terça-feira, 30 de abril de 2013

Dias de ansiedade!



Bom dia, queridos(as)!

Como estão vocês?

Por aqui, tudo bem, graças a Deus!

Minha ausência significa apenas muito trabalho. Sabem o que representa lançar um livro? Pois é, muita dedicação, trabalho e expectativa. E isso tudo demanda tempo. Sou perfeccionista, então leio, releio, me coloco no lugar dos possíveis leitores, e leio novamente... Espero que vocês levem o que pretendo passar, uma mensagem de fé, esperança, e sobretudo, de um amor saudável (pelo outro e por si mesmo) e de recuperação. Estou muito ansiosa!

Na página em que falo sobre parte da minha história de vida, mostro alguns sintomas da codependência: “Geralmente começa com uma linda história de amor. E a vontade de que isso seja perfeito e duradouro nos motiva a gradualmente nos anularmos para “servir” ao ser amado, até que um dia nos vemos sem identidade, sem vida, sem rumo, e passamos então a exigir que ele nos retribua com o mesmo tipo e quantidade de amor. Passamos a pensar que não podemos sobreviver sem o ser amado. Somos dependentes dele. Com sintomas de compulsão e de fissura. Só que no nosso caso, a droga é uma pessoa, e a loucura é algo parecido com amor, mas, que olhando bem de pertinho, é uma doença... ou seria uma maldição?!” (Livro Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação).

No primeiro livro, Amando um Dependente Químico – Dias de Dor, publicado em 13 de agosto de 2012, narrei o dia a dia ao lado de um familiar no ativo uso de drogas. O sofrimento, a angustia, e o aprendizado do desligamento. E agora, com o livro Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação, apresento novos desafios a vencer, quando o nosso familiar está se tratando, e pretendo mostrar que existe recuperação e esperança, tanto para o dependente, quanto para nós, seus familiares, vivendo um dia de cada vez.

Nos dois livros tento repassar o meu aprendizado adquirido em terapias, grupos, livros, cursos e na vivência com adictos, e principalmente trazer o foco do leitor para a sua própria vida, retirando-o do dependente químico amado.

Essa informação pode mudar a vida de muita gente. E tenho sim essa pretensão: a de mostrar que é possível sim viver e ser feliz, apesar da dor da adicção de quem amamos.

Fico aqui na ansiedade pela publicação, e principalmente pela opinião dos leitores.

No primeiro livro, os feedbacks foram espetaculares. Familiares mudando sua forma de ver a vida, adictos se emocionando ao enxergarem o nosso lado da história, preconceitos se quebrando, casamentos de pessoas sem adicção se fortalecendo, enfim, ultrapassou em muito as minhas expectativas.

Muitos leitores me disseram sentir certo suspense no ar, lhes deixando ansiosos pela próxima página. Isso não foi proposital, talvez por ser um livro real, escrito no dia a dia, quando os fatos aconteciam, traz uma carga de emoção muito grande, e a incerteza do dia seguinte. Exatamente o que nós, familiares, vivemos.

Nos livros Amando um Dependente Químico você encontra informações embasadas sobre dependência química e codependência, além de ter um bom romance, suspense, emoções e superação. Vale a pena conferir!

Não deixe de participar do sorteio de 2º aniversário do Blog. Clique aqui, e concorra aos dois livros!

***

Meu esposo segue limpo há 35 dias, e vai superando os obstáculos que se apresentam no caminho da sua recuperação.

E eu tenho aprendido, a cada dia, a viver a minha própria vida e a amar na medida certa.

***

Mudando de assunto, está acontecendo um abaixo-assinado para tentar barrar no Senado o PL que pretende alterar o artigo sobre uso de drogas, no Código Penal. Se esse PL for aprovado, o usuário poderá portar drogas para consumo em 05 (cinco) dias. Absurdo isso! Assim, os traficantes poderão fracionar a droga, e ao serem abordados, serão enquadrados como usuários, sem penalidades. Sabemos o quanto as drogas só trazem dor e destruição. Diga às drogas: NÃO! É muito rápido, basta clicar aqui, e assinar ao abaixo-assinado.

Eu já assinei, e estou repassando, ou seja, estou fazendo a minha parte. Faça a sua também!

Beijos!
Poly

domingo, 28 de abril de 2013

Sorteio de 2º aniversário do Blog!




Bom dia, queridos(as)!

Tudo bem?

