domingo, 21 de abril de 2019

Você tem medo da mudança?

Boa tarde!!
Feliz Páscoa!!
Vídeo novo no nosso canal no youtube... sobre mudança!
Já estamos com 1.078 inscritos no nosso cantinho (canal)... Muito obrigada! 
Assistam e deixem o feedback sobre o vídeo.
Beijos!!



segunda-feira, 8 de abril de 2019

O fim do Blog Amando um Dependente Químico.



Boa tarde, menin@s!!
Tudo bem com vocês?

Muito obrigada por todas as mensagens de carinho e também de preocupação buscando notícias para saber se estou bem...
Estou bem sim, graças a Deus!

E estou aqui, com o coração um pouco apertado, mas decidida a seguir minha vida adiante, sem o peso do passado... Tenho certeza que vocês vão entender o que tenho pra dizer...

Em 18 de maio de 2011, eu iniciava esse blog. Perdida. Buscando respostas. Cheia de dor... E nem de longe eu poderia imaginar o quanto esse cantinho seria um instrumento de mudança tão lindo, na vida de vocês, e principalmente na minha!

Oito anos se passaram. Atingimos quase um milhão de visitas. Trocamos muito! Crescemos muito!

Até hoje chegam pessoas novas por aqui, diariamente.

Foi por meio desse blog que nasceu um projeto governamental às famílias de dependentes químicos do DF, que atendeu mais de 3.000 famílias!

Foi daqui que nasceu o livro Amando um Dependente Químico, com mais de 2.500 leitores.

Ou seja, foram muitos os frutos... Valeu muito a pena as madrugadas que passei aqui!

São tantos relatos lindos que me dá uma sensação exatamente de “valeu a pena”...

Entretanto, hoje, eu não consigo mais ler as minhas postagens do passado...

Não consigo porque é reviver aquela dor. Não consigo porque fico triste ao lembrar o quanto eu esperava um final diferente. Não consigo porque eu mudei. Não consigo porque esse ciclo se encerrou.

Como sabem, meu casamento acabou em agosto do ano passado, e o processo do divórcio foi iniciado agora. E esse é um momento que tenho usado para muita reflexão e autoconhecimento.

Foi fantástico o tempo que passamos falando sobre codependência, seus sintomas, suas fases, sua recuperação. Mas o fato é que percebi que o “buraco é mais embaixo”. Enquanto a gente não aprende a se amar e se respeitar, vamos considerando como aceitáveis coisas absurdamente inaceitáveis, e nesse processo nos machucamos muito, nos perdemos...

No mês que vem, completarei 41 anos de idade, dos quais 28 anos foram convivendo com dependentes químicos. Certamente, se passei por isso, foi por um objetivo, um propósito, e quero continuar sempre ajudando pessoas que vivem hoje o que vivi...

Pessoas que amam dependentes químicos, mas principalmente pessoas que estão acostumadas a se anularem completamente, que não sabem mais quem são, nem o que querem para suas vidas... pessoas que buscam no outro o amor que não dão a si mesmas.

Diante disso, cheguei á seguinte conclusão: no próximo dia 18/05/2019, o blog Amando um Dependente Químico será apagado, e os livros Amando um Dependente Químico serão retirados do site... Acredito que essa missão específica chegou ao fim.

Mas vou continuar. Aos poucos, quero voltar a escrever para vocês (na verdade, é pra mim... rs), no entanto, em outro formato, com outro foco.

Ano que vem quero publicar o livro O Diário de Francine Deschamps (veja aqui).

Quero continuar falando de prevenção do uso de drogas, de amor, e sobretudo, do amor próprio...

Falar do quanto a vida pode ser linda, mesmo quando as coisas não saem do jeito que esperávamos...

Do quanto os “nãos” que levamos da vida nos fazem mais fortes, e como eles são úteis para nós, mesmo causando incômodos...

Falar que se despedaçar para que o outro fique inteiro, não é amor não, viu, gente?!

Enfim, vou continuar minha missão...

Então, olha só, para não perdermos o contato, faz o seguinte:

1.      Segue o instagram @cantinhodapolyp (CLIQUE AQUI) ;
2.      Segue o nosso canal no youtube (CLIQUE AQUI)
3.      Segue nossa página no Facebook (CLIQUE AQUI).

Em breve, poderemos “bater-papo” por meio de lives, vídeos e textos nesses canais...

Por fim, quero deixar claro que continuo acreditando que a recuperação de dependentes químicos é possível, e que histórias com finais diferentes da minha também. Fé e força sempre, ok?!

Cada um é cada um. E cada um tem a sua própria história...

