quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Respostas!


Olá, meus queridos! Boa tarde!

Agora são 12h48min deste 12 de janeiro de 2012, quinta-feira.

104 dias que meu esposo se mantém em tratamento, numa instituição para dependentes químicos. E o mais importante é que só por hoje ele está bem e em recuperação!

Muito obrigada pelas palavras de apoio e de comemoração deixadas no Post anterior! Estou realmente muito feliz com as atitudes que meu esposo tem tomado em prol da sua recuperação. Sem expectativas, mas, cheia de esperanças!

Quem estiver passando, neste momento, pelo “olho do furacão”, lembre-se que “depois da tempestade, sempre vem a bonança...” e que “o choro pode durar uma noite, mas, a alegria vem pela manhã...” Serenidade!

Nos dias em que meu esposo esteve em casa, li as seguintes palavras por ele registradas, na capa de sua Bíblia:

“Quanto mais experiência adquiro de viver, ao invés de simplesmente existir, mais compreendo quão preciosa e encantadora pode ser a vida... Viajar, louvar a Deus, brincar com meus filhos, passear de mãos dadas com minha esposa, estão entre as inúmeras atividades que dizem: “estou vivo”. Sinto gratidão a Deus por ter tido uma segunda chance...”

Lindo, né?! Eu também sou grata a Deus por essa “segunda chance”...

Queridos leitores, recebi dois e-mails recentemente, e tomei a liberdade de publicá-los aqui, preservando o anonimato dos envolvidos, e respondê-los via blog, visto que pode servir para outros que passam pela mesma situação.

Além disso, não sou detentora da verdade, o que nos faz fortes e nos dá a direção são as trocas de experiências, portanto, se puderem, ajudem-me a responder a essas duas companheiras: a “R.S.” e a “M.”

Palavras da R.S.:
Olá Poly! Me identifico muitooo com suas postagens no seu blog. Meu esposo é um dependente químico,  eu estou grávida, e não sei mais o que fazer... Leio há alguns meses seu blog, nunca postei nenhum comentário pois sempre ao final estou muito emocionada, e também não saberia o que dizer, pois procuro lá alguns atos seus para me espelhar... Por isso não sei se o meu comentário a ajudaria de alguma forma, Quando eu estou procurando ajuda. Desculpas por isso. Estou lhe enviando este email, pelo meu email pessoal porque peço encarecidamente para que me passe por favor o nome da clínica em que seu esposo está, ou que me dê o nome de alguma que seja da mesma "forma" entende? Gostei por ter grupo na mesma clinica tanto pra você quanto pra ele... E estou vendo que ele se manteve firme lá... Isso me encorajou a procurar. Moro no Rio de Janeiro, e é muitoooo difícil achar uma boa por aqui... E também por ser muito caro... Ele esteve internado, mas só um mês em Gurararema-SP, mas não tivemos como arcar com as despesas e passagem para ir visitá-lo.
Obrigada pela atenção, se puder me enviar alguns nomes, telefones, eu ficaria muito grata.
Ah! Onde encontro o livro CEFE? São iniciais de quais palavras? Procuro na internet e não encontro...
Abraço, e força!

Querida R.S., estamos juntas! É tão bom quando percebemos que não estamos sozinhas com a nossa dor, não é mesmo? Querida, não sou um exemplo, apenas relato coisas que aprendi com o tempo, freqüentando o Nar-Anon e com livros sobre o assunto, e principalmente com a vida ao lado de um esposo a quem tanto amo, e que é portador da dependência química. Posso te afirmar que muito da minha força veio de palavras recebidas em comentários deixados nesse blog. E tenho certeza que você pode sim, ajudar a mim e a muitos outros. Acredite! De qualquer forma, sinta-se a vontade para falar ou para calar-se quando assim sentir.

Bom, meu esposo está internado em uma instituição próxima de Brasília-DF. Acredito que ficaria longe pra vocês. Uma dica que te dou é: procure membros de confiança do N.A., foi por meio deles que recebi a indicação dessa instituição. Na verdade, foi o padrinho do meu esposo quem a indicou. A mensalidade de onde ele está é de R$ 700,00 + 2 cestas básicas + 6kg de carne mensais, mas, acho que não é fixo para todos os residentes. Entretanto, eu gostaria de ressaltar que para um bom tratamento, 50% depende da instituição ser boa, mas, os outros 50% depende do querer do dependente químico. Peço ajuda aos leitores do Rio de Janeiro, se alguém souber de uma boa instituição, por favor envie-nos via comentário ou via e-mail. E caso você queira ligar para o N.A., querida, o telefone de um dos grupos do Rio é: (21)2533-5015 ou 8653-4486. Torço para que dê certo para vocês, como tem dado para nós.

