meu marido.

Meu esposo é portador de uma triste doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, mas discriminada por muitos, infelizmente. Ele é um dependente químico.

Meu pai também foi dependente químico, vindo a falecer em 1995, de overdose. Entretanto, eu pouco sabia sobre esse mal, e não tinha noção dos obstáculos que teria pela frente ao escolher um adicto para amar e me relacionar.

No início, vivemos um conto de fadas. Com meu amado longe das drogas, realizamos sonhos e vivemos momentos inesquecíveis.

Nos casamos no estado de Virginia, Estados Unidos, em dezembro de 2006: neve, árvores secas, a sensação de liberdade que morar em outro país nos dá, tudo perfeito. Mas, a história não se encerraria ali com um “viveram felizes para sempre”, na verdade, a história estava apenas começando.

Sua primeira recaída às drogas veio após dois meses que estávamos juntos. Tive a sensação de estar perdida, sozinha e senti pela primeira vez uma dor tão forte no peito que parecia me consumir, junto com uma enorme vontade de salvar o meu esposo do seu vício a qualquer custo.

O que eu não sabia é que aqueles meus sintomas demonstravam que eu passaria a desenvolver um comportamento codependente ao lado do meu marido e que a codependência me aprisionaria e me machucaria tanto quanto a sua dependência química.

Ser codependente é esquecer-se de si mesmo, é se autoanular, é deixar de viver a sua própria vida para dedicar-se exclusivamente aos cuidados de alguém.

Meu esposo passava o dia pensando em como obter sua droga de preferência, e eu passava 24 horas pensando em como evitaria isso. Quando ele estava em períodos de ativa, eu não comia e não dormia. Passava as noites olhando para o nada, esperando por ele. Eu me deitava de roupas e sapatos, para atender algum eventual chamado na madrugada. Já fui até à “boca” para evitar que ele usasse muita droga. Não conseguia estudar nem cumprir minhas obrigações profissionais. Fiz buscas em delegacias, Instituto Médico Legal (IML) e hospitais. Cada vez que ele recaía, eu reagia de forma mais insana. Eu estava doente, mas não me dava conta disso, pensava que o único que precisava de ajuda era o meu esposo. Eu estava errada.
   
Em outubro de 2009, fui pela primeira vez a um grupo de apoio aos familiares de dependentes químicos, e lá descobri uma nova maneira de viver. Foram tantos aprendizados! Entendi que não sou culpada pelas recaídas do meu esposo e que não tenho o controle sobre suas ações. Aprendi a viver um dia de cada vez, com o foco da minha vida em mim mesma e no que me faz feliz. Aprendi o real significado da palavra amor.

Em maio de 2011, durante um período de crise do meu esposo, decidi criar o blog Amando um Dependente Químico, como canal de desabafo, onde passei a registrar diariamente a vida ao lado de um adicto: são relatos de dor e de esperança, de sofrimento e de fé, mas sobretudo, de amor e de recuperação. Comecei então a partilhar o que eu havia aprendido no grupo de apoio, nas terapias com psicólogos, nos livros, e na vida.

Logo percebi que os acessos ao blog não eram apenas os meus. Começaram a vir os comentários, os e-mails, as palavras de quem passava pelas mesmas experiências e compreendia os meus sentimentos.

Hoje, dois anos depois, o blog está com mais de 160.000 acessos, como demonstração de que as experiências vividas por mim são cada vez mais comuns em nossa sociedade.

Dependentes químicos não são pessoas sem caráter ou com um problema moral. Dependentes químicos são pessoas como eu e você, com qualidades e defeitos, portadores de uma doença. E essa doença não escolhe raça, classe social, religião, ela não faz acepção de pessoas, ou seja, pode acontecer com qualquer um.

Para levar essa mensagem de fé e de esperança aos familiares de adictos que estão sofrendo, atolados na codependência, e para mostrar como é possível viver e ser feliz mesmo amando um dependente químico, transformei o blog em dois livros. O primeiro: Amando um Dependente Químico – Dias de Dor, publicado em 13 de agosto de 2012, onde narro o dia a dia ao lado de um familiar no ativo uso de drogas. E agora, com o livro Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação, pretendo mostrar que existe recuperação e esperança, tanto para o dependente, quanto para nós, seus familiares, vivendo um dia de cada vez.



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