Quem quiser adquirir o exemplar do livro Amando um Dependente Químico, deverá fazê-lo até 17/05/2019, CLIQUE AQUI, pois no dia 18 ele sairá de circulação em definitivo.

A história “Amando um Dependente Químico” acabou... mas a história de amor da vida da Polyanna está só começando, e eu convido você a seguir comigo nessa minha “nova versão”...

Não quero ninguém triste não, hein?!

"Eu seguro a minha mão na sua, e uno o meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer o que sozinha eu não conseguiria..." Juntas(os) sempre!!!

Fiquem com Deus!

Obrigada por tuuuudo!!!

Beijos.
Poly

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Paciência, tempo e cuidado!



Olá, queridas(os)!

Como vocês estão?

Faz tempo que não passo por aqui. Não é mesmo? Mas esse tempo é necessário.

Bom, desde que iniciei esse blog, travei algumas “batalhas” defendendo minha opinião sobre alguns assuntos. Um deles é que sempre defendi que se separar ou não se separar do adicto não é o ponto central, mas que o foco deve ser a sua felicidade, o seu amor próprio, o seu cuidado consigo mesma, o seu fortalecimento emocional...

Faz 3 meses e meio que me separei, e pelo que tenho vivido, minha ideia se reforçou ainda mais...

Explico.

Você acha que, por estar longe do adicto nesses mais de cem dias, minha vida está perfeita e eu estou radiante de felicidade? Não... AINDA não...

Eu ainda busco saber notícias sobre o estado de saúde do meu ex (se está na ativa ou não), e quando sei que ele está mal, eu fico muito mal. Por quê? Pela culpa que sinto. Apesar de saber que, quando o conheci, ele já estava muito adoecido pelas drogas, me sinto culpada... Apesar dos 12 anos de dedicação extrema, me sinto culpada... Apesar de saber que não é mais possível, me sinto culpada...

Na semana passada, bati o carro no portão de casa, e agora preciso empurrar o portão de ferro pesadíssimo para abrir, machucando a minha mão todos os dias... Na rua bati o carro com tanta força na guia que arrebentei dois pneus e a suspensão... Não dormi bem... A solidão doeu... A culpa atormentou... O medo assombrou... Foi uma semana bem difícil!

Por vezes minha sensação era a de quem está desesperadamente nadando num mar agitado tentando voltar para a praia, e que já está avistando a areia, mas que está tão cansada que pensa que não vai chegar...

Mas eu vou chegar!! Eu não desisto!!

Como sempre disse para vocês, o primeiro passo é cuidar de nós, nos sentirmos inteiras!

Eu morro de medo de um novo relacionamento porque sei o quanto ainda estou adoecida... Sei que ainda não me amo o suficiente e por isso posso entrar em relacionamentos que me machucariam ainda mais...

Agora é tempo de cuidar de mim e somente eu mesma posso fazer isso... E é o que estou tentando fazer...




Alguns dias me sinto bem, disposta, forte... Em outros, cansada...

As sequelas de um relacionamento abusivo continuam conosco por um bom tempo... Ninguém sara do dia pra noite...

Quando cheguei nessa casa em que estou morando, em agosto, uma das coisas que mais me encantou foi uma parreira... Ela estava seca, maltratada... Alguns disseram que ela não brotaria...

Um pouquinho de cuidado, podei as folhas secas, reguei, conversei (sim, converso com ela)... e vocês tinham que ver o resultado! No sábado precisei ajeitar os ramos com folhas verdinhas que estão crescendo tanto que obstruíram a passagem... Ela está linda! E está cheia de uvas, apenas esperando amadurecer...

Cuidando da minha parreira!


No fundo, quando olho para essa parreira, vejo a mim mesma! Paciência, tempo e cuidado são capazes de curar a todos nós!

Hoje o livro CEFE me trouxe a seguinte frase: “A dor nutre a coragem. Você não pode ser corajoso se apenas coisas maravilhosas acontecem com você.”

Sinto-me orgulhosa da coragem que adquiri nas adversidades vividas... inclusive agora...

E quero relembrar uma das minhas frases preferidas: “Não é fácil encontrar a felicidade em nós mesmos, mas é impossível encontra-la em outro lugar.” (Agnes Repplier)

Com ou sem um adicto do lado. Sozinha ou acompanhada. Nada disso importa. O importante é como você e eu temos cuidado de nós mesmas. Pois, a partir do momento que estivermos fortes, não permitiremos que ninguém mais nos faça mal, e saberemos tomar decisões e conduzir nossa vidas...