O blog Amando um Dependente Químico completará dois anos no próximo dia 18 de maio, e para comemorarmos juntos, além da publicação do livro Amando um Dependente Químico – Dias de Recuperação, realizaremos um sorteio de dois livros!

Para participar do sorteio é muito simples, bastar curtir a nossa página no facebook, clicar em promoções, e em seguida em quero participar!

Você concorrerá a um livro Amando um Dependente Químico - Dias de Dor, e a um livro Amando um Dependente Químico - Dias de Recuperação, de Polyanna P.

Curta e compartilhe essa promoção, para que as palavras contidas em nossa página, blog, e livros alcancem a quem precisa. 

“... Mas hoje a droga venceu. Voltamos à estaca zero. É incrível que quando essa maldita vontade vem, tudo ao redor se torna tão insignificante. E nesse tudo estamos incluídos eu, nosso filho, nossa casa, esse pequeno ser dentro de mim e ele mesmo. Tudo é nada. E nada tem importância nenhuma. Nada tem mais valor que a droga...” (Amando um Dependente Químico – Dias de dor) 

A dependência química é uma doença horrível. Mata o adicto aos poucos e enlouquece a família. Por isso ambos os lados precisam de tratamento. A dependência química não dorme, não descansa, trabalha e age 24 horas por dia, portanto, para vencê-la é preciso o querer do adicto, e também o esforço da família, para que todos se recuperem, e juntos consigam vencer essa batalha. Não é fácil, mas é possível!” (Livro Amando um Dependente Químico - Dias de Recuperação)

Para participar do sorteio de 2º aniversário do Blog, CLIQUE AQUI!

OBS: Algumas pessoas estão apenas curtindo o link da promoção, fique atento, é preciso clicar em quero participar. OK?

Bom domingo!
Bjos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Amor pra recomeçar!




Desejo
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda exista amor pra recomeçar...


Lindo isso, né?

Por um lado, interpreto essas palavras com meu lado romântico. Aquele que me diz que o bonito do amor é isso, é conseguir recomeçar, quando achamos que não daria mais. É perdoar. É pedir perdão. É ser feliz por estar com quem amamos, e com quem nos ama. É sentir aquela força dentro de nós surgir do nada, e aquela vontade de estar junto, e aquele sentimento de que vale a pena mais uma vez tentar... É buscar alternativas para arrumar o que está ruim em nosso relacionamento, ao invés de jogá-lo fora no lixo. É olhar nos olhos, e dizer “eu te amo”, sabendo que nessa frase está incluído o “eu te aceito do jeito que você é”. E então, simplesmente, recomeçar.

Por outro lado, interpreto esse texto sob outro olhar. Aquele que me diz que sempre temos uma pessoa para amar: nós mesmos. Sim, e quando você estiver cansado de se dar, sem nada receber. E quando a dor for maior que as alegrias. E quando a desilusão for maior que a esperança. E quando você se sentir tão cansado de tudo... Que você tenha amor para recomeçar. Um amor que te fortalece e faz guerreiro. O amor por si mesmo. Amor para se afastar do que te faz mal. Amor para lutar por seus ideais e sonhos. Amor para se redescobrir. Amor para recomeçar.

Que tipo de amor é o correto? Não existe certo, nem errado. Apenas tipos de amor. Escolhas. 

Podemos optar pelo recomeçar do primeiro parágrafo, sem nos considerarmos “burras”, “codependentes” ou coisas assim, termos que já estou acostumada a ouvir... Risos. 

Por outro lado, podemos escolher o recomeçar do segundo parágrafo, sem culpa e sem nos considerarmos egoístas ou más. 

E podemos também escolher o recomeçar dos dois parágrafos, por que não?

Mas, o que não podemos é viver sem amor. É o amor quem nos faz recomeçar todos os dias, e sentir esse desejo pela vida... O amor à Deus, o amor aos filhos, o amor às nossas atividades, o amor ao trabalho... Simplesmente amor!

Então o que eu te desejo hoje é isso: amor! Amor para recomeçar! Amor que te faça tomar as melhores escolhas! Amor para ser feliz do jeito que você merece! Amor para se sentir realmente vivo!


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Não desisto!