Quanto ao livro CEFE, o título é Compartilhando Experiência Força e Esperança. Esse livro é maravilhoso para nós, familiares de dependentes químicos. Você pode encontrá-lo nos grupos familiares Nar-Anon. A linha de ajuda do Rio é: (21)2516-0057, e-mails: comitearearj@naranon.org.br ou sidrj@naranon.org.br. Aproveite para conhecer o grupo, vai ser muito bom pra você, com certeza. Espero ter ajudado, querida.
Beijos.

Palavras da M.:
Ola Poly!!!  Tenho 25 anos. Descobri que meu namorado é dependente químico, e quando soube disso meu chão sumiu bateu o desespero. Ele me pediu ajuda, e eu resolvi ajudá-lo. Até então estava tudo bem sem recaídas, ele estava morando comigo, estávamos felizes, pois eu havia sofrido um acidente de moto e estava acamada, ele fazia tudo pra mim: comida, lavava roupa, limpava a casa e cuidava de mim... Mas tudo que é bom dura pouco. Minha família descobriu que ele era um dependente e que havia sido preso em 2007 e pra ajudar a ex- namorada dele resolveu aparecer e dizer barbaridades, falando que ele a espancava, que ele a roubava e a tinha ameaçado de morte. Então minha família mandou ele embora de casa... No mesmo dia ele recaiu, fiquei desesperada, chorei um monte, fiquei triste com todos, pois minha mãe se referia e se refere a ele como marginal, drogado, desgraçado... Eu decidi morar com ele, mas para isso tenho que fugir de casa, mas, estou com o coração na mão pois ontem ele teve uma recaída e ainda não chegou em casa, e passou na frente da minha casa hoje. O que eu faço? Quero ajudá-lo muito, o amo, mas tenho medo dessas recaídas. Conversei com ele, pedi pra se focar na gente e ele disse que está fazendo isso, que me ama, mas que a culpa de tudo isso que está acontecendo com ele é da sua ex-namorada, pois ele estava quieto e feliz e ela apareceu para destruir a vida dele. Disse que precisa de mim do lado dele, que está se sentindo muito só e sente minha falta. Ele me liga todos os dias, diz que me ama, mas quando ele recai não atende o celular, então fico triste e com muito medo... Poly, quero e preciso da sua ajuda. O que faço? Vou embora com ele? Ou fico com minha família? A família dele esta me apoiando em tudo que precisar, mas será que eles não querem se livrar dele? Por favor, me ajude.
Grata.

Querida “M”, obrigada por confiar a mim parte de sua história. Entretanto, é muito difícil dar uma resposta a essa sua pergunta: “o que eu faço?” Afinal, a resposta somente você a tem. Veja bem, estamos falando da sua vida, de uma decisão muito séria, e cujas conseqüências cairão sobre você. Por isso, muita serenidade ao decidir. Viver com um dependente químico em recuperação é difícil, e viver com um na ativa posso te dizer que é praticamente insuportável. Começar a vida assim, fugindo de casa com alguém que está doente, e que ainda não está se tratando, será que vale a pena? Seria essa a única forma de ajudá-lo? É isso mesmo o que você quer para a sua vida? Querida, são respostas que estão com você. Deixarei para você um trechinho do livro CEFE, da pág. 276, onde diz: “Estou aprendendo que preciso seguir em frente com a minha vida. Tenho que fazer minhas próprias escolhas e tomar minhas próprias decisões. Sou a responsável pelas conseqüências.” Qualquer decisão que tome, estarei aqui no que precisar. E nunca se esqueça de pensar na pessoa mais importante da sua vida: você mesma!
Beijos.

É isso aí, meus amigos e parceiros, serenidade só por hoje!

Poly.

11 comentários:

  1. ola polly,quanta dor nessas irmas,que bom que tem voce para nos dar um apoio,quero dizer para''RS''que um dia estive na sua situaçao e o que me fez sair dela foi o amor pelos meus filhos,no melhor que poderia dar a eles,''m''ajude seu amor,mas nao abandone voce,por q viver um amor desses e desistir de voce e familia e nosso maior bem .bjus e serenidade!!!!!!!!

