terça-feira, 14 de julho de 2015

O Clube das Separadas Bem-Amadas!!



Bom dia, meus amores!

Tudo bem com vocês?

Hoje vou fazer uma postagem de fofoca... Pode ser? Tipo aquelas revistas que a mulherada adora!! Risos.

Acordei pensando em mim e em minhas amigas blogueiras que, por tanto tempo nos dedicamos a escrever sobre nossas vidas, nossos amores, nossas dores, nossas esperanças... 

Que rumo tomou cada uma?

Um dia fiquei pesquisando para saber o que aconteceu com cada uma das paquitas da Xuxa, que eu amava!! Vem me dizer que você que curtiu os anos 80/90 nunca fez isso?!! Rs.

E hoje fui olhar o que aconteceu com “as minhas paquitas”... hahaha... Digo “minhas” porque antes do Blog Amando um Dependente Químico, só havia o blog da Cicie e da Giulli (dinossauras!!), mas as duas já haviam rompido o relacionamento com seus ex-adictos.

Então, depois, por meio do Blog ADQ, muitas esposas e namoradas foram motivadas a escrever, em forma de diários, também suas histórias. Então me sinto meio que responsável por todas!! Tipo uma “tia”, sabe?!!

Até hoje tem amigas chegando para essa rede virtual, podemos dizer que são as “paquitas segunda (ou terceira) geração”!! E isso é muito importante porque, infelizmente, a cada dia aumenta o número de pessoas envolvidas nesse meio de adicção e codependência, e a troca de experiências e informação é fundamental para o crescimento e superação do grupo.

Gente, só pra vocês terem uma ideia, quando começamos os blogs, na era “pré-facebook” e “pré-whatsapp”, batíamos papo via comentários nos blogs e até tentamos baixar uns programinhas (horríveis) para que essa interação fosse possível por aqui... Depois migramos para o Facebook (Ufa!!).

E hoje tenho até instagram!! Quem quiser seguir é @simplesmente_gipuglisi . 

Como podem ver, a modernidade chegou por aqui!

Hoje as meninas participam de grupos no facebook. Eu não participo por uma questão de tempo curto... Daí, opto por alimentar apenas a página www.facebook.com.br/amandoumdependentequimico . (Curte lá!!)

Mas, então, vamos ver o que houve com as “paquitas da primeira geração”?




A Gaby terminou o relacionamento com seu namorado adicto. Encontrou uma nova pessoa com quem se casou há dois anos. Vive uma vida feliz, passou por uma grande dor que foi a perda da sua bebezinha antes da gestação terminar, mas teve o apoio do esposo, e segue sua vida longe da problemática das drogas.




Após tantos relatos de agressões psicológicas e físicas, ela separou-se do esposo no final de 2012. Quatro meses depois (março de 2013), ela relatou os seus progressos e superação após a separação. Não houve mais postagens.




A Flor terminou o relacionamento em junho de 2014. Hoje ela segue realizando lindos trabalhos na área da Educação em seu estado. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente e de constatar que realmente ela é uma flor!!




A Kel passou por vários estágios. Separou-se. Ficaram separados um tempo, e depois optaram por manter o relacionamento, mas em casas separadas. Ela está cursando sua faculdade, buscando seus objetivos, e além do Blog acima, ela escreve também no Blog Você Acha que Sabe, onde expõe suas ideias sobre assuntos não focados na dependência química.




A Maria terminou o namoro complicado mais ou menos em junho de 2013. Retomou sua vida, e segue sonhando sonhos “normais” de uma garota de vinte e poucos anos: intercâmbio, namoros saudáveis, viagens, etc.




A Emily se separou há alguns meses do esposo por não tolerar mais os seus comportamentos abusivos, mesmo ele estando limpo. Depois descobriu coisas tristes dele, como a traição, e isso tudo só reforçou a sua sede de superação... Vinte quilos mais magra, hoje ela ajuda outras pessoas com o tema Reeducação Alimentar (clique aqui, e curta a página dela), e segue cuidando dos filhos adolescentes.




A Lu se separou em fevereiro deste ano. Ela segue, cada dia mais linda, ajudando adictos e codependentes pelas redes sociais, além de ser uma mãe e vovó super coruja.


E é isso...