Não deixe que o fraco diga o que você deve ser. 
Não aprisione os seus sonhos!
Vencedores não esmorecem perante o mal, nem sucumbem perante a inveja ou injuria.
Quando tudo e todos apostarem no seu fim, enfim, se coloque de pé.
Nunca diga nunca!
O sonho não acabou!
Nunca abaixe a sua cabeça para aqueles que te humilham e desprezam.
Não compactue com os maledicentes, nem se acorrente aos pessimistas.
Viva a sua vida na plenitude da sua essência, desenvolva o seu potencial, você é um vencedor!
Você é capaz!
Acredite na sua força de recomposição!
Um erro não é o fim, pois é Deus quem dá a última palavra!
Uma atitude positiva, aliada ao esforço e a honestidade, valem mais do que mil palavras que desestimulam!
Para quem nasceu para brilhar, não existem trevas, nem praga que o faça engaiolar-se, nem desistir de si mesmo!
(Darlea Zacharias)


Deus manda as palavras certas, na hora certa, né?

Para quem não conhece a Darlea, ela é um exemplo de superação incrivel! Venceu a adicção e a codependência. E hoje ajuda a outros com um belo trabalho! Clique aqui, e conheça o site e obras dela. A admiro muito!

Confesso que estou um pouco machucada, mas não vou desistir! E quando digo que não vou desistir, não me refiro ao meu esposo, me refiro a mim mesma. Sei o quanto viver vale a pena!...

Sabiam que a águia é a única ave de rapina que no momento da tempestade não somente a enfrenta, mas ainda voa mais alto? Pois é, isso acontece porque as suas asas se trancam, fazendo com que o vento a leve para o alto. É isso aí, não permitamos que o vento das adversidades nos derrube, mas vamos usá-lo para nos impulsionar para cima!

Tá muito difícil? Então se lembre disso: os ventos que podem te derrubar são os mesmos que podem te levar mais longe... mais alto... Só depende de você!

Um forte abraço.
Poly

terça-feira, 23 de abril de 2013

A conta-bancária!




Bom dia, queridas(os)!

Friozinho maravilhoso aqui em Brasília!

Só por hoje, meu esposo está limpo há 28 dias.

Continua fazendo sua rotina, um dia no hospital trabalhando, um dia na casa de recuperação.

Está tudo muito recente ainda, mas não tenho mais mágoas nem rancor.

Nesse tempo todo estudando sobre essas doenças (dependência química e codependência), aos poucos tenho aprendido a separar a pessoa da doença.

Após sua ultima recaída, tomei várias atitudes. Mudei de residência. Contratei uma pessoa de confiança para ficar com as crianças em casa. Mudei rotinas. E me afastei dele.

Com o passar dos dias, vi que eu não queria me separar, de fato. Que eu não queria o fim do nosso casamento. Mas, como viver com um dependente químico, então? Não sei. Estou tentando blindar as crianças, a mim, a nossa casa, e as nossas finanças. Como assim? Estou tomando atitudes de forma que, se uma recaída acontecer, não sejamos tão afetados.

Isso é possível? Não sei. Estou tentando algo novo. Se ninguém nunca inovasse na vida, não haveria descobertas.

Acredito nele como homem, como esposo, como profissional e como pai. Ele precisa apenas encontrar seu ponto de equilíbrio.

Entendam uma coisa: não estou defendendo dependentes químicos na ativa não, ok? Mas, parem para ler este blog, e o livro por inteiro, e me digam: quantas vezes meu esposo se manteve no vício de forma cômoda, sem lutar, e sem tentar algo novo na esperança de se recuperar?

Enquanto ele estiver lutando, e enquanto houver amor, e enquanto Deus me der forças, estarei ao lado dele.

Entretanto, estou tentando sim o desligamento emocional, e principalmente traçar minha rotina de forma que não fique dependente dele, para não me sentir “órfã” em caso de recaída.

Queridas(os), a droga afeta mecanismos bioquímicos do cérebro. Eles “necessitam” da droga, como necessitamos da água e da comida. E pior, eles não conseguem sentir prazer nas coisas corriqueiras da vida, como um sorriso do filho, ou um carinho. É uma doença triste. E somente com muita garra, eles conseguem vencer. Claro que, com o tempo abstinente, os sintomas se tornam mais amenos.

Meu marido passou mais de um ano limpo, recaiu... Passou onze meses, sete meses, cinco meses limpo, recaiu... Mas, ele não está no chão, na autopiedade. Ele está lutando. E isso faz toda a diferença pra mim.

Vocês se lembram do post Qual primeiro: a boa ou a má notícia?, onde relato um curso que fiz com um Psiquiatra Especialista em Dependência Química?

