sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Voe, borboleta... Voe!




Bom dia, menin@s!!

Tudo bem com vocês?

Gente, nem sei por onde começar... Acho que essa postagem vai virar textão hein, mas vamos lá!

Bom, sei que muitas de vocês ficam ansiosas para saber notícias do meu familiar, então antes de falar das outras coisas, vou logo dizer que ele está bem, bem sucedido no trabalho, limpo (não houve mais recaídas), aguardando sua posse em outro hospital ainda neste mês, enfim, vivendo um dia de cada vez... E fico muito feliz e orgulhosa com suas conquistas e superações!

Agora sosseguem, e vamos falar de nós, certo?! Rs.

Sabe, querid@s, é muito bom quando conseguimos sair do casulo e nos sentimos borboletas... No início dá medo de bater as asas, sentimos até vontade de voltar para o “casulo” por insegurança ao ver um espaço tão grande a explorar, mas com o tempo, na medida em que vamos sentindo o vento no rosto, e aprendemos a traçar as nossas próprias rotas, nos sentimos tão livres... tão livres... e é assim que me sinto hoje!


A codependência me fazia sentir presa, pequena, limitada... é muito difícil viver na expectativa de que dê tudo bem com o seu familiar para que dê tudo bem com você. É muita incerteza e insegurança... E vivendo assim, eu não conseguia sair do lugar, parecia andar sempre em círculos.

A dependência química do meu familiar ainda está lá, e só Deus sabe o quanto é difícil conviver com um adicto, mesmo em dias de paz, afinal, ficam as sequelas (nos dois). Mas é incrível como essa doença não faz mais parte dos meus pensamentos. Se antes ela ocupava 99,99% dos pensamentos do meu dia, hoje não passa de 00,01%. Finalmente entendi que isso deve ser uma preocupação do outro, e não minha! Entendem?

E quando começo a querer me preocupar demais, sentir medo demais, querer controlar o incontrolável demais, recorro às minhas leituras (blog, CEFE, livro Amando um Dependente Químico, livro Codependência Nunca Mais) para lembrar que preciso apenas de “serenidade para aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso, e sabedoria para perceber a diferença”, e volto a voar!

A maioria de vocês sabe que da nossa história aqui do blog, nasceu uma política pública para familiares de dependente químicos, né? O projeto “Ame, mas não sofra”. E desde novembro/2013 eu atuava ativamente nesse projeto. Ele se tornou parte da minha vida. Era uma delícia poder ajudar a essas famílias olhando nos olhos e ouvindo seus relatos frente a frente... Foi lindo! Mas por vezes eu me esquecia que esse projeto era um “trabalho”, e que como política pública tem suas ligações políticas, e a qualquer momento poderia acabar... E realmente acabou, ao menos por um tempo para mim...

Na ultima ação da qual participei, distribuímos “abraços grátis” na rodoviária de Brasília. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida! As pessoas correndo pra lá e pra cá, cara fechada, olhando pra baixo, daí de repente se deparavam com um “posso te dar um abraço?”, e então a mudança acontecia. Ninguém recusou o abraço! Ninguém conseguiu segurar o sorriso! Alguns até foram às lágrimas! E a frase “eu precisava desse abraço hoje” foi ouvida muitas vezes... Depois do abraço, eu conversava um pouco sobre a necessidade de termos tempo para nossos filhos (afinal era uma ação de dia das mães), e de abordarmos o assunto “drogas” em nossos bate-papos em família... Foi lindo! E assim, concluí minha missão nesse projeto que atendeu mais de 3.000 familiares de dependentes químicos.

No início foi meio estranho, ficou um vazio...

Daí veio o novo! Passei a trabalhar no PROCON!! Troquei relatos de “recaída, internação, codependência, dependência química” por “celular com defeito, cobrança indevida de operadoras de telefone e por aí vai”... Risos. Desde julho estou nesse novo setor, e estou amando o “novo”! Percebi que posso ajudar as pessoas fazendo o meu melhor em vários aspectos da vida, e não apenas em um... O mundo é grande, minha gente... Tem muita vida fora da dependência química, acreditem!


Masssss, a questão da superação da codependência é parte de mim! E eu não seria eu, se me esquecesse de que, um dia, alguém se dispôs a me ajudar, me fazendo enxergar tudo isso que abordo aqui no blog, e o meu desejo é continuar também ajudando outras pessoas a superarem esse obstáculo em suas vidas.