Alguns outros Blogs não consegui localizar... :(

Parabéns, meninas! Observei que nenhum desses Blogs recebeu menos de 15.000 visitas, e juntos os Blogs receberam mais de um milhão de acessos... Ou seja, juntas ajudamos muita gente... Já pensaram nisso?! Formamos uma verdadeira "rede do bem"!  \o/\o/\o/

A ideia não é falar sobre os rapazes, mas sobre nós... Mas como a curiosidade é normal, digo que, pelo que sei, os únicos que seguem limpos são o marido da Kel (após um tratamento com ibogaína) e o ex da Emily (que trabalha dentro de uma comunidade terapêutica).

Poly do céu!! Quer dizer que não tem recuperação? Quer dizer que todos os casamentos com adictos vão chegar ao fim?

Não. Quer dizer que existe recuperação para quem quer!! E esse querer deve ser um querer intenso, acima de qualquer outro, pois estamos falando de uma doença complexa.

Dá uma olhadinha no que falei sobre isso, no vídeo abaixo... "Tem que querer!!"

video

Quanto ao relacionamento, quando vejo todas nós, me encho de felicidade... Sim, de felicidade!! Leiam nossos relatos há quatro, três anos atrás. Éramos “cacos”... Muitas de nós não tínhamos autoestima, vivíamos em função do outro... E conseguimos nos resgatar!!

Queridas, continuemos nos cuidando. Aprendendo o amor próprio. 

Quando nos amamos e nos cuidamos não nos permitimos aproximar de pessoas que não estejam dispostas a nos dar esse mesmo amor e cuidado...

Nossos ex são pessoas más? Não, claro que não. O meu, por exemplo, é um ser humano incrível! Ele me deu meus filhos que são meu maior presente, e também me proporcionou viver muitos momentos lindos e especiais. Mas eu decidi que não quero mais viver ao lado de um usuário de drogas. Não quero isso pra mim e ponto. Não quero mais aquele medo, aquela ansiedade, aquela insegurança. Tenho sonhos a alcançar. Filhos para criar. Uma vida para viver! E infelizmente, ele escolheu não se tratar...

Então, meninas, um conselho que dou: não sintam raiva. A raiva faz mais mal a quem sente.

Nem raiva. Nem culpa. Nem pena.

Que possamos encher o nosso coração de amor!

Eu desejo do fundo do meu coração que todos eles se recuperem dessa vida do vício, que conquistem coisas boas, e que encontrem novas mulheres e as façam felizes, e sejam felizes...

E claro que desejo que as "minhas paquitas" sejam muito felizes com elas mesmas, se valorizando, e que em um futuro não muito distante, se permitam conhecer seus príncipes, aqueles disponíveis emocionalmente, e que tenham condições de cuidar bem delas!

E a Poly?! Bom, está tudo muito recente... Por enquanto, a sensação que tenho é que serei realmente a “tia Poly”... kkkk

Falando sério, ainda tem muita coisa pra sarar aqui dentro, pra organizar... Recebi muitas mensagens de pessoas ansiosas para que eu encontre alguém que me faça feliz, mas primeiro preciso aprender a ser feliz comigo mesma...

Calma, minhas queridas, tudo tem seu tempo!

Me desculpem as brincadeiras... E espero que tenham gostado desse post feito com tanto carinho!!

video

Beijos da tia Poly!
Fiquem com Deus!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Deixando a rua me levar...


Ela acorda todos os dias por volta das seis da manhã.

Veste sua roupa fitness, toma seu suco verde, arruma as mochilas das crianças.

Acorda as crianças com o achocolatado pronto.

Escova os dentinhos, coloca o uniforme... corre pra cá, corre pra lá...

Desce três andares, geralmente com o caçula de 3 anos no colo, além das mochilas!

Deixa as crianças na escola, e no caminho, vai fazendo uma oração em voz alta, pedindo proteção a Deus.

Vai para a academia... Esses são os cinquenta minutos reservados a ela, e ela só falta em caso de calamidade pública!

Volta correndo pra casa. Banho. Café da manhã. Trânsito.

Trabalho...

Ela trabalha com muita paixão. Acredita no que faz. E acredita que pode fazer diferença, por meio do seu trabalho, na vida de outras pessoas.

Não tem hora pra sair do trabalho.

Trânsito.

Filhos na creche.

Casa. Lanchinhos. Louça. Chão. Roupas pra lavar ou passar.

Um gatinho pra alimentar e trocar a areia sanitária...