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    1. (M)
      Sim vou ajudar ele e ja estou ajudando ele se interno ontem dia 12/01/12 onde ficara em tratamento por 12 meses. Vou esperar por ele afinal são 3 anos amando essa pessoa. Acredito na recuperação dele sei que ele quer vencer esta batalha e se DEUS quizer ele vai vecer essa e muitas outras.
      Obrigada

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  2. Oi Polly...fiquei um tempo sem ler seu blog...preciso colocar as novidades em dia...mas pelo visto...está caminhando tudo bem com vocês...
    Já por aqui, as coisas não estão legais...mas hoje tenho que ser breve e não vai dar tempo de falar tudo...enfim...queria saber se posso divulgar meu grupo por aqui... sou uma co-dependente na ativa..rsrs...e é fato que partilhando nossas histórias a gente se ajuda muito! Fiz um grupo no Face, é bem recente....e lá será um espaço para dependentes químicos, familiares, amigos e simpatizantes. Enfim, toda ajuda será bem vinda. Se você autorizar e puder fazer parte dessa família, eu volto aqui para divulgar. Parabéns pelo blog....o pouco que li hoje, já percebi que você nunca perde sua essência...você é iluminada! Beijos, Ledinha!

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  3. Oi Polly, continuo acompanhando seu blog, alias indico para varias esposa, que assim como nós, passam pelas mesmas dificuldades !!!
    Que bom que você esta bem !!! Estou muito feliz por isso !!

    Gostaria, se fosse possível, deixar o site do Nar-Anon, a companheira R.S poderá encontrar-la mais algumas informações.
    www.naranon.org.br e www.naranonsp.org.br

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  4. Ledinha vc não disse como achar esse seu grupo no Face, coloquei seu nome e não deu. Bjs

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  5. Bom...o grupo é novo, se a Polly autorizar, eu o divulgo aqui!
    Meu perfil no Face é http://www.facebook.com/ledadutra
    E do grupo é http://www.facebook.com/groups/328313597189004/
    Aliás, procurei o Face da Polly e não encontrei....você tem? Se puder, me passar...iria adorar me comunicar com você por lá!
    Beijos!!

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  6. http://www.facebook.com/groups/coedependentesquimicos/

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  7. "M", quem ama um dependente químico vive mais ou menos as mesmas coisas.A questão não é se vale a pena vc fugir de casa para viver com ele, a verdade é que você fugira de casa para viver sozinha. Porque é assim que vive uma mulher de dependente na ativa. Nós amamos muito, eles prometem, se comprometem... mas o vicio é mais forte que tudo isso. E a gente acredita, investe, se enche de esperanca e vem a recaída. Ele desliga o telefone, não porque não te ama, mas porque o vício venceu mais uma vez. Quem sou eu para dar conselho, mas vou te passar a minha experiência. Fique na sua casa, o ajude da maneira que vc puder. Ele precisa estar inteiro para vcs comecarem uma vida juntos. Depois que "casa" tudo fica mais difícil... depois vem filhos... e ai...( pode parecer um tempo distante, mas pode acreditar, o tempo é implacável). Quanto a sua família, procure entender. E muito difícil para quem esta de fora, compreender. Até eu, que vivo isto há 13 anos, me surpreendo até onde a pessoa pode ir. Porque acredite, na maioria das vezes que vc precisar de alguém, infelizmente não será ele que irá te ajudar! Pois ele não pode dar o que não tem. Não faca isso, viva sua vida, deixe ele se cuidar para te merecer!!!!!!

    Serenidade para gente!!!!!

    bjs

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  8. Obrigada Deise.
    "M"
    Ele ja se encontra internado em uma clinica.
    Depois de tanto pedir ele concordou e disse que precisava de ajuda, estou apoiando ele em tudo que ele precisa para que ele fique bem, ele quer largar o vicio eu sei eu acredito na recuperação dele e acredito muito nele. Mais o problema é que minha familia é daquelas que não querem saber gays lesbicas e nem dependentes eles tem preconceito com tudo dizer que ele nunca vai se recuperar. E a partir do momento que eu ficar com ele eu não terei mais o apoio deles pra nada ou seja como minha mãe disse " VC MORREU PRA MIM SE VC FICAR COM ESTE MARGINAL" ela não fala mais o nome dele so chama ele de marginal sempre que quer falar algo dele.
    Mesmo assim muito obrigada não vou fugir de casa vou esperar ele se recuperar pois vou velo so daqui 3 meses regras da clinica da qual ele esta ele não tera contato com a familia por 3 meses. Vou esperar por ele amo muito para abandonar assim.
    Obrigada por tudo

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  9. Obrigada Poly, pelas Respostas! R.S.

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  10. Oi Poly, fiquei muito emocionada pela sua história de vida, senti me motivada com idéia da internação para a recuperação da pessoa amada, vivo uma situação parecida com a sua, não sou casada, sou namorada, co-dependente. é bastante dificil para mim... Obrigada.

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