segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O que importa é o final!

Embora quase todas as famílias tenha algum dependente químico, seja de drogas ilícitas, álcool, cigarro ou medicamentos, a dependência química ainda é vista com muito preconceito por ser uma questão cercada de valores e conceitos morais.

Internar um canceroso ou um diabético é digno de compaixão alheia e de apoio, mas, a internação de um adicto não é vista com os mesmos olhos, e não precisamos esperar o mesmo apoio e carinho de terceiros.

O usuário de drogas deveria ser visto como alguém que necessita de ajuda, mas, a sociedade, e muitas vezes a própria família, encara o consumo de drogas pelo viés da repressão e “demoniza” a pessoa que precisa de acolhimento.

Grávida de quatro meses, um filho pequeno, e meu esposo internado. Entretanto, como a doença em questão é a dependência química, não existiram visitas nem telefonemas de conforto, embora os meus familiares mais próximos e os dele já tenham sido avisados.

Ontem, domingo, chuva caindo à tardinha, claro que bate a saudade, a solidão e uma ponta de tristeza, mas, tudo isso é necessário, e o que me conforta é saber que ele está bem, e vai ficar melhor.

Eu, sinceramente, prefiro acreditar. Opto pela esperança de dias melhores e pela certeza de sua recuperação.

Vasculhando a minha caixa, vi que ainda tinha o primeiro e-mail que eu o enviei, em 17/07/2006, e acho que tem tudo a ver com o que estamos vivendo agora, mais de cinco anos depois:

“Um homem estava lendo um livro. Enquanto ele progredia na leitura, ficava cada vez mais contrariado porque o vilão sempre derrotava o mocinho. Ele decidiu pular para o fim do livro e ler os últimos parágrafos para saber como terminava a luta entre os dois adversários. Para seu deleite, o livro terminava com a vitória do mocinho. Ele voltou à página onde tinha parado e continuou lendo. Toda vez que o vilão derrotava o mocinho ele sorria para si mesmo e dizia: "Ah, se você soubesse o que eu sei!” Por quê? Porque ele conhecia o final, nenhuma aparente derrota do mocinho o deixava triste. A alegria substituiu sua tensão inicial, apesar dos revezes.


Se tudo parece ir mal, se o inimigo parece estar vencendo, lembre-se que o final da história está escrito, e nele o mocinho vence!”


Eu queria poder ler o último capítulo dessa história. Mas, não posso. Entretanto, posso crer, posso acreditar com todas as minhas forças que vai dar tudo certo. E só assim será mais fácil e mais leve viver o “só por hoje”.

Uma certeza eu tenho: "Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus".


Então o melhor a fazer é descansar e confiar em Deus, e relaxar tipo o bebezinho da foto...

5 comentários:

  1. É isso ai Poly, "MELHOR É O FIM DAS COISAS DO QUE O PRINCÍPIO DELAS" ECLESIASTES 7.8
    Tamojuntoo
    Beeijãoo

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  2. Poly realmente não podemos ler o final da história, mas podemos CRER EM DEUS que tudo vai dar certo, assim como vc falou, é uma luta diária só por hoje... Deus é em nossas vidas, um grande beijo da sua nova amiga (se é que posso te chamar assim)...

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  3. Que tudo de melhor possa acontecer na vida do seu marido e nao sua durante esse período tao importante para o futuro da sua famila.

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  4. Oi Polly...
    Vc não sabe como eu fiquei feliz de saber que seu marido foi internado!!Pode ter certeza que td vai dar certo...E já está td encaminhado!!!
    Concordo com vc no que diz respeito marginalização do dependente químico!!Fiquei 3 meses internado, e quando voltei, fiquei sabendo que minha família, ao invéz de abrir o jogo p os amigos, disse que eu estava na casa de parentes, em outra cidade!!:(
    Mas só por hoje, não preciso mais mentir...Digo p quem eu quiser, que sou adicto, mas estou limpo a 12 anos!!
    Pode ter certeza que todos aqui torcem por vc...E se precisar de companhia (nem que seja virtual) aqui vc encontra várias pessoas!!!:)

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  5. Amiga, tb concordo com você, a dependência química ainda é vista como algo vergonhoso, não omo uma doença, é mais fácil a família mentir para os outros, é mais nobre, do que falar a verdade e dizer que tem um doente na família.
    Isso precisa mudar...
    Estamos juntas! bjos

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