Quando dá, ela gosta de assistir a novela I Love Paraisópolis, mas na maioria das vezes, a TV fica na Discovery Kids para distrair as crianças.

Alguns dizem que ela é uma mulher forte. Outros a chamam de guerreira.

Mas, ela é apenas uma mulher. Um pouco ingênua, muito sonhadora, e bem batalhadora.

Sobretudo, ela é uma mulher que sente... Sente até demais.

Ela não sabe amar mais ou menos, querer mais ou menos, fazer mais ou menos... Ela é intensa, e por vezes paga o preço por isso.




Há vinte e seis dias, ela tomou uma decisão.

A decisão de abrir mão dos sonhos que havia alimentado durante nove anos ao lado do seu esposo.

Sonhos como dormir e acordar de conchinha pelo resto dos seus dias... Viagens a lugares ainda não conhecidos pelo casal... Ver juntos os filhos crescerem... Irem embora para Santa Catarina, onde passariam a velhice, depois de aposentados...

E tantos outros sonhos, agora abortados...

Ela tomou essa decisão em razão do uso de drogas dele.




Sim, ela entende que ele tem uma doença (dolorosa doença), mas depois de muito bater a cabeça na parede, ela percebeu que não dá mais para abrir mão dos seus sonhos individuais em razão de sonhos irreais cultivados em parceria...

A cada recaída, passos são dados para trás. Há um desgaste emocional nela e nas crianças. Muita coisa é destruída, e ela não quer mais se empenhar reconstruindo, para ver tudo desmoronar outra vez.

Sim, ela acredita na recuperação dele. Ela acredita que qualquer dependente químico que queira, e que realmente se esforce para isso, pode mudar de vida. Mas, ela hoje reconhece que não tem participação no querer dele.

Tudo isso dói nela. Sensação de frustração. De impotência. De perda. De luto. De medo. De solidão. De insegurança... Ficou um vazio...




Ela chorou algumas vezes.

Ela ouviu a música “Seamisai” da Laura Pausini e “Cê que sabe” do Cristiano Araújo várias vezes.

Mas ela sabe que é preciso seguir de pé. Seus filhos precisam dela. Ela precisa dela...

E ela sabe que o tempo é um bom aliado...

Toda a dor sentida parece se transformar em força para trabalhar ainda mais pela prevenção ao uso de drogas, orientando as crianças e adolescentes por meio do trabalho que desenvolve. E claro, também para continuar trabalhando com os familiares de adictos, fortalecendo-os e fazendo-os despertar para a necessidade de se cuidarem...

Ela pensa que o “veneno” que ela sentiu em seu corpo pode ser usado como “antídoto” para outros...

Ela é meio louca, mas é generosa. Mesmo.

Ela sempre teve medo da solidão. Mas ela está percebendo que, às vezes, a solidão é necessária.

Sim, ela tem sido forte.

Mesmo naqueles dias em que a deprê bate, ela tem se levantado, e seguido a sua rotina diária...

Ela acorda todos os dias por volta das seis da manhã, mesmo tendo insônia em quase todas as noites.

Orem por ela.

No fundo no fundo, ela é frágil...

No fundo no fundo, está doendo...

Mas ela decidiu!

Ela desistiu de “carregar o piano dos outros”...

Ela ainda sente pena por vê-lo carregando aquele peso...

Mas ela não quer mais colocá-lo sobre suas costas.

Ela o teria amado para sempre.

Ela teria tolerado suas diferenças.

Ela teria lutado por sua família até o fim... (E lutou!)

Mas quando as drogas roubam a cena, não há espaço para romance, para sonhos ou para finais felizes...


Essa música diz o que ela sente agora...

sábado, 13 de junho de 2015

Cuide bem do seu balão!



Bom dia, queridas(os)!

Tudo bem com vocês?

Perdi o sono nesta madrugada, e me deu vontade de vir aqui, falar de um assunto muito importante com vocês.

Nesta semana, na ultima aula do Curso para Pais do Proerd, tivemos uma dinâmica com balões, e embora a aplicabilidade tenha sido outra, acabou me fazendo refletir sobre algo muito comum que acontece em meio a nós, familiares de dependentes químicos: a autoanulação.

Sei que muitas leitoras deste Blog são esposas, ex-esposas, namoradas e noivas de dependentes químicos, e quero aproveitar a deixa do “dia dos namorados” para falarmos de romance... Mas de um romance conosco! E isso vale para as mães, tias, pais e outros parentes também. Ok?

