quinta-feira, 16 de maio de 2013

Amor e limites!



16 de maio de 2013.

Há exatos seis anos, meu esposo e eu decidimos oficializar a nossa união.

Estávamos na primavera. Morávamos em uma cidade chamada Woodbridge, no estado de Virginia, nos Estados Unidos. Virginia é um lindo estado! Não é atoa a frase “Virginia is for lovers”, ou seja, Virginia é para os amantes. Um estado com muito verde, natureza. Muito bonito mesmo!

Então, logo pela manhã, nos dirigimos para a Fairfax Court.

Court onde nos casamos.

Não falávamos (nem entendíamos) o inglês fluentemente. Então tudo era uma aventura.

Nós dois, naquele órgão governamental enorme, procurando a “salinha” onde iríamos nos casar. Ríamos. E tínhamos medo de uma deportação, pois meu esposo havia chegado aos Estados Unidos pelo México, portanto, não estava legal no país. Mas, ainda assim, nos era assegurado o direito de dizer “sim” um ao outro, e de declararmos diante dos homens que éramos um casal.

Depois de muito vai e vem, conseguimos preencher os formulários, e tirar as cópias dos documentos necessários, e ficamos aguardando para “casar”. Sim, simples assim.

Como falei no primeiro livro, o “Juiz” que nos casou, não sabia falar Português direito, mas achava que sabia. Não entendíamos quase nada do que ele falava. Vontade de rir.

Mas, ao olhar dentro daqueles olhos que me olhavam, segurando firme aquelas mãos que me apertavam, eu senti que era sério e verdadeiro.

O Sr. John, assinou e entregou a nossa Marriage License, a nossa certidão de casamento. E saímos, exibindo o nosso novo documento. O documento que selava o nosso amor e união.

Ao chegarmos na rua de casa, meu esposo se distraiu mexendo no ar condicionado, e bateu o carro no do vizinho. Lá vamos nós, recém-casados, procurar oficinas! Nem mesmo o prejuízo de US$ 6.000,00 ofuscou a felicidade que sentíamos!

No fim de semana, fomos para Ocean City, em Maryland, viver uma lua de mel de dois dias.

É gostoso lembrar de momentos assim. Esse é apenas um exemplo de muitos! Temos uma história juntos que vai muito além de drogas, dependência química, codependência, e coisas afins.

Parabéns pra nós por essa data, amor!

***

Mudando de assunto, hoje estava vendo a reportagem do especialista Jorge Jaber no Programa Mais Você, (clique aqui, e veja) onde ele disse a frase: O familiar que quiser ver o paciente longe das drogas, terá que se preparar para vê-lo sofrer”.

Parece um comentário maldoso, não é mesmo? Mas, não é. Ele sabe do que está falando.

Se temos um familiar no ativo uso de drogas, e lhe damos carinho excessivo, e lhe repomos tudo o que a droga tira, e amenizamos a gravidade do problema, ou seja, nos colocamos na frente do adicto, como um escudo, e aguentamos todas as consequências do seu uso de drogas, e passamos a imagem de que está tudo bem, ele nunca terá a percepção do seu problema, e dificilmente pedirá ajuda.


Nosso papel, como família, é sim o de amar, e de entender essa doença horrível. Mas, não o de passar a mão na cabeça, cair em manipulações, permitir que nos agridam (física ou emocionalmente), ou facilitar o uso de drogas. Isso não é amor. Isso é codependência. Com atitudes assim, afastamos a possibilidade do nosso amado familiar se recuperar. Limites são necessários!

Não temos a capacidade de, sozinhos, ajudar ao nosso familiar. Eles precisam de ajuda especializada. E nós também precisamos de ajuda para saber como agir, porque, por vezes nos sentimos perdidos.

No canto direito do blog, você encontrará alguns links de grupos de ajuda ao adicto, e ao familiar.

Também estou à disposição pelo e-mail polyp.escritos@gmail.com.

Vamos lá, queridos, tem muita esperança pra nós!!!




Está chegando o dia do nosso sorteio! Clique aqui, e participe! 

Dia 18/05 o nosso blog completará 02 anos, e o sorteado receberá em casa um exemplar do livro Amando um Dependente Químico - Dias de Dor, e um exemplar do livro Amando um Dependente Químico - Dias de Recuperação.

E, se preparem, haverá uma outra promoção relâmpago, no dia 18, para quem estiver online no Blog!

2 comentários:

  1. parabéns...pelo aniversário de casamento...sabe eu estou muito feliz, pq vejo que finalmente os familiares estão começando a serem vistos, pela sociedade, pq até então só enxergam os dependentes quimicos em especificos os que vivem na cracolandia, e sabemos que eles representam apenas um pequeno número dentro de todas as pessoas que sofrem desse mau...e se por trás daquele numero de pessoas existe uma familia que sofre, se a sociedade parar pra enxergar e começar a entender que aquilo(cracolandia) que grita e choca nossos olhos é só a ponta do Iceberg...terão a real noção do que a Droga está fazendo com a população do mundo e do tamanho poder de destruição...e que somente com muito preparo, muita informação, sem preconceito, agindo com assertividade sem facilitar a vida do dependente mais também sem agir con violência...somente assim unidos conseguiremos vencer esse mau...TAMU JUNTO GAROTA...\O/..UHUUU

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  2. Há quase um mês descobri que meu marido estava usando cocaína. Meu mundo desabou,estou sem chão. Não tenho com quem falar do problema,estou sozinha. Perdi a confiança nele,pois mesmo confrontado com todas as evidências ele ainda não teve uma conversa franca comigo. Disse que parou, mas não percebi sinais de síndrome de abstinência. Tô achando fácil demais pra ser verdade. Endureci com ele, não empresto mais dinheiro e procuro estar sempre junto. Espero estar fazendo a coisa certa. Tenho medo de me arrepender pelo tempo perdido

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