terça-feira, 23 de abril de 2013

A conta-bancária!




Bom dia, queridas(os)!

Friozinho maravilhoso aqui em Brasília!

Só por hoje, meu esposo está limpo há 28 dias.

Continua fazendo sua rotina, um dia no hospital trabalhando, um dia na casa de recuperação.

Está tudo muito recente ainda, mas não tenho mais mágoas nem rancor.

Nesse tempo todo estudando sobre essas doenças (dependência química e codependência), aos poucos tenho aprendido a separar a pessoa da doença.

Após sua ultima recaída, tomei várias atitudes. Mudei de residência. Contratei uma pessoa de confiança para ficar com as crianças em casa. Mudei rotinas. E me afastei dele.

Com o passar dos dias, vi que eu não queria me separar, de fato. Que eu não queria o fim do nosso casamento. Mas, como viver com um dependente químico, então? Não sei. Estou tentando blindar as crianças, a mim, a nossa casa, e as nossas finanças. Como assim? Estou tomando atitudes de forma que, se uma recaída acontecer, não sejamos tão afetados.

Isso é possível? Não sei. Estou tentando algo novo. Se ninguém nunca inovasse na vida, não haveria descobertas.

Acredito nele como homem, como esposo, como profissional e como pai. Ele precisa apenas encontrar seu ponto de equilíbrio.

Entendam uma coisa: não estou defendendo dependentes químicos na ativa não, ok? Mas, parem para ler este blog, e o livro por inteiro, e me digam: quantas vezes meu esposo se manteve no vício de forma cômoda, sem lutar, e sem tentar algo novo na esperança de se recuperar?

Enquanto ele estiver lutando, e enquanto houver amor, e enquanto Deus me der forças, estarei ao lado dele.

Entretanto, estou tentando sim o desligamento emocional, e principalmente traçar minha rotina de forma que não fique dependente dele, para não me sentir “órfã” em caso de recaída.

Queridas(os), a droga afeta mecanismos bioquímicos do cérebro. Eles “necessitam” da droga, como necessitamos da água e da comida. E pior, eles não conseguem sentir prazer nas coisas corriqueiras da vida, como um sorriso do filho, ou um carinho. É uma doença triste. E somente com muita garra, eles conseguem vencer. Claro que, com o tempo abstinente, os sintomas se tornam mais amenos.

Meu marido passou mais de um ano limpo, recaiu... Passou onze meses, sete meses, cinco meses limpo, recaiu... Mas, ele não está no chão, na autopiedade. Ele está lutando. E isso faz toda a diferença pra mim.

Vocês se lembram do post Qual primeiro: a boa ou a má notícia?, onde relato um curso que fiz com um Psiquiatra Especialista em Dependência Química?

Vejam o que ele disse:

“...O dependente químico passa por estágios motivacionais: O primeiro é o da pré-contemplação. Nesse estágio ele não quer se tratar, não quer parar de usar drogas, acha que do jeito que está, tá bom. O segundo é o da contemplação, quando ele pensa em parar, sabe que precisa, mas ainda pensa no que irá perder se parar. O terceiro é o da ação, quando a pessoa quer parar, e age para isso, seja buscando um Psiquiatra, CAPS, NA ou outra forma de ajuda. E há também o estágio da recaída, quando se volta ao uso da droga.

Esses estágios não são definitivos ou progressivos, ou seja, o dependente passa de um estágio para outro por várias vezes. De forma que em um período ele está motivado (ação), e depois pode voltar para o estágio da pré-contemplação, ou da contemplação, chegando à recaída.

Ele encontrará a cura da dependência química, quando encontrar um funil que o traga sempre de volta ao estágio da ação. 

Estamos falando de seres humanos, e cada um é cada um. Por isso, uns conseguem na Igreja, outros no NA, outros pela internação, outros com tratamento médico, outros na família. A chave está em encontrar esse algo que o consiga fazer sempre voltar ao estágio da ação.

