segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lindamente imperfeitos!

 
 
É tão bom quando encontramos alguém "lindamente imperfeito",
assim como nós somos,
que nos tira o ar e faz acelerar o nosso coração...
Aquele que nos ensina a amar e a querer,
apesar de suas imperfeições,
e inclusive com suas imperfeições,
e talvez até por suas imperfeições...
Isso é amor de verdade...
Isso é aceitação...
E é com isso que sonhamos todos os dias:
apenas com alguém que nos aceite como somos,
e que nos ame apesar do que somos...
 
Polyanna P.

 
 

Quando morre a esperança...

 
Bom dia, queridos(as)!
 
Eu estava aqui lendo umas mensagens recebidas, e me coloquei a pensar no quanto é triste a vida de quem perde a esperança.
 
Podemos perder tudo nessa vida, mas quando se guarda a esperança, ainda há muito... Entretanto, perdê-la, de certa forma, é deixar de viver.
 
O significado de esperança é: “sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; ...”
 
Esperança é acreditar em um dia melhor, em uma vida melhor, no próprio crescimento, na felicidade e recuperação do dependente químico a quem amamos, e sobretudo na própria felicidade...
 
Talvez esse ciclo da dependência química tenha te deixado assim, mergulhado(a) na desesperança, sem fé e desanimado(a). Muitas vezes, somos tomados até mesmo pelo desespero, mergulhados naquele sentimento de que tudo foi em vão, de que tanto esforço e amor foram desperdiçados, e de que nada valeu a pena.
 
Já senti isso várias vezes, principalmente em momentos de recaída do meu esposo.
 
A sensação por dentro é de luto. E a dor é consumidora.
 
Queridos(as), não permitam que tudo isso mate a sua esperança...
 
Sim, você pode escolher se afastar. Você tem o direito de se proteger da devastação que é causada pela adicção ativa de alguém próximo. Você deve viver sua própria vida. Mas, nunca permita que sua esperança morra!
 
Acredite! Existe alguém tão superior a nós que está no comando de tudo: Deus. E tudo o que acontece em nossas vidas pode nos fazer crescer como seres humanos, se permitirmos isso.
 
Meu querido(a), ainda que a dor seja imensa (quase intolerável), ainda que tudo indique para a impossibilidade de uma recuperação de quem você ama, mesmo em meio ao desespero, lembre-se: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã...”
 
Acredite!
 
Enquanto a recuperação de quem você ama não chega, viva. Cuide de si mesmo(a). Ame-se. E alimente sua esperança... Por favor, não a deixe morrer...
 
Só por hoje meu esposo está limpo há 97 dias. E só por hoje eu continuo acreditando...
 
Beijo no coração!
 
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Em busca dos meus sonhos...


Bom diaaaa!

Tudo bem com vocês?

Comigo tudo bem! Entrei o ano de 2013 bem motivada a mudar algumas coisas na minha vida...
 
Tenho me dedicado aos estudos novamente. Percebi que para obter mais sucesso e realização profissional só depende de mim mesma, do meu esforço, e estou centrada nisso. Afinal, meus objetivos profissionais são trabalhar meio período (para ter mais tempo com minha família e para mim mesma), ir para uma cidade mais tranquila, e obter a estabilidade financeira. Então me perguntei: “o que posso fazer para alcançar meus sonhos?” E é isso o que tenho feito...
 
Consequentemente, o blog ficou um pouquinho de lado, me perdoem. Mas, como sabemos, nossa vida é feita de ciclos. 
 
Após um ano e oito meses de postagens quase diárias, hoje me sinto a vontade para ficar mais ausente, pois já deixei a minha mensagem de amor, seja nas postagens do blog, no livro, nos e-mails respondidos ou nas mensagens de redes sociais.
 
Mas, com certeza, sempre que a vontade (e a necessidade) bater, estarei por aqui...
 
Quanto ao meu esposo, ele também está bem, graças a Deus. Limpo há 92 dias, ele tem lutado por sua recuperação...
 
Se é fácil? Não, não é. O dependente químico tem muitos obstáculos a vencer, até chegar à vida normal. E ele tem tentado.
 
Do meu lado, certamente requer paciência e compreensão. E somente amando ao meu esposo, e percebendo que também tenho os meus próprios defeitos a vencer, consigo aceitá-lo e querê-lo do jeitinho que ele é.
 