Quantas vezes já ouvimos falar que a codependência é a nossa “inabilidade de manter e nutrir relacionamentos saudáveis com os outros e conosco”? Que é uma “doença” que nos faz permanecer em relações difíceis, desgastantes ou destrutivas?

Várias, né?

Mas mesmo ouvindo tudo isso várias e várias vezes, eu demorei anos para assimilar o que isso queria dizer, e sair da minha “zona de conforto” para realmente me encarar como sou, e encarar a realidade como ela é, sem fantasias.

Sim, muitas vezes, cercamos as nossas vidas com fantasias na tentativa de viver melhor, mas embora seja um anestésico, essa forma de vida não é real, e mais cedo ou mais tarde, precisaremos encarar a realidade, enfrentá-la e superá-la.

É muito difícil um codependente mudar, mas é possível se ele realmente quiser!

A maioria de nós veio de famílias disfuncionais. Somos frágeis emocionalmente. Não conhecemos na nossa infância o amor, a aceitação, o amparo, e a segurança.

Muitas(os) fomos vítimas de violências físicas e/ou psicológicas.

E daí se explica a origem da nossa codependência, com o seu pacote de baixa autoestima, preocupação e cuidado excessivo com o outro, negação da realidade, compulsões nos relacionamentos, foco excessivo na vida do outro, e claro, a autoanulação.

Como parece fácil para nós colocar as necessidades do outro acima das nossas... Como é rotineiro zelar pelo bem estar do outro se esquecendo do nosso!

Como vocês sabem, fui uma das idealizadoras do projeto “Ame, mas não sofra”, e trabalho nesse projeto hoje. E eu tive a honra de “batizar” o projeto com esse nome.

No início, muitos criticaram: “como pode um projeto de governo com esse nome”?!

Mas eu sabia do que estava falando... E certamente vocês, leitores, também entendem o sentido desse nome.

Um dia desses, um entrevistador me perguntou: “Como amar e não sofrer”?

É engraçado que muitos de nós consideramos o amor e o sofrimento como sinônimos, mas não são!! Na verdade, são opostos. O amor é calmaria, é paz, é felicidade...

Então por que sofremos?

Sofremos porque nos esquecemos da contrapartida do amor ao próximo que é o amor a nós mesmos!

E quando isso acontece, sofremos e nos sujeitamos a situações de abuso, e ainda confundimos tudo isso com amor, quando na verdade, é a falta de amor... Falta de amor próprio!

Eu poderia gastar páginas e páginas tentando dar a “receita” para se conviver com um dependente químico sem enlouquecer, ou tentando dar dicas de como ser feliz em meio ao caos.

Mas, prefiro trazer palavras que façam vocês refletirem, e despertem o “empoderamento” em cada um de vocês (de nós!). Esse termo “empoderamento” foi muito utilizado por Paulo Freire, e significa a conscientização e a libertação para a tomada de novas atitudes, e o rompimento de ciclos destrutivos.

Como está o seu relacionamento? Não me refiro apenas a relacionamento de homem x mulher, mas de mãe x filho, irmão x irmão, etc.

Tem sido uma “troca”? Você está dando e recebendo? Existe respeito? Dedicação mútua? Há cumplicidade e parceria?

Se sua resposta foi sim, parabéns!

Mas, se foi não. Fique atenta(o)!

Quando um dos parceiros sempre atende o outro e suas necessidades, e se esquece das suas próprias necessidades e vontades, é um forte sinal da presença da autoanulação. E é muito triste quando perdemos a nós mesmos. Quando nos esquecemos de quem somos e do que gostamos. Quando não nos ouvimos ou nos enxergamos mais...

Aos poucos vamos sendo moldadas(os) pelo outro e suas demandas. Perdemos a nossa essência...

Então nos tornamos, pouco a pouco, como um objeto sem vontades próprias... Nos damos e doamos, sem nada receber ou exigir...

É como se deixássemos de existir.

Queridas(os), qualquer relação é baseada na troca. Cada um cede um pouco. Hora um dá, hora recebe, e vice-versa. Há uma negociação saudável entre as partes.

Mas, infelizmente, a esmagadora maioria de relacionamentos com adictos está fundamentada no “congelamento” de uma das partes.

