sexta-feira, 22 de julho de 2011

I love myself!

Bom dia!

Amigos, muito obrigada pelas palavras deixadas ontem!

Hoje começa um novo dia. Agora são 06h12min, desta sexta-feira, dia 22 de julho de 2011.

22 dias que meu esposo está limpo! Obrigada, Senhor!

Estou muito feliz pela força dele. O caminho que ele está usando para se recuperar é o trabalho. Por vezes, sinto sua falta, mas, o importante é que ele está bem.

Eu o amo. Do jeito que ele é, com seus defeitos e qualidades. Entretanto, amar um dependente químico não é uma escolha fácil de fazer.

A imaturidade e infantilidade são algumas das características do dependente químico, visto que por alguma razão, o desenvolvimento emocional dele estaciona na época em que fez uso da droga pela primeira vez. Ou seja, hoje a idade emocional do meu marido está perto dos 20 anos, o que o faz agir de forma mais egoísta, outra característica dos adictos.

Explicando melhor, o que nos faz amadurecer são os problemas e como os resolvemos. Tendo em vista que a droga se torna uma fuga ao adicto, ele envelhece na idade, mas, não aprende com as experiências “solucionadas” pelas drogas.

Então, nesse relacionamento, temos de um lado, o adicto, com suas características. E do outro lado temos a co-dependente, no caso, eu. Carente, necessitada de carinho, afeto e cuidado, que, de alguma forma, foram insuficientes na infância.

Meu amado não pode me dar esse afeto, cuidado e atenção da forma que eu desejo. Não que ele não queira, ele simplesmente não pode.

Então esse é o quadro. E quando fico assim debilitada fisicamente, sinto isso de forma mais intensa.

Não adianta me iludir, ele não tem condições de ser aquele cara preocupado, que vai acordar no meio da noite pra ver como estou. Ele está focado (e precisa estar) em sua recuperação e em seu trabalho que é o meio que encontrou para ocupar sua mente. Pedir que ele se preocupe com quem está ao seu lado, é pedir demais, e pode colocar tudo a perder.

Isso já trouxe muitos problemas para o nosso relacionamento porque eu cobrava algo que eu não havia recebido dos meus pais, mais especificamente, do meu pai, e que eu queria que o meu marido compensasse. Entretanto, ele também tem dificuldades nessa área, e não pode me dar isso.

Hoje eu entendo melhor, e não cobro. Mas, às vezes ainda me entristeço diante dessa realidade.

Ontem minha irmã esteve aqui em casa com uma amiga de infância nossa. Foi muito bom. A casa cheia de crianças. E nós pudemos bater um bom papo. Elas ficaram preocupadas comigo, por causa dessa alergia que nunca passa, e do meu abatimento. Diante dos cuidados delas, me deu vontade até de chorar, porque quase nunca recebo aquele tipo de preocupação e atenção. Geralmente sou apenas eu quem cuido.

Talvez esse tenha sido um dos motivos que me levaram a abrir para o mundo a minha vida, aqui no blog, na tentativa de receber mimos, cuidados, carinho, mesmo que seja assim, virtualmente.

Entendam que eu amo o meu esposo. E não tenho dúvida nenhuma do amor dele por mim. Apenas estou expondo uma dificuldade nossa. Um problema que existe na junção de um dependente químico com um co-dependente.

E não vou negar que essa foi uma das razões de eu estar “deprê” esses dias.

O mais engraçado é que eu também não cuido de mim como deveria, entretanto, quero que outros o façam. Estranho não?

Bom, amigos, apenas estou abrindo o meu coração pra vocês. Mas, hoje estou de fato melhor. Tentarei seguir o que vocês me orientaram nos comentários do Post anterior.

“Acordo de manhã e fico contente por me encontrar? Gosto de estar comigo? Gosto de meus pensamentos? Divirto-me em minha companhia? Amo meu corpo? Estou contente por ser eu?

Se não tenho um bom relacionamento comigo, como posso ter com os outros? Se não me amo, estarei sempre procurando alguém que me complete, me faça feliz, realize meus sonhos...

Ser "carente" é o jeito mais fácil de atrair um relacionamento insatisfatório...

Em qualquer relacionamento no qual duas pessoas tornam-se uma, o resultado final apresenta duas pessoas pela metade...