Então, estou esperando o resultado de um projeto novo: “Leitura e Laços em Movimento”, apresentado à Secretaria de Cultura, onde terei o prazer de levar o livro “Amando um Dependente Químico” gratuitamente às pessoas que precisam... Depois explico melhor. Vamos torcer para que seja aprovado!

Além disso, teremos uma novidade aqui no blog que falarei no final da postagem...

Estão achando que vou desistir da minha missão? Não mesmo! Gente, como desistir dessa missão ao ler relatos como esse abaixo?!

“Mesmo sem saber, você não tem ideia do quanto mudou minha vida. Foi através de seus textos que encontrei o apoio que precisava quando descobri o vício do meu esposo em cocaína, isso faz 5 anos. Suas palavras me ensinaram que dependência química não é desvio de caráter e sim uma doença entre tantas outras coisas que me auxiliaram a me recompor e sair da depressão e da codependência...”

Lindo e motivador, né? (clique aqui e siga o blog dessa fofa!) 

Outro dia recebi um e-mail da Tânia, uma Psicóloga que trabalha com familiares de adictos, e que relatou como pessoas tão incríveis e cheias de potencial não conseguem se enxergar quando estão afundadas na codependência.

Estão presas no casulo, lembram? Sem ter noção de que podem bater suas asas e voar alto, para onde quiserem...

Para vocês verem, teve um concurso aqui em Brasília, para sugerir ao Governador ideias para aumentar a arrecadação de dinheiro, sem aumentar os impostos. Os dez primeiros foram premiados. Sabem quem estava lá? A borboletinha que antes pensava que sua vida se resumia à dependência química do outro... Euzinha... Apresentei três projetos (ideias), e dois foram premiados – 4º e 10º lugar!

Ei, querid@, você também pode!



Não é fácil não, sabe! Tem dia que acordo com a síndrome da coitadinha, cheia de autopiedade, querendo tirar um cochilo no casulo. Mas ainda bem que aprendi a usar as ferramentas que me despertam!

A vida não se resume à dor de ter um dependente químico na família. Nossa missão no mundo não se resume a tentar controlar o outro para que ele não recaia. Vai além disso. Acredite!

Qual é o seu dom? O que você gosta de fazer? O que te faz feliz? Qual é o seu sonho pra você? Voe, borboleta! Quando estamos felizes com a gente mesmo, nos tornamos mais fortes para ajudar quem está do nosso lado.


E não paro por aí não... Não preciso mais do antidepressivo!!! Voltei a dançar e malhar. Voltei a estudar, agora assuntos relacionados ao consumidor. E voltei a trabalhar no livro da Francine !

“O maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma.” (Clarice Lispector)

Você acha mesmo que a maior dificuldade no seu caminho é a dependência química do outro? Reflita...



E agora, vamos à novidade do blog?

É o seguinte: abrirei um novo canal para que você e eu possamos trocar ideias! 

Conforme citei na ultima postagem, recebo muitos e-mails com perguntas, e não consigo responder a todos. Então, em breve, começarei a postar pequenos vídeos, abordando temas que vocês sugerirem: “codependência, separar ou não separar, recaída, amor-próprio” e por aí vai! Esses vídeos serão postados em canal do youtube, compartilhados na página do facebook e aqui no blog, e os temas serão escolhidos de acordo com o que vocês sugerirem ou perguntarem via comentários ou e-mail... 

Estou super ansiosa! Acho que vai ser bem bacana! Embora eu me sinta mais à vontade atrás de um teclado do que atrás de uma câmera, mas acredito que será mais prático e nos fará estar ainda mais pertinho! Mas a postagens por aqui também vão continuar, viu?!!

Como sugerir temas a serem abordados?

1. Por comentários nos vídeos que começarão a ser postados no canal www.youtube.com.br/polypescritos ;
2. Por comentários na página do facebook www.facebook.com.br/amandoumdq ;
3. Pelo e-mail polyp.escritos@gmail.com .

CLIQUE AQUI, para seguir o nosso canal no youtube.
CLIQUE AQUI, para curtir nossa página no facebook.

Fico aguardando as ideias de vocês!

Meninas, tenho lido as histórias de vocês, deixadas nos comentários aqui do Blog e também no e-mail. Posso afirmar que conheço essa dor, assim como posso afirmar que existe vida além dela... Acredite! Voe!

“Eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu, para que juntas possamos fazer o que sozinha eu não consigo!”

Posso te dar um abraço?!

Você não está sozinh@...