Entenda que a recaída também está inserida nos estágios, infelizmente. Entretanto, existem pessoas que se mantêm sem recaída, mas são exceções. O importante é que essa pessoa, após a recaída, volte para a ação e não para a pré-contemplação.” (Psiquiatra Leonardo Moreira)

Isso é olhar a doença de forma neutra. Entretanto, claro que todos nós familiares sonhamos com um adicto sem recaídas. Confesso que, por vezes, ainda perco o chão em suas recaídas. Mas, estou lutando pelo desligamento. E ainda acredito que ele terá sim uma vida sem recaídas.

Muitos acham que a separação é a única forma de conviver com um adicto. Entretanto, tenho minhas próprias táticas e teorias, e espero com isso conseguir danos cada vez menores.

Hoje, além de ocupar um cargo efetivo em órgão público, ocupo um cargo de Gerente. Concluí minha Especialização. Estou publicando meu segundo livro. Me dedico ao blog. Tenho tempo e cabeça para os meus filhos. Tenho tentado cuidar da minha saúde e corpo... Sei que ainda há muito a me desligar da sua adicção. Mas, aos poucos, vou aprendendo. E ao olhar para a Polyanna de hoje, e para a Polyanna de seis anos atrás, vejo pessoas bem diferentes. E com isso, não preciso fazer o que não quero: separar minha família.

Mas, afinal, por que será que não quero me separar do meu esposo? Seria isso a chamada codependência?

Talvez tenha sim uma pitada de codependência. Mas, tem muito mais. Não quero me separar porque, ao checar o saldo da conta-bancária, vejo que ainda está positivo.

Como assim?

Relacionar-se é como movimentar uma conta-bancária. A cada gesto de carinho, respeito, companheirismo e amor, depósitos são feitos. Em contrapartida, a cada ato de egoísmo, grosseria ou coisas assim, saques são feitos.

Nesses seis anos e nove meses juntos, temos movimentado a nossa conta. Por vezes, fazemos muitas aplicações. Mas, em outros tempos, apenas retiradas, grandes retiradas.

Uma vez uma amiga me disse que iria se separar porque não agüentava mais o fato de seu marido deixar a pia suja ao se barbear. Pensei comigo: Só por isso?! Mas, depois entendi, que esse era o “saque” que estava deixando a conta descoberta, mas não era só por isso...

Quando olho para a minha história com meu esposo, vejo muitas retiradas, mas também vejo muitos depósitos. E eu, como Contadora (hehe), ao fechar o balanço, ainda vejo um saldo positivo.

Na minha opinião, codependência é manter-se ao lado de alguém, mesmo sendo infeliz, e mesmo com esse saldo negativo, na esperança de que tudo mude.

Amor pra mim é manter-se ao lado de alguém, por não focar nas retiradas, mas sim no saldo, que ainda é positivo...

E é isso, após as turbulências todas, retirei um extrato, e vi que ainda há bastante saldo. Vi muitos depósitos como: excelente pai, marido carinhoso e compreensivo, fiel e companheiro, respeitador, trabalhador e parceiro.

Temos uma história juntos... Quer saber um pouco mais sobre esses depósitos? Leia o post Páginas Brancas!

E, então, vamos checar os saldos hoje?!! 

E, sobretudo, realizar muitos “depósitos”...

Boa terça!

  

24 comentários:

  1. Sobre a conta bancária, vc está certa em proteger, uma vez numa reuniao no AE foi falado sobre isso, e foi dito pra nunca deixar um d.q. adiministrar as contas da casa, pq numa recaída tudo vai por água abaixo, meu marido se sentiria ofendido, mas eu finjo que deixo ele resolver mas na verdade está tudo em minhas mãos rs, e que faço ois orçamentos, controlo os gastos e pago as contas, como ele "não tem tempo" ( uso dessa desculpa) rs cuido do dinheiro dele tbm, e assim se caso um dia houver uma recaída não ficaremos no prejuízo....Sobre a conta familiar, vc está certa em olhar o saldo positivo e não apenas para os saques, tem que ser justa rs, na hora da raiva a gente olha mais para os saques rs, mas temos que ver que sempre sobra um saldo positivo rs....Um grande beijo pra vc, e que vc continue sendo essa contadora com muito sucesso!

