terça-feira, 28 de junho de 2011

Angústia!

13:30 horas.

Telefone não atende em casa.

Coração apertado.

Talvez ele esteja dormindo. Talvez o aparelho de telefone esteja com defeito.

Ou talvez seja uma nova recaída...

Quando esse medo e dúvidas me assombram, volto a me sentir assim, como se fosse um barco a deriva, sem rumo, sem destino certo, sem por quê...

Quem somos nós os co-dependentes, afinal?

Às vezes me sinto como uma sombra do meu amado. Se ele está bem, eu também estou. Se ele fica mal, eu o acompanho.

Não dá pra viver assim.

Deus, ajude-me contra esse meu mal! Ajude-me a recuperar a Polyanna que perdi dentro de mim...

Hoje li um artigo no Journal Brazil, onde uma frase dizia o seguinte: 

Famílias dilaceradas e dependentes cada vez mais envolvidos, o que poderíamos dizer, até o fim do poço. Assim é definido em pouquíssimas palavras o uso de drogas.

Muito triste esse quadro. Confesso que por vezes me revolto.

Sabe aquela angústia que aperta tudo por dentro? Isso acaba com a gente! Ela está aqui comigo agora.

Vou tentando focalizar em mim mesma. Vou buscando capacidade para me permitir sentir os meus próprios sentimentos e aceitá-los, ao invés de rejeitá-los ou temê-los.

Assim, vou crescendo, me fortalecendo, pouco a pouco.

Vou valorizando esse enorme presente de Deus que é a serenidade, a fim de não descuidar-me e perdê-la.

Se eu der ouvidos à minha insanidade latente, sairei do meu trabalho agora, correndo, para saber o que está se passando neste momento com meu esposo.

E se ele estiver dormindo, ou se o telefone estiver estragado, ou se ele estiver se drogando, o que eu poderei fazer?

Como podem constatar, sou apenas uma co-dependente de carne e osso, que sofre, mas, que busca sua recuperação, incessantemente.

“Se você encontrar um caminho sem nenhum obstáculo, ele provavelmente não o levará a lugar algum.” (Frank A. Clark)

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