quinta-feira, 9 de junho de 2011

Enquete!

Está terminando o prazo para votar na enquete sobre o que é mais importante na relação com um adicto: impor limites, amor, compreensão ou desligamento emocional?

Cada pessoa pode votar em mais de uma opção, se julgar que dois itens são igualmente importantes, portanto, o somatório dará mais de 100%.

Diante disso, temos 13% dos votos para a compreensão, em segundo lugar seguem empatados com 34% dos votos o impor limites e o desligamento emocional, e, em primeiro lugar, o grande vencedor até o presente momento, o amor, com 56% dos votos.

Afinal, o que é compreensão?
É buscar ver o que o outro vê, sentir o que ele sente, é perceber, é entender os sentimentos, as causas, as ações de alguém. Quando somos compreensivos, nos tornamos tolerantes. Nós, que amamos dependentes químicos, e que somos em grande maioria, co-dependentes, devemos tomar cuidado com a compreensão em excesso, pois, ela pode prejudicar na relação com o adicto, dificultando que ele sinta a gravidade da dependência química e a necessidade de mudar.

E impor limites, o que é?
Primeiramente, precisamos conhecer quais são os nossos limites. Pense um pouco em você, só em você. Do que você gosta? Do que não gosta? Até onde pode ir? Até onde quer ir? Após reconhecermos os nossos limites, é hora de “erguer as cercas”, "passar o muro", enfim, definí-los, mostrá-los. A pessoa que sabe o que quer e o que não quer, que se conhece, que mostra seus desejos, sem temer a reação do outro, é mais segura, e por que não dizer, mais atraente. O seu dependente químico, e todas as demais pessoas, irão te ver com outros olhos e com mais respeito quando você se respeitar.

Vamos falar agora sobre desligamento emocional?
Nós, co-dependentes geralmente somos muito apegados às pessoas ao nosso redor, e muitas vezes, pegamos os problemas dos outros e colocamos sobre os nossos ombros como se aquela causa fosse nossa. Pensamos em todo mundo, menos em nós mesmos. Se todos estiverem bem, estaremos bem. Mais especificamente, pensamos sempre no bem-estar do nosso dependente químico, mas, nunca no nosso. Enquanto estamos fixos na vida do outro, nossa vida vai passando sem que percebamos. Desligar-se emocionalmente é ter a consciência de que você não pode controlar o outro, nem suas decisões. Você não sabe o que é melhor para ele. Você não é o dono da verdade. Se ele não faz o que você gostaria, busque serenidade, afinal, a vida é dele. E você, o que tem feito da sua vida? Evitemos frases do tipo: “se eu fosse você, faria isso” ou “acho que você deve fazer assim”. O adicto vive em função da droga. E você vive em função do adicto. Qual é a diferença? Os dois estão se destruindo, não é mesmo? É impossível ajudar um dependente químico sem desligar-se emocionalmente. Entenda, isso não é deixar de amar, é simplesmente aceitar as decisões do outro, sabendo que você não pode controlá-lo, mas, pode controlar-se e mudar suas atitudes diante das atitudes dos outros. Esse é o segredo. Faça a oração da serenidade. Busque compreendê-la e senti-la. Ela me ajuda demais.

E quanto ao amor?
Bom, para falar do amor eu criei esse blog. Não dá pra defini-lo assim, em poucas palavras. Leia as postagens e entenderá de que tipo de amor estou falando...

Quem não votou na enquete, ainda dá tempo!

Polyanna P.

Um comentário:

  1. Gente, estava me lembrando dessa historinha abaixo, que um dia foi abordada no NAR-ANON, quando o assunto era impor limites. Olha que interessante. Abraços!

    Certa vez, um homem amarrou o seu camelo do lado de fora de sua tenda em uma noite fria no deserto. Mais tarde, deparou-se com o camelo esfregando o focinho no tecido da tenda. O homem deu uma paulada no focinho do animal, e este rapidamente se retirou.

    Logo depois o camelo enfiou o focinho na tenda e disse ao seu dono “Está tão frio aqui e você tem essa tenda grande e quente. Não faz mal se eu deixar apenas o focinho aqui dentro, faz?”. O homem pensou e concordou com o pedido do camelo.

    Uma hora mais tarde, o homem foi surpreendido com a cabeça do camelo inteira dentro da tenda, e o camelo fez mais um pedido: “Tomei um pouquinho mais de espaço e assim fico mais confortável. Acho que não há nenhum problema , não é ?”. Mais uma vez o homem concordou com o pedido do animal.

    Durante a madrugada, o homem acordou diversas vezes, e percebeu que o corpo do camelo estava cada vez mais dentro da tenda, e a cada investida, o animal sempre era atendido pelo dono. Horas depois, o homem acordou e percebeu que ele estava deitado fora da tenda e o seu camelo estava confortavelmente dormindo no interior da mesma.

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