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  2. A codependencia sempre ira existir enquanto existir a dependencia quimica, nossas atitudes acabam sendo impulsionadas pela codependencia, as vezes até quando nos separamos e guardamos magoas, ainda sofremos..isso tb é codependencia...ela só deixa de existir quando não existe mais dependência quimica na familia...ou seja...quando não convivemos com um dependente quimico seja em recuperação ou não...isso são palavras da psicologa e do terapeuta da clinica, por isso assim como eles devemos cuidar da nossa codependencia e deixar q eles cuidem da dependencia quimica deles, acho que vc está fazendo o correto, o que acredita e o que está dentro dos seus limites, no meu caso eu tentei de todas as formas não ser afetada pelo uso do Du..porem o caso era diferente ele nunca entrou em recuperação e nunca buscou ajuda, apenas quando eu decidi me separar que ele começou a se mecher e se internou pela primeira vez...o que deixo de aviso a todas que convivem com um dependente quimico, mães, pais, esposas, filhos, o mais importante não é se separar ou não, o mais importante é tratarmos a codependencia aprendemos sobre dependencia quimica pra não cairmos em manipulação e assim n]ao facilitar a vida ativa deles...de resto é muito particular...podemos até dar conselhos ou sugerir como preferirem faça isso ou akilo, porém o segredo está no autoconhecimento e somente a propria pessoa pode fazer isso...SE CONHECER pra SE MODIFICAR...bjus Polly

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  3. "Vi muitos depósitos como: excelente pai, marido carinhoso e compreensivo, fiel e companheiro, respeitador, trabalhador e parceiro".

    Desculpa, não é o que eu vejo, acompanhando seu blog... lembro que dá ultima vez ele levou seus filhos para boca.

    Vi você chorando por aqui muitas vezes... :/

    Sabe, se um dia você encontrasse um homem de verdade, aposto meu dedinho do pé, que partiria sem olhar pra trás, o que lhe falta Pollyana, o que você só busca, é uma linda familia e um bom homem do lado, é só isso que você quer, contruir uma família melhor da que teve... pena que perdeu ( e continua perdendo) tempo com a pessoa errada...

    Tomara que Deus te abeçoe com um grande amor de verdade, para que voce possa diferenciar tudo isso que vive. E tomara que voce consiga constuir a familia dos seus sonhos...porque é muito triste passar a vida correndo atras do sonho e não vive-lo. Ou pior, forçando alguém a corresponder e ser aquilo que não é.

    Não falo por mal, falo como mãe, amiga... Você esta tão envolvida na doença, que não percebe, acha que esta imunizada, mas está cada vez mais codependente, e isso fica claro nas sus postagens, tentando passar algo, que não é real, acorda Pollyana, tire a venda dos seus olhos, antes que você se olhe no espelho e só veja as rugas, os cabelos brancos, e os anos de juventude que deveriam ser os melhores da vida!

    Ou quando seus filhos comecarem a entender, e se sentirem muito mal, porque tem um pai diferente dos amiguinhos...se bem que quanto a isso não há mais nada a fazer, a escolha já foi feita. Acho que se deve ter muito cuidado ao escolher um pai para um filho. Fica a dica, e experiencia pra voce passar pra sua filha.

    Seja presente com ela, por favor.
    Não queira essa vida pra ela, não faça dela uma Pollyana, porque pra ela ainda há esperança.

    Muitos te abraçam, por frente e criticam pelas costas, poucos são capazes de ser sinceros.

    Fique com Deus! Gosto de você, me compadeço... e sinto muito, muito, mesmo por voce, pq não há muito oq fazer no seu caso, é ficar, ou ficar, afinal, você tem um filhão de trinta e poucos anos.