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Amiga, estou aqui!




Gisele L., Dalila, Lucineide, Marcelle A., Iona L., Juliana C., Rosana B., Daniele S., Oswaldo H., Carla M., Letícia S., Regina D., Mayra C., Michelle A., Cris M., Kelen S., Simone M., Marinna D., Raydna D., Leila S., Carolina J., Débora A., Francyelly A., Queila S., Joseane M., Ana C., Cibelle P., Carina H., Manuela F., Mercedes A., Rita C., Sthefanny L., Rosangela P., Carmem L., JS, Ana Paula, Thalita P., Sandra B., Neusinha, Andrea S., Eloisa H., Caroline M., Pamela C., Juliana S., Aline S., Leni M., Amanda C., Emili G., Lizamar L., Tilla C., Stefani P., Wania T., Guta C., Natalia A., Jaqueline R., Tábata T., e Raquel Y...


Obrigada pelos e-mails enviados...

Esses nomes (e-mails não respondidos de 2017) representam o de todas que enviaram suas histórias por e-mail, compartilhando suas vidas, segredos e medos, em busca de algo que as(os) alivie...

Leio sim TODOS os e-mails, TODAS as histórias, e me emociono! Perdoem-me por não conseguir responder a todas! Sei que estou devendo e-books, devendo respostas, devendo comentários, devendo postagens novas... Ufa... Não me coloquem no SPC, meninas!!! Rs.

Mas estou aqui para dizer que sim, eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu para que juntas possamos fazer o que sozinhas não conseguimos...

O tempo é curto, me perdoem! Mas a cada história lida, faço uma oração... 

Gostaria de fazer mais, mas não posso lhes dar conselhos, posso apenas relatar minha história, minhas escolhas, meus aprendizados para que talvez lhes ajude em suas próprias decisões...

Em breve teremos novidade aqui no blog!! Aliás, novidadeS!! Para que possamos estar ainda mais juntas, e as informações do livro mais acessíveis a quem precisa!

Prometo fazer uma postagem logo, tenho um tantão de coisa pra falar!!

PS: Não se esqueçam que estamos no “outubro rosa”, hora de gastarmos um tempinho a mais conosco – ida ao ginecologista, ao mastologista, realizar o autoexame (apalpar a mama para verificar se há caroço, manchas ou líquido)... Se cuidem bem!

Grande beijo!
Poly.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Arrumando as prateleiras...



Boa tarde!

Quanto tempo, gente!

Vira e mexe passo por aqui, até me dá vontade de escrever, mas acabo desistindo...

Por que, Poly? Por que você não escreve mais como antes?

Bom, primeiro que, quando vejo as postagens registradas no Blog e em cada página do livro, observo que não tenho mais nada a acrescentar, e se eu continuasse escrevendo diariamente, me tornaria extremamente repetitiva...

“Amor próprio”, “cuidar de si mesmo(a)”, “desligamento emocional”, “dependência química é doença”, “ele(a) só vai parar de usar quando decidir isso”, “não perca a fé mas não se encha de expectativas”, “você não pode curar a dependência química do outro”, “você não é causador da recaída do outro”, “nada do que você faça (ou deixe de fazer) impedirá o outro de usar drogas se essa for a vontade dele(a)”, “procure ajuda para você primeiro (grupo de apoio, terapia, etc)”, “se a família não se cuidar ela acaba enlouquecendo”, “você é responsável por suas escolhas”, “não deixe sua vida de lado”, “não deixe sua vida para depois”, “livre-se da culpa”, “coloque o foco em você”, “confie em Deus”, “seja feliz”!

Se viver com um dependente químico fosse uma receita de bolo, esses seriam os ingredientes...

Fácil? Não!
Possível? Sim!

Mas, na verdade, o motivo maior pelo qual não escrevo mais nem é esse que citei acima...

Quando comecei esse blog há seis anos atrás (18/05/2011), eu tinha liberdade para falar dos meus sentimentos, pensamentos, conflitos, dores, superação... Aqui era o “meu cantinho”... O único lugar onde eu tirava minhas máscaras e armas, e mostrava sem reservas o que tinha dentro de mim... E como isso me fazia bem!!

Usando um pseudônimo para não expor minha família, aqui me sentia segura...

O tempo passou... O blog cresceu... Quase 705.000 visitas até hoje!! E nesse crescimento, além das famílias em busca de informação e ajuda, vieram também os curiosos, os fofoqueiros, os maledicentes...

