quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hoje escolho ser feliz!

São seis horas da manhã, desta quarta-feira, dia 18 de maio de 2011. Hoje decidi criar esse blog pra registrar o que estou sentindo, na certeza que muitas outras esposas (ou maridos), pais, mães, irmãos e outros familiares ou amigos de dependentes químicos sentem o mesmo que eu.
Ontem, eram exatas 11:45h da manhã quando meu celular tocou. Era ele. Estava com uma voz tão contente e exuberante que até me envolveu. Disse que às 16h estaria em meu trabalho para buscar-me e buscaria nosso filhinho na escola para levá-lo também a fim de que eu mostrasse suas gracinhas aos meus amigos de trabalho.
Fui tomada por uma imensa alegria. Havia apenas quatro dias desde a ultima recaída, mas, naquele momento, acreditei. Comecei a sonhar de novo. A pensar que tudo poderia ser diferente. Que valeria a pena recomeçar.
Fui almoçar com uma amiga. Conversávamos sobre relacionamentos. E era inegável que mais uma vez eu me colocava a sonhar... Comprei biscoitos e pirulitos para meu filhinho, afinal, do meu trabalho até minha casa há um grande caminho a percorrer, e assim ele iria quietinho no carro, distraído.
Eu estava ansiosa. Ao voltar do almoço, liguei para meu marido para saber como estava. Ele não atendeu... As horas foram passando, e nada de atender ou retornar... 15h, 16h, 17h... Nada. Mais uma vez o mundo pareceu desabar sobre mim. Mais uma recaída. Mais uma vez planos e sonhos desfeitos. Mais uma vez a desilusão e a desesperança.
Mas, eu sabia e sei que é preciso continuar. Tenho dois filhos lindos. Tenho um bom trabalho. Não sou responsável nem culpada pelas escolhas do meu marido, mas, sou responsável por minhas escolhas. E hoje escolho ser feliz, apesar de tudo.
Busquei meu filho. Pegamos um táxi até em casa. Brincamos e vimos DVD. Dei um banho gostoso nele. Dei-lhe comidinha. E cantei para ele dormir.
Meu dependente químico chegou em casa por volta das 20h. Sujo. Alienado. Nosso bebê insistia em segui-lo: - Papai, papai! Mas, ele parecia nem ouvi-lo... Dor.
Percebi que nosso aparelho de som não está mais aqui. Perdas.
Mas, hoje é um novo dia. Vou me arrumar para o trabalho. Curtir meus filhos. Conversar com pessoas. Na certeza de que há muita vida lá fora e que não posso me afundar junto com ele, e nem ajudá-lo se ele mesmo não estiver disposto a fazê-lo.

9 comentários:

  1. Começo hoje a ler seu blog :( não sei o q me espera nem o final de sua história... mas vou ler e aprender como lidar com o meu dependente químico. :(
    Geisa

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  2. Hoje TB comecei a ler...e quero ver tudo desde o começo, sou co dependente e sofro muito. Estou separada há 3 meses e ele está internado. Preciso tomar uma decisão em minha vida e ainda me sinto perdida.

    JP

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  3. Comecei hj TB a ler o blog, quero ler tudo pq sou co dependente, separada há 3 meses e esposo está internado há 9 dias. Preciso tomar uma decisão e estou perdida.

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  4. Hoje TB comecei a ler...e quero ver tudo desde o começo, sou co dependente e sofro muito. Estou separada há 3 meses e ele está internado. Preciso tomar uma decisão em minha vida e ainda me sinto perdida.

    JP

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  5. Comecei hoje a ler! Na verdade já tinha visto alguma coisa, mas hoje decidi ir do início.
    Hoje 08/06/16, estou enfrentado a maior dúvida desde que comecei meu relacionamento com meu dependente, estamos namorando a 1 ano e 7 meses.
    Descobrir logo com 1 mês de namoro, poderia ter desistido ali, mas senti que ele era e é uma pessoa que vale a pena lutar.
    Mas o tempo foi passando e muitas promessas, sonhos construídos e muitos castelos de areias sendo desfeitos.
    Tenho uma filha de 18 anos que tive muito jovem, ela descobriu e o detesta.
    Tenho uma outra dificuldade, pois moramos em cidades diferentes eu na capital Rio/RJ e ele na região serrana Teresópolis/RJ.
    Então quando venho pra casa dele é para passar um fds. E ele quando descia era para passar um fds. Mas ele não tem ido mais na minha casa, pq minha filha não o trata com hospitalidade, ele não sabe que ela descobriu e ela não aceita dizendo que mereço algo muito melhor.
    Ele tem uma filha de 16 anos teve um relacionamento com a mãe dela, pelo oq sei de muitas idas e vindas. Ele já faz isso a mais de 10 anos, já foi internado duas vezes.
    Foi no passado em algumas reuniões do NA, hoje digo para ele ir buscar ajuda lá e ele insiste em dizer que não adianta.