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    1. Obrigada por sua opinião, de verdade. Mas, só posso viver movida pelo que eu acredito.
      Sim, ele levou as crianças à boca em um momento de fissura (doença), para comprar drogas, e vejo o quanto isso o atormenta até hoje. Claro que não deixo mais as crianças com ele, sozinhas, após esse fato. Mas, por favor, não o julgue como um mal pai por isso, porque seria injusta. Ele é um pai que esteve nos partos, corujando... Que troca fraldas e dá banho... Que levanta a noite para cuidar... Que brinca... Que faz papinhas... Que corrige quando precisa. Conheço muitos não-adictos que sequer olham para os filhos.
      Existem muitas coisas que apenas quem o conhece, entende do que falo.
      Tenho a opção de ficar ou de ir, mas no momento ESCOLHO ficar.
      Codependência é deixar de viver a própria vida para viver a vida do outro. Codependência é tentar controlar o outro, por acharmos que só nós mesmos sabemos o que é melhor para ele.
      Sim, sou uma codependente e nunca neguei isso.
      Mas, sim, amo um homem bom, mas infelizmente o preconceito das pessoas muitas vezes o resume a um "dependente químico", impedindo que enxerguem todas as qualidades que sempre cito em meus relatos.

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    2. Ah, e não estou aqui pelos que me "abraçam pela frente e criticam pelas costas", estou aqui pelas centenas de pessoas que se sentem ajudadas por minhas palavras e experiência de vida!

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    3. Desculpa me meter ja me metendo... A gente aprende com os fatos, ele é um bom pai mas vc tbm disse que está blindando seus filhos, ou seja vc não os colocará em risco, errado seria vc decidir ficar e não mudar, mas vc está evoluindo Poly, está havendo mudanças na sua vida, vc deixou bem claro que por melhor pai que seja vc já não o deixará responsável pelo dia a dia das crianças, as vezes as pessoas não leem direito rs...Meu abraço é sincero, acho muito errado julgar a sinceridade de quem nem conhecemos...Vc tem amadurecido muito Poly e controlado sim a sua codependencia, tenho certeza que seu lado racional de mãe sempre falará mais alto! tamojunto..bjs

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    4. Obrigada por seu abraço sincero, Emily! Beijão!

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    5. As pessoas, adictas ou não, sempre tem defeitos e qualidades. No entanto, ser condescendente e justificar tudo o que ele faz não vai fazer bem a ninguém. Sim, ele tem uma doença, mas levar as crianças na boca é inaceitável, o que poderia ter acontecido? O que ainda pode acontecer com os seus filhos convivendo com todos os riscos que acompanham o seu marido? Será que vale a pena ficar com uma pessoa a qual você não pode confiar o seus filhos, que por sinal são filhos dele... não se esqueça que as crianças crescem e logo vão começar a ver as coisas e ter as suas próprias opiniões. Torço para que você os seus filhos sejam felizes e também que o seu marido se recupere e possa se responsabilizar pelos próprios filhos, sem colocá-los em risco.

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    6. Obrigada. Também torço e acredito na recuperação do meu esposo, e na felicidade dos meus filhos junto do pai, a quem tanto amam.

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  4. NEM LIGA POLY. ESSA GENTE E HIPOCRITA DEMAIS, FECHAM OS OLHOS PARA OS PROPRIOS PROBLEMAS E FICAM CRITICANDO QUEM FAZ ALGO DE DIFERENTE E DE BOM PELOS OUTROS. ISSO É INVEJA PORQUE POUCOS TEM A CORAGEM Q VC TEM; O AMOR Q VC TEM; O SUCESSO QUE VC TEM. ESSA HIPOCRISIA ME IRRITA, NAO CONSEGUEM RESOLVER A VIDA DELES E VEM AQUI TENTAR RESOLVER A TUA. VC ME AJUDOU A SAIR DA DEPRESSAO; AOLHAR PRA MIM MESMA; A ME RECUPERAR. POR ISSO ESSE CARINHO TODO. SE SEPARA OU NAO CADA UM SABE DE SI. MAS VC TEM DADO UMA LICAO DE GUERREIRA DE QUEM NAO DESISTI DE VIVER!

