sábado, 20 de outubro de 2012

Meu pai!


Meu esposo foi para o trabalho. É isso mesmo, para o trabalho.

A cada hora ele muda seus pensamentos.

A doença dele está gritando para ele não se internar. E ele está totalmente confuso.

Eu o amo demais! E dói muito vê-lo nesse estado novamente. Pensamentos contraditórios. Braços marcados. Pés machucados. Tristeza no rosto. Quilos perdidos.

Falei a ele que se não houver a internação até segunda-feira, eu e as crianças sairemos de casa...

Deus, ilumine a mente do meu esposo! E me ajude a tomar a decisão certa!

Queridos, hoje postei essa mensagem abaixo no facebook. É uma forma de tentar diminuir esse preconceito horrível que ainda existe, como aconteceu com a filha da nossa amiga Lu. Vamos divulgar essa mensagem, e tentar mudar a mentalidade das pessoas, e principalmente do governo e autoridades.


A saudade é grande! Mas que a nossa tristeza sirva para alertar a outros e impedi-los de viver o que vivemos...

Beijos.

10 comentários:

  1. Que linda campanha que vc iniciou no face amiga, muitas pessoas ao invez de colocar um DQ numa clinica, mandam é pra cadeia, compartilhei a foto e pedi para umas amigas fazerem o mesmo, vamos fazer com que essa campanha ajude a abrir a mente das pessoas....Em relação ao seu marido Poly, vamor torcer pra que ele abra a visão, eu acredito que ele vai voltar pra instituição pq vc foi clara com ele, e ele não vai querer te perder, ele não é bobo rs....bjssss

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  2. Querida amiga Poly!!
    estou aqui orando e torcendo muito por você para que tudo de certo e Deus abra a mente de seu esposo,para que ele volte para instituição.Vamos continuar na nossa fé amiga,fico muito feliz por seu bebe estar bem querida.
    Estes dias também tenho estado em um hospital com meu pai,que não esta nada bem...
    Enfim querida ,tenho certeza que Deus tem preparado o melhor para você,pois é uma filha especial e muito querida por Deus.
    Parabéns pela campanha que iniciou,realmente o preconceito contra os dependentes químicos tem aumentado a cada dia,estava lendo um post que fala que o preconceito contra o D.Q em nosso país aparece em segundo lugar no grau de aversão, perdendo apenas para os ateus.
    Realmente é muito triste passar por este preconceito amiga...
    Estou aqui orando por você e por toda sua família ,desejo a vocês um ótimo fim de semana com muita paz e serenidade.
    Fique com Deus e tamujuntas. beijos no coração!!

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  3. é isso ai amiga tamo junta...vai dar tudo certo.

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  4. Polly,

    Bom dia!

    Ja comentei um post seu anteriormente. Quero ajudar seu marido e vcs!

    Disponibilizo uma vaga para ele em nossa instituição, quem sabe desta vez ele deva usar das "vantagens" da distancia geográfica.

    Quero lhe enviar nosso projeto terapêutico e cronograma semanal para que vcs nos conheçam melhor!

    Faça contato comigo se achar pertinente. www.leaodatribodejuda.com
    pr.alvaro.ramirez@gmail.com
    alvaro@cbrd.com.br

    Em oração por vcs!

    Sempre em Cristo,

    Pr. Álvaro Ramírez
    31 97683840

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  5. Olá querida!
    As vezes enfrentamos preconceitos até entre nossos familiares que julgam o nosso amado DQ imagine das outras pessoas. Senti este preconceito quando meu marido foi internado e eu precisei procurar um emprego,meu filho estava pequeno e eu não trabalhava, então uma funcionaria da loja em que entreguei curriculo falou pra dona que era melhor ter cuidado já que meu marido tinha esse "problema" EU podia não ser confíavel, é tão grande o preconceito dessa criatura que ela chega apensar que a família inteira não merece confiança, a outra funcionária quando eu falei que ele estava internado numa clínica de recuperação falou pra eu não contar pros donos da loja pois eu podia ser demitida. Como eu ia mentir durante todo o tempo, eles conheciam o meu marido e claro, é natural que perguntasse por ele! Sempre falei a verdade do que estava acontecendo, o preconceito delas fazem mais mal a elas do que a mim. Só pra esclarecer eu morava na época em uma cidade do interior do Mato Grosso, onde todos se conhecem, imagine só! Que DEUS abençoe seu dia, sua família. Beijos!!!

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  6. DESABAFO!