O adicto age, a família reage. Tudo gira em torno dele, para ele e em prol dele.

Isso é saudável? Não! Para nenhum dos lados.

Para finalizar, quero falar da dinâmica com balões.




Como disse, na ultima aula do curso, fizemos uma “brincadeira”. Cada um de nós escreveu em um papelzinho o nosso sonho, colocamos dentro do balão e o enchemos.

O grupo reunido passou a jogar para cima os “seus sonhos” e cada um tinha a responsabilidade de cuidar do seu. Vira e mexe, vinham os “tubarões” para tentar roubar os nossos sonhos.

Interessante que enquanto cuidávamos apenas do nosso próprio sonho individual, foi fácil. Difícil foi quando surgiram “sonhos de terceiros" para também mantermos lá em cima, sem cair no chão ou estourar.

Eu, por exemplo, terminei com um balão contendo o sonho “do outro”, e o meu mesmo ficou jogado no chão.

Entendem o que quero dizer?

Ei, querida(o), podemos sim auxiliar o outro na realização dos seus sonhos e no alcance dos seus objetivos, mas a nossa responsabilidade é o nosso próprio “balão”.

Não o deixe jogado no chão. Não permita que ele murche e nem que pisem nele...

Cuide bem do seu sonho! Cuide bem da sua vida! Cuide bem de você!



Beijos!
Poly.

sábado, 23 de maio de 2015

Mulher quase madura!



É, não tem jeito, os 37 chegaram 
Mas acho que eu esperava mais dos meus trinta e muitos anos
Será que era isso o que chamavam de maturidade??
Acho essa fase um tanto quanto conflitante!
Claro que hoje sou uma mulher mais centrada, mais segura, com responsabilidades, horários, compromissos...
Mas, por outro lado, ainda me acabo brincando de pique esconde ou de queimada na companhia dos meus filhos e filhos dos vizinhos.
Ainda compro meu picolé preferido (o Tablito da Kibon) só para me divertir me desafiando a conseguir deixar o chocolate do recheio inteiro (sem quebrar) para comer no final.
Gosto de selfies
Pareço uma idiota no Dubsmash
Choro em filmes românticos, dramas, novelas, comerciais de margarina, etc...
Dou crise de risos sem ter uma razão que justifique
Ouço vários estilos de música, quase todos, depende do meu humor
Sei me maquiar (mais ou menos), mas também sei usar a cara limpa, e não tenho nenhum problema com isso
Uso salto, mas também uso chinelos, conforme eu queira
Gosto de olhar as pessoas nos olhos, e hoje tenho o dom de interpretar as suas intenções
Ainda sou muito ingênua, mas sou mais cautelosa
Ainda acredito no amor, mas isso inclui o amor próprio
Ainda sou muito sonhadora, mas aprendi a traçar planos e desenvolver projetos para alcançar esses sonhos e torná-los reais
Ainda espero o carinho e a aceitação dos outros (infelizmente).
Não troco um programa com meus filhos por uma balada
Na verdade, não troco um programa com eles por quase nada
Guardo meus amigos verdadeiros no coração, embora não tenha tanto tempo para eles
Ainda gosto de biscoitos recheados e de danoninho
Ainda choro escondida, às vezes
Danço nos corredores do supermercado
Continuo a mesma estabanada e desastrada de sempre
O medo de alturas ainda está aqui
A paciência está mais curta
Luto para defender as minhas ideias e ideais
Sou boazinha, mas não sou boba
Sou educada, mas tenho opinião formada e sou cabeça dura
Muitas vezes opto pelo silêncio
Tenho o pensamento acelerado e me cuido para não me tornar antissocial em razão disso
Malho quase todos os dias, mas também trago algumas pequenas enfermidades por dentro
Gosto de escrever mais do que falar
Gosto de viajar
Não dou valor a coisas materiais
Não dou valor a status
Dou valor a ações!
Dou valor a seres humanos!
Adoro simplicidade: comida simples, gente simples, lugares simples, vida simples!
Seria tudo isso aprendizado proveniente do tempo?
Sei lá. Talvez.
E embora alguns digam que pareço irmã da minha filha (pra me agradar)
Sei que não sou mais uma garotinha, e nem gostaria de voltar a ser, se pudesse
Mesmo sabendo que o tempo à frente está cada vez menor
É muito bom olhar para traz e para o hoje de cabeça erguida
E ter a sensação de vida bem vivida
Bem amada
Bem sentida...
Sempre fui intensa nos sentimentos, nas atitudes, nas decisões
Quebrei muito a cara
Aprendi, desaprendi, aprendi de novo
Cresci!
E aqui estou eu, abrindo a porta dos meus 37 anos
Gosto do que sou
E gosto dessa fase “quase ajuizada” de ser
E agradeço a Deus por tudo o que Ele me concedeu
Por todos os livramentos
E por todas as bênçãos recebidas nesses anos todos,
E dentre elas, agradeço pela maior bênção de todas: A VIDA!!
(Polyanna P.)