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  5. Acho que nossa amiga necessaire pink não está de toda errada..mais tb não está de tudo certa...ela quiz alertar a Poly quanto ao futuro que infelizmente vimos muito por ai...pessoas que acham que aguentam mais um pouquinho...ai chega no limite e estica mais um pouquinho...e o filme acaba em tragédia...pais matando filhos, filhos matando pais, maridos matando esposas, mães matando filhos...enfim...no mundo triste da adicção sabemos que essa é a doença do SE, se não fez vai fazer, porém afirmar que essas coisas vão acontecer ou que o marido da Polly é mais ruim que bom...ai cabe a ELA julgar..ela quem convive com ele..quem somos nós pra achar algo...e lembrando que ofender pessoas é falta de respeito...chamar açguémde hipocrita além de ofensa é falta de respeito e julgamento...todos tem telhado de vidro...então cuidado ao atirarem no telhado do vizinho, que se ele jgoar de volta o seu pode quebrar tb...rs..o que aprendí é que cada um sabe de SI melhor do que ninguém...muitas vezes o que é errado pra mim..quando olho da minha janelinha, muda quando eu me proponho a ir enxergar pela janela do outro e passa a ser verdade...por isso cada um cada um...bjuuu

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    1. Kel, admiro voce pela sensatez ;)

      Te vejo cada vez mais longe da CODE, parabens e amém!

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    2. ogrigada Pink..porém querendo ou não vou conviver com o Du...pro resto da vida..pro resto da vida precisarei lutar contra a codependencia, mesmo ele em recuperação...minha vitória será Só Por HOje...rs..TAMU JUNTO GALERAAAAA

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  6. Quem sou eu pra achar ou não achar qualquer sobre suas atitudes... o que te digo é que olhando pra sua vida, pro quanto é especial, merece um homem bom. E que este blog me ajuda em meu casamento... apesar de meu marido não ser adicto, aprendo. Porque passei a dar valor em tudo que ele é.
    Que Deus te abençoe, ilumine, te dê força, coragem e discernimento!

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  7. Verdade, Kel. Um dia percebi que as pessoas me dão opiniões baseadas em SUA realidade, e não no que relato da MINHA vida. Quem sofria violências, acha que meu marido é violento. Quem se separou e vive infeliz, me pede para não me separar. Quem tá feliz, acha que devo me separar. Sem falar nos que taxam os dependentes químicos disso e daquilo, pelo que viveram/vivem. Isso é normal do ser humano.
    Apenas acho importante ressaltar que a dependência química é a doença do SE quando não está sendo tratada, ou seja, quando se está na ativa.
    Ainda há muito preconceito e confusão em torno do assunto.
    E ao comentário do Anônimo, meu muito obrigada. E todo o mérito por ter mudado de vida é seu, companheira! Estou aqui apenas relatando minhas experiências (certas e erradas), para que outras esposas/namoradas olhem e digam: "quero fazer o mesmo", ou então, "caramba, não quero isso pra mim"...
    Só isso.
    Abraços sinceros! TMJ!

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  8. Cuidado com o passivel circulante.... kkkkkk piadinha tosca de contadora né?
    Concordo com vc, o saldo sendo positivo não há porque pedir falência ;) Tamu junto!

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  9. Boa noite!

    Polly, primeiro parabéns pelo seu livro... li ele neste final de semana! Você é um exemplo de mãe, de esposa e de ser humano! E claro de superação.

    E com relação ao saldo... creio que estais certa! As coisas boas devem sobressair as ruins para valer apena. E se o saldo é positivo, continue firme na sua batalha. Com certeza o lucro líquido do balanço de sua vida vai ser positivo!
    Deus é contigo! Bjs

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  10. Oi Polly infelizmente minha conta esta no vermelho, não aguento mais tanto sofrimento...
    Mas vou tentando cuidar da família....
    Obrigada pelos lindos textos....