Conviver com um dependente químico acomodado em sua doença, para mim, é impossível, pois me devasta emocional, psicológica, física e financeiramente. Entretanto, quando olho para o meu esposo, vejo um guerreiro a lutar contra essa doença tão dolorosa, e isso me enche de forças para exercer o meu papel de apoiar, de entender, de ajudar... de amar.
 
Nesse momento, sinto nós dois em plena sintonia. Cada um ajudando no que lhe cabe para que a família se fortaleça em vários aspectos...
 
Tenho acompanhado a história de algumas companheiras de blog, muitas delas com recaídas ou períodos de ativa de seus amados. Algumas escolheram seguir suas vidas sem os adictos, diante das grandes dificuldades, e sei o quanto é doloroso tanto ir, quanto ficar. Por isso, queridas, saibam que estou aqui, orando por vocês. Se apeguem a Deus!
 
Eu creio que onde termina a Ciência, começa a fé. Eu creio em um Deus que nos faz felizes, mesmo quando as coisas ao redor não são perfeitas. Eu creio em um Deus que restaura famílias e amor. Eu creio em um Deus que liberta e cura. Eu creio que para Deus não há nada impossível! Não sou fanática, não deixo minha vida estagnada em razão da minha fé, e tenho os pés no chão quanto à doença do meu marido. Mas, vivo um dia de cada vez. Sou feliz com o que tenho hoje. Sou feliz pelas conquistas do meu amado hoje. Permito-me sonhar e acreditar em meus sonhos, ainda que quase ninguém dê credibilidade a eles. E, sobretudo, peço para Deus, a cada dia, sabedoria para concretizá-los.
 
Além disso, estou aprendendo a me valorizar e a valorizar as pessoas que estão ao meu lado, independente dos nossos defeitos.
 
Meu esposo é lindo. Me ajuda demais com os filhos, com a casa, e me faz crescer como ser humano. É inteligente. Caridoso. Ele me aceita e ama como sou. Para mim, ele é único e especial. Eu o admiro como homem e como ser humano!
 
E eu estou tão ocupada e feliz com minhas atividades no trabalho, na igreja, nos estudos, na elaboração do livro, curtindo meus três filhos, sendo esposa, enfim, vivendo minha própria vida, que não tem sobrado tempo para viver a vida dele... Acho que isso é a minha própria recuperação!
 
Lembre-se: “nada muda, se eu não mudar”...
 
Fiquem com Deus, queridas(os)!

Beijão!
Poly

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Acreditar muda a gente por dentro!



Ano novo, vida nova!

Queridas(os), estou passando apenas para dar um “oi”.

Estou de férias por dez dias, do trabalho, mas em casa a correria é maior. Filhos... marido... casa...

Perdoem-me por minha ausência, mas estou gastando o meu tempo livre estudando para uma prova de concurso que farei no mês que vem, além de estar trabalhando no livro Dias de Recuperação.

Aqui em casa, tudo bem!

Meu esposo está limpo há 78 dias. É uma luta diária contra sintomas: irritabilidade, sonolência, agitação, mas ele tem buscado a sua recuperação, com unhas e dentes. E tem dado certo! E eu o amo, mesmo com suas limitações.

A diferença é que agora estamos indo assiduamente à casa de Deus. E isso tem me feito um bem danado! Na verdade, estou muito diferente... Agora mesmo, meu esposo foi para a oração da manhã, e eu fiquei com as crianças em casa, me perguntem se tem ao menos um pouquinho de medo no meu coração dele não voltar?

É muito bom confiar nesse Deus e entregar tudo o que não podemos controlar nas mãos Dele! Faça isso você também...

Tenho acompanhado as recaídas de muitos esposos das companheiras de blog e facebook, e também nos muitos e-mails recebidos, nesse final e início de ano. Queridas, seguro minha mão na de vocês. Uno o meu coração ao de vocês. E tenho orado pelas famílias de vocês.

Deus pode lhe dar uma história muito diferente... Você acredita? O acreditar faz toda a diferença...

“Se você pensa que pode, ou se você pensa que não pode, de qualquer forma você tem toda a razão....” (Henry Ford)

Amo vocês!

“Passear à tarde de mãos dadas com o seu amor... Brincar de "tá pronto seu lobo" com o filho... Tomar sorvete... Ver o sorriso do seu bebê... Ouvir um "te amo também, mãe" da filha adolescente... É, acho que os milhões da mega da virada não podem comprar isso: Felicidade! Paz! Amor!... Obrigada, Senhor!!!” Por Polyanna, via facebook, em 05/01/13.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Matéria sobre o blog Amando um Dependente Químico no site isaude!