Bom dia!!

Ontem foi meu aniversário, e foi um dia gostoso de falar com gente querida que há tempos não falava, e de receber abraços daqueles que convivem comigo... Telefonemas, mensagens no WhatsApp e redes sociais.

Mas, "ele" não se lembrou. :(

Ele não está bem e atribui isso a problemas no trabalho. Talvez seja. Talvez não.

Fiquei meio decepcionada.

Tentei não me lembrar do meu aniversário do ano passado, mas foi inevitável (Clique aqui, e veja).

O que fazer nessas horas? Eu busco focar nas coisas boas. E recorro à oração da serenidade.




Um pedacinho da cartinha da minha filha, de 15 anos, que me emocionou muito!

“... você vive falando que eu e meus irmãos somos os melhores presentes que Deus te deu, mas quem na verdade recebeu o melhor presente fomos nós três. Ganhamos uma mãe... ganhamos VOCÊ como mãe. Desde antes da gente nascer, Deus já havia separado a melhor pessoa para ser nossa mãe, a que melhor exerceria esse papel, a com mais carinho, com mais amor, com mais tudo de melhor. Sem dúvidas, quando Deus te viu Ele na hora soube que você era essa pessoa, a única que saberia exercer esse papel tão bem... Enfim, eu só quero dizer que talvez eu não saiba retribuir e valorizar tudo o que faz por mim, mas quero deixar claro que te amo de um jeito incondicional... E como sou péssima em palavras, achei uma música que resume um pouco o que quero dizer:
‘Uma super heroína sempre pronta pra me salvar, e com você aprendi todas as lições... Eu só quero lembrar que de 10 vidas, 11 eu te daria, e que foi vendo você que aprendi a lutar... Se Deus me desse uma chance de viver outra vez, eu só queria se tivesse você...’
Mãe, eu te amo tanto! Que Deus te guarde, guie, abençoe e proteja sempre, e que Ele te dê ainda mais uns 999 anos pela frente... Não aceito menos! J...”



Homenagem que uma amiga de trabalho fez, me fazendo chorar também!

"Assim que te conheci, tive medo. De quê? Não sei, mas tive medo.
Os dias se passaram, e eu percebi que estava ao lado de um furacão, um vulcão em erupção, com quilômetros e quilômetros de informações, capaz de transformar vidas, inclusive a minha.
Em um terceiro momento, disse: 'Ela é um exemplo, quero seguí-la".
Daí comecei a sentir o seu cheiro, e que incrível, você exala amor! Sabe aquele amor bondoso, paciente, transformador e cativante que envolve a alma? Essa é você.
Passados alguns meses, virei sua fã. Não por você hierarquicamente estar acima de mim, mas por você ser essa profissional ética, capaz, justa, digna de todo reconhecimento por dar o que você tem de melhor para as pessoas que mal conhece, simplesmente para vê-las sorrirem. Isso não tem preço!
O céu hoje está em festa, comemorando o dia que você nasceu. Mais do que isso, observando a linda mulher de caráter inabalável que contagia a todos com a missão de amar famílias.
Sou uma mulher sortuda por estar ao seu lado aprendendo algo novo todos os dias.
Obrigada por tratar a todos com tanto respeito!... Rose."


Essa é a Rose!!


Olha que mesa carinhosa!! 


Amigos de trabalho!


Queridas, ontem tive um dia feliz, porque escolhi isso!

Nem mereço tanto carinho, mas sei que tudo isso são presentes de Deus para confortar o meu coração e preencher os espaços deixados por familiares importantes em minha vida.

Só por hoje, escolho ter um sábado maravilhoso, independente dos "outros"!

Só por hoje, escolho "viver e deixar viver"...

Grande beijo!