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  11. Credo Polly, vc é bipolar. Uma hora quer ficar com ele outra nao, amor é foda

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    1. Será que além de codependente, sou também bipolar?!!! kkkk... Vai entender, né?!

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    2. hahahah quando fui na consulta do Du com a psiquiatra ele tava reclamando que o que desistabilizava ele era que uma hora eu queria uma hora eu não queria, a psiquiatra olhou pra mim e disse vc precisa ver isso pode ser um transtorno emocional que te causa confusão...eu respondi a confusão é ele quem faz, uma hora é um anjo outra um monstro...se um dia ele se estabilizar talvez eu consiga definir...enquanto ele não se estabiliza justamente pra não atrapalhar ele e não sofrer mais..prefiro ficar longe..kkkkk e assim, ficarei até eu poder confiar denovo..kkk

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  12. Poly, eu tô contigo. Eu tenho certeza que nunca vou abandonar o Má. (bom, certeza e nunca são palavras fortes, mas é quase isso.). Sabe por que? Porque o saldo é mais que positivo. Já estive com homens, casei, namorei, que não são metade do companheiro do que o Má. Com ele, fora os momentos de fissura, sou muito feliz. Mesmo quando ele tava na ativa, mesmo assim eu ainda era feliz. Ele é engraçado, companheiro, inteligente, me entende, é romântico... Costumamos dizer que somos o casal mais legal do mundo. Diante disso, como posso desistir? E mais: ele está se tratando. Nunca deixou quieto. Foi o primeiro a ver que precisava de internação. Então... Estou com ele e não abro. Pode até ser que haja recaídas, mas como você disse, a recaída também faz parte do processo. Existem muitos homens e mulheres com muito mais defeitos de caráter e que nunca procuram mudar. Vou escrever num próximo post do meu blog o porque sei que é amor.

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  13. Poly tenho uma historia bem parecida com a sua... luto contra o vicio do meu marido a 14 anos e sei que um dia vamos vencer...pois apesar de tudo ele é um bom pai e bom marido. Passei a noite lendo seu blog enquanto esperava ele chegar em casa depois de mais uma recaida...mas agora ele está aqui e estarei sempre ao lado dele para ajudar a ficar limpo...Bora que a luta recomeça e um dia a vitoria vai chegar se Deus quizer...Obrigada pelas suas lindas palavras bjs

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  14. Eu estou tentando entender qual o objetivo desse blog...
    Minha querida, não se pode justificar amor com passividade em relação a atitudes graves e inaceitáveis como levar um filho seu a boca. Voce esta justificando que a culpa é da droga , quando o UNICO responsavel é o seu marido,em sair do vício e o estado, pelo tratamento. Ama _lo não basta para tira lo do vicio. Enquando ele não for concientizado de que ele é responsavel por sair do vicio, vai continuar na recaida eternamente.E voce tambem me parece irresponsavel, justificando codependencia alem de nao estar apta a entender que um familiar ou conjugue jamais deve permitir atitudes insanas ou qualquer tipo de violencia seja fisica ou verbal. So essa atitude de levar um filho seu a boca, ja era caso de pedir o afastamento dele a convivencia familiar.
    Mais irresponsável ainda em criar um blog achando que seu exemplo _pessoal_possa ajudar alguem.
    Eu tenho um familiar que é usuario de drogas e mesmo amando, sei que não posso ser responsabilizada pelo vicio dele, não posso ser agredida e estou ciente de que os direitos que protegem a ele também me protegem. Não é porque é parente que a convivencia seja obrigatoria, ate porque ele responde por si.
    E quem está na mesma situacao, pode me julgar ou avaliar como uma pessoa fria, mas procurem perceber que discurso moral, no Brasil, só serve para encobrir a incompetencia do estado tentando jogar toda a responsabilidade na mão dos familiares.

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