Clique aqui, e acesse o site para ver a entrevista na íntegra.

Amando um dependente químico

Polyanna é casada com um dependente químico e transformou em blog e livro os dias de superação e esperança.

CONTEÚDO HOMOLOGADO

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Sou Polyanna, 34 anos, servidora pública no Distrito Federal, especialista em Comportamento Organizacional e Gestão de Pessoas, mãe de três filhos e uma mulher totalmente apaixonada pelo meu marido.

Meu esposo é portador de uma triste doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, mas discriminada por muitos, infelizmente. Ele é um dependente químico.

Meu pai também foi dependente químico, vindo a falecer em 1995, de overdose. Entretanto, eu pouco sabia sobre esse mal, e não tinha noção dos obstáculos que teria pela frente ao escolher um adicto para amar e me relacionar.

No início, vivemos um conto de fadas. Com meu amado longe das drogas, realizamos sonhos e vivemos momentos inesquecíveis. Casamo-nos no estado de Virginia, Estados Unidos, em dezembro de 2006: neve, árvores secas, a sensação de liberdade que morar em outro país nos dá, tudo perfeito. Mas, a história não se encerraria ali com um “viveram felizes para sempre”, na verdade, a história estava apenas começando.

Sua primeira recaída às drogas veio após dois meses que estávamos juntos. Tive a sensação de estar perdida, sozinha e senti pela primeira vez uma dor tão forte no peito que parecia me consumir, junto com uma enorme vontade de salvar o meu esposo do seu vício a qualquer custo.

O que eu não sabia é que aqueles meus sintomas demonstravam que eu passaria a desenvolver um comportamento codependente ao lado do meu marido e que a codependência me aprisionaria e me machucaria tanto quanto a sua dependência química.

" Quando ele estava em períodos de ativa, eu não comia e não dormia. Passava as noites olhando para o nada, esperando por ele. Eu me deitava de roupas e sapatos, para atender algum eventual chamado na madrugada".

Ser codependente é esquecer-se de si mesmo, é se autoanular, é deixar de viver a sua própria vida para dedicar-se exclusivamente aos cuidados de alguém. Meu esposo passava o dia pensando em como obter sua droga de preferência, e eu passava 24 horas pensando em como evitaria isso. Quando ele estava em períodos de ativa, eu não comia e não dormia. Passava as noites olhando para o nada, esperando por ele. Eu me deitava de roupas e sapatos, para atender algum eventual chamado na madrugada. Já fui até à “boca” para evitar que ele usasse muita droga. Não conseguia estudar nem cumprir minhas obrigações profissionais. Fiz buscas em delegacias, Instituto Médico Legal (IML) e hospitais. Cada vez que ele recaía, eu reagia de forma mais insana. Eu estava doente, mas não me dava conta disso, pensava que o único que precisava de ajuda era o meu esposo. Eu estava errada.

"Em outubro de 2009, fui pela primeira vez a um grupo de apoio aos familiares de dependentes químicos Nar-Anon, e lá descobri uma nova maneira de viver".

Em outubro de 2009, fui pela primeira vez a um grupo de apoio aos familiares de dependentes químicos Nar-Anon, e lá descobri uma nova maneira de viver. Foram tantos aprendizados! Entendi que não sou culpada pelas recaídas do meu esposo e que não tenho o controle sobre suas ações. Aprendi a viver um dia de cada vez, com o foco da minha vida em mim mesma e no que me faz feliz. Aprendi o real significado da palavra amor!

Em maio do ano passado, durante um período de crise do meu esposo, decidi criar um
blog como canal de desabafo onde passei a registrar diariamente a vida ao lado de um adicto: são relatos de dor e de esperança, de sofrimento e de fé, mas sobretudo, de amor e de recuperação. Comecei então a partilhar o que eu havia aprendido no grupo de apoio, nas terapias com psicólogos, nos livros, e na vida.

Logo percebi que os acessos ao blog não eram apenas os meus. Começaram a vir os comentários, os e-mails, as palavras de quem passava pelas mesmas experiências e compreendia os meus sentimentos. Hoje o blog está com mais de 77.000 acessos, como demonstração de que as experiências vividas por mim são cada vez mais comuns em nossa sociedade.

" Dependentes químicos são pessoas como eu e você, com qualidades e defeitos, portadores de uma doença".