Comece hoje mesmo a afirmar o amor e o respeito por si mesmo. Olhe-se com freqüência no espelho e diga: EU AMO VOCÊ. Pode parecer algo muito simples, mas é uma afirmação de cura poderosa. À medida que o amor por si mesmo for crescendo, seus relacionamentos refletirão amor e respeito.

Se você espera que a outra pessoa "conserte" sua vida, ou seja a sua "melhor metade", está preparando um fracasso. Precisa estar feliz com o que você é, antes de entrar num relacionamento. Precisa ser tão feliz que nem precise de um relacionamento para ser feliz."

(Dr. Wayne Dyer)

6 comentários:

  1. Poly, não sei se isso tem relação com a droga, ou com personalidade mesmo...E a maioria das minhas amigas que são casadas, ou namoram reclamam de falta de atenção, isso é um mérito da grande maioria dos homens adictos ou não.
    O meu namorado mesmo sendo um adicto até me dá atenção em excesso, por isso sinto tanta sua falta.
    Forças Polyzinha, estamos juntas sempre...
    Preciso me amar mais também, só por hoje, olhar no espelho e dizer que me amo!!

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  2. Pois é, Gaby, eu nem sei se ele me dá atenção de menos, ou se eu que necessito de atenção demais, entende? Uma atenção que só eu mesma posso me dar, e por vezes, não dou, daí exijo dos outros... Faz parte da tal co-dependência. Mas, enxergar é o primeiro passo para mudar!

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  3. kkkk Poly... vc falava de mim ou de vc???
    Como pode né??? Uma "doença" tornar pessoas tão distantes, tão diferentes em pessoas tão parecidas... tb sofro desse mal... Se não me vigio passo a vida cuidando dos outros, esquecendo de mim e reclamando porque ninguem cuida de mim...Aprendi que também tenho o direito de ter minha atenção... e só por hoje eu não me faço mais de rogada, quando estou carente, ligo pros amigos verdadeiros e peço colo, carinho, afinal melhor pedir ajuda antes de fazer alguma besteira (que no meu caso é se envolver em um relacionamento qualquer só para ter atenção)... Carência pra mim é fogo... aflora meus piores defeitos de caracter... e como é dificil... alias...como é dificil abrir mao dos defeitos... aiiii só por hoje...SÓ POR HOJE!!!1 rsrsrs

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  4. Olá querida!
    Que bom que está melhor, me identifiquei bastante com seu post, pois nós co dependentes somos parecidíssimas!
    Realmente sinto muita necessidade de ser amada pela meu amado e que ele se preocupe comigo, quando ele faz isso eu fico muito feliz.
    Muitas vezes esse carência já trouxe muitos problemas para o nosso relacionamento, mas depois que aprendi mais sobre mim já consigo compreender melhor a situação!
    A cada dia aprendendo...
    Beijos querida e muita serenidade!

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  5. Poly, eu assim como qualquer pessoa que já amou ou ama um dependente químico lhe entende perfeitamente, porque essa é uma realidade de todas nós, essa carência, essa vontade de ser cuidada...
    Antes de eu me tornar uma codependente, nunca me importei se eu ia dar e não ia receber carinho em roca, somente o fato de dar já me bastava, mas, depois da codependência, quando conheci meu marido, tive muitos problemas por causa disso, eu era outra pessoa, porque eu queria que ele estivesse 100% focado em mim, igual eu fazia com meu ex, eu sofri até chegar ao meu equilíbrio, mas, ainda sim, acho que hoje sou uma pessoa muito mais carente do que o normal, isso se torna uma característica de nós codependentes né...
    Sinta-se amada por nós querida, sabemos que você amo seu marido e pelos posts que você coloca aqui, ele a ama também, você não precisa ser forte o tempo todo ok?

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  6. Queridas Anônimo (pelas palavras, parece a Cicie), Mari e Giulli, que alívio. Me achava a última azeitona do potinho, mas, podre... rsrs. É bom saber que não sou a única a me sentir assim. Quando meu esposo passou 11 meses limpo, tivemos muitas discussões por causa disso. Hoje, percebo que 50% desse problema está nele, mas, os outros 50% está em mim. E a partir do momento que eu me amo, me cuido e faço o que gosto, me sinto automaticamente menos necessitada dele.
    Obrigada, amigas!

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