Vejam o que ele disse:

“...O dependente químico passa por estágios motivacionais: O primeiro é o da pré-contemplação. Nesse estágio ele não quer se tratar, não quer parar de usar drogas, acha que do jeito que está, tá bom. O segundo é o da contemplação, quando ele pensa em parar, sabe que precisa, mas ainda pensa no que irá perder se parar. O terceiro é o da ação, quando a pessoa quer parar, e age para isso, seja buscando um Psiquiatra, CAPS, NA ou outra forma de ajuda. E há também o estágio da recaída, quando se volta ao uso da droga.

Esses estágios não são definitivos ou progressivos, ou seja, o dependente passa de um estágio para outro por várias vezes. De forma que em um período ele está motivado (ação), e depois pode voltar para o estágio da pré-contemplação, ou da contemplação, chegando à recaída.

Ele encontrará a cura da dependência química, quando encontrar um funil que o traga sempre de volta ao estágio da ação. 

Estamos falando de seres humanos, e cada um é cada um. Por isso, uns conseguem na Igreja, outros no NA, outros pela internação, outros com tratamento médico, outros na família. A chave está em encontrar esse algo que o consiga fazer sempre voltar ao estágio da ação.

Entenda que a recaída também está inserida nos estágios, infelizmente. Entretanto, existem pessoas que se mantêm sem recaída, mas são exceções. O importante é que essa pessoa, após a recaída, volte para a ação e não para a pré-contemplação.” (Psiquiatra Leonardo Moreira)

Isso é olhar a doença de forma neutra. Entretanto, claro que todos nós familiares sonhamos com um adicto sem recaídas. Confesso que, por vezes, ainda perco o chão em suas recaídas. Mas, estou lutando pelo desligamento. E ainda acredito que ele terá sim uma vida sem recaídas.

Muitos acham que a separação é a única forma de conviver com um adicto. Entretanto, tenho minhas próprias táticas e teorias, e espero com isso conseguir danos cada vez menores.

Hoje, além de ocupar um cargo efetivo em órgão público, ocupo um cargo de Gerente. Concluí minha Especialização. Estou publicando meu segundo livro. Me dedico ao blog. Tenho tempo e cabeça para os meus filhos. Tenho tentado cuidar da minha saúde e corpo... Sei que ainda há muito a me desligar da sua adicção. Mas, aos poucos, vou aprendendo. E ao olhar para a Polyanna de hoje, e para a Polyanna de seis anos atrás, vejo pessoas bem diferentes. E com isso, não preciso fazer o que não quero: separar minha família.

Mas, afinal, por que será que não quero me separar do meu esposo? Seria isso a chamada codependência?

Talvez tenha sim uma pitada de codependência. Mas, tem muito mais. Não quero me separar porque, ao checar o saldo da conta-bancária, vejo que ainda está positivo.

Como assim?

Relacionar-se é como movimentar uma conta-bancária. A cada gesto de carinho, respeito, companheirismo e amor, depósitos são feitos. Em contrapartida, a cada ato de egoísmo, grosseria ou coisas assim, saques são feitos.

Nesses seis anos e nove meses juntos, temos movimentado a nossa conta. Por vezes, fazemos muitas aplicações. Mas, em outros tempos, apenas retiradas, grandes retiradas.

Uma vez uma amiga me disse que iria se separar porque não agüentava mais o fato de seu marido deixar a pia suja ao se barbear. Pensei comigo: Só por isso?! Mas, depois entendi, que esse era o “saque” que estava deixando a conta descoberta, mas não era só por isso...

Quando olho para a minha história com meu esposo, vejo muitas retiradas, mas também vejo muitos depósitos. E eu, como Contadora (hehe), ao fechar o balanço, ainda vejo um saldo positivo.

Na minha opinião, codependência é manter-se ao lado de alguém, mesmo sendo infeliz, e mesmo com esse saldo negativo, na esperança de que tudo mude.

Amor pra mim é manter-se ao lado de alguém, por não focar nas retiradas, mas sim no saldo, que ainda é positivo...

E é isso, após as turbulências todas, retirei um extrato, e vi que ainda há bastante saldo. Vi muitos depósitos como: excelente pai, marido carinhoso e compreensivo, fiel e companheiro, respeitador, trabalhador e parceiro.

Temos uma história juntos... Quer saber um pouco mais sobre esses depósitos? Leia o post Páginas Brancas!

E, então, vamos checar os saldos hoje?!! 

E, sobretudo, realizar muitos “depósitos”...

Boa terça!