    Ontem meu mundo desabou e minha esperança acabou. Meu namorado trabalhou normalmente durante o dia, chegou em casa, tomou seu banho, as 19hs me ligou dizendo que ia ir para reunião do NA e após iria me buscar. 20hs mandei uma msg pedindo que horário iria me buscar, não respondeu. 20:30hs liguei, chamou, e recusou a chamada. O desespero começou. Liguei para mãe dele, ela chamou o irmão dele para irem até a reunião ve se estava lá o carro (ele saiu com o carro da mãe dele), como eu imaginei, não estava. As 22hs a mãe e o irmão dele me buscaram em casa e fomos atras dele, nos lugares de ativa (menos em boca). Nada dele. Celular já havia sido trocado por crack. As 2hs da manhã fomos à polícia registrar um boletim de ocorrência, afinal, ele estava com a camionete da mãe dele, e poderia matar alguém, ou até mesmo, trocar por drogas. Ligamos para o serviço de rastreamento do carro, como é via rádio e não via satélite, eles não o encontravam. Dirigio pela cidade toda, em todos os cantos. Começaram a busca as 3hs da manhã, passei a noite acordada, não chorei, não gritei, não me alterei. Estava em choque. Não imaginei isso, naquele dia. As 10hs da manhã nos ligaram, falando que haviam achado o carro em uma boca. O local é conhecido como "rocinha" aqui da minha cidade, já da até para imaginar né? Pegamos o carro. Veio um morador falando que havia visto ele em uma casa de fumo. Os políciais que estavam com nós avistaram ele, mas por mando do pai dele, deixaram ele lá. Agora estou em casa. E ele na boca. Ele poderia estar aqui comigo. Poderiamos estar namorando, carinhos, filmes.. mas ele fez a escolha dele. Fez a escolha de mais uma vez distruir nosso relacionamento, de mais uma vez acabar com a família dele! À pouco cairam algumas lágrimas do meu rosto, mas estou tão exausta que talvez seja isso que não fez com que eu desabasse de vez. Infelizmente, terminou aqui minha luta pelo dependente químico. Não posso continuar uma vida assim, por vezes pensava "dessa vez vai". Mas vai aonde? É sempre o mesmo final e ele não aprende. Agora o que me resta é seguir minha vida, com uma enorme dor no peito, lágrimas no rosto e decepção. Sei que agora devo pensar mais em mim, e parar de viver em função dele. Aliás, ele foi mandado para fora de casa dos pais dele, vai ficar em uma pensão. Alguns anos terminamos, e ele foi mandado pra lá, e ia levar comida, lavava as roupas dele. Mas dessa vez não vai ter isso. Chega! Deu pra mim! Cada um com suas escolhas e cada um com suas consequências.

    Desculpa, mas eu precisava desse desabafo, afinal, não tenho ninguém que me entenda.
    Força pra vocês companheiras!

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  7. polly,o preconceito e a pior situaçao que acontece.dia desses li no ask da minha filha a sequinte frase''se acha demais e vive com um pai drogado...coitada''sei o quanto isso doeu nela,tanto que ela nao quiz falar sobre o assunto,mas descorreu no ask como era dificil e que ela estava orando pro anonimo e sua familia nunca passarem por isso.em cidade pequena e muito grande o preconceito e diario.vamos combater essa discriminaçao!! suely

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  8. Poly...
    Que ato corajoso e lindo o seu blog...
    sou esposa de um alcoólico que estava até ontem em recuperação. Também estava vivendo uma fase muito feliz, e entendo como é muito dificil não gerar expectativas... mas infelizmente essa terrível doença consegue levar em segundos, tantos dias, meses e anos de dedicação e amor.
    Sabe, é muito bom poder compartilhar com pessoas que nos entendem e reconhecem amor onde a maioria vê desgraça e impossibilidades.
    Creio ainda hoje em um Poder Superior que é maior que todos os nossos problemas, e como nosso programa nos ensina: isso tb vai passar...
    um forte abraço e que o Poder Superior nos conceda esse final de arde feliz e sereno

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  9. Alguém vai entrar no chat hoje? To precisando partilhar. To precisando de ajuda! Desespero!

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  10. Querida Poly,acompanho seu blog a algum tempo, mas estava tão exausta com minha luta que não conseguia ler nada dele. Me trazia muito sofrimento.Porém essa mensagem que você postou no face me deu muita vontade de dizer umas coisas.
    Sou policial militar e estou muito triste, pois sei que os dependentes químicos são questão de saúde, mas a sociedade cobra muito da polícia uma posição. Me sinto de mãos atadas, as vezes prendemos um usuário (devido ao uso eles cometem crimes), mas sabemos que eles vão voltar a cometer esses crimes porque não são tratados. Nós levamos eles à frente do delegado que determina que faça tratamento, mas onde? Sei que o problema é muito mais complexo, que envolve muita coisa e muitos setores da sociedade, como o tratamento dos familiares e me enoja ver os telejornais querendo culpar a falta de policiamento por tudo. E a educação e a estrutura familiar e a estrutura de saúde onde ficam?
    Eu também lido com o outro lado, meu namorado é dependente químico e eu vejo a luta dele e nossa para se tratar, para deixar as drogas, mas as dificuldades em se encontrar tratamento, comprar medicação, tratar a família e o preconceito tornam quase impossível resolvermos o problema.
    Em outro momento irei compartilhar com você minha história. Acho muito válida sua luta para se manter bem e para manter sua família bem, o que é por demais importante.
    Força pra nós todos!Um abraço!

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