Pessoas que não se importam comigo, mas que me conhecem na vida real, começaram a visitar o blog com frequência, como se isso aqui fosse uma novela para assistir e comentar numa roda de amigas...

Além disso, meu familiar dependente químico, que nunca tinha se interessado pela leitura deste espaço, começou a fiscalizar minhas postagens e a censurá-las...

E foi assim que perdi o “meu cantinho”...

Vir aqui para falar de “clichês” ou do que não estou sentindo não faz sentido pra mim, e por isso as postagens estão mais escassas...

Mas vamo que vamo... Vou falar pra vocês um pouco do que tenho vivido...

Há algum tempo eu já havia mencionado aqui que meu filho caçula estava com suspeita de autismo. No final do ano passado o levamos a duas especialistas, e as duas confirmaram a presença de características do TEA – Transtorno do Espectro Autista nele. Embora o diagnóstico não esteja fechado, após a minha fase de negação, consigo ver que meu filho realmente apresenta diferenças em seu comportamento. Ele é lindo, inteligente, mas com algumas peculiaridades. O TEA dele é leve, antes conhecido como Síndrome de Ásperger...

Primeiro eu não queria aceitar. Ele interage com as pessoas, é inteligente, como pode ser autista? Só depois, conhecendo outras mães, várias histórias e com muita leitura, fui entendendo que o autismo é um espectro com vários níveis. Nenhum autista é igual a outro. Então pensar que autista é somente aquele garotinho que tapa os ouvidos e se balança, é um pensamento estereotipado e longe da realidade.

Meu filho tem atraso na fala, sofre quando mudamos sua rotina, sua alimentação é seletiva, e ele tem manias e obsessão por alguns assuntos específicos. Seus pensamentos são concretos e ele tem dificuldade em entender alguns comandos... Graças a Deus, já iniciamos o tratamento, os estímulos (quanto antes, melhor), e ele tem se desenvolvido muito bem!

Muitas pessoas, quando ficam sabendo, na tentativa de me “consolar”, relatam a história do jogador Lionel Messi, considerado melhor do mundo pela FIFA, e que tem autismo leve.

Eles são os melhores nos seus assuntos de interesse, o difícil é fazê-los se interessar pelos demais assuntos, e sobretudo, fazer a sociedade entender e respeitar suas diferenças...

Bom, queridas(os), estou nessa nova batalha! E nesse contexto, não tem sobrado tempo para viver pensando em dependência química, sabe?

Segundo os especialistas, há uma grande chance do pai do meu filhote também ser Ásperger... Mas isso são apenas especulações... O que explicaria muita coisa em seu comportamento...

E por falar nele, sei que querem saber como ele está, não é mesmo?

Bom, ele ficou seis meses limpo, e infelizmente, recaiu.

Eu pensei que, ao saber que ele tem uma criança que depende de sua proteção e cuidado, mais do que outras crianças “normais”, ele ficaria bem longe das drogas...

Eu pensei que, ao ser escolhido pelos formandos de medicina de uma universidade, para ser o colaborador homenageado, ele nem pensaria em recair...

Eu pensei que, o fato de ter que pegar as crianças na escola, o impediria de reiniciar o ciclo...

Eu pensei que ele acompanhando o meu tratamento contra uma depressão (sim, estou doente), ele se manteria firme...

Mas, quem disse que dependência química e recaídas seguem alguma lógica, não é mesmo?!

Recaiu.

Mas ele está bem. Foi um lapso. Reergueu-se e está seguindo adiante.

Quanto a mim, fiquei triste por saber dos danos que a recaída traz em todos os aspectos, no entanto, não pronunciei nenhuma palavra, e não deixei de cumprir nenhuma das minhas atividades...

Eu não sou mais a mesma, definitivamente.

Estou prestes a completar 39 anos de idade, dos quais 27 são convivendo com adictos...

A gente aprende... Ô se aprende!

Não deixou de doer, mas sei lá, parece que ando anestesiada agora...




No trabalho, continuo na missão de levar informação, apoio, abraço e orientação às famílias de dependentes químicos de Brasília. E isso tem me feito bem! Me dá a sensação de que toda a dor vivida valeu pra alguma coisa, entendem?

E quando é dia de faxina, eu organizo meus sentimentos (ao menos tento), e coloco as dores nas prateleiras mais altas, para facilitar o esquecimento e dificultar o acesso... E coloco diante dos olhos, os motivos que tenho para agradecer...

E assim vou vivendo, um dia de cada vez!