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  6. Ele é convertido, foi batizado na igreja evangélica a me tempo, mas se perdeu. Eu também sou, fiquei afasta, mas estou decidida a voltar. Me converti quando passava uma situação na minha vida de uso de maconha que fazia com meu ex-namorado. Mas graças a Deus fui resgatada dessa vida.
    Hoje passo por um problema ainda maior, estou desempregada.
    Quando venho para a casa dele agora acabo ficando mais de dez dias e quando volto para a minha casa acabo ficando também dias longe dele. Esses são os mais perigosos pq longe ele acaba se entregando mais facilmente, não que comigo ao lado dele não ocorra, às vezes acaba acontecendo. Estou escrevendo isso da casa dele, estou aqui a duas semanas, desde que cheguei os dias foram ótimos, ele é professor de educação física então malhamos ele treina jiu-jítsu ele treinou, da aula para crianças pela a prefeitura de natação e jiu-jítsu, isso ele começou a pouco tempo um mês para ser precisa e estava super empolgado dizendo que tem que ser exemplo, etc e tal.
    Mas na terça agora dia 07 ele teve uma recaída, me deixou na casa dele foi dar aula e depois treinar teria que chegar em casa às 19:00, mas só chegou às 8:00 da manhã do dia seguinte. Estava na casa de um vizinho que vende drogas, por volta das 4:00 da manhã fui para o portão desse tal vizinho e ouvi vozes inclusive de mulheres. Que raiva, que ódio cresceu dentro de mim, pensei várias vezes em bater no portão gritando o nome dele, mas preferi não me humilhar.
    Caramba dias perfeitos, sonhos e planos sendo construídos, o meu enorme desejo de ser mãe iluminado na minha mente cheia de esperança, já tinha acreditado outras vezes na recuperação dele, mas dessa tinha algo diferente essa vez eu me enchi de esperança. Mas tudo veio abaixo. Eu sempre penso ele tem duas escolhas sim ou não. E me pergunto pq na hora da tentação dele ter encontrado um desses "amigos" ele não pensou em mim, nos nossos sonhos e disse não?
    Ele me trocou pela cocaina é uma noite inteira de perdição. Enquanto eu acordada, sem comer nada, pq o estado de estresse é tão alto que me enjoa.
    Ele disse que não aconteceu nada além dele cheirar muito e beber, mas está difícil acreditar que em um casa onde haviam homens e mulheres se dtogando não rolou nada. Hoje ele levantou e tomou banho e foi dar aula, depois de um dia inteiro depois que voltou sem tomar banho e deitado.
    Olho pra ele e penso em tudo que pode ter acontecido e tenho um pouco de nojo e medo por mim. Medo de contrair alguma doença caso tudo que é evidente e que ele diz que não pq me respira realmente aconteça.
    Pq me pergunto como me respeita nisso? Se em outros sentidos não?
    Já foi agressivo em demasia física e verbalmente, não de me bater, mas empurrar, apertar... A pessoa que ele diz que ama tanto. Como ali na hora ele drogado e rolando algo ele não ia entrar no meio?
    Esse dias passados e felizes ele perguntou se eu queria se casar com ele? Acreditando e tento esperança eu disse que sim, mas hoje eu tenho medo. Não foi a primeira vez, mas com o passar do tempo, as dúvidas crescem e já não sei mais se quero ele ao meu lado, pq isso me trás a incerteza devim futuro.
    Outra coisa que não falei, ele está tão atolado em dívidas, já trocou várias coisas, a cada vez que volto menos roupa ele tem no guarda roupas.
    Toda vez que venho a geladeira só tem água.

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  7. Ele mora com a mãe dele e o irmão mora fora do país.
    Então eu compro com meu cartão, e a dívida dele comigo sempre é maior do que a que ele recebe, o cartão dele de salário fica comigo, mas o tanto de empréstimo descontado não sobra a metade que tenho que pagar meu cartão quando vou pra lá e compro algumas coisas. E os dias que não estou, ficam no arroz e feijão.
    Me dá pena o coração fica apertado. Mas por umas aulas que ele dá de EF ele recebe alguma coisa pouco mais recebe e oq ele faz no mesmo dia te vira pó.
    Fome sem nada dentro de casa, mas tudo vira pó.
    Então como vou acreditar no respeito?
    Estou na duvida sinceramente não sei oq faço.

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  8. Hoje 08/07. Começo a ler o seu blog Poly. Namoro um adicto e a cada dia tem sido difícil conviver com adicção dele. Já li várias postagens suas aqui no blog intercaladas. Mas a partir de hj vou lê desde o início de qdo td começou. Sei que mto tenho a aprender sobre dependência e co-dependência...E sei que muito vou aprender com as suas experiência de vida com seu esposo. Serenidade, força e fé a todas nós.

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  9. Hj 10/10/16 começo a ler seu começo. #alerta de spoiler. Vi que se trata do começo do fim. Fazem 34 dias q meu marido esta internado. Eu fui visita-lo pela primeira vez sábado. E hoje sinto raiva. Dele. E de mim. 34 dias... Já contei? Sim. Já contei que vivo contando e acompanhado a contagem dele. 4 dias na UTI. 10 horas sem beber. Dois dias só com 3 doses. Muita conta pra quem e de humanas... Conto que sua historia conte por conta de que contamos tanto por quem nem podemos contar RS...

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