Dependentes químicos não são pessoas sem caráter ou com um problema moral. Dependentes químicos são pessoas como eu e você, com qualidades e defeitos, portadores de uma doença. E essa doença não escolhe raça, classe social, religião, ela não faz acepção de pessoas, ou seja, pode acontecer com qualquer um.

Para levar essa mensagem de fé e de esperança aos familiares de adictos que estão sofrendo, atolados na codependência, e para mostrar como é possível viver e ser feliz mesmo amando um dependente químico, transformei o blog em livro. O livro Amando um Dependente Químico – Dias de Dor, publicado em 13 de agosto deste ano, está disponível para compra no site do
Clube de Autores. Dez por cento dos direitos autorais recebidos com os livros serão doados para instituições de ajuda a dependentes químicos e familiares.

Retomei as rédeas da minha vida. Sinto-me leve e feliz. E somente assim passei a oferecer amor e ajuda reais ao meu amado.

Só por hoje, o meu esposo está bem. Ele está limpo há exatos onze meses! Ele vive a sua recuperação, um dia de cada vez.

Na verdade, no caminho da recuperação do meu esposo ou da minha, não é apenas o destino que importa. O importante mesmo é aproveitar o caminho. Aprender. Comemorar cada pequena conquista. Cada passo. Cada dia. Cada hora. E é isso o que temos feito... Vivendo e amando!

Confira a
matéria exibida sobre o blog e o livro no Bom Dia DF, da TV Globo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Tá faltando amor na sua vida?


 
Durante tanto tempo vivi com os olhos fitos no meu esposo e em sua adicção, e nem me dava conta do quanto havia me perdido, e do quanto o prejudicava na ânsia por ajudar.
 
Eu pensava que era amor.
 
Aquele desespero para que ele não usasse mais drogas. Aquela agonia que me queimava por dentro quando ele não chegava na hora costumeira. Aquele sofrimento constante para saber de todos os seus passos.
 
Em meio a essa obsessão codependente, quanto mais frustrada eu me sentia, mais culpava ao meu esposo, mais o condenava pela minha infelicidade, e mais nos afundávamos em maus pensamentos e em maus sentimentos. Nosso casamento e nossa família estavam muito próximos do fim, embora houvesse amor e carinho.
 
Era tanta dor a nos consumir, e não entendíamos o porquê de tamanha confusão. Eu tinha a resposta: “é porque ele não consegue ficar sem drogas”. Entretanto, mesmo quando meu esposo estava limpo havia um vazio em mim, e um desejo de controlá-lo, como se eu fosse sempre a dona da razão, e como se tivesse em minhas mãos a solução de todos os seus problemas.
 
Por meio do grupo de apoio, percebi que eu não era tão perfeita assim. Percebi que era cômodo ter um adicto ao meu lado, pois assim eu não necessitaria olhar para mim, nem para as minhas próprias frustrações.
 
Percebi que o meu sofrimento e carência existiam pela falta de amor sim, mas não pela falta do amor do meu esposo (como eu pensava), mas pela falta de amor-próprio.
 
Queridas, não estou aqui dizendo para aguentarmos isso ou aquilo dos nossos amados adictos, mas sim para olharmos para nós mesmas com carinho. Não esperemos dos outros aquilo que não damos a nós mesmos(as). 
 
Você se dá atenção? Você se dá valor? Você se perdoa? Você se ama? Se a resposta é ‘não’, ou ‘raramente’, é hora de rever isso. Chega de viver focado no que recebemos (ou no que não recebemos) das outras pessoas. Valorize-se!
 
Esquecer de si mesmo, ao ponto de renunciar a própria vida para viver em função do outro, não é o amor que Jesus nos ensinou. Ele nos disse: “Ame ao teu próximo como a ti mesmo.”
 
Muitas vezes damos tanto amor (esperando o amor na mesma medida), e fazemos tantas coisas em favor do nosso amado, e nos sacrificamos sobremaneira; mas, queridas(os), isso não alimenta o amor no outro, e pior, isso alimenta em nós a decepção, a mágoa, e até mesmo o ódio por não receber a resposta do outro à altura do nosso sacrifício.
 
Entendam que essa dor é o seu próprio interior suplicando por um pouco de amor próprio!
 
Observe: Quando precisamos que outra pessoa satisfaça nossas necessidades, indica que necessitamos disso para nos sentirmos importantes. 
 