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017 chegou, e agora?!



Bom diaaa!

Feliz ano novoooo!

Então chegamos a 2017, e agora? O que mudou?

Bom, querid@s, é bom que NÓS tenhamos mudado, e que nós HOJE estejamos adotando atitudes diferentes, caso contrário, tudo continuará exatamente igual. Não é mesmo?

Mas quero deixar aqui os meus votos a todos os familiares de dependentes químicos que chegam neste espaço em busca de alguma informação ou de um “abraço virtual”...

Meus votos são:

Que não estejamos tão ansiosos por MAIS em 2017, mas sim, por menos. Que tenhamos menos culpa, menos mal-humor, menos preocupações... Ei, já parou pra pensar que a vida é provisória e que ela está passando bem depressa? Então, querid@ leitor(a), leve menos coisas na bagagem...

Que conheçamos ao menos um lugar novo, aquele que você gostaria de ir, e nunca foi... Se o dinheiro está curto, não precisa ser uma ida a Veneza, mas por que não uma ida àquele parque da sua cidade? Um piquenique?

Que permitamos que pessoas novas entrem na nossa vida... Mas entrem mesmo... Não estou falando dessa coisa superficial de curtidas, cutucadas, corações ou Xzinhos não... Estou falando de chá da tarde, de conversa olhando no olho, de enxergar a alma do outro, de querer bem... Mas, cuidado, selecione quem realmente vale a pena entrar e ficar em sua vida...

Sim, desejo que seja um ano repleto de boas notícias, mas sobretudo, repleto de abraços, beijos, cafunés e afetos sinceros...

Que estejamos pront@s para aceitar o perdão e saber perdoar, retirando das costas o peso amargo das mágoas e decepções.

Que saibamos dizer “eu errei, me desculpe” sempre que for necessário, e que não nos falte força para seguir adiante, melhores e abertos a novos aprendizados.

Que sejamos um pouco menos teimosos... Mas só um pouco!

Que nos dediquemos a algo novo, algo que nunca fizemos antes: um novo idioma, um novo instrumento, um novo trabalho, um novo cabelo... Arrisque! Ouse!

Que não nos falte um coração resistente para aguentar as grandes boas surpresas que virão... Mas que também não falte a esse coração o desejo de criar surpresas agradáveis ao próximo...

Sei que é ano novo, e que só queremos falar de coisas boas, mas são 365 dias, e é bem provável que em alguns desses dias tenhamos que lidar com a tristeza... Então desejo que, quando a dor nos alcançar, não nos falte força para enfrentá-la. E ao nos depararmos com essa dor, que não nos alcance a dureza nem a desesperança, mas ao contrário, que sejamos ainda mais capazes de transformar dor em amor a quem passar por perto...

É isso.

Mais um ano se foi, e um novinho em folha chegou...

Pode parecer que são 24 horas exatamente iguais a tantas outras, e realmente serão, se não tomarmos ATITUDES diferentes...

Não esperemos que as coisas irão mudar apenas porque o calendário mudou... A mudança vem de nós!

Queremos um ano melhor? Então sejamos melhores! Melhores em nossos planejamentos, melhores em nossa dedicação, melhores em correr atrás de nossos sonhos, daquilo que realmente vale a pena! Melhores em sentir...

Que em 2017, desejemos mais, queiramos mais, vivamos mais, arrisquemos mais, nos entreguemos mais, sintamos mais, aproveitemos mais... Tudo isso só depende de nós!

Por fim, e na verdade, mais importante, desejo que estejamos mais pertinho de Deus, pois Dele virá a saúde que precisamos, e toda a força necessária para fazermos de 2017 o melhor ano de nossas vidas!!




Querid@s, recebo muitas mensagens perguntando sobre o meu familiar adicto... Informo que ele está bem. Está limpo há uns três meses. Seguindo sua jornada...

Sabe, estou lendo o livro Amando um Dependente Químico novamente, e vejo que ele foi escrito no momento exato. Eu vivia uma fase de transição, e os registros feitos diariamente são ricos para quem busca uma “luz no fim do túnel”. No entanto, o tempo passou... Cinco anos se passaram desde que ele foi escrito, e posso afirmar que eu mudei...

Hoje não consigo mais vir aqui fazer registros sobre o outro e sobre as suas dificuldades e vitórias... Só consigo falar de mim...

Agradeço de coração por mais um ano juntos, querid@s leitor@s!!

E vamos que vamos que 2017 já começou!!