domingo, 27 de novembro de 2011

A História de R.R!

“Boa tarde poly... Tenho 30 anos, um filho de 4 e uma bebê de 11 meses... Sou casada com um dependente de cocaína há 5 anos.. Ele não reconhece que precisa de tratamento... Enfim, passei por todas as coisas as quais descreveu: esperar pro jantar e ele não chegar, sair de madrugada com um bebê de 6 meses procurando de carro sem saber aonde ir... Chorei... Bati... Briguei... Xinguei... Ignorei... Dei carinho... Aceitei... Me revoltei... E nada, exatamente nada o fez acordar... Cansei... Estou tão cansada e sem rumo... Não quero aceitar, mas também não sei como mudar... Freqüentar o nar-anon, eu gostaria muuuuiiito mas não tenho com quem deixar meus filhos... Não sei se leu o livro reduzido a pó, bom demais. Me sinto igualzinha a mãe do rapaz, que minha vida se tornou um espiral sem fim, e nunca acaba. Não tenho como sair de casa, mandei ele embora, joguei a roupa na rua, e ele volta... Não agüento mais ser manipulada e enganada... Olho pra ele e vejo uma mentira em pessoa... Um ser egoísta que só pensa em si... Nem nos filhos pensa... Ele é o perseguido do universo, todos querem prejudicá-lo... Tomei uma decisão, espero que sirva pra ele acordar desse inferno que ele se enfiou... Vou entrar com separação de corpos... Vou tentar a ultima vez... Pedir calmamente pra que ele saia... Se não, vou ser obrigada a apelar... Não sei se o amo mais... Essa pessoa que ele se tornou tenho certeza que não, mas quem um dia ele foi, não sei, morro de tristeza em pensar que uma família está se desfazendo por causa da droga... Deixaremos de viver momentos felizes, passeios, viajens, brincadeiras, aniversários, momentos de carinho, por que? Por causa de uma substância quimica branca que destrói tudo ao seu redor... Destrói a dignidade, a familia, a felicidade e a paz... Obrigada por publicar suas histórias, chorei lendo todas... Me vi em você, porém sem esperanças de um dia sermos marido e mulher novamente...”

4 comentários:

  1. R.R, infelizmente, a droga leva tudo o que há de melhor em um relacionamento e enquanto ela estiver presente na vida dos envolvidos o relacionamento passa a ser apenas convivência e nada mais, o D.Q. não se importa nem com ele durante a sua adicção e não é culpa dele, acredite, não mesmo...
    Boa sorte, não desista de você, jamais.

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  2. Querida R.R, como a Giulli falou, seu amado dependente químico está doente, não é apenas egoísmo. Quando somos egoístas, pensamos em nós mesmos, me diz: ele tem pensado nele, se drogando e destruindo a própria vida, além de afastar as pessoas que o amam? A dependência química o faz passar por cima de si próprio, então passar por cima dos outros se torna fácil. Mas, esse é um quadro repetitivo da doença. Entretanto, não és obrigada a aceitar e conviver com isso. Apenas tenha certeza de suas decisões para não voltar atrás e seguir seu caminho leve, feliz e sem culpa.
    Beijo no seu coração, querida!

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  3. RR até agora você não conseguiu ajudá-lo. Se realmente tomar uma posição e não voltar atrás, a menos que ele procure tratamento de verdade, aí sim estará começando a fazer algo por ele, por você e por seus filhos. Quanto a frequentar o NarAnon, eu não sei mas pelo menos na cidade vizinha aqui o Amor Exigente tem uma salinha com pessoas que cuidam e brincam com as crianças enquanto as mães participam da reunião. Quem sabe na sua cidade também tem um grupo assim? É importante, porque a partir do momento que você toma as atitudes certas a recuperação começa. Sempre que ele sai mas volta, você perde um grande espaço. Sempre que você bate, briga e etc e depois aceita as coisas como eram, você fortalece o vicio. Quando você mudar, as coisas mudam, para isso tem que se preparar, tem que saber. Se realmente não tiver como ir, busque conhecimento pela internet. E conte com nosso apoio! Janete

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  4. RR.... como o anonimo acima disse, os grupos de ajuda a familiares nos ajudam muito, a entender esse turbilhão que se passa nas nossas familias e em nossas mentes... no nar-anon e no amor exigente as crianças são bem vindas...

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