Quando nosso amado adicto (ou outras pessoas) faz algo que não queremos (ainda que movido por uma doença), pensamos que ele faz isso porque não nos ama, ou porque não somos importantes para ele.
 
Querida(o) leitora(r), entenda que você é importante sim, e digna(o) de muito amor, mas que nem sempre as pessoas agirão como você deseja. Que tal aceita-las como elas são? E amá-las como elas são?
 
Que tal se amar, se aceitar e se valorizar como você é?
 
Companheira(o), você quer ajudar realmente ao seu amado dependente químico? Então cure primeiro a sua própria dor!
 
Sei o quanto é doloroso ter um familiar dependente químico. Mas, queridos(as), se as nossas experiências com a doença da dependência química tem obscurecido o nosso pensamento, inundando-o com ressentimento, medo e autopiedade, então é hora de mudar as nossas atitudes.
 
Acredite, existem maneiras de ficar bem consigo mesmo, e com os outros. E lembre-se: nada muda se você não mudar...
 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Amigas, me perdoem, não poderei ir!



Olá, queridas(os)!

Boa noite! Tudo bem com vocês?

Espero poder contar com a compreensão de vocês neste Post.

Quando mencionei sobre a possibilidade de nos encontrarmos, fiquei muito feliz e entusiasmada. E, de imediato, comecei a analisar a possibilidade disso se concretizar.

Na ocasião, havia preços promocionais nas passagens para Guarulhos, mas em razão do encontro não estar confirmado, preferi esperar. Então, quando comprei as passagens, peguei preços bem elevados.

Meu esposo não queria que eu fosse sozinha, afinal, não conheço nada em São Paulo, então compramos duas passagens para ele me acompanhar.

O ano acabou, e outro se iniciou. Sentamos nós dois juntos. E dentre as nossas metas, uma prioridade que temos é a de organizar a nossa vida financeira. Embora eu tenha um emprego estável e bom, em decorrência do desequilíbrio dele (por causa da dependência química), e do meu desequilíbrio (em razão da codependência), ainda hoje arcamos com sérias consequências nessa área das finanças. E não tem como organizar isso, sem cortar gastos.

Encontrar vocês seria maravilhoso, uma realização, mas, infelizmente, as despesas não condizem com a nossa realidade agora. Então percebi que o melhor é cancelar as passagens. Perdoem-me!

Pra vocês terem uma ideia, isso nos geraria uma despesa de mais de R$ 1.500,00, se somarmos as passagens, alimentação e babá para as crianças que ficariam em casa. Queridas(os), infelizmente, não dá.

Meu esposo saiu da internação, não sei se o INSS aprovará seu afastamento, ele não pode voltar para o hospital... Então estamos em fase de mudanças por aqui.

Mas, por favor, não cancelem o encontro! Vocês são privilegiadas de estarem todas perto! Realizem. Se abracem! Tirem fotos! E lembrem-se de mim... L

Por favor, me perdoem mesmo. Nós, codependentes, temos muita dificuldade em dizer aos outros “não”, “não posso” ou “não dá”, então imaginam como estou, né? Mas, até isso faz parte da minha recuperação...

Beijo no coração, meninas(os)!

Amo vocês, e não desisti de vê-las! Apenas precisarei me organizar primeiramente...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013 de joelhos!



Às 23:50hs, todos os presentes se colocaram de joelhos... O silêncio foi absoluto naquele lugar. Ouviam-se apenas os fogos, e as crianças eufóricas com o brilho no céu... Eu também estava de joelhos... Apresentei a Deus os meus projetos e sonhos para 2013, e agradeci por tudo o que Ele tem feito por mim.

Havia vários balões brancos, nos quais amarramos as nossas orações, previamente escritas em papel. Levei duas orações: uma pessoal, e uma em favor de vocês, leitoras do blog. Escrevi nome a nome de todas que me lembrei, e pedi por todas as que passam por aqui, mesmo que anonimamente. Pedi a Deus uma vida diferente para vocês e seus amados esposos. Uma vida feliz. Livre das drogas e de suas dores.

Pouco depois da meia noite, os balões foram soltos. E subiram. Como demonstração de que nossas orações também subiram até o trono de Deus...

Você crê? Eu creio!

E assim, entramos em 2013...

“Desistir dos sonhos é abrir mão da felicidade... Quem não persegue seus objetivos está condenado a fracassar 100% das vezes...(Augusto Cury)

"Esperança é a fé segurando sua mão na escuridão (George Iles).

Feliz ano novo!!!