Cientes de que podemos ser as(os) melhores em tudo, e amar mais do que tudo, mas ainda assim, não mudaremos ninguém ao nosso redor... O outro só muda se ele decidir assim... Então não soframos tanto... Vamos ao menos tentar?

Cuidem-se meninas(os)!

Grande beijo no coração de vocês!

Fiquem com Deus!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Quando não é mais possível.



“Existe um abismo entre desistir e saber que não é mais possível. A desistência vem antes, é covarde e geralmente é seguida por uma trilha de arrependimento. Já saber que não é mais possível tentar é o limite das forças. Aliás, é quando se extrapola qualquer esperança. Entretanto, engana-se quem acha que não é preciso coragem para realizar tal feito. Muitas das vezes abre-se mão de uma vida por não conseguir continuar na estrada de sempre. E por mais que uma ponta de indecisão apareça, o arrependimento nunca chega perto de quem sabe que foi necessário mudar. Pior ou melhor são apenas julgamentos de valor que não dão a dimensão da real situação. Portanto, persista no que se quer e sonhe até o final, mas não tenha medo de dizer “eu tentei”. Ainda que os dedos lhe sejam apontados, ter a consciência tranqüila em relação a si mesmo é um prêmio. Desistir jamais, mas entenda que certas coisas, por mais que se deseje absurdamente, estão fora do nosso alcance.”
(Autor desconhecido)


Hoje é dia 24/09/2018, segunda-feira.

Passei um tempo sem vir aqui, porque não sabia ao certo o que dizer para vocês...

Nos últimos 7 anos e 4 meses, na esmagadora maioria das vezes em que estive aqui no nosso espaço, falei sobre nos amarmos para estarmos fortalecidas no momento em que precisarmos tomar decisões.

Não interessa a mim (nem a ninguém) que tipo de decisão você precisa tomar, mas sim a força que você tem para tomá-la, e principalmente para seguir adiante em paz com suas escolhas.

Tudo na nossa vida é um processo.

Sou uma pessoa extremamente ansiosa. Quero tudo pra ontem. Mas, nesse mundo da convivência com dependência química e codependência, tenho visto que o processo é tão importante quanto a linha de chegada. É no decorrer do caminho que temos os aprendizados.

São anos e anos pedindo a Deus “serenidade para aceitar o que não posso mudar”.

Muitas e muitas orações rogando por “coragem para mudar o que posso”.

E quantas e quantas vezes isso vira uma confusão na cabeça, pois não sabemos ao certo o que podemos mudar e o que não podemos.

E então pedimos a Deus “sabedoria para saber distinguir”.

E aprender isso leva tempo.

Na verdade, estamos sempre evoluindo. E talvez o que ontem você conseguia aceitar, hoje não consegue mais... Ou o que você tentava mudar bravamente no passado, hoje simplesmente aceita como é.

E eu, como ser humano, sou exatamente assim...

Nos últimos três meses, meu familiar e eu tivemos muitas conversas sobre seguirmos caminhos diferentes a partir de agora...

E no dia 20/08/18, nos separamos.

Ele estava totalmente recaído? Não.

Ele trocou alguma coisa de casa? Não.

Me traiu? Não.

Mas não é o que quero mais para a minha vida. Na verdade, ainda que eu quisesse, não tenho mais aquela força e aquela crença.

A dependência química vai muito além do uso de drogas. É uma questão comportamental. De pensamentos. Atitudes. Valores.

E o que era aceitável para mim antes, hoje se tornou insuportável.

Obviamente dói. É frustrante. Foram quase 12 anos.

Do meu lado, permanecem o carinho e o desejo sincero de que ele seja muito feliz e vença todos os obstáculos que surgirem no caminho.

Mas infelizmente, ficam também os traumas, as lembranças dolorosas, alguns medos... mas estou cuidando de tudo isso, um dia de cada vez...

 Poly


Entretanto, a vida precisa seguir...

Tudo isso tem acontecido exatamente no mesmo período em que estou trabalhando em um projeto novo. Daí nem tive tempo para me entupir de brigadeiro em casa, chorando e vendo filmes clichês... Não sei se isso é bom ou ruim...

Deixarei abaixo os links de duas matérias sobre o trabalho que tenho feito atualmente.

Clique aqui, e veja a matéria do Jornal Metrópoles.

Clique aqui, e veja a matéria do Jornal de Brasília.

Meninas(os), fiquem com Deus!

Que Ele ilumine os nossos caminhos!
 
"Ir embora de alguns lugares também é cuidar de si. Fugir de algumas pessoas, também é se proteger. Fechar algumas portas também é um ato de amor. Nem tudo é sobre abandono ou covardia. Às vezes são só atitudes de amor próprio." 
(Jey Leonardo)